terça-feira, 6 de maio de 2008

Memórias X

Carregamento de Sal em Vagons no Canal de S. Roque.

Carregamento de Sal em Vagons no Canal de S. Roque.


Memórias IX

Zona da Malhada em Ílhavo.

Zona da Malhada em Ílhavo.


A "Menina do Mar" no Teatro Aveirense


Era uma vez uma menina que vivia no mar e sonhava saber como era a terra... Era uma vez um menino que vivia na terra e sonhava saber como era o mar...


No âmbito das Comemorações do Bicentenário da Abertura da Barra, no próximo dia 8 de Maio, pelas 21h30, terá lugar no Teatro Aveirense a apresentação do musical infantil a “Menina do Mar”. Este é um espectáculo, encenado, a partir do conto de Sophia de Mello Breyner e com música de Fernando Lopes-Graça, entra-se no mundo de sonho e fantasia da “Menina do Mar”, com a música e as palavras a entre cruzarem-se.

A interpretação musical estará a cargo da Orquestra Filarmonia das Beiras, com a direcção do Maestro Rui Pinheiro, que nos irá envolver numa história de amizade e sonhos, protagonizada pela actriz Isabel Leitão.

Aqui fica um "cheirinho" do musical produzido por Felipe La Féria em 2005, que foi um verdadeiro sucesso...



Um pouco da história....

Era uma vez um menino que ia sempre à praia. Um dia, o menino ouviu uns barulhos de trás de uma rocha. Era uma Menina do Mar, um caranguejo, um polvo e um peixe. Ficaram todos amigos, o menino mostrou muitas coisas à Menina do Mar. O menino convidou-a para ir visitar a terra.

No outro dia a Menina do Mar disse ao menino que não podia ir porque os búzios tinham dito à Raia Gigante. Eles depois tentaram fugir mas depois apareceram muitos burros. Os burros faziam muito mal, mas o menino não largava a menina. O menino caiu e deixou de ouvir, ver as coisas e adormeceu. Acordou numa rocha e a maré já estava cheia ele levantou-se e foi para casa cheio de marcas das ventosas dos burros.

Passaram dias e dias o menino voltava sempre à praia mas nunca mais viu a menina e os seus três amigos. Chegou o Inverno e o menino viu uma gaivota que trazia no bico uma poção para o menino se transformar em Menino do Mar. Tiveram dias e noites a atravessar o mar e finalmente chegaram à ilha onde a Menina do Mar estava. Voltaram para o mar. E a Menina do Mar voltou a dançar no palácio podre e ficaram inimigos para sempre.

Vídeo: O Porto de Aveiro em 1992

Este é um filme promocional do Porto de Aveiro realizado em 1992 por Carlos Pelicas para a Junta Autónoma do Porto de Aveiro (J.A.P.A.), a actual Admnistração do Porto de Aveiro (APA). Vale a pena ver!!!

A Greenpeace descobre uma nova espécie no Mar de Bering


Mar de Bering, Estados Unidos — A expedição da Greenpeace ao Mar de Bering levou à descoberta de uma espécie de esponja que a ciência desconhecia. A esponja foi recolhida utilizando pequenos submarinos tripulados e equipados para explorar as mais profundas ravinas subaquáticas no fundo do Mar de Bering.

A nova espécie de esponja foi encontrada na Ravina de Pribilof e foi baptizada como Aaptos kanuux. O nome "kannux" foi escolhido por significar "coração" na língua aleúte, explicou George Pletnikoff, responsável da campanha de Oceanos no escritório da Greenpeace Alaska (EUA) e nativo das comunidades aleutes das Ilhas Pribilof. "Estas ravinas são o coração do mar de Bering, expelindo os nutrientes que são o sangue da vida do ecossistema. Enquanto estas ravinas estiverem em risco, também o estarão as comunidades que dependem destas águas desde há milhares de anos."


Fonte: Greenpeace.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Arquivo APA: Mapa de costas e fundos marinhos

Planta do Areal entre a Torreira e a Barra da Vagueira

Planta do areal entre a Torreira e a Barra da Vagueira: Cópia do mappa topographico da Barra d'Aveiro, levantado em 1778.


Fonte: Porto de Aveiro.

Arquivo da APA: 1802 Planta de Projecto para a nova abertura da Barra

Planta do Projecto que se está executando para a Nova abertura
da Barra do Rio Vouga, por Ordem de SAR o Principe Regente N. Senhor. Extracto do Mappa geral Hydrographico da embocadura do Vouga, e da Ria ou Lago do mesmo nome /Copiada no Real , e Geral Depozito das Cartas Marítimas, e Militares, em 1802.

Fonte: Porto de Aveiro.

18 de Maio - Dia Internacional do Museus


Dia 18 de Maio, celebra-se o dia internacional dos Museus. O Museu Marítimo de Ílhavo, irá assinalar este dia com a inauguração da exposição temporária de pintura e desenho “Rostos da Pesca” e a apresentação do livro-álbum "Portugal no Mar".


