segunda-feira, 19 de maio de 2008

Armadas que de Portugal passaram à Índia...

Memórias das Armadas - Armada de 1538

Partiu Pedro Álvares Cabral para a Índia, em 9 de Março, por capitão de treze velas - naus, navios, caravelas -, das quais, com temporal rijo que lhe deu na travessa do Brasil para o Cabo da Boa Esperança, se perderam quatro; e de todas estes capitães:

Luís Pires - arribou a portugal;

Gaspar de Lemos - de Santa Cruz, terra do Brasil, tornou a Portugal com nova do descobrimento dela;

Pêro Dias - com a tormenta foi ter a Mogadixo, junto ao Cabo de Guardafui, e à tornada se encontrou com Pedro Álvares Cabral no cabo Verde;

Pêro de Ataíde - Pêro de Ataíde; à tornada se perdeu nos baixios de São Lázaro e com a gente salva foi ter a Melinde;

Vasco de Ataíde - perdido com a tormenta;

Pedro Álvares Cabral;

Nicolau Coelho, Nuno Leitão;

Simão de Miranda - abalroou na tormenta com Pedro Álvares Cabral, e milagrosamente se salvaram;

Aires Gomes da Silva - perdido com a tormenta;

Simão de Pina - perdido com a tormenta;

Sancho de Tovar - em tornada para Portugal se perdeu com o vento rijo travessão em um baixo perto da costa de Melinde, e, depois de toda a gente ser salva, lhe puzeram fogo;

Bartolomeu Dias - perdido com a tormenta.


Fonte: Biblioteca Digital Nacional

domingo, 18 de maio de 2008

"Ode aos 200 anos da abertura da Barra".


Peça musical "Ode aos 200 anos da abertura da Barra" composta por Rui Pinto Teixeira e actuação do Grupo Coral da Casa do Pessoal do Porto de Aveiro.

Direcção: Maestro Artur Pinho.
Grupo Coral acompanhado de quinteto de sopro.

Porto de Aveiro: Entrega de Prémios "Porto de Encontro"




Comemorações do Bicentenário da abertura da Barra de Aveiro. Entrega de prémios aos vencedores do concurso de fotografia "Porto de Encontro".

Gentes da Terra: Prof. João Moço Reigota

Prof. Reigota


Neste mês de Maio, marcado por vários festivais, nomeadamente o 12º Festival de Folclore Primavera, realizado no âmbito do 1º de Maio - Dia do Trabalhador, dedicamos este espaço ao Prof. João Reigota, pelo seu trabalho realizado em prol da preservação dos valores culturais ilhavenses, muito em especial ligados à etnografia e ao folclore.

Nascido a 13 de Setembro de 1941, na Gafanha da Boavista, Freguesia de S. Salvador, João Reigota ali passou a mocidade, ocupando os seus tempos livres na convivência com os amigos, a jogar futebol ou a pescar num “chinchorro”, que mais tarde viria a ser seu. Frequentou a Escola Primária na Gafanha de Aquém e prosseguiu os seus estudos durante mais 5 anos no Colégio de Ílhavo. Decidido a enveredar pela carreira do Ensino, João Reigota concluiu o curso de Professor do Magistério Primário de Coimbra.

Chamado ao serviço militar, passou por Mafra, Vila Real e Abrantes, tendo sido posteriormente mobilizado para as ex-províncias ultramarinas da Guiné e Cabo Verde. Após a sua passagem à disponibilidade, iniciou funções docentes na Escola n.º 2 Sul da Gafanha da Encarnação, onde leccionou durante 32 anos.

Para além do Ensino, o Prof. João Reigota sempre demonstrou um grande dinamismo, lutando em prol da população da Gafanha da Boavista. Em 1977, encabeçou a Comissão de Moradores e diligenciou junto do então Capitão do Porto de Aveiro, da Fábrica da Vista Alegre e da Câmara Municipal de Ílhavo para que se procedesse à construção da ponte que liga a Boavista à Vista Alegre, tendo participado igualmente na construção do Centro Cultural e Recreativo da Gafanha da Boavista, inaugurado em 1978.

