sexta-feira, 23 de maio de 2008

Visita à Exposição "Água com Humor"


Conforme já havia sido noticiado neste mesmo espaço, no dia 10 de Maio, foi inaugurada na Casa da Cultura Fernando Távora, em Aveiro, a exposição internacional de cartoon "Água com Humor".

Ontem passei por lá, e recolhi algumas imagens dos cerca de 150 cartoons, que de forma humorística, alertam para os hábitos, as carências e insensibilidades humanas perante a crescente escassez de água a nível mundial e ajudam o público a reflectir sobre um problema dos nossos dias.






quinta-feira, 22 de maio de 2008

Visita à exposição: Mostra Filatélica do Mar IV










quarta-feira, 21 de maio de 2008

UM PORTO: Duas Cidades


A origem do Porto de Aveiro, está intimamente ligada à história da Ria e à obra de fixação e abertura da Barra.

Depois de sucessivas intervenções políticas, económicas e técnicas, sempre em prol da abertura da ligação do mar à ria, a Barra acaba por ser aberta a 03 de Abril de 1808, graças aos Engenheiros Reinaldo Oudinot e Luís Gomes de Carvalho.

Depois da fixação da Barra, até meados do séc. XX, são ampliados molhes e constituídos diques. Da autoria do Engenheiro Von Affe, viria a surgir um dos primeiros planos para o Porto de Aveiro, a projecção de um Porto de Pesca e de um Porto Comercial, junto ao Canal de S. Roque.

Em meados do séc. XX, é criada a JARBA (Junta Autónoma da Ria e Barra de Aveiro), e pela mão do Engenheiro Coutinho de Lima, são orientados os planos de exploração e manutenção dos Portos de Pesca do Largo, do Porto de Pesca Costeira e do Porto Comercial.

Em 1974, já com a JARBA transformada em JAPA (Junta Autónoma do Porto de Aveiro),"Plano Director de Desenvolvimento e Valorização do Porto e Ria de Aveiro”, é apontado no sentido de deslocar os terminais portuários, para próximo da entrada da Barra, local onde ainda hoje se localiza a mais importante estrutura comercial do Porto de Aveiro.

O ano de 1998, é mais um novo marco para a história do Porto, com a transformação de JAPA em APA (Administração do Porto de Aveiro, S.A.) é-lhe reconhecido o estatuto de porto de âmbito nacional, e com as novas competências que lhe foram atribuídas, a APA, S.A., procede à revisão do “Plano de Ordenamento e Expansão do Porto de Aveiro”, incluindo a ligação do Porto de Aveiro à Linha do Norte, bem como a conclusão e melhoria das infra-estruturas.


Nos dias que correm, a APA, S.A, é uma empresa empenhada, que assume como missão facultar o acesso competitivo de mercadorias aos mercados regionais, nacionais e internacionais, promovendo assim o desenvolvimento económico da região.

Mar Mediterrâneo: Um Tesouro Mundial

Coris julis sobre a erva marinha "Zostera"

O Mar Mediterrâneo pode ser considerado um tesouro a nível mundial. Prados ricos em ervas marinhas e recifes rochosos dominam a zona costeira, enquanto cordilheiras de montanhas subaquáticas, águas frias e trincheiras dominam o seu leito marinho.

O Mar Mediterrâneo representa menos de 1% dos oceanos deste planeta, no entanto habitam nele cerca de 10.000 espécies - o que constitui cerca de 9% da biodiversidade a nível mundial.Contudo o excesso de pesca, a pesca destrutiva (incluindo o uso continuado de redes de deriva), a poluição e o crescente desenvolvimento costeiro estão permanentemente a destruir este tesouro.

