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terça-feira, 24 de junho de 2008

O lugre "Creoula"

Construído nos Estaleiros Navais de Lisboa (CUF), no tempo "record" de 62 dias úteis, o lugre "Creoula" é considerado um navio gémeo do "Argus" e do "Santa Maria Manuela".

Lançado à água em 1937, terá realizado ao serviço da Parceria Geral de Pescarias, cerca de 37 campanhas na Terra Nova, terminando a sua carreira piscatória em 1973. Numa viagem de rotina, este lugre de quatro mastros navegava com 54 pescadores, entre os quais se contavam 9 marinheiros e 1 contramestre, que acumulavam as funções da pesca. Atendendo as condições agrestes de navegação, a construção do navio é reforçada. O casco de aço, à semelhança do resto da frota, estava pintado de branco, permitindo o reconhecimento dos navios portugueses, neutrais durante a Segunda Guerra Mundial, pelas forças em conflito. Com um sistema que aliava o motor à vela, o "Creoula" tinha excelentes qualidades náuticas que se reflectiam, por exemplo, na velocidade.

Quando o tempo era favorável, chegava a atingir os treze nós, cobrindo a distância entre os bancos da Terra Nova e Lisboa em cerca de dez dias. Partindo de Lisboa em fins de Março, o "Creoula", num ano de boa pescaria, comportava cerca de 800 toneladas de peixe e, aproximadamente, 60 toneladas de óleo de fígado. No início dos anos oitenta, a Secretaria de Estado das Pescas, apoiada pela Secretaria de Estado da Cultura, adquiriu este lugre, transformando-o num navio de treino da Escola de Pesca.

Iniciando esta nova carreira em 1987, o "Creoula" voltou a içar as suas velas e a cruzar os mares, desta vez ao serviço da Marinha, enquanto Unidade Auxiliar.


Fonte: Marinha

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Modelismo Náutico: Bacalhoeiro "Inácio Cunha"

Autor: c. Vasconcelos

Gostava de um dia me aventurar a construir uma réplica deste género. Sei que é um trabalho bastante minucioso, que requer alguma habilidade, concentração e bastante paciência... talvez seja o meu próximo desafio, quem sabe ;)

Esta maravilha, é da autoria de c. Vasconcelos, trata-se de uma réplica do Bacalhoeiro Inácio Cunha.

Este primeiro Bacalhoeiro, foi mandado construir em 1945, no estaleiro Naval de José Maria Bolais Mónica, na Gafanha da Nazaré, tinha o casco em madeira, não congelava, e tinha apenas um porão para o salgado. Tinha de comprimento cerca de 46,60 m e a potência do motor era de 550 HP.
No entanto passados alguns anos, este Bacalhoeiro viria a afundar-se ao largo da Gronelândia, depois de um violento incêndio...

Vamos recordar:

"Sem a menor possibilidade de ser socorrido, todo o dia o "Inácio Cunha" se manteve envolto em grandes labaredas e espesso fumo, sacudido a espaços por violentas explosões, acabando por se afundar às duas horas e trinta minutos do dia trinta do mês de Agosto de mil novecentos e sessenta e seis, com todos os seus pertences e carga que constava de onze mil e oitenta quintais de bacalhau frescal, trinta e duas toneladas de óleo de fígados de bacalhau, dezanove toneladas de caras, sete toneladas de línguas, lombos e samos de bacalhau, dez toneladas de lula japonesa, cinco toneladas de cavala norueguesa, quarenta toneladas de sal, bem como todos os haveres da tripulação, que não foi possível salvar."


"O pânico gerou-se a bordo e só com muita dificuldade o Capitão, auxiliado pelos seus principais, conseguiu que a operação de arriar os botes se processasse em boa ordem. Vendo a tripulação mais calma, tentou o Capitão entrar no seu camarote para salvar a documentação do navio, mas isso foi-lhe impossível, dado que o camarote, situado mesmo por cima da casa das máquinas, se encontrava cheio de fumo e o calor ser insuportável. Pelas cinco horas e trinte minutos do mesmo dia, já com a tripulação a salvo, resolveu o Capitão com os seus Principais abandonar o navio, verificada a impossibilidade da sua salvação e porque se temia a todo o momento qualquer explosão nos tanques de gasoil. Recolheu-se a bordo do navio "Soto Mayor", onde já estava toda a sua tripulação. O Capitão do "Soto Mayor" informou o navio-hospital "Gil Eannes", que se encontrava em Holsteinsborg, do que se estava a passar com o "Inácio Cunha". Pelas quatorze horas do mesmo dia ouviu-se de bordo do "Inácio Cunha" uma violenta explosão acompanhada de grande erupção de chamas e tendo a seguir caído o mastro de ré. Pelas desassete horas foi dada ordem para que todos os tripulantes passassem para bordo do "Gil Eannes", que entretanto chegara ao local do sinistro. "

Depois deste acontecimento e com o dinheiro da seguradora, foi projectado um novo Inácio Cunha, a pedido do armador, este já bem mais evoluído... Em aço, com porão para os salgados e para os congelados...

