quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Jardim Oudinot - Vem aí o maior parque da ria

O velho Jardim Oudinot, na Gafanha da Nazaré, estará transformado no Verão do próximo ano no maior "parque da ria". A obra é o resultado de uma parceria entre a Câmara de Ílhavo e a Administração do Porto de Aveiro (APA). Faz parte do Plano Intermunicipal Unir@Ria, desenvolvido pela Associação de Municípios da Ria, e garante o acesso directo da população da Gafanha da Nazaré à Ria, na única zona onde é possível dentro da área portuária. "O parque é o maior de todos os que estão no plano", sublinha o presidente da Câmara, Ribau Esteves. O protocolo que define as responsabilidades de gestão e manutenção da obra será formalizado em breve.

Para todas as idades

A operação de requalificação urbana e ambiental cumpre vários objectivos. "A riqueza está exactamente no seu conjunto que se traduzirá na criação de um parque de grande qualidade", explica Ribau. No plano marítimo, o autarca destaca o enrocamento da margem sul do canal e do esteiro Oudinot e a dragagem e criação de estruturas de flutuadores para ancoradouro no "Caldeirão do Oudinot".

A intervenção, orçada em 3,3 milhões de euros, inclui o restauro da ponte das "Portas de Água", a criação de uma praia fluvial, com apoio de bar, a qualificação das zonas de circulação pedonal e ciclável, e um investimento "muito grande" no ajardinamento, arborização, arrelvamento e instalação de iluminação pública. Equipamentos desportivos, parques infantis e uma área de manutenção sénior completam o leque de ofertas para o lazer. Tudo para fazer em seis meses.
Com esta operação, o autarca acredita que ficam reunidas as condições básicas para "dar vida 24 horas por dia" ao Jardim Oudinot. "Teremos elementos atractivos para gente de todas as idades e criamos condições para a realização de eventos culturais e desportivos", garante.

O Navio Museu Santo André continuará, entretanto, a assumir um papel importante no plano de dinamização do Jardim Oudinot. O pólo do Museu Marítimo de Ílhavo está atracado no canal de Mira desde o Verão de 2001, perpetuando a história da pesca do bacalhau nos mares do Norte, depois de, durante 50 anos, ter operado nos mares da Terra Nova, Angola e Gronelândia. "Vai ganhar um espaço fronteiro com qualidade que agora não tem", afirma Ribau Esteves, admitindo que, no futuro, outros navios possam vir a atracar naquela zona. O Navio Museu Santo André continuará, entretanto, a assumir um papel importante no plano de dinamização do Jardim Oudinot. O pólo do Museu Marítimo de Ílhavo está atracado no canal de Mira desde o Verão de 2001, perpetuando a história da pesca do bacalhau nos mares do Norte, depois de, durante 50 anos, ter operado nos mares da Terra Nova, Angola e Gronelândia. "Vai ganhar um espaço fronteiro com qualidade que agora não tem", afirma Ribau Esteves, admitindo que, no futuro, outros navios possam vir a atracar naquela zona.

Museu Vivo da Ria

De resto, os projectos da Câmara para o Oudinot não se esgotam nesta operação de requalificação. Está ainda prevista a construção de um hotel que será entregue a privados, em regime de concessão. O Museu Vivo da Ria é outro objectivo para cumprir a "médio--longo" prazo. "A ideia é termos um centro interpretativo, utilizando as novas tecnologias para dar a conhecer a ria", explica. Faz parte do Plano de Pormenor do Jardim e do Forte da Barra, mas só avançará mais tarde.

Uma referência nos séculos XIX e XX

Situado na ponta norte do canal de Mira, numa zona privilegiada na relação entre a terra e a Ria de Aveiro, o Jardim Oudinot foi, durante os séculos XIX e XX um referência obrigatória dos momentos de recreio e lazer da população da região. Está situado em frente ao terminal Norte do porto de Aveiro.

Mais parques na Barra e na Malhada

O Plano Intermunicipal de Ordenamento da Ria de Aveiro Unir@Ria prevê mais dois "parques da ria" no concelho de Ílhavo o Parque da Meia Laranja, na praia da Barra, e o Parque da Malhada, no Esteiro da Malhada, em São Salvador, ambos no município de Ílhavo.

Fonte: Jornal de Notícias

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

"O Barco Moliceiro. Construção de um Modelo"


Barco Moliceiro: Construção de um modelo, de António Marques da Silva, irá ser apresentado no Museu Marítimo de Ílhavo, no próximo dia 01 de Dezembro, Sábado, às 17 horas, pelo Comandante Rodrigues Pereira, director do Museu de Marinha, onde ficaremos a saber como o Capitão Marques da Silva, construiu o modelo reduzido, à escala 1:25, de um barco moliceiro, e qual a importância de todas as componentes desta embarcação para que pudesse cumprir adequadamente as funções a que se destinava.

