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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Portugal na época da Abertura da Barra de Aveiro II

Palestra proferida pelo Director do Museu da Marinha, Comandante Rodrigues Pereira, no âmbito das comemorações do Bicentenário da Abertura da Barra de Aveiro.

Edifício da antiga Capitania, Aveiro, 15.12.2007.

Clique na Imagem para assistar ao Slide.



terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

"O Sermão de Santo António aos Paixes"


Já lá vão alguns anos, mas na minha memória, ainda me recordo do " Sermão de Santo António aos Peixes" que estudei quando andava no secundário.

Confesso que gostei da imaginação, das metáforas utilizadas ao longo do sermão e da capacidade satírica do Padre António Vieira.

Partindo do principio predicável "Vós sois o sal da Terra", o sermão foi pregado a 13 de Junho de 1654 em São Luís do Maranhão, 3 dias antes de Padre António Vieira embarcar escondido para Portugal, no auge da luta dos jesuítas contra a escravização dos índios pelos colonizadores, procurando o remédio da salvação dos Índios.

Todo o sermão revela ironia, riqueza nas sugestões alegóricas e na capacidade de observação sobre os vícios e vaidades do homem, comparando-o, através de alegorias, com os peixes. Segundo o Padre António Vieira, havia peixes que mereciam elogios, mas havia outros que mereciam uma bela reprimenda, aqui ficam alguns exemplos:

Louvor das virtudes dos Peixes:

Rémora: "(...) se se pega ao leme de uma nau da índia (...) a prende e amarra mais que as mesmas âncoras, sem se poder mover, nem ir por diante."

Torpedo: "Está o pescador com a cana na mão, o anzol no fundo e a bóia sobre a água, e em lhe picando na isca o torpedo, começa a lhe tremer o braço. Pode haver maior, mais breve e mais admirável efeito?"

Repreensão de vícios dos Peixes:

Polvo: "E debaixo desta aparência tão modesta, ou desta hipocrisia tão santa (...) o dito polvo é o maior traidor do mar."

Roncadores: "É possível que sendo vós uns peixinhos tão pequenos, haveis de ser as roncas do mar?"

Estes são apenas pequenos excertos do sermão que é todo ele uma alegoria, e onde os peixes, são a personificação dos homens.
Lembro ainda que poderão consultar o sermão na sua integra aqui.

Padre António Vieira - nasceu há 400 anos

Ao longo deste ano, vai ser celebrado o IV centenário do nascimento do Padre António Vieira, o escritor e pregador do “Sermão de Santo António aos Peixes”, nasceu em Lisboa a 06 de Fevereiro de 1608, no entanto, atravessou sete vezes o oceano Atlântico e percorreu milhares de quilómetros no Brasil, onde viria a falecer a 17 de Junho de 1697, na Bahia.

Foi uma das mais influentes personagens do século XVII, foi um conhecido jesuíta que em muito contribuiu para a divulgação da fé cristã e defesa dos direitos humanos dos povos indígenas, combatendo a sua exploração e escravização. Por estes povos era chamado de "Paiaçu" - Grande Padre/Pai em Tupi .

A sua cultura, imaginação, habilidade oratória e poder satírico, estão bem patentes em todas as obras que nos deixou.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Na Ria de Aveiro...

As imagens valem mais que mil palavras... é simplesmente lindo!!!

A Ria de Aveiro


Barco Moliceiro na Ria de Aveiro

As Salinas


O Museu da Troncalhada

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Ria de Aveiro - Memórias da Natureza

Para quem quiser ficar a conhecer um pouco mais sobre a Ria de Aveiro, recomendo este excelente livro, da autoria de Álvaro Reis, publicado em 1993 e editado pela Câmara Municipal de Ovar.

