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quinta-feira, 24 de julho de 2008

Sec. de Estado dos Transportes - Inaugura Centro de Controlo Marítimo


Esta quinta-feira, dia 24 de Julho, vai proceder-se à inauguração do Centro de Controlo Marítimo do Porto de Aveiro. A cerimónia, com início previsto para as 11:30, decorrerá junto ao edifício do Departamento de Pilotagem, na Barra.

A Secretária de Estado dos Transportes, Eng. Ana Paula Vitorino, preside à inauguração de uma obra orçada em cerca de 8 milhões de euros, e que tem, como principais objectivos, melhorar as condições de segurança da navegação marítima, de salvaguarda da vida humana no mar e de protecção do ambiente na aproximação exterior e nos canais interiores de navegação do porto de Aveiro, bem como melhorar a eficiência do tráfego marítimo e gerir em tempo real toda a informação relacionada com a movimentação dos navios e respectivas cargas transportadas.

Para além do novo edifício, o VTS do Porto de Aveiro é suportado por três torres radar (duas com 30 metros e uma com 15 metros de altura), localizadas estrategicamente de forma a monitorizar os canais principais e secundários de navegação.

O sistema VTS é composto essencialmente por vários subsistemas, onde se destacam os seguintes: Radar; Identificação automática dos navios, (AIS); Comunicações VHF; VHF Direction Finder ; Base de Dados; Estação meteorológica local.


Fonte: Porto de Aveiro: Newsletter n.º 152

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Revista da Armada: 200 Anos da Abertura da Barra de Aveiro



Este mês, a Revista da Armada dá especial destaque aos 200 anos da abertura da Barra de Aveiro, um acontecimento histórico e memorável para as gentes da terra...

Porto de Aveiro - 1610.
Atlas de Pedro Teixeira de Albernaz.
"..."

"As primeiras referências documentais à região de Aveiro datam do século XI (entre 1037 e 1065), sendo pois anteriores à criação do Estado Português ou mesmo do Condado Portucalense.
Nessa época a linha de costa nesta região era substancialmente diferente da actual. Ovar tinha deixado de ser uma povoação do litoral estando já protegida do mar por um cordão dunar que foi avançando sucessivamente para Sul.
No entanto, Aveiro, Ílhavo, Vagos e Mira mantinham-se como povoações à beira do Oceano e há referências a importantes actividades marítimas."
"..."
Estávamos no tempo das Invasões Francesas; em Novembro de 1807 o Exército Franco-Espanhol comandado por Junot invade e ocupa Portugal enquanto a Corte e o governo retiram para o Brasil.

A 3 de Abril de 1808, com o auxílio das fortes chuvadas que se fizeram sentir, e com o desnível de mais de 2 metros entre as águas lagunares e o oceano, retirou-se o último obstáculo – uma pequena barragem de estacaria – e as águas rasgam o que resta do cordão dunar que, ao fim de 3 dias está estabilizado com 4 a 6 metros de profundidade e 264 de largura.

A decisão de trazer a Barra para Norte, onde estivera nos Séculos XV e XVI, próximo da cidade e das marinhas de sal, mostrou-se a solução providencial que resistiu ao longo de dois séculos e devolveu à Ria de Aveiro, e às suas gentes, as suas capacidades económicas e bem estar social.


Fonte: Revista da Armada

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Ostras da ria de Aveiro põem os franceses loucos


A produção de ostras na ria de Aveiro está a encher a barriga dos franceses. São eles os responsáveis pela quase totalidade do consumo daquele molusco que tem como viveiro a laguna aveirense.

Seis produtores de ostras "enchem" as redondezas do cais da "Bruxa", na Gafanha da Encarnação (Ílhavo), produzindo cerca de 200 toneladas por ano daquele apreciado molusco, que tem como consumidor preferido, o francês.Mais de 90 por cento da produção de ostra da ria de Aveiro tem como mercado a França. A Espanha compra alguma coisa e o restante fica em Portugal.

"A ostra da ria de Aveiro é muito concorrencial em termos de qualidade", confessa ao JN Paulo Melo, um antigo praticante de voleibol, que fez o curso de Ciências do Meio Aquático na Universidade do Porto, que em 1992 começou a produzir ostra em pequena quantidade, mas que só a partir de 2000 se lançou "a sério" no negócio", possuindo também produção de ostras no Algarve. "Aveiro é uma ria muito rica, em algas e matéria orgânica, fornece muito alimento", disse ao lembrar a sua escolha pela ria de Aveiro. "Os franceses são grandes apreciadores de ostras, então no Natal o mercado dispara, e como eles só querem ostra de grande qualidade, vêm buscá-la aqui", frisou Paulo Melo que se queixa da não existência de maternidades de ostras no nosso país e do facto de não haver seguro de produção em Portugal. "As ostras juvenis são adquiridas aos franceses", disse.

O preço pago pelo molusco à produção chega, nalguns casos quase a atingir os dois euros por quilo, mas quando a ostra chega à mesa do consumidor francês , por exemplo, pode atingir preços que rondam os vinte euros. "Vendo para os distribuidores, mas são eles que fazem a depuração em Arcachon e na Bretanha, embora aqui tenhamos qualidade de água suficiente para que a ostra possa ser vendida directamente ao público.

