segunda-feira, 7 de julho de 2008

Revista da Armada: 200 Anos da Abertura da Barra de Aveiro



Este mês, a Revista da Armada dá especial destaque aos 200 anos da abertura da Barra de Aveiro, um acontecimento histórico e memorável para as gentes da terra...

Porto de Aveiro - 1610.
Atlas de Pedro Teixeira de Albernaz.
"..."

"As primeiras referências documentais à região de Aveiro datam do século XI (entre 1037 e 1065), sendo pois anteriores à criação do Estado Português ou mesmo do Condado Portucalense.
Nessa época a linha de costa nesta região era substancialmente diferente da actual. Ovar tinha deixado de ser uma povoação do litoral estando já protegida do mar por um cordão dunar que foi avançando sucessivamente para Sul.
No entanto, Aveiro, Ílhavo, Vagos e Mira mantinham-se como povoações à beira do Oceano e há referências a importantes actividades marítimas."
"..."
Estávamos no tempo das Invasões Francesas; em Novembro de 1807 o Exército Franco-Espanhol comandado por Junot invade e ocupa Portugal enquanto a Corte e o governo retiram para o Brasil.

A 3 de Abril de 1808, com o auxílio das fortes chuvadas que se fizeram sentir, e com o desnível de mais de 2 metros entre as águas lagunares e o oceano, retirou-se o último obstáculo – uma pequena barragem de estacaria – e as águas rasgam o que resta do cordão dunar que, ao fim de 3 dias está estabilizado com 4 a 6 metros de profundidade e 264 de largura.

A decisão de trazer a Barra para Norte, onde estivera nos Séculos XV e XVI, próximo da cidade e das marinhas de sal, mostrou-se a solução providencial que resistiu ao longo de dois séculos e devolveu à Ria de Aveiro, e às suas gentes, as suas capacidades económicas e bem estar social.


Fonte: Revista da Armada

Funchal 500 anos: Regata dos Grandes Veleiros - Participantes VI

MIR

Classe A
Bandeira Russa
l.o.a. 94.8m
Armação Completa
Ano de construção 1987
Porto de origem St. Petersburg, Rússia
Inscrito por Admiral Makarov State Maritime Academy, St. Petersburg, Rússia
DADOS BIOGRÁFICOS

Mir, que significa Paz, foi o terceiro de cinco navios irmãos construídos no estaleiro Lenine em Gdansk, na Polónia, baseado num novo tipo de estilo de navio de treino com velas redondas. O primeiro navio deste estilo foi o Dar Mlodziezy, que foi construído para sbstituir o velho navio-escola Dar Pomoza, para a marinha mercante polaca. A Rússia decidiu então que queria um desenho/estilo semelhante para cinco navios, como parte de um negócio de comércio com a Polónia. O primeiro foi Druzhba e depois, em 1987, Mir para o qual o plano de massame foi ligeiramente alterado, com o intuito de poder navegar mais a favor do vento - até 30 graus ao invés dos 60 graus habituais para os de velas redondas.
O número total de velas do Mir é 26. Leva uma tripulação de 200 pessoas, mas pode ser navegado apenas com 30.

Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo.

Banda Desenhada: MAR de gargalhadas...


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Fonte: Marinha

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Funchal 500 anos: Regata dos Grandes Veleiros - Participantes V


Kaliakra
Classe A
Bandeira Búlgara
l.o.a. 42.80m
Armação Goleta
Ano de construção 1984
Porto de origem Varna, Bulgária
Inscrito por Companhia de Navegação Marítima Búlgara


DADOS BIOGRÁFICOS

Kaliakra foi construído no Estaleiro de Gdansk, na Polónia, em 1984 e pertence à Companhia de
Navegação Marítima Búlgara.
O barco foi especialmente projectado para o treino e qualificação de alunos da Academia Marítima em Varna - os futuros oficiais de frota mercante Búlgara.
O navio participou, por diversas vezes, em algumas das Regatas de Grandes Veleiros, organizadas pela International Sailing Training Association (ISTA) e Sail Training International. Os seus numerosos bons esultados e popularidade internacional aumentaram o prestígio da bandeira nacional búlgara.
Durante a Regata Colombo 1992 para celebrar o aniversário dos 500 anos da descoberta da América, Kaliakra navegou duas vezes através do Oceano Atlântico e terminou em 3º lugar de entre 143 barcos.
Um grande número de visitantes, membros de famílias reais, chefes de estado, oficiais de governo e celebridades já foram convidados a bordo do Kaliakra.

Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Funchal 500 anos: Regata dos Grandes Veleiros - Participantes IV

Cuauhtémoc

Classe A
Bandeira Mexicana
l.o.a. 90.5m
Armação Barca
Ano de construção 1982
Porto de origem Acapulco, México
Inscrito por Marinha Mexicana


DADOS BIOGRÁFICOS

Cuauhtémoc foi construído em Bilbau, Espanha, em 1981 e a princípio chamava-se Celaya. Posteriormente, foi adquirido pela Marinha Mexicana como navio de treino para oficiais, cadetes, contramestres e marinheiros. Cuauhtémoc navegou pelo mundo durante treze anos e em 1995 foi submetido a uma grande reforma do barco e do massame.
Cuauhtémoc já ganhou por duas vezes a Regata de Grandes Veleiros.

A Marinha Mexicana é uma organização militar nacional de carácter permanente, cujos objectivos principais são usar a sua força naval para a defesa e cooperar em questões de segurança nacional.

Algumas das suas funções são:

Organizar, treinar, recrutar, equipar e dirigir forças sob o comando da Marinha para a realização de toda a sua missão e o exercício total das suas funções.
» Cooperar com o Governo Mexicano, salvaguardando o enquadramento legal.
» Levar a cabo diferentes actividades, de modo a salvaguardar e proteger a supremacia do Estado. De modo similar, a Marinha Mexicana defenderá as suas águas territoriais, tanto áreas marítimas como áreas terrestres, ilhas, recifes de corais, baixios, baseboards e plataformas continentais. Além disso, a protecção inclui zonas de lagos e rios, onde possível, e o espaço aéreo nacional. A Marinha também deverá proteger os direitos da sua supremacia dentro da Zona Económica Exclusiva.
» Proteger o tráfego marítimo, dos lagos e dos rios dentro da sua jurisdição territorial conforma as indicações dadas pelo Comando Supremo. A este respeito, a Marinha deverá estabelecer as áreas de controlo necessário que dependem do Comando Supremo juntamente com as agências de cumprimento da lei através de acordos que incluirão o espaço aéreo como estabelecido por lei.

Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Funchal 500 anos: Regata dos Grandes Veleiros - Participantes III

Capitan Miranda

Classe A
Bandeira Uruguaia
l.o.a. 50.29m
Armação Escuna
Ano de construção 1930
Porto de origem Montevideo
Inscrito por Marinha Uruguaia

DADOS BIOGRÁFICOS

Capitan Miranda foi lançado em Espanha, em 1930 e começou a sua carreira como barco de carga (cargueiro). Foi-lhe dado o nome de Capitan Miranda devido ao engenheiro hidrográfico uruguaio Capitão Francisco Miranda (1868-1925), que serviu o Uruguai como oficial do ministério, secretário de guerra e, posteriormente, como professor de geografia marinha na Academia Naval do Uruguai.

Capitan Miranda foi usado como um navio hidrográfico de pesquisa até 1978. Após este período, foi submetido a uma grande remodelação como navio-escola e, actualmente, com a sua armação escuna e proa rápida, assemelha-se mais a um iate privado do que com um navio-escola.

Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Funchal 500 anos: Regata dos Grandes Veleiros - Participantes II

Astrid


Classe A

Bandeira Holandesa
l.o.a. 33.6m
Armação Brigue
Ano de construção 1918
Inscrito por Horizon Sailing, Pieter de Kam

DADOS BIOGRÁFICOS

Este belo veleiro com velas redondas oferece uma boa navegação com um interior moderno e luxuoso.

