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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

ESPECTÁCULO DE TEATRO INFANTIL “A MENINA DO MAR”



O Espectáculo de Teatro Infantil A Menina do Mar terá lugar no próximo dia 10 de Dezembro, pelas 11.00 horas, no Grande Auditório do Centro Cultural e de Congressos de Aveiro.

Promovido pela Câmara Municipal de Aveiro e integrado no Programa de Animação de Natal, o Espectáculo de Teatro Infantil “A Menina do Mar” da autoria de Sophia de Mello Breyner Andresen será apresentado pelo Grupo de Teatro Filandorra – Teatro Nordeste.
No total vão assistir 715 crianças de alguns estabelecimentos escolares do Concelho, tais como, a EB 2,3 Castro Matoso de Oliveirinha, a EB 2,3 de São Bernardo, a Escola da Vera-Cruz e o Estabelecimento de Ensino de Santa Joana. De ressalvar que este espectáculo surge no âmbito do Programa Território Artes da Direcção Geral de Artes do Ministério da Cultura.

Sinopse:
“Era uma praia muito grande e quase deserta onde havia rochedos maravilhosos. Mas durante a maré alta os rochedos estavam cobertos de água. Só se viam as ondas que vinham crescendo de longe até quebrarem na areia com um barulho de palmas. Mas na maré vazia as rochas apareciam cobertas de limo, de búzios, de anémonas, de lapas, de algas e de ouriços. Havia pedras de todas as cores e feitios, pequeninas e macias, polidas pelas ondas. E a água do mar era transparente e fria.”
Aveiro aderiu ao Programa Território Artes cujos principais pressupostos são promover a cobertura do território com um serviço cultural básico, no domínio das artes do espectáculos e das artes visuais, e o alargamento do mercado para as artes do espectáculo. Neste sentido, os municípios aderentes organizam acções que visam criar condições para melhorar o acesso do cidadão aos bens culturais e que procuram a correcção de assimetrias regionais e desigualdades sociais.


Fonte: Câmara Municipal de Aveiro

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Esta Vida de Marinheiro....


A Casa do Militar da Armada, situada no Edifício da Administração Central da Marinha, com porta para a Rua do Arsenal, presta apoio nas dormidas aos Sargentos e Praças assim como assegura o funcionamento de um Serviço de Bar.

Na remodelação de 1970 a Sala de Estar foi decorada com um lambrim de madeira a toda a volta e sobre ele foi colocado um friso contendo dezanove quadros pintados com desenhos humorísticos, relativos à vida de marinheiro, devidamente protegidos por chapas de vidro.

Desconhece-se o autor das pinturas, mas uma análise rápida mostra ser um bom conhecedor das várias facetas da vida de um marujo.

Esta curiosa decoração, já com trinta e quatro anos, é bem merecedora de uma visita.

Fonte: Marinha

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Banda Desenhada: MAR de gargalhadas...


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Fonte: Marinha

segunda-feira, 30 de junho de 2008

FUNCHAL: 500 Anos - Regata de Veleiros (TALL SHIPS REGATTA 2008)

Em Setembro e Outubro de 2008 irá decorrer um festival nos portos de Falmouth, Ílhavo e Funchal, onde alguns dos maiores veleiros do mundo (Grandes Veleiros de Classe "A") vão marcar presença.

O evento será um dos pontos altos das celebrações do V Centenário da cidade do Funchal e relevará a importância da mais antiga cidade do Novo Mundo enquanto urbe virada para o mar e com grandes tradições marítimas.

ROTA E PORTOS DE ACOLHIMENTO

A Regata tem quase a mesma rota comercial que os veleiros tradicionais do passado usavam para cruzar o Atlântico Norte, uma rota a sul para aproveitar os ventos predominantes.


De Falmouth a Ílhavo (Porto de Aveiro) são cerca de 630 milhas náuticas su-sudoeste. Com, Ushant (noroeste de França) e Cabo Finisterra (noroeste de Espanha) e os ventos predominantes de oeste para noroeste, a primeira etapa da regata pode apresentar um número de desafios tácticos para a frota. O que será quase certo para os veleiros com velame de forma quadrada que não conseguem andar contra o vento “bolinar” como as embarcações com velas tradicionais (vela grande e velas de proa).