Paulo Melo queixa-se de a ostra ser o único marisco que em Portugal é taxado a 21 por cento (a lagosta é taxada a cinco por cento, por exemplo) e a não apetência do mercado português é explicada pela falta de tradição e, depois, pela ajuda do IVA. "Fui para a produção de ostras, também por causa dos roubos que há na ria, mais dirigidos para a amêijoa", lembrou. "Investi na altura certa e tenho tudo pago. Eu pago tudo a pronto, e só recebo a 90 dias", frisou, realçando que é "pena que a ria não seja mais explorada". "Tem condições únicas em Portugal para a produção de ostras", disse.

Negócio com algum risco, é para Carlos Moreira Ramos, a produção de ostras. Na produção daquele molusco há 14 anos, também na ria de Aveiro, na zona da "Bruxa", depois de ter cursado aquicultura no "Inforpescas", depois de uma experiência como pescador. "É um negócio que dá para viver", acentuou. "O mercado português e o espanhol não se interessam, daí que a produção vá toda para França, que também é por sinal, segundo lembra o país considerado o maior produtor de ostras do mundo. Tem quatro viveiros, com a totalidade de mais de 120 mil metros quadrados. E não tem dúvidas. "Pelos conhecimentos que tenho, a ria de Aveiro, é o melhor sitio da Europa para se produzir ostra", lembra.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Grupo Silva Vieira vai despedir 219 pescadores devido ao aumento de custos com combustíveis

O grupo Silva Vieira, com sede na Gafanha da Nazaré, Ílhavo, anunciou o despedimento de 219 pescadores que trabalhavam até agora em sete navios, quatro dos quais da frota longínqua, que decidiu imobilizar a partir de quinta-feira devido aos aumentos de custos com combustíveis que, alegou, tornaram inviável manter a exploração.

A informação foi veiculada através de um comunicado da Associação dos Armadores da Pesca Longínqua (ADAPLA) que é presidida pelo armador António Silva Vieira, um dos maiores do sector em Portugal.

O grupo Silva Vieira decidiu suspender a saída das embarcações Joana Princesa, Brites, Caribe, Red (todos navios fábrica da pesca longínqua) e ainda os barcos de pesca costeira Mar de Viana, Mar de Sines e Mar de Galega.
Os 219 pescadores afectados irão ser agora “convidados” a abandonar os seus postos de trabalho, sendo-lhes passados os documentos para o fundo de desemprego.

Fonte: www.noticiasdeaveiro.pt

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Zífio em decomposição deu à costa


Um zífio já em decomposição deu hoje à costa na Praia da Costa Nova, em Ílhavo tendo despertado a curiosidade de inúmeras pessoas, informou fonte da Polícia Marítima.

O cetáceo com cerca de três metros de cumprimento “com peso considerável” será analisado por técnicos do Instituto de Conservação da Natureza e aguardará no areal por segunda-feira para ser recolhido pelos serviços da Câmara de Ílhavo para o aterro municipal. O Zífio é um animal gregário que se desloca em pequenos grupos de 7 a 8 indivíduos, embora os machos adultos sejam solitários.

Fonte: Noticias de aveiro.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

domingo, 4 de maio de 2008

Administração do Porto de Aveiro - DESMENTE


A Administração do Porto de Aveiro (APA, S.A.) difundiu um desmentido sobre a lista publicada no site Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, contrariando a posição em que é colocada quanto a prazos médios de pagamento do Sector Empresarial do Estado, durante o quarto trimestre de 2007.

Por isso, a APA vai «desenvolver, já a partir da próxima segunda-feira, as iniciativas necessárias junto da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, iniciativas tendentes à reposição da verdade, com a inerente correcção da lista».

Na lista, a APA, S.A., surge em primeiro lugar, indicando-se um prazo médio de pagamento de 210 dias mas «tais dados não correspondem, efectivamente, à verdade. O prazo médio de pagamento para o período temporal em que se baseou tal lista é de 64 dias, e não de 210, facto que levaria esta empresa a situar-se na metade inferior da tabela publicada (lugar 24.º para um total de 43 empresas mencionadas)».


Fonte: Online News.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Gafanha da Nazaré: Pescadores contra fecho da Lota aos feriados

Um grupo de proprietários de embarcações de pesca manifestou-se, ontem à tarde, à entrada do Porto de Pesca Costeira, na Gafanha da Nazaré. Em causa estava o não funcionamento da Lota, por ser feriado, o que os impediu de obter as guias que permitem transportar o pescado. A GNR foi chamada a intervir no local .

Um grupo de 15 pescadores de Vila do Conde manifestou-se, ontem à tarde, à entrada do Porto de Pesca Costeira, na Gafanha da Nazaré, por não haver ninguém ao serviço para lhes ‘passar’ as guias que permitem transportar o pescado.
Os funcionários da Lota gozaram o feriado do 1.º de Maio «sem se lembrarem que o pescador tem que aproveitar os dias bons de pesca», reclama um dos proprietários das embarcações afectadas, António da Costa Craveiro.