O Astrid, com um comprimento de 41.65m, é o veleiro mais pequeno existente. No entanto,isto não afecta de modo algum os olhares elogiosos de que é alvo com a sua enorme quantidade de velas, cordas e vergas.


Astrid foi construído em 1918 como barco de pesca de arrasto de arenque. Até cerca de 1970, serviu como navio-motor no Mar Báltico. Durante os anos 70, o barco foi usado, pelos novos Libaneses, para negócios ilícitos, durante a guerra no Próximo Oriente. Havia suspeitas de tráfico de droga. Um fogo na Costa Inglesa acabou com tudo isto. Até 1984, a carcaça, ainda elegante, enferrujou por falta de uso. Depois, a reconstrução transformou-o num brigue tradicional, capacitando-o para fazer a travessia do Oceano Atlântico como navio-escola. O 'Astrid' foi reconstruído extensivamente entre 1999 e 2000.


Astrid tem capacidade para 50 passageiros, em viagens com duração de um dia, e tem camarotes para 24 pessoas, em viagens mais longas. As instalações sanitárias são espaçosas, com cinco casas de banho e cinco duches. Tem uma sala acolhedora, decorada com motivos marítimos e com uma área de bar.

Durante as viagens mais longas existe a possibilidade de aprender a navegar um barco com velas redondas. Orientar as velas e escalar o massame, você faz parte da tripulação!
Nas viagens de um dia você também irá experimentar navegar um barco de navegação tradicinal. Há muitas oportunidades para seminários e hospitalidade colectiva ou passeios diários.

Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Peixeiras de Ílhavo – século XIX de Zé Penicheiro


Pintura a gouache sobre platex, da autoria de Zé Penicheiro (a obra encontra-se assinada e datada no canto inferior direito), retrata uma cena familiar: a composição revela-nos duas peixeiras, de pé, e uma outra sentada, com uma criança ao colo. Sob fundo dourado e azul – representativo da areia e do mar, enquanto as mulheres aparecem representadas com
tonalidades escuras.
A peça foi doada ao Museu Marítimo de Ílhavo pelo autor em 1989.

Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo: Agenda "Viver em"

Funchal 500 anos: Regata dos Grandes Veleiros - Participantes I

Alexander Von Humboldt

Autor da foto: Ursula Iglesias


Classe A
Bandeira Alemã
l.o.a. 54m
Armação Barca de 3 mastros
Ano de construção 1906
Porto de origem Bremen, Alemanha
Inscrito por DSST - STAG



DADOS BIOGRÁFICOS

Alexander von Humbdolt foi lançado em 1906, com o nome de Sonderburg, mas passou a maior parte da sua vida como um navio-farol de nome Kiel, na Costa do Mar do Norte da Alemanha. Assim que os navios-farol foram extintos, kiel foi substituído por um barco automático, no entanto trabalhava como navio--farol de reserva.

Em 1986, Kiel foi comprado pela Sail Training Association of Gernany (STAG), para ser transformado num veleiro de 3 mastros. O custo foi financiado pela STAG e pela DSST - a Associação Alemã para o Treino de Mar fundada pela fábrica de cerveja, Becks e Co. e um empresário sedeado em Bremen.

Infelizmente, o barco sofreu alguns danos após ter sido albarroado por um cargueiro de 20,000 toneladas, mas após as reparações, foi transferido para Bremerhaven e foi convertido numa barca.

Em 1988, foi baptizado de Alexander von Humboldt, em honra do famoso naturalista e viajante do mundo alemão, que foi o co-fundador da Universidade de Berlim. Logo após o relançamento, atingiu a sua velocidade máxima, até ao momento, de 10,5 nós.

Imagem retirada do blog: http://ajaneladealberti.blogspot.com/

Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo.

FUNCHAL: 500 Anos - Regata de Veleiros (TALL SHIPS REGATTA 2008)

Em Setembro e Outubro de 2008 irá decorrer um festival nos portos de Falmouth, Ílhavo e Funchal, onde alguns dos maiores veleiros do mundo (Grandes Veleiros de Classe "A") vão marcar presença.

