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terça-feira, 14 de outubro de 2008

À Pesca do Bacalhau

BACALHAU
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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Festival do Bacalhau: Ida às Tasquinha...

Tasquinha da Gafanha do Carmo: Bacalhau Especial

Terminado o Festival do Bacalhau, é caso para dizer, que as expectativas foram mais do que superadas.
Nos últimos dias, todos os caminhos iam dar ao renovadissimo, Jardim Oudinot, que este ano foi palco para a realização do Festival do Bacalhau...
No Sábado, eu também andei por aquelas bandas com a família, e não resisti a entrar numa das barraquinhas e provar o que de melhor por ali se fazia...
Depois de algum tempo de espera, conseguimos lugar para Jantar na Tasquinha da Gafanha do Carmo... Lá estava o Eng.º Ribau Esteves, com a sua família...
A ementa escolhida foi Bacalhau Especial, estava uma autêntica delícia...
Para o ano venham mais tasquinhas, eu lá estarei concerteza...
Para encerrar a noite, ainda tivemos a possibilidade de assistir a uma grande noite de fado, com a Fadista Mariza.
Parabéns a todos!!!


quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Festival do Bacalhau no Jardim Oudinot

No âmbito das Festas do Município de Ílhavo / Mar Agosto 2008 que a Câmara Municipal organiza, vai ser realizado de 20 a 24 de Agosto, o Festival do Bacalhau no Jardim Oudinot, o renovado e extraordinário espaço ribeirinho ao Canal de Mira da Ria de Aveiro.



Dia 20 de Agosto (Quarta-feira)
18h00 - Sessão de Abertura da Mostra Gastronómica com Tasquinhas de Bacalhau
22h00 - Concerto com os “Fingertips”
24h00 - Lançamento de Fogo de Artifício na Água

Dia 21 de Agosto (Quinta-feira)
12h00-15h00; 19h00-24h00
- Mostra Gastronómica com Tasquinhas de Bacalhau
22h00 - Concerto com o cantor José Alberto Reis

Dia 22 de Agosto (Sexta-feira)
12h00-15h00; 19h00-24h00
- Mostra Gastronómica com Tasquinhas de Bacalhau
18h30 - Apresentação do Filme “A Faina Maior do Capitão Francisco Marques”
(Local: Navio-Museu Santo André)
22h00 - Concerto com o cantor André Sardet

Dia 23 de Agosto (Sábado)
Todo o dia
- “Sábados no Jardim”, com insufláveis, modelagem de balões, pinturas faciais, jogos, bibliotecas, computadores, ateliers, etc.
09h30-24h00 - Comemorações do Sétimo Aniversário do Navio-Museu Santo André:
Dia Aberto do Navio (visitas gratuitas)

12h00-15h00; 19h00-24h00
- Mostra Gastronómica com Tasquinhas de Bacalhau
17h00 - Sessão Comemorativa dos 60 Anos do Navio Santo André
- Apresentação do livro e DVD “O Santo André – Um Navio que se tornou Museu”
- Entrega dos prémios do Concurso de Fotografia “Olhos sobre o Mar”
18h30 - Apresentação da 2ª edição do livro “Ílhavo, Terra Maruja”, de Thereza e Tom Maia
22h00 - Concerto com a fadista “Mariza”

Dia 24 de Agosto (Domingo)
12h00-15h00; 19h00-24h00
- Mostra Gastronómica com Tasquinhas de Bacalhau
22h00 - Concerto com a cantora “Adelaide Ferreira”

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Capitães do "Gazela Primeiro"


1901-1917 - Paulo Fernandes Bagão
1919 - Manuel Simões da Barbeira
1920-1923 - João Pereira Ramalheira
1924 - Aníbal da Graça Ramalheira
1925-1926 - João Pereira Ramalheira Júnior
1927-1929 - Aníbal da Graça Ramalheira
1930-1931 - Manuel Bóia
1932 - Sílvio Ramalheira
1933-1936 - José Gonçalves Vilão
1937-1940 - Francisco da Silva Paião
1941-1943 - Augusto dos Santos Labrincha
1944-1948 - Armindo Simões Ré
1949 - João Simões Chuva - o Anjo
1950-1951 - José Teiga Gonçalves Leite
1952-1957 - João Fernandes Matias
1958-1964 - António Marques da Silva
1965-1968 - José Luís Nunes de Oliveira
1969 - Aníbal Carlos da Rocha Parracho

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Lugre - Patacho "Gazela Primeiro"

A Pesca Longínqua a bordo do Lugre-Patacho Gazela Primeiro.


Numa época, em que a pesca do bacalhau atravessava sérias dificuldades, urgia, por questões competitivas, dispor de navios maiores e de melhor qualidade.

O "Gazela Primeiro" surge como uma solução, foi mandado construir para transportar pescadores para a pesca do bacalhau nos Grandes Bancos da Terra Nova e tinha capacidade de transportar cerca de trinta Dóris.