Os pescadores afirmam não perceber porque é que os restantes portos do país estão abertos aos feriados e o de Aveiro não. «Sabemos que os portos da Figueira da Foz, de Viana do Castelo, da Póvoa e de Leixões estão abertos; este é o único cujos responsáveis se dão ao luxo de gozar os feriados», lamentam, acrescentando: «Ainda por cima, temos conhecimento de que não está fechado para todos e, isso, não podemos admitir». José da Costa Craveiro recorda que já no feriado anterior, 25 de Abril, a Lota do Porto de Aveiro também se manteve encerrada, esquecendo-se os responsáveis que «cada embarcação tem sete ou oito chefes de família».

O motivo que mais indignação e revolta causa aos pescadores é o facto de terem que «vender o pescado resultante de uma noite inteira de trabalho ao desbarato». E, dão um exemplo, comprovado através das guias que possuíam: no feriado de 25 de Abril venderam 700 quilos de chocos a 70 cêntimos cada quilo, quando o preço normal (do dia de pesca) ronda os três euros.

«É este o prejuízo que temos quando apenas queremos ser honestos e trabalhar dentro da legalidade», reclama Octávio Castro, explicando que a média de pescado que cada embarcação contém ronda os dois mil quilos. «O que acontece é que este peixe, que vamos ser obrigados a congelar, vai ser vendido como sendo fresco», esclarece o pescador.

À entrada do Porto de Pesca Costeira, onde se ouviam as críticas dos pescadores, estiveram agentes do posto da GNR da Gafanha da Nazaré, que dizem ter sido contactados «porque havia uma manifestação».
Contactado pelo Diário de Aveiro, o comandante da Capitania, Alves Salgado, afirma que o assunto é da exclusiva competência da Docapesca, entidade impossível de contactar até ao momento de fecho desta edição.

Fonte: Diário de Aveiro.

terça-feira, 29 de abril de 2008

A Regata Internacional Rota da Luz Rias Baixais – Ria de Aveiro inicia-se este fim-de-semana


A Regata Internacional Rota da luz Rias Baixas – Ria de Aveiro, inicia-se este fim-de-semana, 1 a 4, com o arranque da 1ª etapa Pobra de Caramiñal – Vigo – Povoa de Varzim. No fim-de-semana seguinte, 10 e 11 de Maio, tem lugar a 2ª etapa que percorre Póvoa de Varzim a Aveiro.

Esta regata conta com a organização conjunta de Associação Aveirense de Vela de Cruzeiro – AVELA, Club Atlântico de Navegacíon de Altura de Galicia e o Clube Naval Povoense e apoio da empresa espanhola Maregalia.

A forte componente náutica e marítima da região de Aveiro é um factor de afirmação regional, com dimensão e projecção internacional, que proporciona inúmeras possibilidades de desenvolvimento turístico sustentável. Nesta medida, a Região de Turismo Rota da Luz aproveita o lançamento da Regata para realizar uma campanha promocional na Galiza, envolvendo diversos agentes turísticos regionais que irão assistir a partida da Regata a partir de Pobra de Caraminal (Vigo).

Do programa consta um passeio em Catamaran, visita a pontos estratégicos da ria, jantar de recepção aos convidados e participantes assim como diferentes momentos animação.

A participação da Rota da Luz nesta acção enquadra-se na nova estratégia promocional e comunicacional delineada para a região – uma Região de Água, dinâmica, activa, com espaços de água únicos direccionados para o lazer, diversão, aventura, conhecimento e emoção. Principal produto estratégico para o desenvolvimento turístico regional, o turismo náutico encontra nesta região condições naturais únicas, diferenciadoras, enquadrando-se nas novas tendências da procura turística nacional e internacional.

A promoção da Regata Internacional Rota da Luz Rias Baixas – Ria de Aveiro, a difusão do turismo náutico e as possibilidades de crescimento deste produto e consequente dinâmica das associações e clubes náuticos e agentes turísticos regionais são elementos estratégicos na afirmação e comunicação internacional, da forte componente náutica e marítima que caracteriza e diferencia a Região de Aveiro.
Desta forma a Rota da Luz estará presente de um modo activo promovendo o destino Aveiro, procurando criar diferentes momentos de animação assim como interacção com os variados públicos.

O mercado espanhol representa para a Região de Aveiro o principal mercado internacional emissor de turistas. A Galiza é responsável por uma percentagem elevada de turistas e visitantes na Rota da Luz, deste modo, ao desenvolver mais uma acção promocional em Espanha, a Região de Turismo Rota da luz procura envolver e fidelizar um mercado que encontra no destino Aveiro inúmeros motivos de visita, e com o qual partilha peculiares afinidades.

Segundo Pedro Silva, Presidente da Rota da Luz «Este evento enquadra-se na prioridade de promoção da Região que deve ter o turismo náutico como principal valor na comunicação deste destino turístico de excelência».


Consulte aqui:

Fonte: Rota da Luz.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Ciclovia da Barra pronta no Verão

Noventa dias é o tempo previsto de construção para a Ciclovia da Barra, o que significa que já este Verão será possível, para os peões e ciclistas, circular com mais segurança entre o Largo do Farol e a Ponte da Barra.



O Executivo municipal ilhavense adjudicou ontem em reunião camarária, a obra de construção da Ciclovia da praia da Barra, cujo percurso será compreendido entre o Largo do Farol e a ponte da Barra, com reperfilamento da principal avenida (Av. João Corte Real).

