domingo, 22 de junho de 2008

REGATA 200 ANOS DA ABERTURA DA BARRA DE AVEIRO





Integrada no programa das Comemorações do Bicentenário da Abertura da Barra de Aveiro e numa organização conjunta da Administração do Porto de Aveiro e do Clube de Vela Costa Nova, realizou-se nos dias 14 e 15 de Junho a REGATA 200 ANOS DA ABERTURA DA BARRA DE AVEIRO.

A regata destinou-se a embarcações de cruzeiros à vela divididas em três classes: IRC, ANC, e OPEN, sendo pioneira neste tipo de prova, pois foi a primeira vez que se disputou em Aveiro uma regata com barcos detentores de certificado de abono de alto nível da vela de cruzeiro.

A prova constou de quatro regatas técnicas (percursos tipo barlavento-sotavento) realizadas ao largo da Barra de Aveiro, adaptadas ao vento disponível, que se apresentou fraco, entre os 6-8 nós do quadrante W-NW, no sábado, sendo do quadrante S-SW (10-13 nós) no domingo, permitindo regatas muito interessantes para agrado de todos os participantes.


O estado do mar permitiu a montagem de excelentes campos de regata para o que contribuiu também a Comissão de Regata, tendo esta desempenhado com extremo profissionalismo a sua função.

O acolhimento em terra decorreu também da melhor forma, com a estada das embarcações participantes no Porto de Abrigo da Pesca Costeira da APA, e com excelente hospitalidade da organização, que providenciou bem-estar e bons petiscos aos velejadores no final das regatas.

Nas regatas de sábado a disputa pelos lugares cimeiros da classe IRC foi bastante aguerrida, tendo o PEGASO-BETTERSOFT, com Rosário Fino ao leme, ficado com o melhor tempo corrigido na 1ª regata do dia, sendo a 2ª ganha pelo de MIKE DAVIS- PORTO DE AVEIRO de Delmar Conde.
O INDELEVEL, de José Bártolo, e o BIGMANIA, de Henrique Pires, arrecadaram nas duas regatas do dia a terceira e a quarta posição, respectivamente.
Na classe ANC, o PLANADOR IV–AVEICABO, de Felipe Neto, impôs-se aos restantes cinco inscritos, ganhando as duas regatas de sábado, sempre seguido pelo CASCA DE NÓS de Rita Rocha em 2º, e do LUSITO de António Rosa em 3º, ficando o NOVE NÓS de João Oliveira em 4º, com OUTSIDER de Luís Silva no derradeiro lugar desta classe.
Em OPEN, o PICATO de Miguel Lopes venceu sem oposição as duas regatas, seguido pelo RIFON de Adolfo Paião e pelo XÔXÕ de Justino Pinheiro, tendo ocupado os restantes lugares os barcos CELTA MORGANA, BISSOU DU VENT e GIN TONIC.

No domingo, com vento de SW, moderado, continuou a cerrada e emocionante disputa pela vitória na classe IRC, assistindo-se à repetição dos resultados do dia anterior. Vitória para o PEGASO-BETTERSOFT e outra para o MIKE DAVIS- PORTO DE AVEIRO, sendo esta embarcação a vencedora do troféu IRC.
A terceira posição foi atribuída ao INDELEVEL e a quarta ao BIGMANIA.
Neste dia continuou incontestável em ANC a embarcação PLANADOR IV–AVEICABO, amealhando mais duas vitórias nas regatas do dia, permitindo-lhe assegurar o primeiro lugar nesta classe, seguido do CASCA DE NÓS e NOVE NÓS, que preencheram os restantes lugares do podium.
Em OPEN, dominou o PICATO, que venceu as duas regatas de domingo, e obteve a vitória na classe.
Na segunda posição ficou o RIFON e na terceira o XÔXÕ.


