sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Ode musical inédita nos 200 Anos da Abertura da Barra

Rui Paulino Pinto Teixeira concluiu já os trabalhos de composição da ode musical inédita destinada a comemorar o Bicentenário da Barra de Aveiro, tendo a mesma sido entregue recentemente ao Conselho de Administração da APA.

A obra musical reputa-se de inquestionável valor para o património marítimo-cultural do Porto de Aveiro, constituindo um marco de inegável interesse cultural para a história deste Porto.

A obra destina-se a ser apresentada em concerto com solistas, coros, orquestra e direcção musical de um maestro.


Fonte: Porto de Aveiro.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

De pedra em pedra - por Manuel Olívio da Rocha

Manuel Olívio da Rocha, um gafanhão, já há muitos anos radicado no Porto, recorda com "graça" as suas brincadeiras de infância, passada na Gafanha da Nazaré, junto da Ria.

Postal: Cambeia e Farol em 1927


"De pedra em pedra, saltávamos, quando brincávamos na Ria.

Se queríamos atravessar um rego mais fundo, para não molhar os fundilhos das calças, qual era a solução? Saltar de pedra em pedra.

Mas quando acontecia irmos, de pedra em pedra, em busca de larotes, de camarão e, por vezes, de uma enguiazita. Que festa! Com todo o cuidado, as mãos avançavam e, de repente, zás! : – Ó tu, apanhei mais um!
E agora me lembro que palmilhávamos toda uma «praia», e, ainda de pedra em pedra, mas para as virar e, com a respiração suspensa, aguardar o safio que saía de lá debaixo.

Ah!, meus amigos, acreditai que era o melhor desporto que me podiam oferecer – o esperar que a maré descesse, o avançar cauteloso, o virar a pedra e, com agilidade, tentar agarrar o peixito que se esgueirava. Depois, chegar a casa e a Mãe regalar o gato com a nossa rica pescaria! Ele era cada uma!

Mas ir de pedra em pedra, por vezes era sinal de toda uma janela sem vidros. Este «desporto» é que nunca foi do meu agrado – sê-lo-á para alguém? Mas, um dia – diz a história que «há sempre um dia» -, indisposto com um galo que fugiu do capoeiro, peguei numa caliça e, trás!, lá se foi o vidro da Mercília! Ah, «coça abençoada»! Coitado de mim. E o galo, cá! cá! cá!, ainda parecia estar a fazer troça! Ai, ele é isso?! Espera… O que te ‘safou’ foi não haver mais pedras…"

In: Boletim Cultural da Gafanha da Nazaré N.º 1 - 1.º Semestre de 1985 - Ano I.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Memórias II


Ponte de Madeira que serviu de passagem entre o Jardim Oudinot e a Barra até 1975. Do lado direito podem ver-se vestigios de uma primeira ponte.

Em Março de 1885, iniciou-se a construção do Farol da Barra. A sua inauguração foi a 31 de Agosto de 1893.

Inês Amorim lança "Porto de Aveiro - Entre a Terra e o Mar"

«Acho que a história dos portos de Portugal é uma história por fazer», refere Inês Amorim, autora do livro «Porto de Aveiro – Entre a Terra e o Mar», que tem procurado contrariar essa condição. As comemorações do bicentenário da abertura da barra de Aveiro tornaram-se no cenário ideal para a apresentação do seu mais recente livro.

«Porto de Aveiro – Entre a Terra e o Mar» – o título do livro é suficientemente lato para abranger tudo, sobretudo, para expressar que este é apenas o princípio da investigação, explica Inês Amorim, autora da referida obra, que será apresentada no dia 3 de Abril, naquele que será um dos momentos chave das comemorações do bicentenário da abertura da barra de Aveiro. Docente de história há 25 anos na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Inês Amorim não é estreante na investigação em assuntos marítimos – na sua tese de doutoramento já tinha tido contacto com a documentação portuária. «Sal, pescas, portos – é a minha área de estudo», enumera a escritora, que já teve intervenção em diversos projectos, como é o caso do «Hisportos».

«A história do Porto de Aveiro é, do meu ponto de vista, a história da manutenção da barra – que é um processo difícil de se fazer. Desde 1808, a barra manteve-se no local em que se encontra actualmente, mas a partir das obras de abertura, desenvolveu-se um outro processo para tentar manter esta barra e corrigir alguns aspectos que não foram conseguidos, porque o processo de assoreamento continuou a existir», argumenta a investigadora. «É um processo muito rico, do ponto de vista das relações entre os poderes locais, a população local e os interesses nacionais. Por isso, a história da barra é uma história muito dinâmica», defende Inês Amorim. Após as investigações realizadas, Inês Amorim garante que a abertura da barra teve «um impacte felicíssimo. Os seis anos, de 1802 a 1808, foram tempos duríssimos e, ao mesmo tempo, períodos de paixões, em que as pessoas ora adoravam o engenheiro responsável pela obra, ora o ameaçavam, porque não se podia fazer sal, nem produzir pão, nem navegar. Não se podia fazer praticamente nada». A autora do livro classifica aquela época como «terrível», cheia de dificuldades, mas ao mesmo tempo extremamente rica.