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Arquivo APA: Projecto de melhoramento da Barra



Projecto de melhoramento da Barra e estuário do Vouga em 1925, da autoria do Engenheiro António Craveiro Lopes.



Fonte:Porto de Aveiro.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Visita à exposição: Mostra Filatélica do Mar II


O Relato de uma Tragédia

“Pelas 0600 do dia 15 de Maio de 1956, arriaram-se os botes para a faina da pesca, com aragem SSE, névoa e mar de pequena vaga.

Pelas 0930 como houvesse fracas informações meteorológicas consulados os navios próximos: Luiza Ribau a W, Oliveirense a NNW, Creoula a SSW e Terra Nova a SSE, resolvemos chamar os botes a essa mesma hora. Às 1145 tinha todos os pescadores a bordo verificando-se a falta de… cédula nº ….. de Setúbal inscrito no G.A.N.P.B. com o nº …., continuando o tempo bom, com névoa negra.

Pelas 1600 refrescou mais o vento ficando força 3. No entanto continuava o tempo bom, dando-se sinais ininterruptamente. Continuou a névoa negra. Pelas 0400 do dia seguinte 16 de Maio clareou, vindo névoa depois para clarear completamente pelas 1100. O Luiza Ribau andou a pesquizar o mar desde as 0400 com horizonte muito largo por vezes. Pelas 1100 suspendemos, com leve aragem de WNW mar quási raso naveguei a pesquizar o mar não vendo quaisquer vestígios do bote. Voltei à mesma posição onde fundeei, com mar estanhado e calma. No dia 17 de Maio não restando mais esperanças de encontrar o referido pescador suspendi e naveguei para SW.”

E uma semana depois o pescador apareceu com o seu bote, tendo sobrevivido bebendo água recolhida com a vela e comendo peixe cru.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Ilustres Aveirenses: VON HAFE João Henrique Adolfo

VON HAFE João Henrique Adolfo

João Henrique Adolfo Von Hafe, foi um dos ilustres aveirenses, homenageado no passado dia 28 de Abril, no Museu da Cidade. Nasceu no Porto em 1855 e aí mesmo viria a falecer em 1930, foi um empenhado engenheiro da JARBA (Junta Autónoma da Ria e Barra de Aveiro), e o seu trabalho ainda hoje é reconhecido.

Da sua acção destacou-se, o Estudo e o Projecto de Melhoramento da Barra, em 1925 e 1927 respectivamente, onde actuou e defendeu a construção de um dique de concentração de correntes e o prolongamento do molhe norte, em mais 300 metros em direcção ao mar.

Este projecto viria a ser aprovado, em 1930, depois de aperfeiçoado pela Missão Inglesa (firma inglesa, especializada e consultada para esta matéria a pedido do Ministério das Obras Públicas) vindo a servir de pedra basilar na primeira fase do plano portuário de Aveiro.

O Eng.º Von Hafe propugnou também por uma Barra a 18 pés, à custa do prolongamento do Molhe Norte e sem dragagens.

A este ilustre se deveu também o Anteprojecto de um porto de comércio e de pesca que propunha um plano geral de construção do porto interior de Aveiro.
Aqui fica a nossa homenagem...


Projecto de melhoramento da Barra de Aveiro, da autoria do Engº Von Hafe.

Fonte:
Arquivo do Distrito de Aveiro, 1947, Vol. XIII
A Barra e os Portos da Ria de Aveiro 1808 - 1932, APA- Administração do Porto de Aveiro, 2008.
Porto de Aveiro: Entre a Terra e o Mar, Inês Amorim, 2008.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Memórias IX

Zona da Malhada em Ílhavo.

Zona da Malhada em Ílhavo.


sexta-feira, 25 de abril de 2008

MOSTRA FILATÉLICA DO MAR


As comemorações do Bicentenário da abertura da Barra de Aveiro prosseguem. A Secção Filatélica e Numismática do Clube dos Galitos associa-se à efeméride, com a realização da Mostra do Mar – mostra filatélica subordinada ao tema Mar.

Esta iniciativa realizar-se-á de 2 a 7 de Maio, nas instalações da antiga Capitania do Porto de Aveiro (no centro da cidade).

O carimbo comemorativo será lançado sábado, dia 3 de Maio, pelas 14h00, no local da Exposição.


A partir das 15h30m, realizar-se-ão três palestras subordinadas aos seguintes temas:

- “Os Estaleiros dos Mónicas na história da construção naval na Ria de Aveiro”, pelo Capitão João Batel;

- “História Postal – Correio Marítimo”, pelo Dr. Luís Frazão;
- “Pesca do Bacalhau – uma viagem”, pelo Capitão Marques da Silva.