De Ílhavo ao Funchal são mais 630 milhas náuticas sudoeste em mar alto, os desafios tácticos para melhor aproveitar o vento e a corrente podem ser decisivos para o resultado final.
As três comunidades de acolhimento são, agora, consideradas "Portos Amigos" das escolas de vela, oferecendo apoio e serviços a barcos escola durante todo o ano. Os três portos vêm a sua participação nesta Regata como continuadores desta filosofia, assim como, a possibilidade de oferecerem às suas comunidades um espectáculo único quando a frota estiver no porto.



Fonte: http://www.funchal500anos.com

Veleiro Shabab Oman no Porto de Aveiro.



O veleiro Shabab Oman acostou ao Porto de Aveiro na passada sexta-feira. Proveniente de Omã, a embarcação participará na Tall Ship Race, no próximo mês de Setembro. A passagem pelo Porto de Aveiro destinou-se a conhecer melhor o porto e a região.

Construído em Buickie, na Escócia, em 1971, o RNOV “Shabab Oman” entrou ao serviço da Armada Real de Oman em 1979, funcionando como navio-escola para a formação de pessoal militar e civil. A tripulação é composta por sete oficiais, sete sub-oficiais de Marinha e 18 marinheiros. Tem capacidade para alojar 26 estudantes com mais de 17 anos.
Para além das actividades formativas, o veleiro tem também servido como embaixador de boa vontade do sultanato, com quatro continentes já visitados, escalas em cerca de 100 portos de 43 países diferentes.

Clique aqui para mais detalhes.

Fonte: Porto de Aveiro.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

terça-feira, 24 de junho de 2008

O lugre "Creoula"

Construído nos Estaleiros Navais de Lisboa (CUF), no tempo "record" de 62 dias úteis, o lugre "Creoula" é considerado um navio gémeo do "Argus" e do "Santa Maria Manuela".

Lançado à água em 1937, terá realizado ao serviço da Parceria Geral de Pescarias, cerca de 37 campanhas na Terra Nova, terminando a sua carreira piscatória em 1973. Numa viagem de rotina, este lugre de quatro mastros navegava com 54 pescadores, entre os quais se contavam 9 marinheiros e 1 contramestre, que acumulavam as funções da pesca. Atendendo as condições agrestes de navegação, a construção do navio é reforçada. O casco de aço, à semelhança do resto da frota, estava pintado de branco, permitindo o reconhecimento dos navios portugueses, neutrais durante a Segunda Guerra Mundial, pelas forças em conflito. Com um sistema que aliava o motor à vela, o "Creoula" tinha excelentes qualidades náuticas que se reflectiam, por exemplo, na velocidade.

Quando o tempo era favorável, chegava a atingir os treze nós, cobrindo a distância entre os bancos da Terra Nova e Lisboa em cerca de dez dias. Partindo de Lisboa em fins de Março, o "Creoula", num ano de boa pescaria, comportava cerca de 800 toneladas de peixe e, aproximadamente, 60 toneladas de óleo de fígado. No início dos anos oitenta, a Secretaria de Estado das Pescas, apoiada pela Secretaria de Estado da Cultura, adquiriu este lugre, transformando-o num navio de treino da Escola de Pesca.

Iniciando esta nova carreira em 1987, o "Creoula" voltou a içar as suas velas e a cruzar os mares, desta vez ao serviço da Marinha, enquanto Unidade Auxiliar.


Fonte: Marinha

quarta-feira, 18 de junho de 2008

DIA DOS OCEANOS EM SÃO JACINTO


A Câmara Municipal de Aveiro Comemora o Dia Mundial dos Oceanos no dia 19 de Junho.

São Jacinto recebe a comemoração do Dia dos Oceanos que se assinalou no passado dia 8 de Junho. O local de encontro entre os alunos da Escola EB 2,3 João Afonso de Aveiro, Escola EB1 e Jardim-de-infância de São Jacinto será nas instalações da Escola do primeiro ciclo de São Jacinto, pelas 10.00 horas onde serão desenvolvidos vários ateliers. Pelas 10.15 horas, os alunos do segundo ciclo (quarto ano) vão participar no jogo “À descoberta de São Jacinto” que consiste em percorrer algumas ruas da freguesia, onde as crianças serão guiadas pelos alunos lá residentes. A partida será feita do recinto exterior do Centro Paroquial de São Jacinto. No fim do jogo serão desenvolvidos ateliers de pintura de t-shirts, construção de fósseis marinhos e pintura de conchas e pedras.