Fonte: Greenpeace.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Porto de Aveiro: Abril 5º melhor mês de sempre

No passado mês de Abril, no Porto de Aveiro movimentaram-se 316.996,9 toneladas de mercadorias. Foi o quinto melhor mês de sempre e o melhor Abril de sempre. Pelo Porto de Aveiro passaram 96 navios. Registou-se crescimento no tráfego de mercadorias, em relação a igual período de Janeiro a Abril de 2007. Pela primeira vez em 2008 passando a situar-se em terreno positivo, aumento de 2,95%.

A carga geral e os granéis líquidos apresentaram um crescimento muito significativo de, respectivamente, 20,60% e 15,62%, compensando o desempenho negativo, em 18,26%, dos granéis sólidos. O clinquer continua a liderar o top das mercadorias mais movimentadas (9,2% do total), registando também o maior crescimento em relação ao ano passado (50,6%).
Quanto a grupos de mercadorias, são os produtos metalúrgicos e florestais que mais se destacam, com, respectivamente, 22,0% e 19,4% do total das mercadorias movimentadas.


Fonte: Porto de Aveiro: Newsletter n.º 140.

Um passeio pela região....






segunda-feira, 19 de maio de 2008

As Marinhas de Sal

Copia de uma parte da Planta indicativa do Plano d'Obras para o melhoramento da Barra de Aveiro: Projecto de 26 de Fevereiro de 1874.

Fonte: Catalogo Exposição "A Barra e os Portos da Ria de Aveiro 1808 - 1932"

Exposição Coimbra: A Barra e os Portos da Ria de Avreiro 1808-1932


A Barra e os Portos da Ria de Aveiro em exposição na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra

Na próxima quarta-feira, pelas 18 horas, na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (BGUC), vai proceder-se à inauguração da exposição “A Barra e os Portos da Ria de Aveiro 1808 – 1932, no Arquivo Histórico da Administração do Porto de Aveiro”.

Patente na Sala de S. Pedro até 14 de Junho, a exposição comissariada por João Carlos Garcia e Inês Amorim (ambos professores da Faculdade de Letras do Porto), cumpre em Coimbra a primeira etapa de um circuito de itinerância pela Península Ibérica. Etapa que resulta de parceria entre a BGUC, a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC), a Administração do Porto de Aveiro e a Câmara Municipal de Aveiro.

Integrada no programa comemorativo do Bicentenário da abertura da Barra de Aveiro (3.04.1808), é composta por documentos do Arquivo Histórico do Porto de Aveiro, empresa que, segundo José Luís Cacho, Presidente do Conselho de Administração, “decidiu libertar o seu património histórico-documental da clausura que o agrilhoava em inútil penumbra, fomentando-se, a partir de agora, o seu usufruto pela comunidade”.

O programa da inauguração abre com palavras de boas vindas do Director da BGUC. Segue-se a intervenção de Fernando Rebelo, subordinada à epígrafe “O Instituto de Estudos Geográficos da FLUC e as investigações sobre a Ria de Aveiro”.

Quinze minutos mais tarde, Inês Amorim falará do livro de sua autoria, “PORTO DE AVEIRO: Entre a Terra e o Mar”. O acto inaugural encerra com a apresentação da exposição por parte de João Carlos Garcia, seguida de visita aos cinco núcleos do espólio patente na majestosa Sala de S. Pedro.

Aos núcleos originais da Exposição:

“I – A RIA DE AVEIRO”;

“II – A BARRA DE AVEIRO”;

“III – A NAVEGABILIDADE DA RIA DE AVEIRO”;

“IV – AS MARINHAS DE SAL DA RIA DE AVEIRO”.

Acrescentou-se, em Coimbra:

"V - mapas da colecção particular de Nabais Conde, professor da FCTUC".


“Aproveitando a belíssima colecção do Professor Doutor Carlos Alberto Nabais Conde, seleccionámos alguns mapas dos séculos XVII e XVIII que podem ajudar na compreensão do que ia acontecendo com o evoluir desta grande forma litoral”, afirma o ex-Reitor e catedrático da FLUC Fernando Rebelo, que elaborou texto disponível em desdobrável, recordando o “grande geógrafo português Amorim Girão, Doutor pela Universidade de Coimbra, após a elaboração, apresentação e defesa de uma tese sobre a Bacia do Vouga”.