Fonte: Museu Marítimo de Ílhavo.

sábado, 24 de novembro de 2007

Mar e Ria em Forma de Arte

"Nós, os de Aveiro, somos feitos, dos pés à cabeça, de Ria, de barcos, de remos, de redes, de velas, de montinhos de sal e areia, até de naufrágios. Se nos abrissem o peito, encon-trariam lá dentro um barquinho à vela, ou então uma boia ou uma fateixa, ou então a Senhora dos Navegantes."

In: "Correio do Vouga" de 08/11/1952 - D. João Evangelista de Lima Vidal

Já nesta época era notória a importância que a ria e o mar tinham na vida das gentes da terra. Ao longo dos anos essa importância foi sendo manifestada de forma artística, hoje em dia todos os cantos desta belíssima cidade, também conhecida como sendo a "Veneza de Portugal", foram decorados com belíssimos painéis cerâmicos e figuras típicas da região.
Com o intuito de "aguçar" a curiosidade das gentes menos atentas e de despertar o interesse dos "nossos" turistas, aqui deixo algumas fotos destas manifestações de arte.

Monumento ao Marnoto e à Salineira


Da Autoria de António Quintas e produzido na Oficina da Repaveiro, este Monumento foi colocado em 12 de Maio de 1994 e pretende personificar as figuras do Marnoto e da Salineira, atinge uma altura de 21,60 m por 23,20m de comprimento.

Toda a sua estrutura em aço inox assenta numa base de betão. Divide-se esta última em vários lagos comunicáveis entre si, representando as salinas, local de trabalho do marnoto e da salineira. Das duas formas piramidais, que desenham os montes de sal, descortinam-se umas faixas verticais, que simbolizam os armazéns de sal e as típicas casas da Costa Nova. O módulo de central, que se encontra entre estas duas faixas, é totalmente preenchido por uma queda de água, assemelhando-se às velas do Barco Moliceiro. Deste barco, típico da região, visualizam-se, ainda, a proa e a ré que, de acordo com a sua disposição e conforme o ângulo de visão, permite-nos reconstruir a imagem da embarcação no seu todo.

Fonte: Câmara Municipal de Aveiro.

A Salineira e o Marnoto

Estas estátuas são duas figuras típicas do meio laboral de Aveiro, são elas a Salineira e o Marnoto, estão localizadas em duas das extremidades da ponte sobre o Canal Central, actual Praça Humberto Delgado.



A Salineira

A Salineira, é uma figura tradicional do meio laboral, esta tem a árdua tarefa de transportar o sal em canastras de vime (65 – 70 kg), do barco para os armazéns. Usa saia garrida comprida e blusa de motivos claros, com rendas nas mangas. Por cima da saia, um avental de serguilha e, sobre a blusa, um xaile colorido, de franjas longas, traçado da esquerda para a direita. Normalmente, anda descalça ou calça chinelas pretas envernizadas, enquanto que na cabeça usa um chapéu de aba larga arqueada, onde prende um lenço de lã, também garrido.




O Marnoto

O Marnoto também é uma figura tradicional do meio laboral, é caracterizado por ser uma figura de braços hercúleos, traços morenos e pele bastante bronzeada pelo sol devido às actividades desenvolvidas nas salinas, entre os meados da Primavera e o final do Verão. Apresenta mãos calejadas dos remos e pés endurecidos pelos cristais do sal.

Veste camisa de lã branca sobre a qual usa, em volta do pescoço, um lenço de cor vermelha. Na cabeça protege-se com um chapéu preto, de feltro, com abas largas ou um barrete de fazenda de lã. Para baixo veste bragas ou calções azuis de algodão, aos quais se chamam manaias.


Fonte: Câmara Municipal de Aveiro.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Painéis Cerâmicos de Aveiro (2)

Painel das Escadarias do Mercado Manuel Firmino

Painel azulejar representativo das várias actividades tradicionais da região: pesca, salicultura, apanha do moliço, venda de peixe e de amêijoa, assim como imagens características: as palmeiras do Rossio, a Ponte da Dubadoura, as Salinas e os montes de sal, etc. Predominam as cores verde, azul e lilás. O design ficou a cargo de Jeremias Bandarra e a cerâmica a cargo de José Augusto.





Painéis azujelares da Estação de Caminhos de Ferro de Aveiro

O edifício da estação é constituído por três sectores: um central, de três pisos apresentando três portas amplas ao nível do plano inferior; e dois laterais simétricos, de dois pisos, com uma porta e dois postigos de secção rectangular. Obedece a uma gramática estilística que se designa por “casa portuguesa”, sendo um bom exemplar ao nível regional. Mas, mais do que a arquitectura, é a azulejaria que torna o edifico notável. Este, apresenta uma riquíssima colecção de painéis de azulejos que revestem as paredes das suas fachadas. O seu objectivo é, não só, ilustrar as fachadas do edifício, mas também transmitir, através de um discurso visual de leitura fácil e assegurada (Calado, 2001, p.245), os principais monumentos culturais da região e do país aos viajantes e utentes em geral que por ali passam. Deste modo, entre os principais painéis encontram-se essencialmente, motivos etnográficos e monumentais, tais como: figuras, fainas e paisagens tipicamente características da região; as armas da cidade; figuras ilustres que contribuíram para a construção da linha ferroviária, monumentos de carácter regional e nacional. Autores: 1916 - Licínio Pinto e Francisco Pereira, 1986 - Breda e em 2000 - F. Lista


Fonte: Câmara Municipal de Aveiro.

