200 anos da Barra de Aveiro

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sexta-feira, 30 de maio de 2008

Selos: A Expo 98 e os Oceanos...

Um novo mergulho...

Apesar da muita chuva que se tem vindo a sentir nos últimos tempos, certo é, que no próximo dia 20, inicia-se o Verão... por isso o Barramar.blog, decidiu refrescar um pouco o rosto e dar as boas-vindas antecipadamente ao Verão, presenteando todos os visitantes com um novíssimo layout, bastante convidativo a um belo mergulho.... espero que gostem ;)

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Ílhavo Antigo...

quarta-feira, 28 de maio de 2008

APA: Conferência Internacional - “Obras Marítimas”


Na próxima sexta-feira, realizar-se-á a Conferência Internacional subordinada ao tema “Obras Marítimas”. Do programa destacam-se dois temas de elevado interesse :
  • Configuração da nova Barra de Aveiro

  • Obras costeiras no Dubai.

A sessão de abertura está prevista para as 10h 15m. O primeiro painel, com início às 10h 30m, será dedicado ao “Passado e Futuro da Barra de Aveiro”. Tendo como moderador o Eng. Celestino Quaresma, Presidente do Conselho Directivo da Ordem dos Engenheiros, Região Centro, este painel conta com duas intervenções de fundo: Eng. Silveira Ramos - Consulmar, apresentará comunicação intitulada “Obras Costeiras e Marítimas”.

“Uma Ponte entre a Barra e o futuro da Ria de Aveiro” será o tema a abordar pelo Prof. Doutor Eng. Veloso Gomes, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. O segundo painel, “Casos práticos de obras marítimas internacionais”, conta com a presença de José Luis Fernandes e Niels de Bruyn. O primeiro, Director de Infra-estruturas da Autoridade Portuária de Sevilha, abordará o tema “El Puerto de Sevilla y la gestión de una via navegable en un entorno protegido”, o que acontecerá pelas 14h.

Meia hora mais tarde, Niels de Bruyn, Director Geral da DRAVOSA – Dredging and Marine Contractors, explanará o tema “Mega Reclamations: Opportunities and Challenges (Casos do Dubai, Holanda, Singapura). Segue-se período de debate, com o encerramento da conferência a estar previsto para as 16 horas.

Inscrições:

Telefone: 234 393 335

Email: marketing@portodeaveiro.pt

Fonte: Porto de Aveiro - Newsletter n.º141.

terça-feira, 27 de maio de 2008

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Zífio em decomposição deu à costa


Um zífio já em decomposição deu hoje à costa na Praia da Costa Nova, em Ílhavo tendo despertado a curiosidade de inúmeras pessoas, informou fonte da Polícia Marítima.

O cetáceo com cerca de três metros de cumprimento “com peso considerável” será analisado por técnicos do Instituto de Conservação da Natureza e aguardará no areal por segunda-feira para ser recolhido pelos serviços da Câmara de Ílhavo para o aterro municipal. O Zífio é um animal gregário que se desloca em pequenos grupos de 7 a 8 indivíduos, embora os machos adultos sejam solitários.

Fonte: Noticias de aveiro.

domingo, 25 de maio de 2008

Coimbra: Inauguração da Exposição "A Barra e os Portos da Ria de Aveiro"

A 21 de Maio de 2008, na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (BGUC), procedeu-se à inauguração da exposição "A Barra e os Portos da Ria de Aveiro 1808 -- 1932, no Arquivo Histórico da Administração do Porto de Aveiro".

No video que se segue, são reproduzidas as palavras de boas-vindas proferidas pelo Director da BGUC, Prof. Doutor Carlos Fiolhais.


sexta-feira, 23 de maio de 2008

Visita à Exposição "Água com Humor"


Conforme já havia sido noticiado neste mesmo espaço, no dia 10 de Maio, foi inaugurada na Casa da Cultura Fernando Távora, em Aveiro, a exposição internacional de cartoon "Água com Humor".

Ontem passei por lá, e recolhi algumas imagens dos cerca de 150 cartoons, que de forma humorística, alertam para os hábitos, as carências e insensibilidades humanas perante a crescente escassez de água a nível mundial e ajudam o público a reflectir sobre um problema dos nossos dias.






quinta-feira, 22 de maio de 2008

quarta-feira, 21 de maio de 2008

UM PORTO: Duas Cidades


A origem do Porto de Aveiro, está intimamente ligada à história da Ria e à obra de fixação e abertura da Barra.

