200 anos da Barra de Aveiro

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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Memórias IV

Foto de Dr. João de Oliveira - Antiga estrada da Sacor


Foto de Dr. João de Oliveira - Entrada da Barra

Barra: Marina pode ser um projecto de Potencial Interesse Nacional

Vão quase quatro anos que o projecto da Marina da Barra foi travado pelo então governo social-democrata, por razões ambientais. O consórcio não desistiu e agora há a possibilidade de ganhar o estatuto de projecto de Potencial Interesse Nacional (PIN) facilitando o seu avanço.

Existe a possibilidade do projecto da Marina da Barra, travado em 2004 pela Secretaria de Estado do Ambiente, pelo anterior governo social-democrata, vir a ser abrangido pelo estatuto de projecto de Potencial Interesse Nacional (PIN). Esta seria uma forma de possibilitar o avanço deste projecto, um investimento de um consórcio que ainda não desistiu de avançar com o empreendimento, passados quase quatro anos do chumbo ambiental.

Esta possibilidade circula, em termos genéricos, nos meios políticos, sendo matéria confidencial na Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), que coordena estes projectos. O projecto tem «razões enquadráveis no que é considerado PIN», disse ao Diário de Aveiro o deputado socialista de Aveiro, Afonso Candal. Além deste enquadramento, o deputado defende a inclusão da marina no recém-anunciado Polis para a Ria de Aveiro, que reunirá ouros projectos.
«Deixar a marina de fora do Polis seria indefensável», sustenta Afonso Candal.

Ser considerado um PIN permite que o projecto não esteja «sujeito a tanta burocracia», justifica e alcançar aquele estatuto seria «conseguir desencalhar» o que ficou travado, conclui. O Sistema de Reconhecimento e Acompanhamento de Projectos de Potencial Interesse Nacional, «pretende favorecer a concretização de projectos de investimento, assegurando um acompanhamento de proximidade, promovendo a superação dos bloqueios administrativos e garantindo uma resposta célere, nomeadamente em matéria de licenciamento e acesso a incentivos financeiros e fiscais», segundo se lê no «site» do AICEP.

Depois do chumbo do projecto em 2004 - o parecer da Comissão de Avaliação Técnica de Estudo de Impacte Ambiental apontou para a previsão de «impactes negativos, muito significativos, não minimizáveis e irreversíveis» - as últimas declarações públicas sobre este investimento foram proferidas há cerca de um ano. A 30 de Janeiro do ano passado, o presidente da Câmara de Ílhavo, Ribau Esteves, acreditava de que o projecto da marina da Barra seria, finalmente, desbloqueado. Também há um ano, Afonso Candal, no final de uma visita a Ílhavo dos deputados do PS eleitos pelo distrito de Aveiro, disse que o Governo estava «aberto a discutir o projecto». Afonso Candal e o presidente da Câmara de Ílhavo, o social-democrata Ribau Esteves, são dois defensores da construção da marina, mas parece não estarem totalmente de acordo. Logo após a declaração do socialista, o líder da autarquia ilhavense acusou o deputado de fazer «circo político». Em Fevereiro de 2007, o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, referia-se à possibilidade de viabilizar o projecto, caso fossem «salvaguardadas as questões legais e de respeito pelo ambiente».

A ideia divide e une figuras do mesmo e de partidos diferentes e originou movimentos de contestação, sobretudo pela dimensão da componente imobiliária associada à marina.
Fonte: Diário de Aveiro.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

"Praia Nua" de Armando Pereira da Silva

Foto: Costa Nova possivelmente em finais do séc XIX.

«Amanhã, vais ter comigo à praia, vais?
No dia seguinte, era feriado e realizava-se a festa dos pescadores da Costa Nova. A tarde estava quente quando entrei no autocarro para lá. O céu era azul, aquele azul através do qual nos parece descortinar o iodo característico. Atravessei a Gafanha por entre alas enormes de bicicletas e outros meios de transporte, em pro­cura, toda a gente, das praias e da romaria. Foi nessa viagem que conheci aquela com quem brevemente me vou casar.»