O evento será um dos pontos altos das celebrações do V Centenário da cidade do Funchal e relevará a importância da mais antiga cidade do Novo Mundo enquanto urbe virada para o mar e com grandes tradições marítimas.

ROTA E PORTOS DE ACOLHIMENTO

A Regata tem quase a mesma rota comercial que os veleiros tradicionais do passado usavam para cruzar o Atlântico Norte, uma rota a sul para aproveitar os ventos predominantes.


De Falmouth a Ílhavo (Porto de Aveiro) são cerca de 630 milhas náuticas su-sudoeste. Com, Ushant (noroeste de França) e Cabo Finisterra (noroeste de Espanha) e os ventos predominantes de oeste para noroeste, a primeira etapa da regata pode apresentar um número de desafios tácticos para a frota. O que será quase certo para os veleiros com velame de forma quadrada que não conseguem andar contra o vento “bolinar” como as embarcações com velas tradicionais (vela grande e velas de proa).

De Ílhavo ao Funchal são mais 630 milhas náuticas sudoeste em mar alto, os desafios tácticos para melhor aproveitar o vento e a corrente podem ser decisivos para o resultado final.
As três comunidades de acolhimento são, agora, consideradas "Portos Amigos" das escolas de vela, oferecendo apoio e serviços a barcos escola durante todo o ano. Os três portos vêm a sua participação nesta Regata como continuadores desta filosofia, assim como, a possibilidade de oferecerem às suas comunidades um espectáculo único quando a frota estiver no porto.



Fonte: http://www.funchal500anos.com

Veleiro Shabab Oman no Porto de Aveiro.



O veleiro Shabab Oman acostou ao Porto de Aveiro na passada sexta-feira. Proveniente de Omã, a embarcação participará na Tall Ship Race, no próximo mês de Setembro. A passagem pelo Porto de Aveiro destinou-se a conhecer melhor o porto e a região.

Construído em Buickie, na Escócia, em 1971, o RNOV “Shabab Oman” entrou ao serviço da Armada Real de Oman em 1979, funcionando como navio-escola para a formação de pessoal militar e civil. A tripulação é composta por sete oficiais, sete sub-oficiais de Marinha e 18 marinheiros. Tem capacidade para alojar 26 estudantes com mais de 17 anos.
Para além das actividades formativas, o veleiro tem também servido como embaixador de boa vontade do sultanato, com quatro continentes já visitados, escalas em cerca de 100 portos de 43 países diferentes.

Clique aqui para mais detalhes.

Fonte: Porto de Aveiro.

sábado, 28 de junho de 2008

OVAR: A Barra e os Portos da Ria de Aveiro em exposição na Biblioteca Municipal

Hoje, pelas 18 horas, na Biblioteca Municipal de Ovar, vai proceder-se à inauguração da exposição “A Barra e os Portos da Ria de Aveiro 1808 – 1932, no Arquivo Histórico da Administração do Porto de Aveiro”.

Patente até 26 de Julho, a exposição comissariada por João Carlos Garcia e Inês Amorim (ambos professores da Faculdade de Letras do Porto), cumpre em Ovar a segunda etapa de um circuito de itinerância pela Península Ibérica. Etapa que resulta de parceria entre a Câmara Municipal de Ovar, a Administração do Porto de Aveiro e a Câmara Municipal de Aveiro, sendo patrocinada pela reputada empresa SORGAL.

Integrada no programa comemorativo do Bicentenário da abertura da Barra de Aveiro (03.04.1808), é composta por documentos do Arquivo Histórico do Porto de Aveiro, empresa que, segundo José Luís Cacho, Presidente do Conselho de Administração, “decidiu libertar o seu património histórico-documental da clausura que o agrilhoava em inútil penumbra, fomentando-se, a partir de agora, o seu usufruto pela comunidade”.