Em plenas invasões francesas, em 1808, o Porto de Aveiro tornou-se num ponto estratégico, passando, por isso, a existir apoio por parte do poder central no sentido de prosseguir com a obra. Tal como conta a historiadora, Luís Gomes de Carvalho, engenheiro, chegava a referir-se à abertura da barra como a um segundo dia da «criação».

Fonte: Porto de Aveiro

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Portugal na época da Abertura da Barra de Aveiro II

Palestra proferida pelo Director do Museu da Marinha, Comandante Rodrigues Pereira, no âmbito das comemorações do Bicentenário da Abertura da Barra de Aveiro.

Edifício da antiga Capitania, Aveiro, 15.12.2007.

Clique na Imagem para assistar ao Slide.



Foi efectuada a 1ª Operação na Ponte 26 do Terminal de Granéis Líquidos


Foi no passado dia 22 de Janeiro de 2008, que operou pela primeira vez na Ponte 26 do novo Terminal de Granéis Líquidos, o navio “Samistal”. Este navio, com cerca de 93 metros de comprimento, descarregou 2.985 Toneladas de Biodiesel de Colza, destinado à empresa PRIO Combustíveis. A operação decorreu entre as 17:30 horas do dia 22 e as 07:30 horas do dia 23 de Janeiro.

Fonte: Porto de Aveiro.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Ria de Aveiro a votos - EU JÁ VOTEI !!!


Já é possível votar on line nas «Sete novas maravilhas naturais do mundo» aqui e a Região de Turismo Rota da Luz apresentou «com sucesso» a candidatura da Ria de Aveiro.

Segundo comunicado da Rota da Luz, «após análise e verificação do processo de candidatura, a Ria de Aveiro foi entendida pela organização “New 7 Wonders” como uma área natural de elevado valor ambiental, tendo sido de imediato adicionada à listagem de maravilhas naturais candidatas».

Fazem parte do comité de apoio à candidatura da Ria de Aveiro – New Seven Wonder of Nature, entidades públicas e organismos oficiais. «No entanto e dado o enorme entusiasmo espoletado, a constituição do comité de apoio mantém-se em aberto, procurando abarcar o maior número de participantes», segundo o comunicado.

«A apresentação da RIA DE AVEIRO enquanto espaço de água de interesse mundial, no qual se verificam múltiplas realidades e vivências ambientais, com extraordinários recursos naturais é importante para promover a difusão do seu conhecimento e revela o potencial turístico da região de Aveiro», diz também o comunicado...

Entretanto, encontram-se em preparação, acções «que irão comunicar o valor estético da Ria de Aveiro no contexto da candidatura, com alcance internacional. O envolvimento dos diferentes agentes do sector turístico, da sociedade civil assim como dos turistas e visitantes, é fundamental para o posicionamento da candidatura na listagem de finalistas à apresentar no ano de 2009».

Fonte: Online News

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

O Amor e o Mar

Foto: Praia da Barra


Tanto amor... tanto mar...
Sobre as vagas desse amor,
viajei...

Tanto mar... tanto céu...
Tanto azul sob o azul,
nem mais sei onde estou...
tanto amor!

Me perdi...
assim...
de mim...

Tanto amar... tanta dor...
Ondas levam, ondas quebram,
sentimentos...

Sem amor nesse mar,
Enrijeço com o frio,
Meus lamentos, seus tormentos,
dissabor...

Tanto amor...
naufraga...
no mar!

Autor: Andra Valladares.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

O Dia de S. Valentim em Aveiro...

É já amanhã, dia 14 de Fevereiro que se comemora o dia de São Valentim. Como já vem sendo hábito, e à semelhança do ano passado, a Câmara Municipal de Aveiro irá assinalar o Dia dos Namorados de uma forma muito especial...

As iniciativas ao dispor dos casalinhos concentram-se na Praça Joaquim Melo Freitas –Praça dos Namorados - onde serão colocadas algumas barraquinhas.
Para os mais apaixonados está prevista a oferta de Ovos Moles, passeio nos Barcos Moliceiros até às 23h00 (preço especial para casal: 7 €) e haverá ainda alguns pontos de venda de flores e de artesanato da região...

Venha namorar em Aveiro e surpreenda o seu amado(a)!!!

Para consultar o programa na sua integra, clique Aqui.

O MAR - UM CICLO DA POESIA

João Lagarto e Vítor Norte convidados do ciclo de poesia a realizar na Fábrica da Ciência em Aveiro

A Fundação João Jacinto de Magalhães vai retomar a realização de um ciclo de poesia, com formato idêntico às edições anteriores («Poesia e Ciência» e «Os Quatro Elementos»). Deste modo, entre Fevereiro e Julho de 2008, realizar-se-á uma sessão de poesia na primeira semana de cada mês.
Esta edição tem por tema genérico «o Mar» e a sua primeira sessão está agendada para Quinta-feira, dia 14 de Fevereiro, pelas 21h30, na Fábrica Centro de Ciência Viva.
Os convidados são os actores João Lagarto e Vítor Norte.

Fonte: Fábrica da Ciência.