
As casas típicas da Costa Nova, os "famosos" palheiros, são construções típicas desta região, hoje em dia, representam um verdadeiro postal ilustrado e colorido pra quem quer conhecer, esta zona.
São casas de madeira tradicional portuguesa, que começaram a surgir a partir de 1808, aquando da abertura da nova barra, eram construídas sobre estacas, que devido ao terreno arenoso e alagadiço não permitia que se construíssem casas assentes no solo. As construções palafíticas possibilitavam a subida das águas da ria, inundando o terreno, sem que afectasse a habitação propriamente dita, permitindo também que a areia arrastada pelo vento, pudesse passar por baixo das casas.
Os primeiros palheiros a surgir, foram construídos principalmente à beira-mar, por pescadores, e que serviam para guardar as redes, bem como outros artigos de pesca.
Na altura era constituídos por apenas uma única divisão, mas com o passar dos anos, e mediante as necessidades de cada um, foram surgindo algumas divisões no seu interior. Alguns pescadores deslocados acabaram por ficar a residir permanentemente, permitindo assim a origem de novas povoações costeiras, como é o caso de Espinho e a Costa da Caparica.
Com o passar dos tempos, estes palheiros que pouco mais eram do que casebres, na altura, começaram a ganhar aspecto de casas de madeira bem construídas e pintadas com cores frescas e garridas, que lembram a policromia dos moliceiros que desfilam nas águas da Ria de Aveiro.
O que no principio do século XIX, parecia ser uma aldeia de pescadores, aos poucos, a Costa Nova, tornou-se numa das praias mais conhecidas, ao ponto de em 1848 ser frequentada por ilustres figuras públicas, como Eça de Queirós e Oliveira Martins, frequentadores assíduos do palheiro de José Estêvão, uma ilustre personalidade de Aveiro, que muito contribuiu para a divulgação desta região.