Depois de sucessivas intervenções políticas, económicas e técnicas, sempre em prol da abertura da ligação do mar à ria, a Barra acaba por ser aberta a 03 de Abril de 1808, graças aos Engenheiros Reinaldo Oudinot e Luís Gomes de Carvalho.

Depois da fixação da Barra, até meados do séc. XX, são ampliados molhes e constituídos diques. Da autoria do Engenheiro Von Affe, viria a surgir um dos primeiros planos para o Porto de Aveiro, a projecção de um Porto de Pesca e de um Porto Comercial, junto ao Canal de S. Roque.

Em meados do séc. XX, é criada a JARBA (Junta Autónoma da Ria e Barra de Aveiro), e pela mão do Engenheiro Coutinho de Lima, são orientados os planos de exploração e manutenção dos Portos de Pesca do Largo, do Porto de Pesca Costeira e do Porto Comercial.

Em 1974, já com a JARBA transformada em JAPA (Junta Autónoma do Porto de Aveiro),"Plano Director de Desenvolvimento e Valorização do Porto e Ria de Aveiro”, é apontado no sentido de deslocar os terminais portuários, para próximo da entrada da Barra, local onde ainda hoje se localiza a mais importante estrutura comercial do Porto de Aveiro.

O ano de 1998, é mais um novo marco para a história do Porto, com a transformação de JAPA em APA (Administração do Porto de Aveiro, S.A.) é-lhe reconhecido o estatuto de porto de âmbito nacional, e com as novas competências que lhe foram atribuídas, a APA, S.A., procede à revisão do “Plano de Ordenamento e Expansão do Porto de Aveiro”, incluindo a ligação do Porto de Aveiro à Linha do Norte, bem como a conclusão e melhoria das infra-estruturas.


Nos dias que correm, a APA, S.A, é uma empresa empenhada, que assume como missão facultar o acesso competitivo de mercadorias aos mercados regionais, nacionais e internacionais, promovendo assim o desenvolvimento económico da região.

Mar Mediterrâneo: Um Tesouro Mundial

Coris julis sobre a erva marinha "Zostera"

O Mar Mediterrâneo pode ser considerado um tesouro a nível mundial. Prados ricos em ervas marinhas e recifes rochosos dominam a zona costeira, enquanto cordilheiras de montanhas subaquáticas, águas frias e trincheiras dominam o seu leito marinho.

O Mar Mediterrâneo representa menos de 1% dos oceanos deste planeta, no entanto habitam nele cerca de 10.000 espécies - o que constitui cerca de 9% da biodiversidade a nível mundial.Contudo o excesso de pesca, a pesca destrutiva (incluindo o uso continuado de redes de deriva), a poluição e o crescente desenvolvimento costeiro estão permanentemente a destruir este tesouro.

Fonte: Greenpeace.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Porto de Aveiro: Abril 5º melhor mês de sempre

No passado mês de Abril, no Porto de Aveiro movimentaram-se 316.996,9 toneladas de mercadorias. Foi o quinto melhor mês de sempre e o melhor Abril de sempre. Pelo Porto de Aveiro passaram 96 navios. Registou-se crescimento no tráfego de mercadorias, em relação a igual período de Janeiro a Abril de 2007. Pela primeira vez em 2008 passando a situar-se em terreno positivo, aumento de 2,95%.

A carga geral e os granéis líquidos apresentaram um crescimento muito significativo de, respectivamente, 20,60% e 15,62%, compensando o desempenho negativo, em 18,26%, dos granéis sólidos. O clinquer continua a liderar o top das mercadorias mais movimentadas (9,2% do total), registando também o maior crescimento em relação ao ano passado (50,6%).
Quanto a grupos de mercadorias, são os produtos metalúrgicos e florestais que mais se destacam, com, respectivamente, 22,0% e 19,4% do total das mercadorias movimentadas.


Fonte: Porto de Aveiro: Newsletter n.º 140.

Um passeio pela região....






segunda-feira, 19 de maio de 2008

As Marinhas de Sal

Copia de uma parte da Planta indicativa do Plano d'Obras para o melhoramento da Barra de Aveiro: Projecto de 26 de Fevereiro de 1874.