A partir das 13.15 horas, as crianças vão participar em actividades na praia: limpeza da praia e do parque de merendas, construções na areia e futebol na praia. A actividade encerrará com uma peça de teatro no Centro Paroquial de São Jacinto, com início às 14.15 horas.

Integrada no Programa Bandeira Azul 2008 a actividade é o culminar da Actividade de Educação Ambiental “Alterações Climáticas: a intervenção da Escola no litoral” desenvolvida pelos alunos da Escola EB 2,3 João Afonso de Aveiro. Promovida em parceria com a Escola EB1 de São Jacinto e o Jardim-de-infância de São Jacinto, a acção tem como principal finalidade sensibilizar a população local para a problemática das alterações climáticas e dos resíduos.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

"Mar de Sonhos" na Barra de Aveiro





Ainda no seguimento das Comemorações do Bicentenário da Abertura da Barra de Aveiro... No passado Sábado, a Administração do Porto de Aveiro ofereceu a toda a população um grandioso espectáculo multimédia, com direito a fogo de artifício, intitulado "Mar de Sonhos".

Foi um espectáculo memorável e digno de se ver, no final, o contentamento era geral, e eu, como já vem sendo hábito, não perdi pitada...

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Lugre - Patacho "Gazela Primeiro"

A Pesca Longínqua a bordo do Lugre-Patacho Gazela Primeiro.


Numa época, em que a pesca do bacalhau atravessava sérias dificuldades, urgia, por questões competitivas, dispor de navios maiores e de melhor qualidade.

O "Gazela Primeiro" surge como uma solução, foi mandado construir para transportar pescadores para a pesca do bacalhau nos Grandes Bancos da Terra Nova e tinha capacidade de transportar cerca de trinta Dóris.

O Veleiro foi construído no estaleiro de J. M. Mendes, em Setúbal, Portugal. Os registos, relativos à sua actual forma, datam de 1900, mas existe uma clara evidência de que as madeiras usadas na sua construção são do navio Gazella (com 2 L’s) que foi construído em 1883 em Cacilhas. Pinho português foi a principal madeira usada no casco e coberta, enquanto o mastros e vergas são de Pinheiro-do-Oregon (Douglas fir).

Este lugre-patacho foi sujeito a uma terceira remodelação em 1938, introduzindo um motor de propulsão.

A sua última campanha data de 1969. É propriedade do Museu Marítimo em Filadélfia desde 1971 e foi rebaptizado de Gazela of Philadelphia.



Fonte: Museu da Marinha.

Grupo Silva Vieira vai despedir 219 pescadores devido ao aumento de custos com combustíveis

O grupo Silva Vieira, com sede na Gafanha da Nazaré, Ílhavo, anunciou o despedimento de 219 pescadores que trabalhavam até agora em sete navios, quatro dos quais da frota longínqua, que decidiu imobilizar a partir de quinta-feira devido aos aumentos de custos com combustíveis que, alegou, tornaram inviável manter a exploração.

A informação foi veiculada através de um comunicado da Associação dos Armadores da Pesca Longínqua (ADAPLA) que é presidida pelo armador António Silva Vieira, um dos maiores do sector em Portugal.

O grupo Silva Vieira decidiu suspender a saída das embarcações Joana Princesa, Brites, Caribe, Red (todos navios fábrica da pesca longínqua) e ainda os barcos de pesca costeira Mar de Viana, Mar de Sines e Mar de Galega.
Os 219 pescadores afectados irão ser agora “convidados” a abandonar os seus postos de trabalho, sendo-lhes passados os documentos para o fundo de desemprego.