Painéis Cerâmicos de Aveiro (1)

Painéis Cândido Teles


Conjunto de painéis de cerâmica, de Cândido Teles, em relevo que revestem a parede que suporta o terraço em que assenta a Praça da Republica, e a casa da Cultura, na sua frente para o Canal Central, Rua do Clube dos Galitos.
Todos eles representam aspectos tradicionais do modus vivendis das gentes da região aveirense: a apanha do moliço, a pesca na Ria, os marnotos, as salineiras, etc.
A mistura de cores aqui utilizada representa bem a realidade da vida laboral destas pessoas, nomeadamente nas suas vestes e utensílios utilizados.

Painéis Murais da Praça da República

Da autoria de Vasco Branco, este é um conjunto azulejar que reveste o desnível das ruas de Coimbra e Belém do Pará no acesso à Praça da República.
Na Rua de Coimbra destacam-se painéis circulares que sob um fundo de cor laranja representando as actividades tradicionais e os símbolos característicos da região, por forma a manter viva a memória de tempos passados, nomeadamente: a produção e transporte do sal em canastras, o barco moliceiro, os ovos moles, a tricana, etc. Por seu lado, na Rua Belém de Pará, sob o mesmo fundo laranja, os conjuntos de painéis são rectangulares, representam figuras típicas.

Fonte: Câmara Municipal de Aveiro.

Exposição de Fotografia "Porta de Mar"


Esta patente no Salão Nobre do Teatro Aveirense, uma exposição fotográfica de Paulo Magalhães constituída por 66 fotografias, realizada no âmbito das "Comemorações do Bicentenário da Abertura da Barra", 1080-2008.
Esta exposição retrata o movimento permanente do dia-a-dia do entrar e sair das mercadorias que fazem o comércio entre os povos funcionar, e do local que serve igualmente de abrigo a todos aqueles que fazem do mar a sua vida. E é através desta porta que os homens misturam a sua vida com o mar. A entrada é livre.


De 16 Novembro 2007 a 02 Dezembro 2007.
Organização: APA - Administração do Porto de Aveiro e Teatro Aveirense.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

As Gaivotas


"Gaivotas em terra, tempestade no mar"


Afluem às margens, como se o mar lhes pertencesse... assim são as gaivotas, aves predadoras e necrófagas, que se alimentam de praticamente tudo o que encontram. Vivem em grandes bandos, geralmente ao longo da costa, nas praias, falésias, portos e localidades litorais. Nidificam em colónias, anualmente, no inicio da Primavera, nas saliências das falésias junto ao mar.

Forte da Barra - A Origem


Embora os roteiros turísticos da região, não ajudem e as marcas do tempo teimem em marcar presença, o Forte da Barra, também conhecido como Forte Pombalino, Forte Novo ou Castelo da Gafanha, não deixa de ser um importante marco na história desta região, que tem o mar e a ria por tradição.

Localizado no extremo oeste da Ilha da Mó do Meio, na Gafanha da Nazaré, e classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto-Lei nº 735 de 21 de Dezembro de 1974, o Forte da Barra trata-se de "...uma obra do tipo abaluartado, restando, actualmente, uma pequena cortina de dois meios baluartes. Depois que deixou de ser necessária a defesa do Rio Vouga, foram edificadas construções sobre a cortina e o meio baluarte norte. Também o espaço existente entre os dois meios baluartes foi afectado. No baluarte sul foi erguida uma torre de sinalização mas, nesse lado, ainda é visível parte da escarpa, cordão e três canhoeiras cortadas no parapeito. Os dois meios baluartes remontam, assim parece, a épocas diferentes. O flanco norte aparenta ser oblíquo à cortina, enquanto o do sul é perpendicular. Também as linhas rasantes não são do mesmo ângulo". Descrição de Nogueira Gonçalves no Inventário Artístico de Portugal.

O forte nunca teve funções militares importantes, pois o assoreamento que progredia na foz do Vouga desde o séc. XV, fez avançar mais a linha da costa, com interrupções intermitentes do acesso ao mar. A situação veio a conhecer o seu estado presente com a abertura da Barra de Aveiro (fim do séc. XIX) que separou São Jacinto da Barra Nova, a construção do Farol de Aveiro e de dois molhes de mar que guardam a actual foz da Ria de Aveiro.

No séc. XX, o forte passou, a ser administrado pela Junta do Porto de Aveiro, depois Junta Autónoma do Porto de Aveiro e, mais recentemente, Administração do Porto de Aveiro.
Nas últimas décadas o piso térreo da fortificação foi usado como depósito de materiais e o farol continua a desempenhar funções de sinalização na navegação interna.