Fonte: Catalogo Exposição "A Barra e os Portos da Ria de Aveiro 1808 - 1932"

Exposição Coimbra: A Barra e os Portos da Ria de Avreiro 1808-1932


A Barra e os Portos da Ria de Aveiro em exposição na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra

Na próxima quarta-feira, pelas 18 horas, na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (BGUC), vai proceder-se à inauguração da exposição “A Barra e os Portos da Ria de Aveiro 1808 – 1932, no Arquivo Histórico da Administração do Porto de Aveiro”.

Patente na Sala de S. Pedro até 14 de Junho, a exposição comissariada por João Carlos Garcia e Inês Amorim (ambos professores da Faculdade de Letras do Porto), cumpre em Coimbra a primeira etapa de um circuito de itinerância pela Península Ibérica. Etapa que resulta de parceria entre a BGUC, a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC), a Administração do Porto de Aveiro e a Câmara Municipal de Aveiro.

Integrada no programa comemorativo do Bicentenário da abertura da Barra de Aveiro (3.04.1808), é composta por documentos do Arquivo Histórico do Porto de Aveiro, empresa que, segundo José Luís Cacho, Presidente do Conselho de Administração, “decidiu libertar o seu património histórico-documental da clausura que o agrilhoava em inútil penumbra, fomentando-se, a partir de agora, o seu usufruto pela comunidade”.

O programa da inauguração abre com palavras de boas vindas do Director da BGUC. Segue-se a intervenção de Fernando Rebelo, subordinada à epígrafe “O Instituto de Estudos Geográficos da FLUC e as investigações sobre a Ria de Aveiro”.

Quinze minutos mais tarde, Inês Amorim falará do livro de sua autoria, “PORTO DE AVEIRO: Entre a Terra e o Mar”. O acto inaugural encerra com a apresentação da exposição por parte de João Carlos Garcia, seguida de visita aos cinco núcleos do espólio patente na majestosa Sala de S. Pedro.

Aos núcleos originais da Exposição:

“I – A RIA DE AVEIRO”;

“II – A BARRA DE AVEIRO”;

“III – A NAVEGABILIDADE DA RIA DE AVEIRO”;

“IV – AS MARINHAS DE SAL DA RIA DE AVEIRO”.

Acrescentou-se, em Coimbra:

"V - mapas da colecção particular de Nabais Conde, professor da FCTUC".


“Aproveitando a belíssima colecção do Professor Doutor Carlos Alberto Nabais Conde, seleccionámos alguns mapas dos séculos XVII e XVIII que podem ajudar na compreensão do que ia acontecendo com o evoluir desta grande forma litoral”, afirma o ex-Reitor e catedrático da FLUC Fernando Rebelo, que elaborou texto disponível em desdobrável, recordando o “grande geógrafo português Amorim Girão, Doutor pela Universidade de Coimbra, após a elaboração, apresentação e defesa de uma tese sobre a Bacia do Vouga”.

“A documentação do Arquivo do Porto de Aveiro concentra as diferentes valências deste porto flúvio-marítimo” – adianta Inês Amorim, detalhando: “Por um lado, registos como mapas, cartas, projectos, desenhos e respectivas memórias, a escalas diferenciadas, numa quantidade e variedade imensurável, resultam das opções e procedimentos técnicos e interventivos no porto, na cidade e na Ria. Por outro, a documentação de carácter administrativo, que inclui as actas das sucessivas administrações, livros de receitas (fiscais) e de despesas, e os relatórios de actividades, cuja natureza evoluiu à medida que a legislação e os regulamentos o exigiam. Depois, a fotografia, pelo menos desde a década de 30, documenta obras e recursos, sítios de embarque e desembarque de materiais e mercadorias, ou, ainda, imagens aéreas da barra e porto. Finalmente, os objectos atestam técnicas empregues, quer no conhecimento das marés na Ria e na embocadura da barra, quer nas obras portuárias”.

“É este conjunto, diversificado, que compõe o Arquivo da Administração do Porto de Aveiro”, acrescenta a reputada investigadora. “Se, a complementar Biblioteca, contém um acervo de obras impressas relativas a obras portuárias, nacionais e estrangeiras, justificadas pelos interesses das equipas técnicas e de engenharia, acrescentam-se muitas outras, sobre as actividades económicas e ambientais, gerais e locais, geradas e geradoras, das dinâmicas sócio-económicas”.

O livro de Inês Amorim e o catálogo da exposição encontram-se disponíveis para venda. O Porto de Aveiro disponibiliza visita virtual à exposição (imagens panorâmicas e cilíndricas, com rotação a 360º, da autoria de Romeu Bio, em http://www.op.com.pt/apa1/).