" ... A laguna denominada por "Ria de Aveiro" é uma grande extensão de água de salinidade variável, em contacto permanente com o mar através de uma "barra" e sujeita, portanto ao regime das marés. Devido a esta influência marinha, constituiu-se no seio da laguna e em seu redor uma diversidade de bióticos(águas livres, ilhas com vegetação, praias de vasa e lodoa, sapais, salinas, campos agrícolas e dunas) com grande importância sob o ponto de vista ecológico...A Ria de Aveiro, além de constituir uma reserva significativa de água e de ser um habitat permanente de uma fauna e flora riquíssimas, representa uma etapa fundamental nas migrações das aves aquáticas...Esta região constitui para elas não só um local de nidificação ou invernada, mas também local de abrigo, descanso e alimentação, durante as viagens migratórias ...Mas não é apenas do ponto de vida ornitológico que advém a importância da ia de Aveiro... existirão no sistema lagunar, pelo menos, 48 espécies piscícolas, 125 espécies de plantas, entre as quais 49 espécies de algas, além de várias espécies de invertebrados aquáticos ..."

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Selos - 1959 Milenário de Aveiro


A primeira referência conhecida a Aveiro data do ano de 959, onde, no testamento da Condessa Mumadona Dias, são legadas salinas em Allavarium. A produção de sal, bem precioso para a conservação dos alimentos, e a sua situação geográfica, tornam Aveiro um importante centro marítimo e comercial.

"terras in Alavario et Salinas que ibidem comparavimus in communiationes de prado alvar per suis terminis cum suos homines secundum in carta resonat."

(terras em Alavario e salinas que ali comprámos, confrontando com Prado Alvar, pelos seus limites e com os seus homens, como consta da escritura.)

Durante as comemorações do Milenário de Aveiro, foi criada uma emissão especial de selos comemorativa dessa importante data, e que circularam de 30 de Agosto de 1959 a 31 de Outubro de 1961.

Os selos foram desenhados por Álvaro Duarte, representando as armas da Cidade de Aveiro, em estilização. Foram impressos em off-set pela casa da moeda, sobre papel liso, e em folhas de 50 selos com denteado de 13,5. Emitiram-se cerca de 9 milhões de selos de 1$00 em ouro e violeta e 1 milhão de selos de 5$00 em cinzento, ouro e verde escuro.

Obras da Barra

Desde os mais remotos tempos até aos nossos dias, tem-se conhecimento de enumeras obras realizadas na "nossa" Barra, e que iam surgindo mediante as necessidades e de acordo com os meios existentes na altura. Aqui ficam algumas imagens para poder disfrutar...

Década de 30. Conclusão da cabeça do Molhe Sul, actual Molhe Central (Meia Laranja)

1933 - Dique de concentração de correntes

Molhe Norte: 1933 - Estaleiro da obra

Molhe Norte: 1934 - Abertura da vala de fundação e colocação de enrocamento


Molhe Norte: 1934 - Dique marginal e a plataforma do TITAN

Canal para Barcos: Maio 1934 - Principio do enrocamento

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Obelisco da Praia da Barra



Quem tem o privilégio de poder passar pela Praia da Barra, para além de poder observar o belíssimo Farol, considerado o maior de Portugal e o segundo maior da Europa, tem a possibilidade de admirar também o Obelisco da Praceta Carlos Roeder, também conhecida como o Largo do Obelisco. Este monumento comemorativo foi ali erigido para assinalar a concretização das obras de melhoramento do porto, nomeadamente as instalações do porto de pesca, a lota e as primeiras grandes instalações industrias do porto, as da Sacor.

Em 2005 o monumento, bem como toda a zona envolvente foi requalificada, devido ao estado de degradação e abandono, que se apresentava há anos. A este renovado espaço atribuíram o nome de Praceta Carlos Roeder, em homenagem ao empresário que em 1960 recebeu a medalha de mérito industrial, e que ao longo da vida esteve sempre ligado a várias áreas, como cerâmica, minas, metalomecânica, pescas e construção naval.

Para todos aqueles que quiserem ficar a conhecer um bocadinho da história da região, poderão ver no monumento, as seguintes inscrições:

"Estando as águas da ria represadas durante cerca de um século, por motivo da insuficiência da Barra, foi construído de 1802 a 1808 sob a regência do príncipe D. João, o molhe central, que abriu definitivamente a comunicação com o mar, saneou a região e restabeleceu a navegação."

