quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Costa Nova do Prado - Casas Típicas

As casas típicas da Costa Nova, os "famosos" palheiros, são construções típicas desta região, hoje em dia, representam um verdadeiro postal ilustrado e colorido pra quem quer conhecer, esta zona.

São casas de madeira tradicional portuguesa, que começaram a surgir a partir de 1808, aquando da abertura da nova barra, eram construídas sobre estacas, que devido ao terreno arenoso e alagadiço não permitia que se construíssem casas assentes no solo. As construções palafíticas possibilitavam a subida das águas da ria, inundando o terreno, sem que afectasse a habitação propriamente dita, permitindo também que a areia arrastada pelo vento, pudesse passar por baixo das casas.

Os primeiros palheiros a surgir, foram construídos principalmente à beira-mar, por pescadores, e que serviam para guardar as redes, bem como outros artigos de pesca.

Na altura era constituídos por apenas uma única divisão, mas com o passar dos anos, e mediante as necessidades de cada um, foram surgindo algumas divisões no seu interior. Alguns pescadores deslocados acabaram por ficar a residir permanentemente, permitindo assim a origem de novas povoações costeiras, como é o caso de Espinho e a Costa da Caparica.

Com o passar dos tempos, estes palheiros que pouco mais eram do que casebres, na altura, começaram a ganhar aspecto de casas de madeira bem construídas e pintadas com cores frescas e garridas, que lembram a policromia dos moliceiros que desfilam nas águas da Ria de Aveiro.

O que no principio do século XIX, parecia ser uma aldeia de pescadores, aos poucos, a Costa Nova, tornou-se numa das praias mais conhecidas, ao ponto de em 1848 ser frequentada por ilustres figuras públicas, como Eça de Queirós e Oliveira Martins, frequentadores assíduos do palheiro de José Estêvão, uma ilustre personalidade de Aveiro, que muito contribuiu para a divulgação desta região.

Costa Nova do Prado - a sua Origem


Costa Nova do Prado, ou Costa Nova, nome pelo qual é vulgarmente conhecida, é uma zona balnear e piscatória, situada entre o mar Atlântico e a serena laguna da Ria de Aveiro.

Foi fundada no início do século XIX, por habitantes de Ílhavo, na sequência da Abertura da Barra de Aveiro, em 1808. Com a construção e abertura desta obra marítima, os pescadores ilhavenses, que tinham "companhas" de arte xávega em S. Jacinto, viram-se forçados a deslocar-se um pouco mais para sul, escolhendo desta forma, para centro da sua actividade piscatória um local que ficava em direcção de Ílhavo e em frente à antiga Gafanha da Gramata, a actual Gafanha da Encarnação, e onde existia um enorme prado verdejante. Assim surgiu o nome Costa Nova do Prado: "Costa Nova", em alternativa à costa velha de S. Jacinto, onde os pescadores durante tanto tempo trabalharam e depois se transferiram para a Costa Nova, devido à distancia, ao tempo, à costa e à abertura da barra; do" Prado" porque ficava defronte da Gafanha da Encarnação e esta era verdejante e bonita.

As travessias eram feitas através de uma carreira da barca, entre o cais da Costa Nova e a Mota da Gafanha da Encarnação. Hoje em dia vêem-se marcas dessa carreira e pode-se ainda experimentar turisticamente a viagem que outrora se fazia.

Antiga Lota de Aveiro à venda até dia 19

Porto de Aveiro lança hasta pública de 118 mil metros quadrados.


A Administração do Porto de Aveiro está a receber propostas para a compra de 118 mil metros quadrados, na zona da antiga Lota de Aveiro, com plano de urbanização aprovado e com as obras de consolidação da plataforma em curso. O valor base é de 12 milhões de euros para os interessados em investir na principal zona da Polis.

Está marcada para o próximo dia 20 a abertura das propostas de compra dos terrenos da antiga Lota de Aveiro, com uma área de 118 mil metros quadrados e com um valor base de 12 milhões de euros, propriedade da Administração do Porto de Aveiro (APA).

A área em questão apresenta-se pronta a receber um investimento que pode atingir os 100 milhões de euros. Tem o plano de urbanização aprovado e encontram-se em curso as obras de consolidação da plataforma. A área à venda está abrangida pelo «Plano de Urbanização do Programa Polis em Aveiro, aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 72/2005, de 17 de Março», segundo o anúncio da hasta pública. O presidente do Conselho de Administração da APA, José Luís Cacho, disse ontem ao Diário de Aveiro que tem havido «interessados na participação na hasta pública, um conjunto de grupos nacionais e internacionais». Por isso mostra-se «expectante».

A operação de venda do terreno faz parte do cumprimento de um protocolo firmado entre a APA, a sociedade Aveiro Polis e a Câmara Municipal. A APA coloca a área da antiga Lota à venda e cede terrenos na zona do TIR TIF à autarquia. Nesta altura, falta a intervenção global na antiga Lota, assim como, a obra da ponte, que atravessa o Canal das Pirâmides, junto à marinha da Troncalhada, a reparação da eclusa, já sob a gestão da Câmara Municipal, enquanto a sociedade Polis se encontra em fase liquidatária.