O valor estimado da obra ronda os 300 mil euros e o seu prazo de execução é de 90 dias, pelo que no próximo mês de Julho já estará terminada.
O vice-presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Fernando Caçoilo, que ontem presidiu à reunião do Executivo em substituição de Ribau Esteves, explica que esta é «apenas uma parte da “ciclovia das praias” que está prevista». Com efeito, está planeada a ligação desta ciclovia à já existente, na zona do relvado da Costa Nova, que, na zona da Biarritz, será feita com a obra de qualificação da margem Poente do Canal de Mira. Actualmente, já existe uma ciclovia marginal à Ria nesta localidade, que estabelece a ligação entre o Cais dos Pescadores e o Clube de Vela da Costa Nova. Futuramente, será feita uma ligação entre este ponto e a rotunda da Barra. Esta fase de interligação, encontrando-se integrada nas obras de recuperação da Frente-Ria da Costa Nova está, de acordo com Fernando Caçoilo, «dependente da actuação da Mais Ílhavo, SA», estando em fase de projecto e licenciamento.
Com a intervenção da fase ontem adjudicada, a autarquia considera que cumprirá o objectivo de «melhorar o ordenamento e as condições de segurança dos automobilistas, ciclistas e peões que circulam na Av. João Corte Real», arruamento central da área urbana da Barra.

Fonte: Diário de Aveiro.

domingo, 20 de abril de 2008

Aveiro: Sal à beira da protecção europeia

O sal de Aveiro, a par com o salgado de três países, pode estar a um passo de ser reconhecido com a Indicação Geográfica Protegida e Denominação de Origem Protegida. A Associação de Produtores e Marnotos da Ria de Aveiro tem também em mente um plano para aumentar a produção de sal tradicional para as 10 toneladas por ano.


O sal de Aveiro e outros salgados de três países estão à beira de conseguir o reconhecimento de Indicação Geográfica Protegida (IGP) e de Denominação de Origem Protegida (DOP), no seguimento da votação favorável, na passada quinta-feira, por unanimidade, pelos 27 estados membros da União Europeia, da inserção daquele produto tradicional no anexo ao Regulamento 510/ 2006 da Comissão sobre a IGP e a DOP.
A partir daqui, os produtores terão de preparar os cadernos de encargos onde serão descritas as características do sal e da produção de forma a solicitar o seu registo em Bruxelas.
A decisão ao nível europeu surge no seguimento de um requerimento apresentado, em Maio do ano passado, pelos produtores de sal marinho artesanal de França, Itália, Espanha e Portugal, junto da Direcção Geral da Agricultura da Comissão Europeia, que tinha em vista permitir aos diferentes sais marinhos recolhidos manualmente beneficiar dum reconhecimento como IGP/DOP.
A decisão dos 27 estados membros abre «a via à protecção dos sais pela indicação geográfica na União Europeia» segundo refere um comunicado dos quatro países produtores, reunidos na Federação Europeia dos Produtores de Sal Marinho Recolhido Manualmente. Depois de conhecida a decisão, o presidente da federação, Michel Coquard, conclui que será possível «apresentar os processos de registo em Bruxelas e, por consequência, proteger e valorizar os produtos oferecendo aos consumidores as garantias da origem e da qualidade».
Quanto fala no sal tradicional recolhido manualmente, o presidente refere-se a uma «história e características próprias e uma ligação muito forte com os locais de onde provêm».
Na prática, obtendo o selo de certificação do produto, «ninguém pode rotular como sendo sal de Aveiro sal que não seja da região e da maneira como é produzido», disse ontem, ao Diário de Aveiro, o presidente da Associação de Produtores e Marnotos da Ria de Aveiro (APMRA), Manuel Estrela Esteves.
E «como Aveiro não tem sal industrial, só o artesanal pode ter o estatuto de sal de Aveiro», acrescenta. Além da associação aveirense, são membros fundadores da Federação Europeia dos Produtores de Sal Marinho Recolhido Manualmente a Association Espagnole de Salinas Marinas Artisanales - AESMAR, a Association Française des Producteurs de Sel Marin de l’Atlantique récolté manuellement, o Consorzio per la Valorizzazione del Sale MARino di Trapani - SMART e a Federação Nacional de Produtores de Sal Marinho Artesanal – FENA.Sal (Tradisal de Castro Marim e APMRA de Aveiro).
Actualmente, o que está a acontecer é a importação de sal, «embalado em Aveiro e tido como sal de Aveiro», segundo o presidente da APMRA. Com a certificação da produção, o cenário deverá mudar, o que pode sugerir a possibilidade do sal de Aveiro ganhar mercado. Mas para Manuel Estrela Esteves será necessário, primeiro, «aumentar a produção». E a associação tem um plano para conseguir isso.