"Em 16 de Outubro de 1932, o Presidente da República, General António Óscar de Fragoso Carmona, lançou solenemente a primeira pedra para a construção das obras de melhoramento da barra."

"A 5 de Julho de 1959, durante as comemorações do milénio de Aveiro, o presidente da República Américo Deus Rodrigues Thomaz, descerrou este padrão comemorativo da construção das obras exteriores ao porto."

Este, é só mais uma pedaço da história desta região, que vale a pena conhecer....

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Os 110 anos da restauração do Município de Ílhavo

Os 110 anos de restauração do Município de Ílhavo é mais um festejo que se comemora no ano de 2008. Apesar de muito se escrever acerca das origens de Ílhavo, não se sabe ao certo a sua origem histórica, sabe-se que é um concelho antigo, mencionado em documentos datados de 1095.

"... a história de Ílhavo esta muito longe de se poder traçar conscientemente pela carência de documentos ao alcance de todos"

In: Artigo publicado no Arquivo do Distrito de Aveiro em 1938 - Rocha Madaíl.

O primeiro Foral de Ílhavo foi concedido por D. Dinis a 13 de Outubro de 1296, deste foral conhece-se apenas o seu registo, mas não se conhece nenhuma cópia, pelo menos que seja do conhecimento público.

A 08 de Março de 1514 D. Manuel I, no âmbito da reforma dos forais, iniciado por Carta Régia em 1497, concede-lhe foral novo, que viria a reger a vida concelhia nacional até à lei de Mouzinho da Silveira, que irá abolir com os Forais. Com a reforma administrativa, Ílhavo acaba por ser extinto como concelho e anexado ao concelho de Aveiro, pelo decreto de 21 de Novembro de 1895. Tal como seria de esperar, esta foi uma medida que não foi bem aceite pela população, que de tudo fez, para que Ílhavo reconquistasse a sua autonomia municipal.

E eis que em 1898, em decreto de 13 de Janeiro, é restaurado o município de Ílhavo, bem como todos os que foram extintos em 1895, para grande contentamento das gentes da terra... De muito interesse e motivo de orgulho foi a sessão extraordinária da Câmara Municipal de Ílhavo do dia 28 de Janeiro de 1898, no qual se debateu este decreto, elegendo o Executivo.

Decorridos 110 anos, 2008 é o ano para festejar este grande acontecimento histórico, e por isso mesmo a Câmara Municipal de Ílhavo, está a promover uma serie de iniciativas ao longo dos 12 meses do ano.

Decreto de 21 Novembro 1895

Decreto de 13 Janeiro 1898


Sessão extraordinária da Câmara Municipal de Ílhavo do dia 28 de Janeiro de 1898.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Naufrágio do Primeiro Navegante A-560-N


Esta minha "aventura" tem-me levado a descobrir, acerca desta terra, histórias surpreendentes. Mesmo não sendo gafanhoa, nem aveirense de gema, esta foi a terra que me viu crescer e desde cedo me conquistou...
As imagens que aqui vos trago hoje são imagens do naufrágio do "Primeiro Navegante" A-560-N, foi construído na Gafanha da Nazaré em 1940, por Manuel Maria Bolais Mónica, para a Empresa Ribaus & Vilarinhos, Lda, no entanto, passados poucos anos, acaba por naufragar, às portas de “casa”. Foi em meados de Outubro de 1946, quando o "Primeiro Navegante", com a ajuda do rebocador "Vouga", começava a entrar no canal da barra, com cerca de 25/30 metros de largura, em frente à meia laranja, é assolado por alterosas vagas, acompanhadas por fortes rajadas de vento, o "Vouga" não aguentou a proa do navio e este foi arrastado para sul, acabando por encalhar no banco de areia. O rebocador "Marialva" ainda tentou ir em seu auxílio, mas de nada adiantou, pois o "Primeiro Navegante" já era pertença do mar e do vento.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Memórias I

Vista Geral do Porto Bacalhoeiro


Estaleiro Naval Mónica e secas de João e José Maria Vilarinho

Fonte: Porto de Aveiro

Memórias

Lugre Rainha Santa Isabel

Lugre Santa Joana


Fonte: Porto de Aveiro