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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Aveiro e Gijón - Dois Portos com História

Porto de Aveiro vs Porto de Gijón


quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

À entrada da Barra...

Num destes dias, ao passar pelo Forte da Barra, fui presenteada com este magnifico cenário... o por do sol, o mar e o farol... Lindo!!!!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Naufrágio do Primeiro Navegante A-560-N


Esta minha "aventura" tem-me levado a descobrir, acerca desta terra, histórias surpreendentes. Mesmo não sendo gafanhoa, nem aveirense de gema, esta foi a terra que me viu crescer e desde cedo me conquistou...
As imagens que aqui vos trago hoje são imagens do naufrágio do "Primeiro Navegante" A-560-N, foi construído na Gafanha da Nazaré em 1940, por Manuel Maria Bolais Mónica, para a Empresa Ribaus & Vilarinhos, Lda, no entanto, passados poucos anos, acaba por naufragar, às portas de “casa”. Foi em meados de Outubro de 1946, quando o "Primeiro Navegante", com a ajuda do rebocador "Vouga", começava a entrar no canal da barra, com cerca de 25/30 metros de largura, em frente à meia laranja, é assolado por alterosas vagas, acompanhadas por fortes rajadas de vento, o "Vouga" não aguentou a proa do navio e este foi arrastado para sul, acabando por encalhar no banco de areia. O rebocador "Marialva" ainda tentou ir em seu auxílio, mas de nada adiantou, pois o "Primeiro Navegante" já era pertença do mar e do vento.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Jardim Oudinot

Imagens como estas, já fazem parte de todos nós... revelam um espaço já hà muito esquecido no tempo. No entanto as imagens de degradação e abandono, dentro em breve darão lugar a uma espaço aprazível e digno para toda aquela zona.

Será o maior e melhor Parque da Ria de Aveiro ou talvez de toda a região, onde serão construídas diversas infraestruturas, nomeadamente um ancoradouro de recreio, percursos pedonais, que farão a ligação entre a parte antiga e nova do Jardim, equipamentos desportivos, parques infantis e uma praia fluvial com apoio de bar, estando também prevista a devida iluminação de toda a zona, para que possa ser utilizada com a devida segurança pelos cidadãos...

No entanto, estima-se que no Verão toda a obra já esteja concluída, servindo desta forma como palco da recepção à Regata Comemorativa dos 500 anos do Funchal, e que fará escala no "nosso" Município, de 20 a 23 de Setembro.

Até lá, e enquanto as obras não começam, deixo-vos aqui o projecto do tão desejado parque da Ria.


segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Memórias I

Vista Geral do Porto Bacalhoeiro


Estaleiro Naval Mónica e secas de João e José Maria Vilarinho

Fonte: Porto de Aveiro

Memórias

Lugre Rainha Santa Isabel

Lugre Santa Joana


Fonte: Porto de Aveiro

sábado, 12 de janeiro de 2008

Lugre "Santa Maria Manuela"

O Lugre “Santa Maria Manuela”, irmão gémeo do "Creoula, foi construído nos estaleiros Navais da Companhia União Fabril, em Lisboa, no ano de 1937, como navio de quatro mastros.

Tal como aconteceu com outros lugres da pesca do bacalhau, também o “Santa Maria Manuela” foi sendo modernizado, de modo a adaptar-se às novas técnicas de pesca, de navegação e de comodidade para os tripulantes. Nessas sucessivas intervenções, o navio perdeu os mastros. Exceptuando o casco, tudo o resto foi o resultado dessas sucessivas obras de modernização.

Em 1993, o “Santa Maria Manuela” foi abatido por demolição ao registo dos navios de pesca, tendo apenas sido preservado o casco, e assim se manteve durante mais de uma década. No ano seguinte, um conjunto de 17 entidades, públicas e privadas, criaram a Fundação Santa Maria Manuela, com o objectivo de recuperar o antigo lugre, dando-lhe a sua forma original, mas projectando-o para nova actividade.

Por diversas razões, o projecto nunca avançou, até que, em 2007, a empresa “Pascoal & Filhos, SA”, sediada na Gafanha da Nazaré, e empresa armadora dos navios Pascoal Atlântico e Cidade de Amarante, tornou-se gestora e proprietária do casco do navio, decisão aprovada por unanimidade pelos membros da Fundação Santa Maria Manuela.