Fonte: www.noticiasdeaveiro.pt

terça-feira, 10 de junho de 2008

Dia de Camões e de Portugal

Em dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, aqui fica a nossa homenagem, com este belíssimo poema de Florbela Espanca intitulado:


"VOZES DO MAR"

Quando o sol vai caindo sobre as águas
Num nervoso delíquio d'oiro intenso,
Donde vem essa voz cheia de mágoas
Com que falas à terra, ó mar imenso?...

Tu falas de festins, e cavalgadas
De cavaleiros errantes ao luar?
Falas de caravelas encantadas
Que dormem em teu seio a soluçar?

Tens cantos d'epopeias? Tens anseios
D'amarguras? Tu tens também receios,
Ó mar cheio de esperança e majestade?!

Donde vem essa voz, ó mar amigo?...
... Talvez a voz do Portugal antigo,
Chamando por Camões numa saudade!


Florbela Espanca

terça-feira, 3 de junho de 2008

Barra de Aveiro: "UM MAR DE SONHOS"

Dois dias dedicados exclusivamente às Comemorações do Bicentenário da abertura da Barra de Aveiro...

Dias 14 e 15 de Junho venha assistir à Regata “200 Anos da Abertura da Barra de Aveiro” , prova desportiva que inclui um fantástico espectáculo piromusical. “MAR DE SONHOS”, aguarda por todos nós, sábado, dia 14, pelas 22h30.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Participe!!! É a sua vez....

O Ciclo de Poesia, organizado pela Universidade de Aveiro e pela Fundação João Jacinto de Magalhães, continua esta Segunda-feira, 2 de Junho, às 21h30, na Fábrica – Centro de Ciência Viva de Aveiro.

A sessão será protagonizada pelo próprio público que é convidado a levar um poema sobre o Mar e a dizê-lo. Participe!

sexta-feira, 30 de maio de 2008

quinta-feira, 22 de maio de 2008

quarta-feira, 21 de maio de 2008

UM PORTO: Duas Cidades


A origem do Porto de Aveiro, está intimamente ligada à história da Ria e à obra de fixação e abertura da Barra.

Depois de sucessivas intervenções políticas, económicas e técnicas, sempre em prol da abertura da ligação do mar à ria, a Barra acaba por ser aberta a 03 de Abril de 1808, graças aos Engenheiros Reinaldo Oudinot e Luís Gomes de Carvalho.

Depois da fixação da Barra, até meados do séc. XX, são ampliados molhes e constituídos diques. Da autoria do Engenheiro Von Affe, viria a surgir um dos primeiros planos para o Porto de Aveiro, a projecção de um Porto de Pesca e de um Porto Comercial, junto ao Canal de S. Roque.

Em meados do séc. XX, é criada a JARBA (Junta Autónoma da Ria e Barra de Aveiro), e pela mão do Engenheiro Coutinho de Lima, são orientados os planos de exploração e manutenção dos Portos de Pesca do Largo, do Porto de Pesca Costeira e do Porto Comercial.

Em 1974, já com a JARBA transformada em JAPA (Junta Autónoma do Porto de Aveiro),"Plano Director de Desenvolvimento e Valorização do Porto e Ria de Aveiro”, é apontado no sentido de deslocar os terminais portuários, para próximo da entrada da Barra, local onde ainda hoje se localiza a mais importante estrutura comercial do Porto de Aveiro.

O ano de 1998, é mais um novo marco para a história do Porto, com a transformação de JAPA em APA (Administração do Porto de Aveiro, S.A.) é-lhe reconhecido o estatuto de porto de âmbito nacional, e com as novas competências que lhe foram atribuídas, a APA, S.A., procede à revisão do “Plano de Ordenamento e Expansão do Porto de Aveiro”, incluindo a ligação do Porto de Aveiro à Linha do Norte, bem como a conclusão e melhoria das infra-estruturas.


Nos dias que correm, a APA, S.A, é uma empresa empenhada, que assume como missão facultar o acesso competitivo de mercadorias aos mercados regionais, nacionais e internacionais, promovendo assim o desenvolvimento económico da região.

Mar Mediterrâneo: Um Tesouro Mundial

Coris julis sobre a erva marinha "Zostera"

O Mar Mediterrâneo pode ser considerado um tesouro a nível mundial. Prados ricos em ervas marinhas e recifes rochosos dominam a zona costeira, enquanto cordilheiras de montanhas subaquáticas, águas frias e trincheiras dominam o seu leito marinho.