Presidente da Casa do Povo de Ílhavo, desde 1973, o Prof. João Reigota impulsionou a criação do Rancho Regional da Casa do Povo. Tudo aconteceu na sequência de uma esta de Natal realizada em 1983, no Centro Cultural da Gafanha da Boavista, onde um grupo de jovens da terra presentou algumas danças de folclore. O projecto de avançar com um Rancho Folclórico foi bem recebido por todos, tendo, dois anos mais tarde, após uma exibição em Corticeiro de Cima, integrado a Federação Nacional de Folclore, realizando desde então uma média de 30 festivais por ano.

Com uma grande aptidão para a cozinha e apreciador do fiel amigo, o Prof. João Reigota foi um dos fundadores da Confraria Gastronómica do Bacalhau (1999), com o objectivo de divulgar e promover a confecção do bacalhau e a gastronomia do Município de Ílhavo, contribuindo, assim, para o seu processo de afirmação enquanto Capital do Bacalhau, nomeadamente através da realização anual das Tasquinhas de Ílhavo, mantendo ainda hoje o título de Grão Mestre.

Foi pelo trabalho notável que tem desenvolvido ao nível da preservação e da promoção dos valores da história e da cultura do Município, muito em especial no que respeita à gestão do Rancho Regional da Casa do Povo de Ílhavo, assim como de outras actividades associativas e comunitárias, sendo um exemplo de Dirigente Associativo dedicado e empenhado na dinamização social do Município, que a Câmara Municipal de Ílhavo agraciou o Prof. João Reigota com a Medalha de Mérito Cultural, no âmbito das Comemorações do Feriado Municipal de 2007.

Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo - Agenda "Viver em"

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Modelismo Náutico: Bacalhoeiro "Inácio Cunha"

Autor: c. Vasconcelos

Gostava de um dia me aventurar a construir uma réplica deste género. Sei que é um trabalho bastante minucioso, que requer alguma habilidade, concentração e bastante paciência... talvez seja o meu próximo desafio, quem sabe ;)

Esta maravilha, é da autoria de c. Vasconcelos, trata-se de uma réplica do Bacalhoeiro Inácio Cunha.

Este primeiro Bacalhoeiro, foi mandado construir em 1945, no estaleiro Naval de José Maria Bolais Mónica, na Gafanha da Nazaré, tinha o casco em madeira, não congelava, e tinha apenas um porão para o salgado. Tinha de comprimento cerca de 46,60 m e a potência do motor era de 550 HP.
No entanto passados alguns anos, este Bacalhoeiro viria a afundar-se ao largo da Gronelândia, depois de um violento incêndio...

Vamos recordar:

"Sem a menor possibilidade de ser socorrido, todo o dia o "Inácio Cunha" se manteve envolto em grandes labaredas e espesso fumo, sacudido a espaços por violentas explosões, acabando por se afundar às duas horas e trinta minutos do dia trinta do mês de Agosto de mil novecentos e sessenta e seis, com todos os seus pertences e carga que constava de onze mil e oitenta quintais de bacalhau frescal, trinta e duas toneladas de óleo de fígados de bacalhau, dezanove toneladas de caras, sete toneladas de línguas, lombos e samos de bacalhau, dez toneladas de lula japonesa, cinco toneladas de cavala norueguesa, quarenta toneladas de sal, bem como todos os haveres da tripulação, que não foi possível salvar."


"O pânico gerou-se a bordo e só com muita dificuldade o Capitão, auxiliado pelos seus principais, conseguiu que a operação de arriar os botes se processasse em boa ordem. Vendo a tripulação mais calma, tentou o Capitão entrar no seu camarote para salvar a documentação do navio, mas isso foi-lhe impossível, dado que o camarote, situado mesmo por cima da casa das máquinas, se encontrava cheio de fumo e o calor ser insuportável. Pelas cinco horas e trinte minutos do mesmo dia, já com a tripulação a salvo, resolveu o Capitão com os seus Principais abandonar o navio, verificada a impossibilidade da sua salvação e porque se temia a todo o momento qualquer explosão nos tanques de gasoil. Recolheu-se a bordo do navio "Soto Mayor", onde já estava toda a sua tripulação. O Capitão do "Soto Mayor" informou o navio-hospital "Gil Eannes", que se encontrava em Holsteinsborg, do que se estava a passar com o "Inácio Cunha". Pelas quatorze horas do mesmo dia ouviu-se de bordo do "Inácio Cunha" uma violenta explosão acompanhada de grande erupção de chamas e tendo a seguir caído o mastro de ré. Pelas desassete horas foi dada ordem para que todos os tripulantes passassem para bordo do "Gil Eannes", que entretanto chegara ao local do sinistro. "

Depois deste acontecimento e com o dinheiro da seguradora, foi projectado um novo Inácio Cunha, a pedido do armador, este já bem mais evoluído... Em aço, com porão para os salgados e para os congelados...