CLASSIFICAÇÕES DA REGATA


IRC
1º - MIKE DAVIS - PORTO DE AVEIRO, de Delmar Conde
2º - PEGASO – BETTERSOFT, de Rosário Fino
3º - INDELEVEL, de José Bártolo
4º - BIGMANIA, de Henrique Pires

ANC
1º - PLANADOR IV–AVEICABO, de Felipe Neto
2º - CASCA DE NÓS, de Rita Rocha
3º - NOVE NÓS, de João Oliveira
4º - LUSITO, de António Rosa
5º - OUTSIDER, de Luís Silva

OPEN
1º - PICATO, de Miguel Lopes
2º - RIFON, de Adolfo Paião
3º - XÔXÕ, de Justino Pinheiro
4º - BADAIRE, de Ramiro Silva
5º - CELTA MORGANA, de Fermando Alves
6º - BISSOU DU VENT, de António Grilo
7º - GIN TONIC, de Hugo Rocha


Fonte: Porto de Aveiro: Newsletter n.º 145.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

As Salinas de Aveiro...

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Capitães do "Gazela Primeiro"


1901-1917 - Paulo Fernandes Bagão
1919 - Manuel Simões da Barbeira
1920-1923 - João Pereira Ramalheira
1924 - Aníbal da Graça Ramalheira
1925-1926 - João Pereira Ramalheira Júnior
1927-1929 - Aníbal da Graça Ramalheira
1930-1931 - Manuel Bóia
1932 - Sílvio Ramalheira
1933-1936 - José Gonçalves Vilão
1937-1940 - Francisco da Silva Paião
1941-1943 - Augusto dos Santos Labrincha
1944-1948 - Armindo Simões Ré
1949 - João Simões Chuva - o Anjo
1950-1951 - José Teiga Gonçalves Leite
1952-1957 - João Fernandes Matias
1958-1964 - António Marques da Silva
1965-1968 - José Luís Nunes de Oliveira
1969 - Aníbal Carlos da Rocha Parracho

quarta-feira, 18 de junho de 2008

DIA DOS OCEANOS EM SÃO JACINTO


A Câmara Municipal de Aveiro Comemora o Dia Mundial dos Oceanos no dia 19 de Junho.

São Jacinto recebe a comemoração do Dia dos Oceanos que se assinalou no passado dia 8 de Junho. O local de encontro entre os alunos da Escola EB 2,3 João Afonso de Aveiro, Escola EB1 e Jardim-de-infância de São Jacinto será nas instalações da Escola do primeiro ciclo de São Jacinto, pelas 10.00 horas onde serão desenvolvidos vários ateliers. Pelas 10.15 horas, os alunos do segundo ciclo (quarto ano) vão participar no jogo “À descoberta de São Jacinto” que consiste em percorrer algumas ruas da freguesia, onde as crianças serão guiadas pelos alunos lá residentes. A partida será feita do recinto exterior do Centro Paroquial de São Jacinto. No fim do jogo serão desenvolvidos ateliers de pintura de t-shirts, construção de fósseis marinhos e pintura de conchas e pedras.

A partir das 13.15 horas, as crianças vão participar em actividades na praia: limpeza da praia e do parque de merendas, construções na areia e futebol na praia. A actividade encerrará com uma peça de teatro no Centro Paroquial de São Jacinto, com início às 14.15 horas.

Integrada no Programa Bandeira Azul 2008 a actividade é o culminar da Actividade de Educação Ambiental “Alterações Climáticas: a intervenção da Escola no litoral” desenvolvida pelos alunos da Escola EB 2,3 João Afonso de Aveiro. Promovida em parceria com a Escola EB1 de São Jacinto e o Jardim-de-infância de São Jacinto, a acção tem como principal finalidade sensibilizar a população local para a problemática das alterações climáticas e dos resíduos.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

"Mar de Sonhos" na Barra de Aveiro





Ainda no seguimento das Comemorações do Bicentenário da Abertura da Barra de Aveiro... No passado Sábado, a Administração do Porto de Aveiro ofereceu a toda a população um grandioso espectáculo multimédia, com direito a fogo de artifício, intitulado "Mar de Sonhos".

Foi um espectáculo memorável e digno de se ver, no final, o contentamento era geral, e eu, como já vem sendo hábito, não perdi pitada...

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Ostras da ria de Aveiro põem os franceses loucos


A produção de ostras na ria de Aveiro está a encher a barriga dos franceses. São eles os responsáveis pela quase totalidade do consumo daquele molusco que tem como viveiro a laguna aveirense.