O Veleiro foi construído no estaleiro de J. M. Mendes, em Setúbal, Portugal. Os registos, relativos à sua actual forma, datam de 1900, mas existe uma clara evidência de que as madeiras usadas na sua construção são do navio Gazella (com 2 L’s) que foi construído em 1883 em Cacilhas. Pinho português foi a principal madeira usada no casco e coberta, enquanto o mastros e vergas são de Pinheiro-do-Oregon (Douglas fir).

Este lugre-patacho foi sujeito a uma terceira remodelação em 1938, introduzindo um motor de propulsão.

A sua última campanha data de 1969. É propriedade do Museu Marítimo em Filadélfia desde 1971 e foi rebaptizado de Gazela of Philadelphia.



Fonte: Museu da Marinha.

terça-feira, 10 de junho de 2008

"A GRANDE AVENTURA" - Um documentário sobre a história do bacalhau...

ESTREIA HOJE NA RTP 2 ÀS 23:30

"A GRANDE AVENTURA" é um documentário sobre a pesca do bacalhau e a memória dos portugueses na Terra Nova.

Nos dias de hoje, a pesca do bacalhau é, acima de tudo, um objecto cultural e memorial. Tema forte e muito expressivo de um certo imaginário português, sugere uma abordagem estética e exaltante, mas sobretudo didáctica e plural. Uma abordagem documental capaz de ser apreciada pelas gerações mais jovens de portugueses, pelas comunidades marítimas e emigrantes e por todo um público estrangeiro interessado nas grandes narrativas da vida marítima.

Os depoimentos que preenchem este filme revelam-nos homens de afoito e sabedoria, que se fizeram no confronto com os mares frios da Terra Nova e da Gronelândia. A “ganância” de pescar moldou-lhes um carácter simultaneamente rude e afectuoso, destemido e ingénuo, feito de grandes respeitos e de profundas cumplicidades com o mar.

Pescadores e capitães contam as venturas e desventuras das suas viagens ao “cabo do mundo”, relatam-nos o que sentiram e viveram durante longos anos de mar. São depoimentos que impressionam, que evocam e esclarecem o modo de pescar português entre os anos quarenta e setenta do século XX. Uma pesca destinada a abastecer a Nação e a engrandecer o Estado, na maioria das unidades da frota era feita com linhas de mão, a bordo de pequenos botes de um só homem, arriados de veleiros que, ainda vivos, já eram verdadeiras relíquias internacionais.


Realização de Francisco Manso e guião de Álvaro Garrido. Uma co-produção Francisco Manso e RTP2 com a duração de 52m.

Fonte: RTP

sexta-feira, 6 de junho de 2008

O dia a dia de um pescador no Séc XIX...

O "Fiel Amigo" chegava a Portugal de várias formas. Até o meio do século XX, os próprios portugueses aventuravam-se, pelos perigosos mares da Terra Nova, no Canadá, para a pesca do bacalhau.
Nos finais do séc. XIX, as embarcações portuguesas enviadas à pesca do Bacalhau eram de madeira e à vela, sendo praticada a pesca à linha.


No artigo que se segue, da autoria de Teresa Reis sobre "A pesca do Bacalhau", está bem patente o dia a dia de um pescador, vivido na época...

"Na pesca do bacalhau, tudo era duplamente complicado. "Maus tratos, má comida, má dormida... Trabalhavam vinte horas, com quatro horas de descanso e isto, durante seis meses. A fragilidade das embarcações ameaçava a vida dos tripulantes" dizia Mário Neto, um pescador que viveu estes episódios e pode falar deles com conhecimento de causa.
Quando chegava à Terra Nova ou Gronelândia, o navio ancorava e largava os botes. Os pescadores saíam do navio às quatro da manhã e só regressavam à mesma hora do dia seguinte, com ou sem peixe e uma mínima refeição: chá num termo, pão e peixe frito. No navio, o bacalhau era preparado até às duas ou três da manhã. Às cinco ou seis horas retomava-se a mesma faina. Isto, dias e dias a fio, rodeados apenas de mar e céu."

A captura do "Fiel Amigo"

A escalar o Peixe

O Homem do Leme

quinta-feira, 5 de junho de 2008

A pesca do "Fiel Amigo"...

“Os meus romances, no fundo, são franceses, como eu sou, em quase tudo, um francês – excepto num certo fundo sincero de tristeza lírica que é uma característica portuguesa, num gosto depravado pelo fadinho, e no justo amor do bacalhau de cebolada!”

Eça de Queiroz ( carta a Oliveira Martins )

Postal: Pescador a bordo do Dóri.


"Gosto de bacalhau seco, compacto. Sempre esqueço que é um peixe que singrou outrora os mares até cair nas malhas e na ganância dos pescadores. Presente raro dos deuses, o bacalhau, para mim, nasceu simplesmente salgado, sempre em postas e, neste estado, graças ao engenho humano, é levado à mesa e entregue à sanha de nossa gula."

Nélida Piñon, Brasil, 1996

Postal: Pescador a bordo do Dóri. Ao fundo o navio-mãe.