Plano de 50 marinhas

Enquanto a associação prepara a convocação dos produtores para iniciarem a preparação dos cadernos de encargos, e admite vir a apelar para a APMRA conseguir certificar as produções de Aveiro, apoiada pelo laboratório da Universidade de Aveiro, a organização tem um plano para conseguir elevar a quantidade da produção de sal em cada safra.
Está em curso a reabilitação de três núcleos incluídos na zona do salgado de Aveiro, constituídos por 50 marinhas, que podem ser activadas através de obras de protecção da envolvência de cada grupo. A associação pretende que o plano de actividades do novo Programa Polis para a Ria inclua aquela obra de protecção dos núcleos de marinhas, reconstruindo os muros de protecção em redor das salinas em causa, que poderá atingir uma produção anual de 10 mil toneladas.
Contemplando aqueles núcleos nas obras do Polis, cujo plano a APMRA já abordou com a Administração da Região Hidrográfica do Centro, será depois necessário os proprietários de marinhas realizarem obras de recuperação nas suas propriedades, se for caso disso, podendo beneficiar de apoios financeiros.
Mas não é apenas o aumento da quantidade de sal que está em causa. Para Estrela Esteves, a certificação impõe o cumprimento de características quanto à qualidade da água. Neste ponto, há dois aspectos a ter em conta, que constituem «ameaças graves»: a poluição decorrente da actividade portuária e a expansão da piscicultura.

Fonte: Diário de Aveiro.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

A longa marcha para o esquecimento de Gomes de Carvalho

Foto: Jornal "O Aveiro"

Em 1987, a pedido do Círculo Experimental de Teatro de Aveiro (CETA), escreve uma peça de teatro para comemorar os 30 anos de actividade daquele grupo performativo. E ao seu melhor estilo, pega em acontecimentos históricos para reflectir sobre o presente e chamá-lo à razão.

Jaime Gaspar Gralheiro pegou na obra que abriu a barra de Aveiro para lembrar o seu engenheiro esquecido pela história: Luís Gomes de Carvalho. À peça deu-lhe o nome de A Longa Marcha para o Esquecimento.

Jaime Gralheiro nasceu em São Pedro do Sul em 1930. É advogado, político e dramaturgo. Foi o primeiro presidente da Câmara de São Pedro do Sul, após o 25 de Abril. Regressou sempre à Câmara como vereador do PCP. Escreveu 16 peças para teatro. Ramos partidos, Belchior, Farruncha, o Fosso, Na Barca com o Mestre Gil são apenas algumas das obras que foram encenadas de Norte a Sul do país. Obras sempre baseadas em factos históricos com as quais pretende passar recados ao presente. A Longa Marcha para o Esquecimento é disso exemplo. No ano em que se comemoram 200 anos sobre a abertura da barra propôs que a peça voltasse ao palco. Não teve resposta de Aveiro.

Em 1987 foi convidado pelo Círculo Experimental de Teatro de Aveiro (CETA) para escrever uma peça de teatro sobre Aveiro. Como é que lhe surge a ideia de escrever sobre a abertura barra de Aveiro?

Sempre tive uma grande admiração pelo CETA que, nessa altura, era dos melhores grupos de teatro amadores do país. Aceitei o convite, pouco sabia de Aveiro e comecei a pesquisar. A certa altura, num texto qualquer, vi uma referência a Luís Gomes de Carvalho com uma nota que dizia: "Com quem Aveiro foi muito injusto". Eu andava à procura de um tema com choque dramático e, através daquela nota de rodapé, fui procurando saber quem era esse tal Gomes de Carvalho.

Que descobriu acerca de Gomes de Carvalho?

Descobri uma conferência notável do Comandante Rocha e Cunha pronunciada na Sociedade de Geografia, em 1921, onde o mesmo historiava detalhadamente todo o calvário pelo qual a cidade de Aveiro passou, desde que a barra se fechou, em 1575, em razão de um Inverno pavoroso a partir do qual a cidade ficou sem ligação ao mar, até 1808 quando a Barra foi aberta. O Comandante Rocha e Cunha conta isso com grande pormenor e aponta determinadas pessoas que se distinguiram nessa luta que durou 233 anos. E posso dizer que a primeira promessa que apareceu da parte do poder para que a barra fosse aberta foi do próprio Filipe I, porque a Câmara de Aveiro foi das primeiras a dar as boas vindas ao rei espanhol.

Mas não foi Filipe I a testemunhar a abertura da barra.

O primeiro aveirense que lutou bravamente para que o porto fosse aberto foi Cristóvão de Pinho Queimado, do século XVII para o século XVIII, quando o rei era D. Afonso VI. Nessa altura chegaram mesmo a vir a Aveiro uns engenheiros hidráulicos holandeses que eram, na Europa, quem mais sabia sobre engenharia hidráulica. Eles vieram cá, deram sugestões, mas não se chegou a avançar com nada.

Até que no tempo do Marquês de Pombal há uma nova tentativa para abrir a barra. E quem está por de trás dessa tentativa é o Duque de Aveiro que patrocina a petição e essa vontade dos aveirenses. Simplesmente o Duque de Aveiro é apanhado na conspiração contra o rei e cai na desgraça.

E eis que surge Gomes de Carvalho.

Exactamente. Já no reinado de Dona Maria II, quando era regente o seu filho que veio a ser o D. João VI, no dia 2 de Janeiro de 1802, é expedido aviso régio para o coronel Reinaldo Oudinot e para o seu genro, o engenheiro Luís Gomes de Carvalho. Os dois estavam na época a trabalhar nas obras do Porto de Leixões. No dia 21 desse mesmo mês estes dois engenheiros militares marcharam para Aveiro. Ainda antes do projecto ter sido aprovado conseguiram autorização da rainha para iniciarem as obras sob a direcção de Luís Gomes de Carvalho. A teimosia da barra tinha encontrado pela frente a teimosia do homem.