“A documentação do Arquivo do Porto de Aveiro concentra as diferentes valências deste porto flúvio-marítimo” – adianta Inês Amorim, detalhando: “Por um lado, registos como mapas, cartas, projectos, desenhos e respectivas memórias, a escalas diferenciadas, numa quantidade e variedade imensurável, resultam das opções e procedimentos técnicos e interventivos no porto, na cidade e na Ria. Por outro, a documentação de carácter administrativo, que inclui as actas das sucessivas administrações, livros de receitas (fiscais) e de despesas, e os relatórios de actividades, cuja natureza evoluiu à medida que a legislação e os regulamentos o exigiam. Depois, a fotografia, pelo menos desde a década de 30, documenta obras e recursos, sítios de embarque e desembarque de materiais e mercadorias, ou, ainda, imagens aéreas da barra e porto. Finalmente, os objectos atestam técnicas empregues, quer no conhecimento das marés na Ria e na embocadura da barra, quer nas obras portuárias”.

“É este conjunto, diversificado, que compõe o Arquivo da Administração do Porto de Aveiro”, acrescenta a reputada investigadora. “Se, a complementar Biblioteca, contém um acervo de obras impressas relativas a obras portuárias, nacionais e estrangeiras, justificadas pelos interesses das equipas técnicas e de engenharia, acrescentam-se muitas outras, sobre as actividades económicas e ambientais, gerais e locais, geradas e geradoras, das dinâmicas sócio-económicas”.

O livro de Inês Amorim e o catálogo da exposição encontram-se disponíveis para venda. O Porto de Aveiro disponibiliza visita virtual à exposição (imagens panorâmicas e cilíndricas, com rotação a 360º, da autoria de Romeu Bio, em http://www.op.com.pt/apa1/).

Fonte: Porto de Aveiro: Newsletter n.º 140.

Armadas que de Portugal passaram à Índia...

Memórias das Armadas - Armada de 1538

Partiu Pedro Álvares Cabral para a Índia, em 9 de Março, por capitão de treze velas - naus, navios, caravelas -, das quais, com temporal rijo que lhe deu na travessa do Brasil para o Cabo da Boa Esperança, se perderam quatro; e de todas estes capitães:

Luís Pires - arribou a portugal;

Gaspar de Lemos - de Santa Cruz, terra do Brasil, tornou a Portugal com nova do descobrimento dela;

Pêro Dias - com a tormenta foi ter a Mogadixo, junto ao Cabo de Guardafui, e à tornada se encontrou com Pedro Álvares Cabral no cabo Verde;

Pêro de Ataíde - Pêro de Ataíde; à tornada se perdeu nos baixios de São Lázaro e com a gente salva foi ter a Melinde;

Vasco de Ataíde - perdido com a tormenta;

Pedro Álvares Cabral;

Nicolau Coelho, Nuno Leitão;

Simão de Miranda - abalroou na tormenta com Pedro Álvares Cabral, e milagrosamente se salvaram;

Aires Gomes da Silva - perdido com a tormenta;

Simão de Pina - perdido com a tormenta;

Sancho de Tovar - em tornada para Portugal se perdeu com o vento rijo travessão em um baixo perto da costa de Melinde, e, depois de toda a gente ser salva, lhe puzeram fogo;

Bartolomeu Dias - perdido com a tormenta.


Fonte: Biblioteca Digital Nacional

domingo, 18 de maio de 2008

"Ode aos 200 anos da abertura da Barra".


Peça musical "Ode aos 200 anos da abertura da Barra" composta por Rui Pinto Teixeira e actuação do Grupo Coral da Casa do Pessoal do Porto de Aveiro.

Direcção: Maestro Artur Pinho.
Grupo Coral acompanhado de quinteto de sopro.