"Rostos da Pesca" é uma exposição que reúne obras de Silva Porto, Marques de Oliveira, João Vaz, Ricardo Hogan, Lázaro Lozano, entre outros. São cerca de trinta obras de pintura e desenho, oriundas de museus portugueses e colecções particulares, representam a forma como os pintores viram e representaram, de maneira figurativa, os rostos humanos das pescarias portuguesas...


“Portugal no Mar: Homens que foram ao Bacalhau” é um livro-álbum que surge no seguimento da exposição "Caixa de Memoria", exposição mais visitada até ao momento no Museu Marítimo de Ílhavo. A edição deste catálogo, foi uma das formas encontradas para divulgar o projecto, que faz o devido tributo aos homens que foram ao bacalhau, e que fizeram da grande pesca o seu modo de vida.

Aveiro: Número de marinhas mantém-se, mas diminui a área de produção de sal

Foto: Salinas de Pedro Esteves in Olhares.com

São as mesmas as marinhas que iniciaram os trabalhos de preparação para a safra deste ano. Resistem nove marinhas, mas é reduzida a área de produção, duas das quais atingidas pela linha de caminho de ferro em construção.

É o mesmo número de marinhas de sal que irá produzir este ano, comparando com 2007, mas será inferior a área, em parte inviabilizada pelas obras do caminho-de-ferro, de ligação entre Cacia e a área portuária, que irá atravessar a zona do salgado de Aveiro, junto à A25.

Agora é tempo de preparar as marinhas depois das chuvas de Inverno, e o resultado a obter no final da safra dependerá do estado do tempo dos próximos meses. A safra do ano passado não traz boas recordações, uma vez que apenas no final de Julho foi possível iniciar a extracção.


As que se encontram em fase de preparação para a produção são as marinhas: «Podre»,«Caniceira»,«Peijota»,«18Carbonetes»,«Puxadoiros»,«Grã-Caravela»,«Troncalhada», «Santiaga da Fonte», «Senitra» e «Paçã».

A construção da linha de caminho de ferro que avança paralelamente à A-25, entre Mataduços, Esgueira e a Gafanha da Nazaré afecta duas marinhas ao longo das zonas de S. Roque e da ligação de Aveiro à Gafanha da Nazaré. Inviabiliza cerca de metade da marinha «Podre» e uma pequena parte da «Peijota».

As marinhas que ainda sobrevivem estão a ficar cercadas por obras, da construção da ligação ferroviária à área portuária, da nova ponte sobre o Canal das Pirâmides e da consolidação da plataforma da antiga Lota, condicionando as áreas disponíveis para a actividade da produção artesanal de sal assim como os acessos às marinhas.
A tendência para a redução da área colocada «a sal» em cada safra, convive com um novo passo do sector, que visa o desenvolvimento da actividade através de um plano de obras de protecção de áreas de marinhas e da protecção da marca do sal de Aveiro. Num processo em que está envolvida a Associação de Produtores e Marnotos da Ria de Aveiro foi conseguida a aprovação dos 27 Estados Membros da União Europeia que votaram a favor da inserção do sal «no anexo ao Regulamento 510/ 2006 da Comissão sobre a indicação geográfica protegida (IGP) e sobre a denominação de origem protegida (DOP).

O processo de certificação a que é agora possível ter acesso implica, naturalmente, o cumprimento de regras na produção de sal, mas, fundamentalmente, na protecção do produto, passando a ter um certificado de origem de produção artesanal diferente dos que são industrialmente transformados.

Um objectivo importante a atingir é a assegurar que o sal de Aveiro não seja vendido sem a respectiva certificação. Um dos factores que tem contribuído para a decadência da actividade é, precisamente, o comércio de sal como se fosse de Aveiro, sem o ser. Por isso, o mercado do sal, original de Aveiro, poderá agora crescer.
Quanto ao plano de intervenção de protecção das marinhas, através de uma construção ao seu redor, é admitida a possibilidade de passar das nove para 50 marinhas em funcionamento, garantindo uma produção anual de 10 mil toneladas de sal, como disse ao Diário de Aveiro o presidente da associação, Manuel Estrela Esteves.

Fonte: Dário de Aveiro.

domingo, 4 de maio de 2008

No dia da Mãe.... "Mãe, Materno Mar"

Hoje, é o dia de todas as MÃES... por isso decidi vasculhar algo que tivesse a ver a mãe e o mar... Encontrei este livro, da autoria de Boaventura Cardoso, pela sinopse que aqui publicamos, parece ser um livro interessante e bastante acessível a qualquer bolsa.... por isso, aqui fica a sugestão para quem quiser presentear a sua mãe, neste dia tão especial...

Sinopse:

«(...) E ele continuava com as mesmas interrogações sobre o mar. Que ele sabia o mar era uma grande massa e extensão de água salgada que cobre a maior parte da superfície da Terra, os grandes navios a sulcarem as movimentadas águas, os pescadores a enfrentarem as ferozes ondulantes ondas, os assombrados fantasmas, as míticas Kiandas, e os peixes se divertindo nas profundas águas. (...) Que sabia mais ele? Se recordava que a mãe lhe tinha contado que, quando grávida dele, tinha consultado um Kimbanda por causa de umas dores violentas, que a resposta foi que ela se preparasse pois ia dar à luz uma sereia ou um outro qualquer monstro aquático. Ih! (...)»