Fonte: Porto de Aveiro: Newsletter n.º 140.

Armadas que de Portugal passaram à Índia...

Memórias das Armadas - Armada de 1538

Partiu Pedro Álvares Cabral para a Índia, em 9 de Março, por capitão de treze velas - naus, navios, caravelas -, das quais, com temporal rijo que lhe deu na travessa do Brasil para o Cabo da Boa Esperança, se perderam quatro; e de todas estes capitães:

Luís Pires - arribou a portugal;

Gaspar de Lemos - de Santa Cruz, terra do Brasil, tornou a Portugal com nova do descobrimento dela;

Pêro Dias - com a tormenta foi ter a Mogadixo, junto ao Cabo de Guardafui, e à tornada se encontrou com Pedro Álvares Cabral no cabo Verde;

Pêro de Ataíde - Pêro de Ataíde; à tornada se perdeu nos baixios de São Lázaro e com a gente salva foi ter a Melinde;

Vasco de Ataíde - perdido com a tormenta;

Pedro Álvares Cabral;

Nicolau Coelho, Nuno Leitão;

Simão de Miranda - abalroou na tormenta com Pedro Álvares Cabral, e milagrosamente se salvaram;

Aires Gomes da Silva - perdido com a tormenta;

Simão de Pina - perdido com a tormenta;

Sancho de Tovar - em tornada para Portugal se perdeu com o vento rijo travessão em um baixo perto da costa de Melinde, e, depois de toda a gente ser salva, lhe puzeram fogo;

Bartolomeu Dias - perdido com a tormenta.


Fonte: Biblioteca Digital Nacional

domingo, 18 de maio de 2008

"Ode aos 200 anos da abertura da Barra".


Peça musical "Ode aos 200 anos da abertura da Barra" composta por Rui Pinto Teixeira e actuação do Grupo Coral da Casa do Pessoal do Porto de Aveiro.

Direcção: Maestro Artur Pinho.
Grupo Coral acompanhado de quinteto de sopro.

Porto de Aveiro: Entrega de Prémios "Porto de Encontro"




Comemorações do Bicentenário da abertura da Barra de Aveiro. Entrega de prémios aos vencedores do concurso de fotografia "Porto de Encontro".

Gentes da Terra: Prof. João Moço Reigota

Prof. Reigota


Neste mês de Maio, marcado por vários festivais, nomeadamente o 12º Festival de Folclore Primavera, realizado no âmbito do 1º de Maio - Dia do Trabalhador, dedicamos este espaço ao Prof. João Reigota, pelo seu trabalho realizado em prol da preservação dos valores culturais ilhavenses, muito em especial ligados à etnografia e ao folclore.

Nascido a 13 de Setembro de 1941, na Gafanha da Boavista, Freguesia de S. Salvador, João Reigota ali passou a mocidade, ocupando os seus tempos livres na convivência com os amigos, a jogar futebol ou a pescar num “chinchorro”, que mais tarde viria a ser seu. Frequentou a Escola Primária na Gafanha de Aquém e prosseguiu os seus estudos durante mais 5 anos no Colégio de Ílhavo. Decidido a enveredar pela carreira do Ensino, João Reigota concluiu o curso de Professor do Magistério Primário de Coimbra.

Chamado ao serviço militar, passou por Mafra, Vila Real e Abrantes, tendo sido posteriormente mobilizado para as ex-províncias ultramarinas da Guiné e Cabo Verde. Após a sua passagem à disponibilidade, iniciou funções docentes na Escola n.º 2 Sul da Gafanha da Encarnação, onde leccionou durante 32 anos.

Para além do Ensino, o Prof. João Reigota sempre demonstrou um grande dinamismo, lutando em prol da população da Gafanha da Boavista. Em 1977, encabeçou a Comissão de Moradores e diligenciou junto do então Capitão do Porto de Aveiro, da Fábrica da Vista Alegre e da Câmara Municipal de Ílhavo para que se procedesse à construção da ponte que liga a Boavista à Vista Alegre, tendo participado igualmente na construção do Centro Cultural e Recreativo da Gafanha da Boavista, inaugurado em 1978.