Os actuais gestores do projecto comprometem-se a manter o espírito e os objectivos centrais que nortearam a criação da Fundação Santa Maria Manuela numa base de sustentabilidade económico-financeira.

Clique na imagem e acompanhe o diário de bordo.
Boa Viagem!!!

Nota: Fotos retiradas do blog: http://santamariamanuela.blogspot.com/

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

1º Concurso de Fotografia Digital Aveiro - Uma Região de Turismo

Quando se tem como pano de fundo, temáticas relacionadas com o mar e a ria, os resultados são sempre surpreendentes.

Estas foram algumas das fotos premiadas, no passado dia 18 de Dezembro, no âmbito do 1º Concurso de Fotografia Digital Aveiro - Uma Região de Turismo, promovido pela Rota da Luz.

Os meus parabéns a todos os vencedores e participantes.

2.º Prémio: Neblina na Ria - Orlando Costa Batista

3.º Prémio: Pescaria - João Manuel Soares Petronilho



Outros Prémios:

Tema Ria: Cesta após cesta - Manuel Francisco

Fonte: Rota da Luz.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

FELIZ NATAL


Desejo um Santo Natal recheado de alegria e boa disposição a todos os amigos e visitantes do barramar.blog.


"Que o Natal seja mais um momento
em que as pessoas acreditem
que vale a pena viver um Ano Novo".

(Frase retirada do "Disk Mensagem 3000")


Beijos e Abraços

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

O "Ti Ameixa" e a Barca

O seu nome é José da Graça, mas, por herança do avô, é conhecido por todos como Manuel Ameixa. O “Ti Ameixa”, como carinhosamente também lhe chamam, é uma figura emblemática do nosso Concelho pela sua ligação à Ria e ao vaivém das travessias efectuadas entre a “Bruxa” e a Costa Nova.

Nascido há 80 anos na Gafanha da Encarnação, o contacto do Ti Ameixa com a Ria começou logo na infância. Depois da escola, o seu maior prazer era ir à procura do pai para poder andar na apanha do moliço, tendo mesmo, com apenas 5 anos, aprendido a manobrar a barca. Nessa altura, eram vários os barcos que faziam o transporte de pessoas entre as duas margens, tendo o pai optado então por essa actividade em parceria com o filho, de 11 anos de idade, num negócio que dava sustento a toda a família. Vinha muita gente de longe, sobretudo depois da vindima, para uns dias de descanso na Costa Nova. Celebravam-se ali muitos aniversários… e até os enterros passavam nas barcas!

Durante mais de 20 anos, Manuel Ameixa dedicou-se exclusivamente a esta actividade. Mas, após a construção da ponte nova e a consequente diminuição de clientela, optou por ir trabalhar na Junta Autónoma do Porto de Aveiro. Mas não abandonou o transporte por completo. Durante os fins-de-semana e nas férias de Agosto ajudava o irmão, que entretanto ficara encarregue do negócio.

Com mais de sete décadas ao leme da sua barca, o Ti Ameixa é o único nos tempos que correm a fazer as travessias. Não tem memória de acidentes, penas de um pequeno susto quando, certo dia ao sair da Costa Nova, sozinho, se levantou vento com o qual não contava. Felizmente conseguiu controlar a barca e seguiu viagem. Guarda, sim, boas recordações, quando outrora as raparigas cantavam, dançavam e o obrigavam a dançar com elas.
Estas são as memórias de outros tempos, homenageadas pela Câmara Municipal de Ílhavo quando, em 2000, colocou uma barca que pertencia à família de Manuel Ameixa numa das rotundas da Estrada da Mota. A esta barca só a imaginação pode levar mais longe, mas a do Ti Ameixa continua a contar com a sua sagacidade e engenho para que a “Bruxa” e a Costa Nova continuem unidas pelo beijo molhado da Ria, sob o olhar atento de tantos quantos se aventuram nesta calma e inesquecível travessia.

Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo.

sábado, 24 de novembro de 2007

Mar e Ria em Forma de Arte

"Nós, os de Aveiro, somos feitos, dos pés à cabeça, de Ria, de barcos, de remos, de redes, de velas, de montinhos de sal e areia, até de naufrágios. Se nos abrissem o peito, encon-trariam lá dentro um barquinho à vela, ou então uma boia ou uma fateixa, ou então a Senhora dos Navegantes."