Aveiro, o Clube dos Galitos, a Secção Filatélica e Numismática e a Comissão das Comemorações do Bicentenário da abertura da Barra aguardam pela vossa visita.


Fonte: Porto de Aveiro: Newsletter n.º 134.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Memórias VIII

Protecção ao Farol: estacas e tabuado em eucalipto.

Protecção ao Farol: estacas e tabuado em eucalipto.


Protecção ao Farol: estacas e tabuado em eucalipto.



Transporte de estacas em eucalipto para defesa do Farol.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Visita à exposição: "A Barra e os Portos da Ria de Aveiro 1808 – 1932"

No passado Domingo, depois de ter visitado a fragata Álvares Cabral, tive a possibilidade de passar na Galeria da antiga Capitania do Porto de Aveiro. Desde o dia 03 de Abril, está em exposição o arquivo Histórico da Administração do Porto de Aveiro, denominado "A Barra e os Portos da Ria de Aveiro, 1808-1932".

A historiadora Inês Amorim é comissária da exposição, juntamente com João Garcia. Os dois especialistas foram os responsáveis científicos pela equipa que, durante mais de um ano, inventariou parte do espólio do arquivo do Porto de Aveiro, tratando-se a APA da única administração portuária a proceder a este tipo de trabalho.

No momento em que lá fui, não havia ninguém na galeria, ninguém, para além do "guardião" daquela relíquia histórica... Tive a possibilidade de vaguear à vontade pela exposição, e de certa forma viver o espírito da época, pois é de enaltecer e sobrelevar a força e a coragem dos técnicos, que sem grandes meios, conseguiram levar esta obra a bom porto e fizeram desta terra aquilo que hoje é...

Quem quiser conhecer um pouco sobre a nossa história, terá a possibilidade de o fazer até ao dia 03 de Maio... Aqui fica o convite.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Camponesa de Ílhavo: Pintura a óleo de J.P. Ribeiro,

Pintura a óleo de J.P. Ribeiro, retrata uma camponesa de Ílhavo de meados do século XIX. Figura altiva, foi retratada trajando a rigor, com a sua saia negra rodada, bolsa à cinta, colete, chinelas e chapéu de abas largas, envolto pelo seu lenço. Ao fundo e de horizonte longínquo e baixo, a paisagem da Ria.

Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo - Agenda Viver em - Abril 2008

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Visita à Fragata Álvares Cabral


Desde o passado dia 03 de Abril, que a Fragata Álvares Cabral, se encontrava atracada no Cais Ro-Ro no Terminal Norte do Porto de Aveiro. No fim de semana, as portas do N.R.P. Álvares Cabral (Navio da República Portuguesa Álvares Cabral) foram abertas ao público em geral, a entrada era livre e ainda dava direito a visita guiada.
Como não é todos os dias que temos à porta de casa um Navio de Guerra da Marinha Portuguesa, o barramar.blog não deixou passar este momento em branco e rumou ao Terminal Norte...
Como já seria de prever, só nos foi permitido fotografar o exterior da fragata... e nós assim fizemos, e o resultado foi este...




















Porto de Encontro - 3º Classificado

3º Lugar - Concurso Fotografia "Porto de Encontro"
Autor: Nuno Miguel Ramalho


A Barra abraçada por um belíssimo arco-íris...
Esta fotografia obteve o 3º lugar no concurso de fotografia "Porto de Encontro" promovido pelo Porto de Aveiro, no âmbito das comemorações do Bicentenário da Abertura da Barra de Aveiro.

Parabéns ao seu autor Nuno Miguel Ramalho.

sábado, 5 de abril de 2008

FRAGATA Álvares Cabral aberta ao público



No âmbito das comemorações dos 200 anos da abertura da Barra de Aveiro, a Fragata Álvares Cabral, da Marinha de Guerra Portuguesa, encontra-se aberta a visitas ao público em geral. Este navio encontra-se atracado no Terminal Norte do Porto de Aveiro, no cais RO-RO.

Horário das visitas:

SÁBADO, 05 ABRIL – 10h/13h; 14h30/19 horas
DOMINGO,06 ABRIL – 10h/13h
Contactos/Informações: 234 397 244; 234 397 230 capitania.aveiro@marinha.pt

segunda-feira, 31 de março de 2008

Memórias VII

Postal do Forte da Barra - Ao fundo a Torre de Sinais


Postal do Forte da Barra - Antiga ponte de madeira de acesso à Barra

terça-feira, 25 de março de 2008

Memórias VI

Postal de Aveiro: Os Moliceiros de velas pandas na Ria.

Postal de Aveiro: 1969 - Barco Moliceiro junto à lota de Aveiro, à entrada do canal da pirâmides
Postal de Aveiro: Barco Moliceiro carregado de moliço.

Memórias V

Postal de Aveiro: As Canastras do Sal

Postal de Aveiro: Cobertura da neve salgada

Postal de Aveiro: Os Marnotos a preparar o Sal

Postal de Aveiro: As Salinas