Seis produtores de ostras "enchem" as redondezas do cais da "Bruxa", na Gafanha da Encarnação (Ílhavo), produzindo cerca de 200 toneladas por ano daquele apreciado molusco, que tem como consumidor preferido, o francês.Mais de 90 por cento da produção de ostra da ria de Aveiro tem como mercado a França. A Espanha compra alguma coisa e o restante fica em Portugal.

"A ostra da ria de Aveiro é muito concorrencial em termos de qualidade", confessa ao JN Paulo Melo, um antigo praticante de voleibol, que fez o curso de Ciências do Meio Aquático na Universidade do Porto, que em 1992 começou a produzir ostra em pequena quantidade, mas que só a partir de 2000 se lançou "a sério" no negócio", possuindo também produção de ostras no Algarve. "Aveiro é uma ria muito rica, em algas e matéria orgânica, fornece muito alimento", disse ao lembrar a sua escolha pela ria de Aveiro. "Os franceses são grandes apreciadores de ostras, então no Natal o mercado dispara, e como eles só querem ostra de grande qualidade, vêm buscá-la aqui", frisou Paulo Melo que se queixa da não existência de maternidades de ostras no nosso país e do facto de não haver seguro de produção em Portugal. "As ostras juvenis são adquiridas aos franceses", disse.

O preço pago pelo molusco à produção chega, nalguns casos quase a atingir os dois euros por quilo, mas quando a ostra chega à mesa do consumidor francês , por exemplo, pode atingir preços que rondam os vinte euros. "Vendo para os distribuidores, mas são eles que fazem a depuração em Arcachon e na Bretanha, embora aqui tenhamos qualidade de água suficiente para que a ostra possa ser vendida directamente ao público.

Paulo Melo queixa-se de a ostra ser o único marisco que em Portugal é taxado a 21 por cento (a lagosta é taxada a cinco por cento, por exemplo) e a não apetência do mercado português é explicada pela falta de tradição e, depois, pela ajuda do IVA. "Fui para a produção de ostras, também por causa dos roubos que há na ria, mais dirigidos para a amêijoa", lembrou. "Investi na altura certa e tenho tudo pago. Eu pago tudo a pronto, e só recebo a 90 dias", frisou, realçando que é "pena que a ria não seja mais explorada". "Tem condições únicas em Portugal para a produção de ostras", disse.

Negócio com algum risco, é para Carlos Moreira Ramos, a produção de ostras. Na produção daquele molusco há 14 anos, também na ria de Aveiro, na zona da "Bruxa", depois de ter cursado aquicultura no "Inforpescas", depois de uma experiência como pescador. "É um negócio que dá para viver", acentuou. "O mercado português e o espanhol não se interessam, daí que a produção vá toda para França, que também é por sinal, segundo lembra o país considerado o maior produtor de ostras do mundo. Tem quatro viveiros, com a totalidade de mais de 120 mil metros quadrados. E não tem dúvidas. "Pelos conhecimentos que tenho, a ria de Aveiro, é o melhor sitio da Europa para se produzir ostra", lembra.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Lugre - Patacho "Gazela Primeiro"

A Pesca Longínqua a bordo do Lugre-Patacho Gazela Primeiro.


Numa época, em que a pesca do bacalhau atravessava sérias dificuldades, urgia, por questões competitivas, dispor de navios maiores e de melhor qualidade.

O "Gazela Primeiro" surge como uma solução, foi mandado construir para transportar pescadores para a pesca do bacalhau nos Grandes Bancos da Terra Nova e tinha capacidade de transportar cerca de trinta Dóris.

O Veleiro foi construído no estaleiro de J. M. Mendes, em Setúbal, Portugal. Os registos, relativos à sua actual forma, datam de 1900, mas existe uma clara evidência de que as madeiras usadas na sua construção são do navio Gazella (com 2 L’s) que foi construído em 1883 em Cacilhas. Pinho português foi a principal madeira usada no casco e coberta, enquanto o mastros e vergas são de Pinheiro-do-Oregon (Douglas fir).