Que circunstâncias levam o engenheiro Luís Gomes de Carvalho a assumir tanta preponderância nas obras da abertura da barra?

Ele era um homem determinado e teve uma atitude perante o porto que nunca ninguém tinha tido. Ele corre toda a bacia, estuda-a do ponto de vista das marés, das plantas, das ondas, dos ventos… Ele faz um estudo integrado da ria, o que era notável para o princípio do século XIX. Por isso ele começa a ter alguma preponderância. Embora quem mandasse fosse o coronel Reinaldo Oudinot, que mandou abrir inclusivamente um canal para drenar mais facilmente as águas, e que ainda hoje é conhecido pelo canal Oudinot, a certa altura o coronel terá tido alguma crispação com o genro. Passado um ou dois anos deles terem iniciado as obras da construção do porto de Aveiro, o coronel Oudinot vai para a Madeira para preparar as obras do porto do Funchal e o Gomes de Carvalho é que fica a dirigir as obras em Aveiro.

Como se processaram os trabalhos técnicos para abrir a barra?

O Gomes de Carvalho, face à corrente do rio Vouga, resolve abrir um leito novo, a que deu o nome de Rio Novo do Príncipe. O objectivo era que o rio entrasse mais directa e facilmente em direcção ao local que ele escolheu para abrir a barra. Esse local escolhido é precisamente o sítio onde presentemente se dá a ligação da ria com o mar, ao contrário da antiga barra que estava situada na Vagueira. Para isso ele precisou de armazenar junto à futura abertura uma grande quantidade de água. Para tal fez um paredão que vinha desde as Gafanhas e que serviu para conduzir as águas em direcção ao local onde seria aberta a barra.

Conta a história que as pedras utilizadas na construção desse paredão tiveram proveniência da muralha de Aveiro.

Exactamente. Como não havia pedra nessa altura o Gomes de Carvalho propôs que as da muralha de Aveiro fossem utilizadas nesses paredões. Essas pedras, que dantes eram utilizadas para defender Aveiro dos piratas, passaram a ser muralhas para defenderem Aveiro das tormentas do mar. Ele então começa a fazer essa barreira de maneira a que a água da ria se começa a acumular. Ele queria juntar o máximo de água junto à futura abertura para que esta pudesse funcionar como pressão para abrir a barra. É que o Gomes de Carvalho chegou à conclusão que a diferença de nível entre a maré baixa e a altura que poderia obter com essa acumulação de água era de dois ou três metros, desnível esse que, depois de aberta uma pequena abertura entre a ria e o mar, seria o suficiente para empurrar toda a água para fora.

Foi então que a água da ria se acumulou tanto a ponto de inundar as zonas baixas da cidade de Aveiro.

Simplesmente, quando a água começa a encher, os donos das marinhas, que na altura eram as pessoas mais ricas de Aveiro, começaram a ficar prejudicados imediatamente porque as salinas ficaram inundadas e deixaram de produzir sal. E os protestos da população foram subindo de tom a ponto do Gomes de Carvalho ter ficado praticamente sozinho na sua determinação de abrir a barra no local que tinha escolhido.

Entretanto, no Inverno de 1808 choveu tanto que Aveiro começa a ficar inundada. A cidade chegou a ter água até aos telhados das zonas mais baixas. Toda a gente andava desesperada e só ele dizia: "Isto é ouro que está a cair". Porque ele tinha determinado que precisava de ter um desnível muito alto para depois, quando abrisse uma pequena abertura entre o mar e a ria, os milhões de quilolitros de água por si só cavassem aquilo que naquela altura as máquinas não conseguiam fazer.

E, por fim, abre-se a barra em 1808…

A água atinge o ponto máximo e o Gomes de Carvalho com a ajuda de meia dúzia de pessoas, a 3 de Abril de 1808, vai ao local onde tinha determinado a abertura, arranca a pequena barragem de estacas, ele próprio risca com a bota o local por onde a abertura acontecerá, abre-se um pequeno canal entre a ria e o mar e rapidamente a água começa a fluir, a fluir, a fluir e cavar um canal. E em três dias a água escoa tudo, a barra fica aberta e a cidade fica seca.

E foi de tal maneira isto que a cidade de Aveiro aclamou o Gomes de Carvalho como um grande herói, deram-lhe todas as honras e ele passou de odiado a grande herói porque fez aquilo que em duzentos e tal anos ninguém tinha feito.

A abertura da barra representou para a região o próprio futuro. Tendo sido um empreendimento tão potencializador, como se explica que o seu obreiro, o engenheiro Gomes de Carvalho, seja hoje um desconhecido da história?

Simplesmente Gomes de Carvalho era um liberal. Houve ostensivamente uma vontade política de apagar o nome de Luís Gomes de Carvalho. O facto dele ter assumido claramente uma posição liberal, numa terra em que as posições de direita normalmente imperam, caiu mal no caldo cultural na cidade de Aveiro.