O Mar Mediterrâneo representa menos de 1% dos oceanos deste planeta, no entanto habitam nele cerca de 10.000 espécies - o que constitui cerca de 9% da biodiversidade a nível mundial.Contudo o excesso de pesca, a pesca destrutiva (incluindo o uso continuado de redes de deriva), a poluição e o crescente desenvolvimento costeiro estão permanentemente a destruir este tesouro.

Fonte: Greenpeace.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Modelismo Náutico: Bacalhoeiro "Inácio Cunha"

Autor: c. Vasconcelos

Gostava de um dia me aventurar a construir uma réplica deste género. Sei que é um trabalho bastante minucioso, que requer alguma habilidade, concentração e bastante paciência... talvez seja o meu próximo desafio, quem sabe ;)

Esta maravilha, é da autoria de c. Vasconcelos, trata-se de uma réplica do Bacalhoeiro Inácio Cunha.

Este primeiro Bacalhoeiro, foi mandado construir em 1945, no estaleiro Naval de José Maria Bolais Mónica, na Gafanha da Nazaré, tinha o casco em madeira, não congelava, e tinha apenas um porão para o salgado. Tinha de comprimento cerca de 46,60 m e a potência do motor era de 550 HP.
No entanto passados alguns anos, este Bacalhoeiro viria a afundar-se ao largo da Gronelândia, depois de um violento incêndio...

Vamos recordar:

"Sem a menor possibilidade de ser socorrido, todo o dia o "Inácio Cunha" se manteve envolto em grandes labaredas e espesso fumo, sacudido a espaços por violentas explosões, acabando por se afundar às duas horas e trinta minutos do dia trinta do mês de Agosto de mil novecentos e sessenta e seis, com todos os seus pertences e carga que constava de onze mil e oitenta quintais de bacalhau frescal, trinta e duas toneladas de óleo de fígados de bacalhau, dezanove toneladas de caras, sete toneladas de línguas, lombos e samos de bacalhau, dez toneladas de lula japonesa, cinco toneladas de cavala norueguesa, quarenta toneladas de sal, bem como todos os haveres da tripulação, que não foi possível salvar."


"O pânico gerou-se a bordo e só com muita dificuldade o Capitão, auxiliado pelos seus principais, conseguiu que a operação de arriar os botes se processasse em boa ordem. Vendo a tripulação mais calma, tentou o Capitão entrar no seu camarote para salvar a documentação do navio, mas isso foi-lhe impossível, dado que o camarote, situado mesmo por cima da casa das máquinas, se encontrava cheio de fumo e o calor ser insuportável. Pelas cinco horas e trinte minutos do mesmo dia, já com a tripulação a salvo, resolveu o Capitão com os seus Principais abandonar o navio, verificada a impossibilidade da sua salvação e porque se temia a todo o momento qualquer explosão nos tanques de gasoil. Recolheu-se a bordo do navio "Soto Mayor", onde já estava toda a sua tripulação. O Capitão do "Soto Mayor" informou o navio-hospital "Gil Eannes", que se encontrava em Holsteinsborg, do que se estava a passar com o "Inácio Cunha". Pelas quatorze horas do mesmo dia ouviu-se de bordo do "Inácio Cunha" uma violenta explosão acompanhada de grande erupção de chamas e tendo a seguir caído o mastro de ré. Pelas desassete horas foi dada ordem para que todos os tripulantes passassem para bordo do "Gil Eannes", que entretanto chegara ao local do sinistro. "

Depois deste acontecimento e com o dinheiro da seguradora, foi projectado um novo Inácio Cunha, a pedido do armador, este já bem mais evoluído... Em aço, com porão para os salgados e para os congelados...

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Visita à exposição: Mostra Filatélica do Mar III


Fragata D. Fernando II e Gloria - Construída em Damão em 1842, última Fragata exclusivamente à vela, da Marinha de Guerra.

Emissão 1997 - Fragata D. Fernando II Naus da Carreira das Índias.
Obl. 1º Dia 12-02-1997 Lisboa, onde se perdeu num incêndio.