A sociedade Aveiro Polis extinguiu-se formalmente a 31 de Dezembro do ano passado, sendo que a passagem das obras para a autarquia foi a 21 do passado mês de Março. Mas, a obra da Polis na antiga Lota foi sempre considerada a intervenção mais esperada pela alteração tão grande do espaço, na zona histórica de marinhas da cidade, e com uma área tão relevante. O director-executivo da sociedade Aveiro Polis de então, em Maio passado, Matos Rodrigues, actual coordenador da comissão liquidatária, disse ao Diário de Aveiro que as expectativas foram «excessivas», comparando a obra em causa com o tempo disponível para o fazer.

O Plano de Urbanização Polis inclui a construção da componente imobiliária, com uma cércea máxima de três pisos, que gerará importantes mais-valias, entre habitação, comércio e serviços, um hotel, estação fluvial, centro de congressos, uma torre panorâmica, jardins temáticos e equipamentos desportivos e culturais.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Polícia Marítima: Desacatos entre apanhadores de bivalves / Apreensão de redes proibidas

Pescador que desrespeitava suspensão da actividade motivou troca de insultos e agressões.

Um grupo de apanhadores de bivalves na zona da praia da Torreira, Murtosa, desentenderam-se segunda-feira de manhã e acabaram por chegar a vias de facto em plena ria de Aveiro.

Segundo fonte da Capitania do Porto de Aveiro, que mobilizou agentes da Polícia Marítima para o local para serenar os ânimos, o desacato causou “escoriações” em alguns indivíduos.
Tudo indica que a zanga começou quando um homem resolveu pedir explicações a outro que andava ilegalmente na apanha de bivalves que se encontra suspensa desde Novembro passado,devido à presença de biotoxinas marinhas, o que pode colocar em causa a saúde pública dos consumidores.

“Há sempre quem tente e aquilo deu em desavença”, contou fonte da autoridade marítima. Ainda segunda-feira, mas a sul, a Polícia Marítima apreendeu, no Rio Boco, em Vagos, duas artes ilegais usadas para apanha do meixão, a enguia em estado larvar.

A acção de fiscalização não conseguiu identificar os eventuais proprietários. As espécies, que totalizavam alguns quilos, foram libertadas. De acordo com fonte da Capitania, as enguias-bebé, cuja apanha e comercialização é proibida, são muito procuradas, inclusivamente em Espanha onde o preço por quilo chega a rondar entre 300 e 500 euros. No ano passado, foram detectadas na Ria de Aveiro cerca de uma dezena de redes de meixão, apesar de não ser das zonas de maior apetência para a produção de enguia.

Fonte: Noticias de Aveiro.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Video Porta de Mar - Ou o abraço entre o sal e o mel

Ainda relacionado com a exposição Porta de Mar, que é inaugurada hoje, aqui fica o vídeo, que foi disponibilizado pelo Porto de Aveiro no canal Youtube.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Exposição "Porta de Mar"- Inauguração a 10 Dezembro, 19h.

Estava inicialmente prevista para 16 de Novembro a inauguração da Exposição Fotográfica "Porta de Mar", de Paulo Magalhães, conforme foi anunciado pelo Teatro Aveirense, no entanto e devido a alguns ajustes na Programação das Comemorações do Bicentenário da Abertura da Barra, esta exposição será inaugurada na próxima segunda-feira, dia 10 de Dezembro, pelas 19 horas e estará patente até ao próximo dia 02 de Janeiro, estamos por isso, todos convidados, esta exposição, é descrita pelo Presidente do Conselho de Administração do Porto de Aveiro da seguinte forma:

“O mar abre-nos as portas para o Mundo. Só quem não tem o mar por perto sente e sofre os ferrolhos da amarração à terra. Aveiro, Ílhavo, as Gafanhas ganharam uma fantástica Ria em sorte. E Homens com vontade indómita de a convencer a abraçar o Mar vizinho. Aconteceu a 3 de Abril de 1808. O Porto de Aveiro é fruto desse abraço entre o sal e o mel.

O magnífico trabalho de Paulo Magalhães, que aqui vos apresentamos, retrata, com mestria, muito desse mel e muito desse sal de que é feita a vida do Porto de Aveiro. De portfolio continente de mais de cinco centenas de fotos, pariu-se selecção contrapondo a magestática opulência de Senhor D. Mar ao músculo que o vence, trazendo até nós e levando aos quatro cantos do mundo a matéria que nos ajuda a soletrar, dia após dia, a palavra PROGRESSO.”




Consulte aqui o catálogo da Exposição.