O programa da inauguração abre com palavras de boas vindas pelo Presidente da Câmara Municipal de Ovar, Manuel Alves de Oliveira. Segue-se intervenção de José Luís Cacho, Presidente do Conselho de Administração da APA, e a apresentação, por Inês Amorim, do livro de sua autoria, “PORTO DE AVEIRO: Entre a Terra e o Mar”. O acto inaugural encerra com a apresentação e visita aos quatro núcleos do espólio patente na Biblioteca Municipal de Ovar.

Exposição composta por quatro núcleos - “I – A RIA DE AVEIRO”; “II – A BARRA DE AVEIRO”; “III – A NAVEGABILIDADE DA RIA DE AVEIRO”; “IV – AS MARINHAS DE SAL DA RIA DE AVEIRO”.

Fonte: Porto de Aveiro: Newsletters n.º 147

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Cartografia: Prof. Dr. Carlos Alberto Nabais

Estes, são alguns mapas da colecção particular do Prof. Dr. Carlos Alberto Nabais Conde, que estiveram em exposição na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, no âmbito do circuito de itinerância da exposição “A Barra e os Portos da Ria de Aveiro 1808 – 1932, no Arquivo Histórico da Administração do Porto de Aveiro”, e que nos ajudam na compreensão do evoluir do litoral português.

Citações:

«É este conjunto, diversificado, que compõe o Arquivo da Administração do Porto de Aveiro. Se, a complementar Biblioteca, contém um acervo de obras impressas relativas a obras portuárias, nacionais e estrangeiras, justificadas pelos interesses das equipas técnicas e de engenharia, acrescentam-se muitas outras, sobre as actividades económicas e ambientais, gerais e locais, geradas e geradoras, das dinâmicas sócio-económicas».

Inês Amorim (comissária da exposição)

«Aproveitando a belíssima colecção do Professor Doutor Carlos Alberto Nabais Conde, seleccionámos alguns mapas dos séculos XVII e XVIII que podem ajudar na compreensão do que ia acontecendo com o evoluir desta grande forma litoral».

Fernando Rebelo (docente da FLUC)


Mapa do Reino de Portugal, de Giovani Maria Cassini, publicado em Roma em 1794

Mapa da costa de Portugal, de Robert Dudley, 1661

Fonte: Universidade de Coimbra.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Saga, Ópera Extravagante


O teatro O Bando em co-produção com a Marinha através da Banda da Armada irá realizar Saga, Ópera Extravagante. O espectáculo conta com um misto de poesia e prosa de Sophia de Mello Breyner Andresen, dramaturgia e encenação de João Brites e composição musical do Sargento músico Jorge Salgueiro.

O evento decorrerá de 19 de Junho a 13 de Julho, às 21h30, com actuações de quinta a domingo, ao ar livre na Praça do Império, com entrada pelo Museu de Marinha, alas poente e norte do Mosteiro dos Jerónimos.

DESCRIÇÃO:
Joana é uma jovem que quer ser marinheira e não a deixam. Este é o ponto de partida para "SAGA - Ópera Extravagante", um espectáculo do Teatro O Bando em co-produção com a Marinha.




Fonte: Museu da Marinha.

terça-feira, 24 de junho de 2008

O lugre "Creoula"

Construído nos Estaleiros Navais de Lisboa (CUF), no tempo "record" de 62 dias úteis, o lugre "Creoula" é considerado um navio gémeo do "Argus" e do "Santa Maria Manuela".

Lançado à água em 1937, terá realizado ao serviço da Parceria Geral de Pescarias, cerca de 37 campanhas na Terra Nova, terminando a sua carreira piscatória em 1973. Numa viagem de rotina, este lugre de quatro mastros navegava com 54 pescadores, entre os quais se contavam 9 marinheiros e 1 contramestre, que acumulavam as funções da pesca. Atendendo as condições agrestes de navegação, a construção do navio é reforçada. O casco de aço, à semelhança do resto da frota, estava pintado de branco, permitindo o reconhecimento dos navios portugueses, neutrais durante a Segunda Guerra Mundial, pelas forças em conflito. Com um sistema que aliava o motor à vela, o "Creoula" tinha excelentes qualidades náuticas que se reflectiam, por exemplo, na velocidade.

