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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Gastronomia: Pataniscas de Bacalhau



Ingredientes

· 600 gr de bacalhau
· 4 ovos
· 50 gr de farinha de trigo
· 1 cebola
· 1 ramo de salsa
· óleo para fritar
· sal e pimenta q.b.


Modo de preparação:

Depois de demolhado, coza o bacalhau; de seguida escorra e lasque-o retirando todas a pele e as espinhas. Faça o preparado juntando os ovos com a farinha até obter um creme. Se achar necessário pode acrescentar um pouco da água onde cozeu o bacalhau.
Pique a cebola finamente, bem como a salsa, e junte ao preparado anterior, acrescentando também o bacalhau.
Por fim, tempere a seu gosto e frite colheradas do preparado em óleo bem quente.
Não se esqueça de deixar escorrer em papel absorvente para evitar o óleo em demasia.
Serve-se com arroz de tomate malandro.

Receita do Restaurante "O Farnel"
(Restaurante participante no Concurso Gastronómico de Ílhavo 2007)
Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo - Agenda "Viver Em" - Outubro 2008

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Ostras da ria de Aveiro põem os franceses loucos


A produção de ostras na ria de Aveiro está a encher a barriga dos franceses. São eles os responsáveis pela quase totalidade do consumo daquele molusco que tem como viveiro a laguna aveirense.

Seis produtores de ostras "enchem" as redondezas do cais da "Bruxa", na Gafanha da Encarnação (Ílhavo), produzindo cerca de 200 toneladas por ano daquele apreciado molusco, que tem como consumidor preferido, o francês.Mais de 90 por cento da produção de ostra da ria de Aveiro tem como mercado a França. A Espanha compra alguma coisa e o restante fica em Portugal.

"A ostra da ria de Aveiro é muito concorrencial em termos de qualidade", confessa ao JN Paulo Melo, um antigo praticante de voleibol, que fez o curso de Ciências do Meio Aquático na Universidade do Porto, que em 1992 começou a produzir ostra em pequena quantidade, mas que só a partir de 2000 se lançou "a sério" no negócio", possuindo também produção de ostras no Algarve. "Aveiro é uma ria muito rica, em algas e matéria orgânica, fornece muito alimento", disse ao lembrar a sua escolha pela ria de Aveiro. "Os franceses são grandes apreciadores de ostras, então no Natal o mercado dispara, e como eles só querem ostra de grande qualidade, vêm buscá-la aqui", frisou Paulo Melo que se queixa da não existência de maternidades de ostras no nosso país e do facto de não haver seguro de produção em Portugal. "As ostras juvenis são adquiridas aos franceses", disse.

O preço pago pelo molusco à produção chega, nalguns casos quase a atingir os dois euros por quilo, mas quando a ostra chega à mesa do consumidor francês , por exemplo, pode atingir preços que rondam os vinte euros. "Vendo para os distribuidores, mas são eles que fazem a depuração em Arcachon e na Bretanha, embora aqui tenhamos qualidade de água suficiente para que a ostra possa ser vendida directamente ao público.

Paulo Melo queixa-se de a ostra ser o único marisco que em Portugal é taxado a 21 por cento (a lagosta é taxada a cinco por cento, por exemplo) e a não apetência do mercado português é explicada pela falta de tradição e, depois, pela ajuda do IVA. "Fui para a produção de ostras, também por causa dos roubos que há na ria, mais dirigidos para a amêijoa", lembrou. "Investi na altura certa e tenho tudo pago. Eu pago tudo a pronto, e só recebo a 90 dias", frisou, realçando que é "pena que a ria não seja mais explorada". "Tem condições únicas em Portugal para a produção de ostras", disse.

Negócio com algum risco, é para Carlos Moreira Ramos, a produção de ostras. Na produção daquele molusco há 14 anos, também na ria de Aveiro, na zona da "Bruxa", depois de ter cursado aquicultura no "Inforpescas", depois de uma experiência como pescador. "É um negócio que dá para viver", acentuou. "O mercado português e o espanhol não se interessam, daí que a produção vá toda para França, que também é por sinal, segundo lembra o país considerado o maior produtor de ostras do mundo. Tem quatro viveiros, com a totalidade de mais de 120 mil metros quadrados. E não tem dúvidas. "Pelos conhecimentos que tenho, a ria de Aveiro, é o melhor sitio da Europa para se produzir ostra", lembra.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Caldeirada de Enguias à moda de Aveiro

Por gostarem de água salgada, salobra e doce, as enguias (peixes com forma de serpente e pele viscosa), abundam na Ria de Aveiro e representam um verdadeiro ex-líbris gastronómico da região... Esta é a zona ideal para degustar a célebre caldeirada de enguias...
Para abrir o apetite, deixo-vos aqui a receita... a imagem fala por si.


Ingredientes:
1 kg de enguias
600 g de batatas
1 dl de azeite (bom)
1/2 copo de vinagre
4 dentes de alho
2 cebolas grandes
1 folha de louro
1 ramo de salsa
4 tomates
1 copo de vinho branco
1 copo de água
sal grosso,piri-piri

Modo de Preparar:

Amanham-se as enguias com areia, lavam-se em várias águas e esfregam-se com sal para retirar os resíduos viscosos.

Cortam-se em bocados. Descascam-se as batatas e cortam-se às rodelas grossas. Descascam-se as cebolas e cortam-se também às rodelas, desfazem-se os tomates.

Num tacho largo colocam-se as cebolas, as batatas, os tomates e as enguias em camadas alternadas. Cada camada é regada com azeite e
e temperada com alho, louro, salsa, sal e piri-piri. Por fim rega-se com vinho branco e um copo de água. Tapa-se o tacho e deixa-se cozer a caldeirada entre 20 a 30 minutos.

Depois das enguias cozidas retira-se um pouco do caldo da caldeirada para uma tigela, pica-se um dente de alho e salsa e junta-se o vinagre; mexe-se, deita-se sobre as enguias e as batatas, tapa-se o tacho e apaga-se o lume. A caldeirada
está pronta a servir.

Com o resto do caldo da caldeirada faz-se uma sopa, a que se junta apenas pão torrado e um ramo de hortelã.