Fonte: Porto de Aveiro.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Adjudicada requalificação do Jardim Oudinot


A obra de requalificação do Jardim Oudinot, que se encontrava a concurso público, já foi adjudicada ao consórcio Conduril, SA e Rosas Construtores, SA. O espaço está transformado daqui a cinco meses

O concurso público para a execução da obra de requalificação do Jardim Oudinot, na Gafanha da Nazaré, foi, anteontem, adjudicado pelo Executivo municipal, ao consórcio Condurir, SA e Rosas Construtores, SA. A obra, com um valor estimado de cerca de três milhões de euros, tem um prazo de execução de cinco meses. O processo seguiu, agora, para visto do Tribunal de Contas, perspectivando-se o início da obra já para o próximo mês. Esta requalificação representa, de acordo com o presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Ribau Esteves, uma «obra de grande importância para a cidade da Gafanha da Nazaré, para o município de Ílhavo, e mesmo para toda a região», justificando com o facto de se tratar de um «espaço com história, por estar localizado numa zona privilegiada entre a terra e a Ria, e por enquadrar o Navio-Museu Santo André». Segundo o autarca, «se tudo correr como temos estipulado, as obras já estarão concluídas no mês de Junho». Este está previsto constituir um dos pontos principais durante os três dias de escala da Regata dos 500 anos do Funchal, a ter lugar de 20 a 23 de Setembro do próximo ano, pelo que o seu arranjo deve estar totalmente concretizado até ao Verão, para que possa ser posteriormente aproveitado. Recorde-se que a qualificação a levar a cabo, de natureza urbana e ambiental, engloba a construção de um conjunto de infra estruturas que transformarão este espaço, nomeadamente, um ancoradouro de recreio, percursos pedonais e cíclicos, que ligarão a parte nova e antiga do jardim, vários equipamentos desportivos, parques infantis, e uma praia fluvial com apoio de bar, sendo que toda a zona será usufruirá de iluminação e ajardinamento, para que possa ser frequentada com segurança, a qualquer hora do dia. A requalificação do Jardim Oudinot é a primeira obra do município candidata a fundos comunitários do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), e que resulta de uma parceria financeira entre a Câmara Municipal de Ílhavo e a Administração do Porto de Aveiro, vindo a constituir, segundo garante Ribau Esteves, «o maior parque da Ria de Aveiro», que permitirá um acesso directo por parte da população da Gafanha da Nazaré à Ria.
Fonte: Dário de Aveiro.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Visita ao Eterno Arrastão Bacalhoeiro

Foi num destes Domingos de Outono, em que o frio e a humidade do ar, convida a ficar em nossas casas, bem junto das nossas lareiras a ver um bom DVD... No entanto, não me deixei malandrar, e rumei ao Forte da Barra para mais uma visita ao eterno arrastão bacalhoeiro, o Navio-Museu Santo André, mas desta vez, com a máquina fotográfica na mão, para poder registar algumas imagens, e poder partilha-las com mais alguém, neste meu espaço, especialmente dedicado ao Mar, à Ria e ao Porto de Aveiro.

Para ver o resultado, basta clicar no Bilhete... e já agora.... BOA VISITA.

(clique no bilhete)

“PORTUGAL NA ÉPOCA DA ABERTURA DA BARRA”


No próximo dia 15 de Dezembro, vai realizar-se, no edifício da antiga Capitania de Aveiro, uma conferência subordinada ao tema “Portugal na época da abertura da Barra”.
A conferência, com início previsto para as 17h00, será proferida pelo Comandante Rodrigues Pereira, Director do Museu da Marinha e ex-Capitão do Porto de Aveiro.
Esta iniciativa integra-se nas comemorações do Bicentenário da abertura da Barra de Aveiro.



Fonte: Porto de Aveiro.

Porto de Aveiro recebe a maior grua a operar em Portugal


A maior grua portuária alguma vez instalada em Portugal chegou ontem ao porto de Aveiro pela mão da Socarpor, que investiu 3,3 milhões de euros na máquina.

O porto de Aveiro recebeu, ontem de manhã, a maior grua alguma vez instalada numa estrutura portuária portuguesa. Trata-se de um investimento efectuado pela empresa Socarpor - Sociedade de Cargas Portuárias avaliado em 3,3 milhões de euros. A grua dispõe de uma capacidade de elevação de 120 toneladas, praticamente o dobro (65 toneladas) da potência do maior equipamento actualmente existente no país, igualmente instalado pela Socarpor no porto de Aveiro (Terminal Sul, que se encontra concessionado à sociedade aveirense). A nova máquina (uma Gottwald 7408 B, importada por barco da Alemanha) vai operar no Terminal Agro-Alimentar do porto de Aveiro, também concessionado à Socarpor, dispondo de um balde com 33,5 metros para descarga de cereais com capacidade para transportar 27 toneladas de produto, o equivalente à carga de um veículo pesado de transporte de mercadorias. Para funcionar, a grua apenas necessita do trabalho de um homem, que operará a 26 metros de altura numa estrutura com 120 metros quadrados. A empresa aveirense tem igualmente em curso a construção de um conjunto de silos para armazenamento de cereais no Terminal de Granéis do porto de Aveiro, representando um investimento orçado em 20 milhões de euros. A obra foi iniciada em Agosto e deverá estar concluída em Abril do próximo ano, revelou Ferreira Jorge, director da Socarpor, ao Diário de Aveiro. Estas estruturas poderão receber até 60 mil toneladas de cereais em depósito, a mesma capacidade de um armazém que a sociedade aveirense irá também construir no local e que será destinado a produtos – como farinhas – que não podem ser conservados nos silos.

Fonte: Diário de Aveiro.