Presidente da Casa do Povo de Ílhavo, desde 1973, o Prof. João Reigota impulsionou a criação do Rancho Regional da Casa do Povo. Tudo aconteceu na sequência de uma esta de Natal realizada em 1983, no Centro Cultural da Gafanha da Boavista, onde um grupo de jovens da terra presentou algumas danças de folclore. O projecto de avançar com um Rancho Folclórico foi bem recebido por todos, tendo, dois anos mais tarde, após uma exibição em Corticeiro de Cima, integrado a Federação Nacional de Folclore, realizando desde então uma média de 30 festivais por ano.

Com uma grande aptidão para a cozinha e apreciador do fiel amigo, o Prof. João Reigota foi um dos fundadores da Confraria Gastronómica do Bacalhau (1999), com o objectivo de divulgar e promover a confecção do bacalhau e a gastronomia do Município de Ílhavo, contribuindo, assim, para o seu processo de afirmação enquanto Capital do Bacalhau, nomeadamente através da realização anual das Tasquinhas de Ílhavo, mantendo ainda hoje o título de Grão Mestre.

Foi pelo trabalho notável que tem desenvolvido ao nível da preservação e da promoção dos valores da história e da cultura do Município, muito em especial no que respeita à gestão do Rancho Regional da Casa do Povo de Ílhavo, assim como de outras actividades associativas e comunitárias, sendo um exemplo de Dirigente Associativo dedicado e empenhado na dinamização social do Município, que a Câmara Municipal de Ílhavo agraciou o Prof. João Reigota com a Medalha de Mérito Cultural, no âmbito das Comemorações do Feriado Municipal de 2007.

Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo - Agenda "Viver em"

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Modelismo Náutico: Bacalhoeiro "Inácio Cunha"

Autor: c. Vasconcelos

Gostava de um dia me aventurar a construir uma réplica deste género. Sei que é um trabalho bastante minucioso, que requer alguma habilidade, concentração e bastante paciência... talvez seja o meu próximo desafio, quem sabe ;)

Esta maravilha, é da autoria de c. Vasconcelos, trata-se de uma réplica do Bacalhoeiro Inácio Cunha.

Este primeiro Bacalhoeiro, foi mandado construir em 1945, no estaleiro Naval de José Maria Bolais Mónica, na Gafanha da Nazaré, tinha o casco em madeira, não congelava, e tinha apenas um porão para o salgado. Tinha de comprimento cerca de 46,60 m e a potência do motor era de 550 HP.
No entanto passados alguns anos, este Bacalhoeiro viria a afundar-se ao largo da Gronelândia, depois de um violento incêndio...

Vamos recordar:

"Sem a menor possibilidade de ser socorrido, todo o dia o "Inácio Cunha" se manteve envolto em grandes labaredas e espesso fumo, sacudido a espaços por violentas explosões, acabando por se afundar às duas horas e trinta minutos do dia trinta do mês de Agosto de mil novecentos e sessenta e seis, com todos os seus pertences e carga que constava de onze mil e oitenta quintais de bacalhau frescal, trinta e duas toneladas de óleo de fígados de bacalhau, dezanove toneladas de caras, sete toneladas de línguas, lombos e samos de bacalhau, dez toneladas de lula japonesa, cinco toneladas de cavala norueguesa, quarenta toneladas de sal, bem como todos os haveres da tripulação, que não foi possível salvar."


"O pânico gerou-se a bordo e só com muita dificuldade o Capitão, auxiliado pelos seus principais, conseguiu que a operação de arriar os botes se processasse em boa ordem. Vendo a tripulação mais calma, tentou o Capitão entrar no seu camarote para salvar a documentação do navio, mas isso foi-lhe impossível, dado que o camarote, situado mesmo por cima da casa das máquinas, se encontrava cheio de fumo e o calor ser insuportável. Pelas cinco horas e trinte minutos do mesmo dia, já com a tripulação a salvo, resolveu o Capitão com os seus Principais abandonar o navio, verificada a impossibilidade da sua salvação e porque se temia a todo o momento qualquer explosão nos tanques de gasoil. Recolheu-se a bordo do navio "Soto Mayor", onde já estava toda a sua tripulação. O Capitão do "Soto Mayor" informou o navio-hospital "Gil Eannes", que se encontrava em Holsteinsborg, do que se estava a passar com o "Inácio Cunha". Pelas quatorze horas do mesmo dia ouviu-se de bordo do "Inácio Cunha" uma violenta explosão acompanhada de grande erupção de chamas e tendo a seguir caído o mastro de ré. Pelas desassete horas foi dada ordem para que todos os tripulantes passassem para bordo do "Gil Eannes", que entretanto chegara ao local do sinistro. "

Depois deste acontecimento e com o dinheiro da seguradora, foi projectado um novo Inácio Cunha, a pedido do armador, este já bem mais evoluído... Em aço, com porão para os salgados e para os congelados...