É que nessa altura acontecem as guerras liberais entre D. Pedro e D. Miguel. Em 1823 dá-se a Vila Francada que é a primeira tentativa que D. Miguel faz para assumir o poder. Em razão dessa tentativa, quem toma conta do poder em Aveiro são as forças adversas. E o homem que tinha sido louvado por toda a gente, que tinha tido todos os prémios da cidade de Aveiro… o mesmo senado que lhe deu os prémios expulsou-o de Aveiro por indigno. E ele teve de sair de Aveiro e foi morrer a Leiria anonimamente e sozinho. O terrível é isto, este homem que foi o principal motor da salvação da cidade de Aveiro foi caindo de tal maneira no esquecimento que hoje não há nada sobre ele a não ser uma pequena rua com o seu nome e uma carta que ele escreveu ao rei para o Brasil a dizer que a barra estava aberta.

200 anos foi quanto durou a marcha para o esquecimento?

Claro que na cidade de Aveiro houve sempre afloramentos de gente progressista, desde o José Estêvão ao Mário Sacramento, passando por aquela gente toda que fez os congressos republicanos. Fui muito amigo do Mário Sacramento, do Álvaro Seiça Neves, do João Sarabando, do Costa e Melo que era gente de esquerda, muito corajosa, determinada e firme. Esta gente eram afloramentos na cidade de Aveiro que tinham muito pouco a ver com a vivência reaccionária da cidade de Aveiro. A impressão que eu tenho é que Aveiro é profundamente conservadora. E, portanto, o espírito aberto que era o Gomes de Carvalho não terá caído bem. Porque só assim se explica que tendo Aveiro transformado Gomes de Carvalho num herói local, passado um ano ou dois ele seja expulso da cidade e ninguém tenha reagido.

A peça de teatro a Longa Marcha para o Esquecimento é, portanto, uma parábola?

Completamente. Esta peça de teatro é uma parábola histórica. Eu fui buscar uma figura histórica de Aveiro para meter um pouco a chopa à cidade, para a acusar de não ser digna dos heróis efectivos que tiveram. Efectivamente houve em Aveiro gente de grande prestígio que tem sido esquecida. Quem sabe hoje quem foi Mário Sacramento? Quem é que sabe que nos anos sessenta o intelectual mais ouvido e respeitado em Portugal era um médico de Aveiro chamado Mário Sacramento? E quem sabe quem foi o João Sarabando ou o Álvaro Seiça Neves? Quem é que continua a ter medo desta gente? Efectivamente a revolução do 25 de Abril e as pessoas que estiveram por de trás da abrilada tornaram-se tão incómodas que quem depois tomou conta do 25 de Abril tudo fez para apagar a memória dos que construíram Abril. Eu sou uma das vítimas.

Fecho da barra transforma a ria num pântano
Que razões explicam o fecho da ligação entre a ria e o mar no século XVI?

No século X a costa marítima de Portugal vinha por Espinho, Esmoriz, Ovar, Estarreja, Salreu, Fermelã, Angeja, Alquerubim, Cacia, Esgueira, Aveiro, Ílhavo, Vagos, Porto Mar, Mira e Cabo Mondego. Veja-se por onde o mar andou. Simplesmente, a partir do século X e XI houve um movimento tectónico que fez o fundo da ria subir. Razão dos ventos e das correntes começa-se então a formar um cabedelo de areia que vem de Espinho. Outro cabedelo começa a vir do Cabo Mondego para cima. Quando as duas línguas de areia se juntaram Aveiro tinha 14 mil habitantes, 300 embarcações e mandava à Terra Nova 60 naus por ano à pesca do bacalhau. Acontece que quando o Luís Gomes de Carvalho aqui chegou a população estava nos 3 mil habitantes, deixou-se de ir à Terra Nova e mesmo as pequenas embarcações desapareceram. Aveiro estava cercada de água morta porque o rio Vouga continuava a despejar para a ria cuja água não saia para o mar. Aveiro ficou a afogar-se de tal maneira que as casas das zonas baixas como as do Alboi ou as do Rossio começaram a ficar debaixo de água.

In: Jornal "O Aveiro".

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Forte da Barra em ruínas espera pela recuperação...

Estão degradadas e ao abandono as instalações do antigo Forte da Barra, na freguesia da Gafanha da Nazaré, Ílhavo, um imóvel classificado de interesse público pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), sobranceiro à ria de Aveiro, que se estima ter sido construído em 1640, durante a Guerra da Restauração.

"O estado em que aquilo se encontra é fácil de ver, é só passar por lá e pela sua área circundante, com a erva a crescer por todo o lado, no meio de restos de comida que parece ser a alimentação de gatos ou de ratos ou de outro tipo de animal sem dono", desabafou, ao JN, António Angeja, do Clube Natureza e Aventura de Ílhavo. O coronel na reserva, que na sua vida profissional esteve colocado no Museu Militar, em Coimbra, preocupa-se com a história da região.

"Aquilo está tudo abandonado e acho que alguma coisa poderia ser feita", considera António Angeja, que recorda que não há muito tempo chegou a alertar os deputados eleitos para a Assembleia da República por Aveiro, "mas até agora não tive resposta nenhuma", afirmou. "Mandei-lhes um e-mail onde se diz 'Pobre Forte da Barra de Aveiro, belo ao longe mas em ruína'", contou. "Aquilo está mesmo ao lado do Jardim Oudinot, onde se tem gasto muito dinheiro em recuperação", disse.

Para António Angeja, as instalações do Forte da Barra poderiam ter bastante interesse para muitas coisas, inclusive para um Museu da Ria". "Era um óptimo local", refere.