Quando o tempo era favorável, chegava a atingir os treze nós, cobrindo a distância entre os bancos da Terra Nova e Lisboa em cerca de dez dias. Partindo de Lisboa em fins de Março, o "Creoula", num ano de boa pescaria, comportava cerca de 800 toneladas de peixe e, aproximadamente, 60 toneladas de óleo de fígado. No início dos anos oitenta, a Secretaria de Estado das Pescas, apoiada pela Secretaria de Estado da Cultura, adquiriu este lugre, transformando-o num navio de treino da Escola de Pesca.

Iniciando esta nova carreira em 1987, o "Creoula" voltou a içar as suas velas e a cruzar os mares, desta vez ao serviço da Marinha, enquanto Unidade Auxiliar.


Fonte: Marinha

segunda-feira, 23 de junho de 2008

O ASSALTO AO "SANTA MARIA"... Um pouco de História....


... Em Janeiro de 1961 deu-se o assalto ao paquete "Santa Maria", incidente que na época notabilizou a contestação ao Governo de Oliveira Salazar, e introduziu a prática, depois muito difundida internacionalmente, de sequestrar navios e aviões com fins políticos.

O "Santa Maria" havia largado de Lisboa a 9 de Janeiro de 1961 em mais uma das suas viagens regulares à América Central, fazendo escala no porto venezuelano de La Guaira no dia 20. Entre os passageiros embarcados neste porto, contava-se um grupo de 20 membros da DRIL - Direcção Revolucionária Ibérica de Libertação, organismo constituido por opositores aos regimes de Franco e Salazar, cujo comandante era o capitão Henrique Galvão, que embarcou clandestinamente no "Santa Maria" um dia depois, em Curaçau, com mais três elementos da DRIL. Galvão estava exilado na Venezuela desde Novembro de 1959, e em Julho de 1961 havia concluído os planos de assalto ao "Santa Maria". Fora escolhido este paquete por ser muito superior aos diversos navios de passageiros espanhóis que na altura faziam a carreira da América Central. O capitão Galvão pretendia deslocar-se no "Santa Maria" até à colónia espanhola de Fernando Pó, no golfo da Guiné, cuja tomada permitiria em seguida efectuar um ataque a Luanda e iniciar, a partir de Angola, o derrube dos Governos de Lisboa e de Madrid.


Horas depois da largada de Curaçau, o "Santa Maria" navegava rumo a Port Everglades, na Florida, com 612 passageiros e 350 tripulantes, sob o comando do capitão da Marinha Mercante Mário Simões da Maia, quando, precisamente à 1 hora e 45 minutos da madrugada de 22 de Janeiro de1961, os 24 homens de Henrique Galvão tomaram conta da ponte de comando e da cabine de TSF, dominando os oficiais do navio. O terceiro piloto João José Nascimento Costa ofereceu resistência aos assaltantes e foi morto a tiro. Pouco depois, o "Santa Maria" alterou o rumo para leste, procurando alcançar rapidamente o Atlântico. A 23 de Janeiro, o navio aproximou-se da ilha de Santa Lúcia e desembarcou, numa das lanchas a motor, 2 feridos graves com 5 tripulantes, comprometendo a possibilidade de atingir a costa de Africa sem ser detectado. No dia 25, o paquete cruzou-se com um cargueiro dinamarquês, traindo a sua posição, o que permitiu a um avião norte-americano localizar o "Santa Maria" horas depois. Finalmente a 2 de Fevereiro o "Santa Maria" fundeou no porto brasileiro do Recife, procedendo ao desembarque dos passageiros e tripulantes. Chegou a ser considerado o afundamento do paquete, mas no dia seguinte os rebeldes entregaram-se às autoridades brasileiras, obtendo asilo político, ao mesmo tempo que o "Santa Maria" voltava à posse da Companhia Colonial de Navegação.


Os passageiros do paquete assaltado foram transferidos para o "Vera Cruz", que saiu do Recife a 5 de Fevereiro, chegando a Lisboa a 14 do mesmo mês, após escalar Tenerife, Funchal e Vigo. Por sua vez o "Santa Maria" largou do Recife a 7 de Fevereiro, entrando no Tejo, embandeirado em arco, a 16 e atracando a Alcântara...