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Selos: 200 anos Chegada da Família Real ao Brasil


Os 200 anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil foram assinalados pelos CTT através de uma emissão filatélica alusiva ao tema.

Foi no dia 7 de Março de 1808 que a família real aportou no Rio de Janeiro, salvando a soberania nacional na sequência da invasão das tropas francesas comandadas por Napoleão. Milhares de portugueses acompanharam o Príncipe Regente D. João, a Rainha D. Maria I e os seus dois filhos, os infantes D. Pedro e D. Miguel, numa viagem pioneira do continente europeu para o americano. Os destinos nacionais foram comandados desde o Brasil pelo Príncipe Regente D. João, que é proclamado Rei em 1818, o primeiro a ser aclamado na América.

A decisão de transferir a corte nacional para o Brasil e a sua importância estratégica no rumo da História de Portugal é agora enaltecida em selo, numa emissão da autoria de José Luís Tinoco composta por dois selos de tarifas Nacional e Internacional até 20 gramas.

Fonte: CTT

Aveiro: O melhor local para viver

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Visita à exposição: Mostra Filatélica do Mar III


Fragata D. Fernando II e Gloria - Construída em Damão em 1842, última Fragata exclusivamente à vela, da Marinha de Guerra.

Emissão 1997 - Fragata D. Fernando II Naus da Carreira das Índias.
Obl. 1º Dia 12-02-1997 Lisboa, onde se perdeu num incêndio.

Arquivo APA: Projecto de melhoramento da Barra



Projecto de melhoramento da Barra e estuário do Vouga em 1925, da autoria do Engenheiro António Craveiro Lopes.



Fonte:Porto de Aveiro.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Geminação com Gijón dá frutos...

APA e o Centro de Seguridad Marítima Integral Jovellanos celebram acordo

Porto de Gijón

Porto de Aveiro

No passado dia 9 de Maio, a APA e o Centro de Seguridad Marítima Integral Jovellanos (Espanha), assinaram um protocolo de colaboração tendo em vista o desenvolvimento e execução de projectos de investigação e estudos destinados a encontrar soluções para a problemática do sector marítimo portuário, assim como em projectos que permitam a reciclagem dos profissionais da APA, S.A., mediante adequada formação.

O acordo foi assinado por José Luís Cacho, Presidente do Conselho de Administração da APA, e por Enrique Fernandez Pérez, representando este o Centro de Seguridad Marítima Integral Jovellanos, no exercício de poderes delegados pelo Conselho de Administração da Sociedad Estatal de Salvamento y Seguridad Marítima.

Através dos mecanismos estabelecidos no acordo, o Centro Jovellanos, que dispõe de uma vasta equipa de profissionais, técnicos e de equipamento de simulação, realizará, mediante solicitação e por conta da administração do porto de Aveiro, a assistência técnica e estudos de manobrabilidade de navios no porto de Aveiro; o estudo e a digitalização de diversos cenários de entradas e saídas do porto, bem como o desenvolvimento de planos de formação dirigidos aos profissionais que executam essas manobras.

Por seu turno, e para viabilização do ponto anterior, a APA facultará ao Centro Jovellanos a cartografia existente, assim como a informação sobre ventos locais, fotografias aéreas do porto e demais dados complementares que se revelem necessários à elaboração dos cenários e estudos de manobrabilidade referidos.

Prevista também a colaboração estreita no que se refere ao planeamento de cursos e na concepção de material didáctico, com especial ênfase em aspectos inovadores dos mesmos e na aplicação de novas tecnologias aos planos formativos.

Para a prossecução do acordo vai ser constituída uma comissão conjunta, formada por dois representantes da Administração do Porto de Aveiro e outros dois do Centro Jovellanos. Esta comissão poderá propor a extensão do acordo de colaboração a novos campos de actuação.

Este protocolo surge no seguimento da geminação do Porto de Aveiro com o Porto de Gijón, começando já a evidenciarem-se resultados concretos desta ligação entre as duas administrações portuárias.


Fonte: Porto de Aveiro: Newsletter n.º 139.