In: "Correio do Vouga" de 08/11/1952 - D. João Evangelista de Lima Vidal

Já nesta época era notória a importância que a ria e o mar tinham na vida das gentes da terra. Ao longo dos anos essa importância foi sendo manifestada de forma artística, hoje em dia todos os cantos desta belíssima cidade, também conhecida como sendo a "Veneza de Portugal", foram decorados com belíssimos painéis cerâmicos e figuras típicas da região.
Com o intuito de "aguçar" a curiosidade das gentes menos atentas e de despertar o interesse dos "nossos" turistas, aqui deixo algumas fotos destas manifestações de arte.

Monumento ao Marnoto e à Salineira


Da Autoria de António Quintas e produzido na Oficina da Repaveiro, este Monumento foi colocado em 12 de Maio de 1994 e pretende personificar as figuras do Marnoto e da Salineira, atinge uma altura de 21,60 m por 23,20m de comprimento.

Toda a sua estrutura em aço inox assenta numa base de betão. Divide-se esta última em vários lagos comunicáveis entre si, representando as salinas, local de trabalho do marnoto e da salineira. Das duas formas piramidais, que desenham os montes de sal, descortinam-se umas faixas verticais, que simbolizam os armazéns de sal e as típicas casas da Costa Nova. O módulo de central, que se encontra entre estas duas faixas, é totalmente preenchido por uma queda de água, assemelhando-se às velas do Barco Moliceiro. Deste barco, típico da região, visualizam-se, ainda, a proa e a ré que, de acordo com a sua disposição e conforme o ângulo de visão, permite-nos reconstruir a imagem da embarcação no seu todo.

Fonte: Câmara Municipal de Aveiro.

A Salineira e o Marnoto

Estas estátuas são duas figuras típicas do meio laboral de Aveiro, são elas a Salineira e o Marnoto, estão localizadas em duas das extremidades da ponte sobre o Canal Central, actual Praça Humberto Delgado.



A Salineira

A Salineira, é uma figura tradicional do meio laboral, esta tem a árdua tarefa de transportar o sal em canastras de vime (65 – 70 kg), do barco para os armazéns. Usa saia garrida comprida e blusa de motivos claros, com rendas nas mangas. Por cima da saia, um avental de serguilha e, sobre a blusa, um xaile colorido, de franjas longas, traçado da esquerda para a direita. Normalmente, anda descalça ou calça chinelas pretas envernizadas, enquanto que na cabeça usa um chapéu de aba larga arqueada, onde prende um lenço de lã, também garrido.




O Marnoto

O Marnoto também é uma figura tradicional do meio laboral, é caracterizado por ser uma figura de braços hercúleos, traços morenos e pele bastante bronzeada pelo sol devido às actividades desenvolvidas nas salinas, entre os meados da Primavera e o final do Verão. Apresenta mãos calejadas dos remos e pés endurecidos pelos cristais do sal.

Veste camisa de lã branca sobre a qual usa, em volta do pescoço, um lenço de cor vermelha. Na cabeça protege-se com um chapéu preto, de feltro, com abas largas ou um barrete de fazenda de lã. Para baixo veste bragas ou calções azuis de algodão, aos quais se chamam manaias.


Fonte: Câmara Municipal de Aveiro.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Painéis Cerâmicos de Aveiro (2)

Painel das Escadarias do Mercado Manuel Firmino

Painel azulejar representativo das várias actividades tradicionais da região: pesca, salicultura, apanha do moliço, venda de peixe e de amêijoa, assim como imagens características: as palmeiras do Rossio, a Ponte da Dubadoura, as Salinas e os montes de sal, etc. Predominam as cores verde, azul e lilás. O design ficou a cargo de Jeremias Bandarra e a cerâmica a cargo de José Augusto.





Painéis azujelares da Estação de Caminhos de Ferro de Aveiro

O edifício da estação é constituído por três sectores: um central, de três pisos apresentando três portas amplas ao nível do plano inferior; e dois laterais simétricos, de dois pisos, com uma porta e dois postigos de secção rectangular. Obedece a uma gramática estilística que se designa por “casa portuguesa”, sendo um bom exemplar ao nível regional. Mas, mais do que a arquitectura, é a azulejaria que torna o edifico notável. Este, apresenta uma riquíssima colecção de painéis de azulejos que revestem as paredes das suas fachadas. O seu objectivo é, não só, ilustrar as fachadas do edifício, mas também transmitir, através de um discurso visual de leitura fácil e assegurada (Calado, 2001, p.245), os principais monumentos culturais da região e do país aos viajantes e utentes em geral que por ali passam. Deste modo, entre os principais painéis encontram-se essencialmente, motivos etnográficos e monumentais, tais como: figuras, fainas e paisagens tipicamente características da região; as armas da cidade; figuras ilustres que contribuíram para a construção da linha ferroviária, monumentos de carácter regional e nacional. Autores: 1916 - Licínio Pinto e Francisco Pereira, 1986 - Breda e em 2000 - F. Lista


Fonte: Câmara Municipal de Aveiro.