... Independentemente dos aspectos políticos que na altura rodearam o caso "Santa Maria", este incidente acabou por fazer do navio o mais famoso dos paquetes portugueses. Embora o "Infante Dom Henrique" e o "Príncipe Perfeito" fossem mais recentes, o "Santa Maria" era um navio de prestígio por excelência, situação a que não era estranho o facto de ser o único navio de passageiros português a manter uma ligação regular entre Portugal e os Estados Unidos da América.

Coincidindo com o desvio do "Santa Maria", deflagraram a 4 de Fevereiro, em Luanda, incidentes graves, seguidos, em Março, do começo da guerra no Norte de Angola. O Governo de Lisboa decidiu enfrentar a situação, enviando a partir de Abril ràpidamente e em força importantes reforços militares. Esta decisão implicou, de imediato, a requisição de diversos paquetes e navios de carga afretados pelo Ministério do Exército para efectuarem o transporte de tropas e material de guerra. A utilização esporádica para este fim de navios de passageiros portugueses vinha já do século XIX, passando a partir de 1961 a constituir uma das principais ocupações permanentes dos paquetes portugueses...

In: Paquetes Portugueses de Luis Miguel Correia

"O Assalto ao Santa Maria" estreia no final do ano


A longa-metragem "O Assalto ao Santa Maria", baseado num episódio histórico que marcou o início do fim da ditadura em Portugal e Espanha, vai estrear no final do ano.

A data foi revelada pelo produtor José Mazeda, em Viana do Castelo, a bordo do antigo navio-hospital Gil Eannes, que é o cenário principal da acção.

O filme integra no seu elenco actores como Carlos Paulo, António Pedro Cerdeira, Vítor Norte e Leonor Seixas.

António P. Cerdeira com Camilo Mortágua, que em 1961 participou no assalto ao paquete.

A película tem como realizador Francisco Manso e o argumento é assinado por Vicente Alves do Ó e João Nunes, decorrendo a rodagem até ao início de Maio, com passagem também por Cacilhas, Montijo, Barreiro e Lisboa.

A ideia é retratar o histórico assalto ao paquete Santa Maria, uma original operação de denúncia dos regimes ditatoriais de Portugal e Espanha perpetrada em 1961 por 24 exilados políticos dos dois países, liderados pelos capitães Henrique Galvão e Jorge Sotomayor, com o apoio expresso do general Humberto Delgado.

A chamada "Operação Dulcineia" consistiu na assumpção pelos revolucionários do comando daquele paquete, com mais de 600 passageiros a bordo, em pleno mar das Caraíbas, desviando-o da sua rota durante 12 dias, para alertar a comunidade internacional para os regimes políticos que "asfixiavam" a liberdade na Península Ibérica.

Esta arriscada ocupação do mais luxuoso paquete de passageiros da marinha mercante portuguesa constituiu o primeiro sério abalo da ditadura salazarista em 1961, um autêntico "annus horribilis" do regime.

As filmagens no "Gil Eannes", antigo navio-hospital resgatado da sucata e agora transformado em museu, decorrem até 24 de Abril.

Fonte: Renascença.

domingo, 22 de junho de 2008

REGATA 200 ANOS DA ABERTURA DA BARRA DE AVEIRO





Integrada no programa das Comemorações do Bicentenário da Abertura da Barra de Aveiro e numa organização conjunta da Administração do Porto de Aveiro e do Clube de Vela Costa Nova, realizou-se nos dias 14 e 15 de Junho a REGATA 200 ANOS DA ABERTURA DA BARRA DE AVEIRO.

A regata destinou-se a embarcações de cruzeiros à vela divididas em três classes: IRC, ANC, e OPEN, sendo pioneira neste tipo de prova, pois foi a primeira vez que se disputou em Aveiro uma regata com barcos detentores de certificado de abono de alto nível da vela de cruzeiro.