Concurso sem candidatos

Património do Estado, gerido pela Administração do Porto de Aveiro (APA), que está a comemorar o segundo centenário da abertura da barra de Aveiro, o Forte não está esquecido por aquele organismo, segundo diz o presidente da APA. José Luís Cacho considera que as instalações do Forte da Barra têm condições para serem aproveitadas do ponto de vista turístico.

"Já tivemos um concurso para recuperação e aproveitamento turístico do Forte mas não apareceu ninguém", lembrou José Luís Cacho, que admite a possibilidade de um novo concurso vir a ser lançado com o mesmo fim.

Para o presidente da APA, aquele organismo não tem condições para fazer a obra. "Terá que ser um privado a recuperá-lo e a aproveitá-lo com um período grande de concessão para poder rentabilizar o investimento. É um assunto que não está esquecido e que espera oportunidade", frisou.

Segundo António Angeja, a Tenalha ou Forte da Barra é constituída por dois meios baluartes ligados por um cortina, tendo apenas sido concluído o baluarte sul com três canhoeiras. Uma das cortinas é rasgada por tripla arcaria com acesso por escadaria, à esquerda, para o terraço superior, erguendo-se ali uma torre de vigia. Unem-se ao forte várias construções, quer no meio baluarte a norte, quer correndo ao longo da cortina interior. No século XIX, perdida a sua eficácia militar, foi construída, contígua à fortaleza, uma bateria rasa. Uma das três canhoeiras que existiam na bateria rasa, é hoje utilizada como entrada para cais de embarcações.

Fonte: JN

Bicentenário da Barra de Aveiro no "Portugal em Directo"

VÍDEO I



VÍDEO II




VÍDEO III




VÍDEO IV


sexta-feira, 28 de março de 2008

Parques eólicos na Ria


O estuário do Tejo, a Ria de Aveiro e a península de Tróia podem vir a acolher parques eólicos. As turbinas assentam no fundo do mar, em águas pouco profundas, e produzem energia para consumo local. Daqui a seis anos a capacidade eólica em território continental português esgota-se e o passo seguinte é a construção de parques eólicos no mar, onde o potencial é ilimitado.

Em 2007 foram investidos €19 mil milhões na energia eólica a nível mundial. Portugal é o décimo país em todo o mundo a investir neste tipo de energia. Ao mesmo tempo, a integração de eólicas em edifícios urbanos começa a ganhar adeptos a nível mundial. O objectivo é torná-los, tanto quanto possível, auto-suficientes em termos energéticos.
Fonte: Expresso

sexta-feira, 21 de março de 2008

Ria de Aveiro entre as áreas prioritárias para defesa do litoral


A Ria de Aveiro foi confirmada esta quinta-feira pelo Governo entre as três áreas de intervenção prioritária para operações de requalificação e valorização do litoral, embora não tenha sido ainda aprovada a criação da sociedade Polis para a gestão do território lagunar.

Além da laguna, estão abrangidos o Litoral Norte e a Ria Formosa.
Estado, municípios e entidades privadas vão ser envolvidos no programa que contará com fundos comunitários no âmbito do QREN.

O Conselho de Ministros aprovou, no entanto, apenas o Decreto-Lei que constitui a sociedade Polis Litoral Ria Formosa – Sociedade para a Requalificação e Valorização da Ria Formosa, uma sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos para a gestão, coordenação e execução do investimento a realizar.

Segundo o ministro do Ambiente, Nunes Correia, que falava no final do Conselho de Ministros, o Polis da Ria de Aveiro vai incluir 11 municípios que circundam a praia e prevê "sistemas de protecção contra a erosão costeira" e a requalificação de "todas as zonas urbanas que confrontam com a ria e a zona de mar".

A resolução do Governo determina nas áreas de intervenção prioritária a realização de um conjunto de operações de requalificação e valorização de zonas de risco e de áreas naturais degradadas situadas no litoral.

O Polis Litoral – Operações Integradas de Requalificação e Valorização do Litoral surge com vários objectivos, entre os quais potenciar os recursos ambientais como factor de competitividade; proteger e requalificar a zona costeira; prevenir e defender pessoas, bens e sistemas de riscos naturais ou promover a fruição pública do litoral, suportada na requalificação dos espaços balneares e do património ambiental e cultural.

O modelo de intervenção será estruturado num Plano Estratégico e na criação de uma entidade gestora com a natureza de empresa pública de capitais exclusivamente públicos que associa o Estado, com participação maioritária, e os municípios territorialmente abrangidos, “a quem incumbe a gestão, coordenação e execução das operações de requalificação e valorização definidas”.

Fonte: Notícias de Aveiro.

terça-feira, 18 de março de 2008

Aveiro: 1º Circuito de Canoagem SCA / VERA CRUZ


É já na próxima Sexta-feira, dia 21 de Março, pelas 15.00 horas, que se realiza o primeiro Circuito de Canoagem SCA/Vera Cruz, com partida do Cais da Fonte Nova.
A organização do evento desportivo é da Secção de Canoagem do Sporting Clube de Aveiro, Associação de Canoagem de Aveiro e Junta de Freguesia da Vera Cruz.
Com este evento, pretende-se promover a Canoagem, a Ria e a Cidade de Aveiro.
Para mais informações, consulte o site: http://www.sportingcaveiro.pt/

Fonte: Sporting Clube de Aveiro