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Selos: 200 anos Chegada da Família Real ao Brasil


Os 200 anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil foram assinalados pelos CTT através de uma emissão filatélica alusiva ao tema.

Foi no dia 7 de Março de 1808 que a família real aportou no Rio de Janeiro, salvando a soberania nacional na sequência da invasão das tropas francesas comandadas por Napoleão. Milhares de portugueses acompanharam o Príncipe Regente D. João, a Rainha D. Maria I e os seus dois filhos, os infantes D. Pedro e D. Miguel, numa viagem pioneira do continente europeu para o americano. Os destinos nacionais foram comandados desde o Brasil pelo Príncipe Regente D. João, que é proclamado Rei em 1818, o primeiro a ser aclamado na América.

A decisão de transferir a corte nacional para o Brasil e a sua importância estratégica no rumo da História de Portugal é agora enaltecida em selo, numa emissão da autoria de José Luís Tinoco composta por dois selos de tarifas Nacional e Internacional até 20 gramas.

Fonte: CTT

Aveiro: O melhor local para viver

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Visita à exposição: Mostra Filatélica do Mar III


Fragata D. Fernando II e Gloria - Construída em Damão em 1842, última Fragata exclusivamente à vela, da Marinha de Guerra.

Emissão 1997 - Fragata D. Fernando II Naus da Carreira das Índias.
Obl. 1º Dia 12-02-1997 Lisboa, onde se perdeu num incêndio.

Arquivo APA: Projecto de melhoramento da Barra



Projecto de melhoramento da Barra e estuário do Vouga em 1925, da autoria do Engenheiro António Craveiro Lopes.



Fonte:Porto de Aveiro.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Geminação com Gijón dá frutos...

APA e o Centro de Seguridad Marítima Integral Jovellanos celebram acordo

Porto de Gijón

Porto de Aveiro

No passado dia 9 de Maio, a APA e o Centro de Seguridad Marítima Integral Jovellanos (Espanha), assinaram um protocolo de colaboração tendo em vista o desenvolvimento e execução de projectos de investigação e estudos destinados a encontrar soluções para a problemática do sector marítimo portuário, assim como em projectos que permitam a reciclagem dos profissionais da APA, S.A., mediante adequada formação.

O acordo foi assinado por José Luís Cacho, Presidente do Conselho de Administração da APA, e por Enrique Fernandez Pérez, representando este o Centro de Seguridad Marítima Integral Jovellanos, no exercício de poderes delegados pelo Conselho de Administração da Sociedad Estatal de Salvamento y Seguridad Marítima.

Através dos mecanismos estabelecidos no acordo, o Centro Jovellanos, que dispõe de uma vasta equipa de profissionais, técnicos e de equipamento de simulação, realizará, mediante solicitação e por conta da administração do porto de Aveiro, a assistência técnica e estudos de manobrabilidade de navios no porto de Aveiro; o estudo e a digitalização de diversos cenários de entradas e saídas do porto, bem como o desenvolvimento de planos de formação dirigidos aos profissionais que executam essas manobras.

Por seu turno, e para viabilização do ponto anterior, a APA facultará ao Centro Jovellanos a cartografia existente, assim como a informação sobre ventos locais, fotografias aéreas do porto e demais dados complementares que se revelem necessários à elaboração dos cenários e estudos de manobrabilidade referidos.

Prevista também a colaboração estreita no que se refere ao planeamento de cursos e na concepção de material didáctico, com especial ênfase em aspectos inovadores dos mesmos e na aplicação de novas tecnologias aos planos formativos.

Para a prossecução do acordo vai ser constituída uma comissão conjunta, formada por dois representantes da Administração do Porto de Aveiro e outros dois do Centro Jovellanos. Esta comissão poderá propor a extensão do acordo de colaboração a novos campos de actuação.

Este protocolo surge no seguimento da geminação do Porto de Aveiro com o Porto de Gijón, começando já a evidenciarem-se resultados concretos desta ligação entre as duas administrações portuárias.


Fonte: Porto de Aveiro: Newsletter n.º 139.