A prova constou de quatro regatas técnicas (percursos tipo barlavento-sotavento) realizadas ao largo da Barra de Aveiro, adaptadas ao vento disponível, que se apresentou fraco, entre os 6-8 nós do quadrante W-NW, no sábado, sendo do quadrante S-SW (10-13 nós) no domingo, permitindo regatas muito interessantes para agrado de todos os participantes.


O estado do mar permitiu a montagem de excelentes campos de regata para o que contribuiu também a Comissão de Regata, tendo esta desempenhado com extremo profissionalismo a sua função.

O acolhimento em terra decorreu também da melhor forma, com a estada das embarcações participantes no Porto de Abrigo da Pesca Costeira da APA, e com excelente hospitalidade da organização, que providenciou bem-estar e bons petiscos aos velejadores no final das regatas.

Nas regatas de sábado a disputa pelos lugares cimeiros da classe IRC foi bastante aguerrida, tendo o PEGASO-BETTERSOFT, com Rosário Fino ao leme, ficado com o melhor tempo corrigido na 1ª regata do dia, sendo a 2ª ganha pelo de MIKE DAVIS- PORTO DE AVEIRO de Delmar Conde.
O INDELEVEL, de José Bártolo, e o BIGMANIA, de Henrique Pires, arrecadaram nas duas regatas do dia a terceira e a quarta posição, respectivamente.
Na classe ANC, o PLANADOR IV–AVEICABO, de Felipe Neto, impôs-se aos restantes cinco inscritos, ganhando as duas regatas de sábado, sempre seguido pelo CASCA DE NÓS de Rita Rocha em 2º, e do LUSITO de António Rosa em 3º, ficando o NOVE NÓS de João Oliveira em 4º, com OUTSIDER de Luís Silva no derradeiro lugar desta classe.
Em OPEN, o PICATO de Miguel Lopes venceu sem oposição as duas regatas, seguido pelo RIFON de Adolfo Paião e pelo XÔXÕ de Justino Pinheiro, tendo ocupado os restantes lugares os barcos CELTA MORGANA, BISSOU DU VENT e GIN TONIC.

No domingo, com vento de SW, moderado, continuou a cerrada e emocionante disputa pela vitória na classe IRC, assistindo-se à repetição dos resultados do dia anterior. Vitória para o PEGASO-BETTERSOFT e outra para o MIKE DAVIS- PORTO DE AVEIRO, sendo esta embarcação a vencedora do troféu IRC.
A terceira posição foi atribuída ao INDELEVEL e a quarta ao BIGMANIA.
Neste dia continuou incontestável em ANC a embarcação PLANADOR IV–AVEICABO, amealhando mais duas vitórias nas regatas do dia, permitindo-lhe assegurar o primeiro lugar nesta classe, seguido do CASCA DE NÓS e NOVE NÓS, que preencheram os restantes lugares do podium.
Em OPEN, dominou o PICATO, que venceu as duas regatas de domingo, e obteve a vitória na classe.
Na segunda posição ficou o RIFON e na terceira o XÔXÕ.


CLASSIFICAÇÕES DA REGATA


IRC
1º - MIKE DAVIS - PORTO DE AVEIRO, de Delmar Conde
2º - PEGASO – BETTERSOFT, de Rosário Fino
3º - INDELEVEL, de José Bártolo
4º - BIGMANIA, de Henrique Pires

ANC
1º - PLANADOR IV–AVEICABO, de Felipe Neto
2º - CASCA DE NÓS, de Rita Rocha
3º - NOVE NÓS, de João Oliveira
4º - LUSITO, de António Rosa
5º - OUTSIDER, de Luís Silva

OPEN
1º - PICATO, de Miguel Lopes
2º - RIFON, de Adolfo Paião
3º - XÔXÕ, de Justino Pinheiro
4º - BADAIRE, de Ramiro Silva
5º - CELTA MORGANA, de Fermando Alves
6º - BISSOU DU VENT, de António Grilo
7º - GIN TONIC, de Hugo Rocha


Fonte: Porto de Aveiro: Newsletter n.º 145.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

As Salinas de Aveiro...