Painéis Cerâmicos de Aveiro (1)

Painéis Cândido Teles


Conjunto de painéis de cerâmica, de Cândido Teles, em relevo que revestem a parede que suporta o terraço em que assenta a Praça da Republica, e a casa da Cultura, na sua frente para o Canal Central, Rua do Clube dos Galitos.
Todos eles representam aspectos tradicionais do modus vivendis das gentes da região aveirense: a apanha do moliço, a pesca na Ria, os marnotos, as salineiras, etc.
A mistura de cores aqui utilizada representa bem a realidade da vida laboral destas pessoas, nomeadamente nas suas vestes e utensílios utilizados.

Painéis Murais da Praça da República

Da autoria de Vasco Branco, este é um conjunto azulejar que reveste o desnível das ruas de Coimbra e Belém do Pará no acesso à Praça da República.
Na Rua de Coimbra destacam-se painéis circulares que sob um fundo de cor laranja representando as actividades tradicionais e os símbolos característicos da região, por forma a manter viva a memória de tempos passados, nomeadamente: a produção e transporte do sal em canastras, o barco moliceiro, os ovos moles, a tricana, etc. Por seu lado, na Rua Belém de Pará, sob o mesmo fundo laranja, os conjuntos de painéis são rectangulares, representam figuras típicas.

Fonte: Câmara Municipal de Aveiro.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Forte da Barra - A Origem


Embora os roteiros turísticos da região, não ajudem e as marcas do tempo teimem em marcar presença, o Forte da Barra, também conhecido como Forte Pombalino, Forte Novo ou Castelo da Gafanha, não deixa de ser um importante marco na história desta região, que tem o mar e a ria por tradição.

Localizado no extremo oeste da Ilha da Mó do Meio, na Gafanha da Nazaré, e classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto-Lei nº 735 de 21 de Dezembro de 1974, o Forte da Barra trata-se de "...uma obra do tipo abaluartado, restando, actualmente, uma pequena cortina de dois meios baluartes. Depois que deixou de ser necessária a defesa do Rio Vouga, foram edificadas construções sobre a cortina e o meio baluarte norte. Também o espaço existente entre os dois meios baluartes foi afectado. No baluarte sul foi erguida uma torre de sinalização mas, nesse lado, ainda é visível parte da escarpa, cordão e três canhoeiras cortadas no parapeito. Os dois meios baluartes remontam, assim parece, a épocas diferentes. O flanco norte aparenta ser oblíquo à cortina, enquanto o do sul é perpendicular. Também as linhas rasantes não são do mesmo ângulo". Descrição de Nogueira Gonçalves no Inventário Artístico de Portugal.

O forte nunca teve funções militares importantes, pois o assoreamento que progredia na foz do Vouga desde o séc. XV, fez avançar mais a linha da costa, com interrupções intermitentes do acesso ao mar. A situação veio a conhecer o seu estado presente com a abertura da Barra de Aveiro (fim do séc. XIX) que separou São Jacinto da Barra Nova, a construção do Farol de Aveiro e de dois molhes de mar que guardam a actual foz da Ria de Aveiro.

No séc. XX, o forte passou, a ser administrado pela Junta do Porto de Aveiro, depois Junta Autónoma do Porto de Aveiro e, mais recentemente, Administração do Porto de Aveiro.
Nas últimas décadas o piso térreo da fortificação foi usado como depósito de materiais e o farol continua a desempenhar funções de sinalização na navegação interna.

Forte da Barra (3)

A Capitania do Porto de Aveiro

Edifício Ministério da Defesa Nacional

Porto de Aveiro - Sector Comercial

Administração do Porto de Aveiro

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Forte da Barra (2)

Capela de Nossa Senhora dos Navegantes

Instituto de Socorros a Náufragos - Traseiras do Edifício


Miradouro... Lindo

Forte da Barra (1)

A Guarita no Jardim Oudinot

A Fonte do Miradouro

Farol do Forte da Barra... uma vez mais