Este lugre-patacho foi sujeito a uma terceira remodelação em 1938, introduzindo um motor de propulsão.

A sua última campanha data de 1969. É propriedade do Museu Marítimo em Filadélfia desde 1971 e foi rebaptizado de Gazela of Philadelphia.



Fonte: Museu da Marinha.

Grupo Silva Vieira vai despedir 219 pescadores devido ao aumento de custos com combustíveis

O grupo Silva Vieira, com sede na Gafanha da Nazaré, Ílhavo, anunciou o despedimento de 219 pescadores que trabalhavam até agora em sete navios, quatro dos quais da frota longínqua, que decidiu imobilizar a partir de quinta-feira devido aos aumentos de custos com combustíveis que, alegou, tornaram inviável manter a exploração.

A informação foi veiculada através de um comunicado da Associação dos Armadores da Pesca Longínqua (ADAPLA) que é presidida pelo armador António Silva Vieira, um dos maiores do sector em Portugal.

O grupo Silva Vieira decidiu suspender a saída das embarcações Joana Princesa, Brites, Caribe, Red (todos navios fábrica da pesca longínqua) e ainda os barcos de pesca costeira Mar de Viana, Mar de Sines e Mar de Galega.
Os 219 pescadores afectados irão ser agora “convidados” a abandonar os seus postos de trabalho, sendo-lhes passados os documentos para o fundo de desemprego.

Fonte: www.noticiasdeaveiro.pt

terça-feira, 10 de junho de 2008

Dia de Camões e de Portugal

Em dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, aqui fica a nossa homenagem, com este belíssimo poema de Florbela Espanca intitulado:


"VOZES DO MAR"

Quando o sol vai caindo sobre as águas
Num nervoso delíquio d'oiro intenso,
Donde vem essa voz cheia de mágoas
Com que falas à terra, ó mar imenso?...

Tu falas de festins, e cavalgadas
De cavaleiros errantes ao luar?
Falas de caravelas encantadas
Que dormem em teu seio a soluçar?

Tens cantos d'epopeias? Tens anseios
D'amarguras? Tu tens também receios,
Ó mar cheio de esperança e majestade?!

Donde vem essa voz, ó mar amigo?...
... Talvez a voz do Portugal antigo,
Chamando por Camões numa saudade!


Florbela Espanca

"A GRANDE AVENTURA" - Um documentário sobre a história do bacalhau...

ESTREIA HOJE NA RTP 2 ÀS 23:30

"A GRANDE AVENTURA" é um documentário sobre a pesca do bacalhau e a memória dos portugueses na Terra Nova.

Nos dias de hoje, a pesca do bacalhau é, acima de tudo, um objecto cultural e memorial. Tema forte e muito expressivo de um certo imaginário português, sugere uma abordagem estética e exaltante, mas sobretudo didáctica e plural. Uma abordagem documental capaz de ser apreciada pelas gerações mais jovens de portugueses, pelas comunidades marítimas e emigrantes e por todo um público estrangeiro interessado nas grandes narrativas da vida marítima.

Os depoimentos que preenchem este filme revelam-nos homens de afoito e sabedoria, que se fizeram no confronto com os mares frios da Terra Nova e da Gronelândia. A “ganância” de pescar moldou-lhes um carácter simultaneamente rude e afectuoso, destemido e ingénuo, feito de grandes respeitos e de profundas cumplicidades com o mar.

Pescadores e capitães contam as venturas e desventuras das suas viagens ao “cabo do mundo”, relatam-nos o que sentiram e viveram durante longos anos de mar. São depoimentos que impressionam, que evocam e esclarecem o modo de pescar português entre os anos quarenta e setenta do século XX. Uma pesca destinada a abastecer a Nação e a engrandecer o Estado, na maioria das unidades da frota era feita com linhas de mão, a bordo de pequenos botes de um só homem, arriados de veleiros que, ainda vivos, já eram verdadeiras relíquias internacionais.


Realização de Francisco Manso e guião de Álvaro Garrido. Uma co-produção Francisco Manso e RTP2 com a duração de 52m.

Fonte: RTP