Excerto de “PRAIA NUA” - 1963 in Contos, Armando Pereira da Silva

Costa Nova: Mercado já pode vender marisco cozido

A comercialização de marisco cozido voltou ao Mercado Municipal da Costa Nova, cinco meses depois da proibição pela ASAE em Setembro último e da «criação de todas as condições formais na Cozinha dos Armazéns Gerais da Câmara para a transformação do marisco, local que a Câmara Municipal desde logo disponibilizou para este fim, atendendo à incapacidade demonstrada pelos operadores em encontrarem eles próprios uma solução que cumprisse as determinações legais inerentes à transformação deste tipo de produto».

Nesta fase, a comercialização de marisco cozido será efectuada aos Sábados, Domingos e Feriados.Segundo comunicado da autarquia, «a atribuição a esta Cozinha do Registo de Número de Controlo Veterinário, emitido pela Direcção Geral de Veterinária no passado dia 20 de Fevereiro, (após as devidas intervenções e vistorias), (…) foi possível, apenas 3 dias depois, retomar esta actividade tão importante para o Mercado da Costa Nova, para a comunidade local e para o Município de Ílhavo».

Segundo comunicado,o uso da Cozinha é «regida por um conjunto de regras claras e bem definidas, a cumprir escrupulosamente por todas as partes envolvidas no processo, e numa lógica temporária, até à activação da Cozinha do Mercado Municipal da Costa Nova, a implementar na obra de ampliação do referido Mercado».Para o efeito, a Câmara aprovou em reunião do Executivo Municipal de 25 de Fevereiro, o “Contrato de Prestação de Serviços de Transformação e Acondicionamento de Marisco e Condições de Venda de Marisco Transformado no Mercado da Costa Nova”. Segundo a autarquia, «entre outras obrigações, irão suportar os custos inerentes a esta operação».

Fonte: Online News.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Ovos Moles de Aveiro

Os Ovos Moles são apenas mais uma maravilha que caracteriza o concelho de Aveiro.
Já Eça de Queirós fazia referência a este doce, na sua obra “Os Maias”.

"São seis barrilinhos de ovos moles de Aveiro. É um doce muito célebre, mesmo lá fora. Só o de Aveiro é que tem chique... Pergunte Vossa Excelência ao Carlos. Pois não é verdade, Carlos, que é uma delícia, até conhecido lá fora?
— Ah, certamente — murmurou Carlos — certamente..."


Esta doçaria tradicional, confeccionada apenas com gema de ovo, açúcar e água, deve o seu aparecimento às freiras dos conventos existente na zona de Aveiro até ao séc. XIX. Depois de extintos os conventos, o fabrico dos Ovos Moles manteve-se graça às senhoras que foram educadas pelas freiras.

A sua comercialização é feita em Barricas de madeira, porcelana ou faiança, pintadas exteriormente com motivos alusivos à Ria de Aveiro, como os barcos moliceiros, saleiros, palheiros de marinhas as salinas etc., ou então envolvidos em obreias (hóstia), moldados em diversas formas de elementos marinhos, amêijoas, peixes, búzios …

A receita que surgiu das cozinhas conventuais, tem sido mantida ao longo das várias gerações e Aveiro é a detentora dos mais autênticos Ovos Moles, conhecido e muito apreciados quer a nível Nacional quer a nível Internacional…

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Jardim Oudinot - Início de Obras

As tão esperadas obras de requalificação urbana e ambiental do Jardim Oudinot, já começaram... Ontem tive oportunidade de lá passar, e vi alguma movimentação por aquelas bandas. Todos estamos ansiosos para ver o resultado final… Até lá, resta-nos aguardar a conclusão das obras, para depois podermos desfrutar de toda aquela belíssima zona, que já há muito merecia um tratamento digno.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Memórias III

Junho 1922 - O Farol da Barra

Maio 1922 - Um belo lanche, na Praia da Barra

Setembro 1926 - Praia da Barra


INAG vai lançar concurso público: Reabilitação da Vagueira


INAG vai lançar concurso público: Reabilitação da Vagueira arranca em Setembro

O Instituto da Água vai lançar concurso público para avançar com a reabilitação e defesa da praia da Vagueira. Com um preço base de 1,9 milhões de euros, a intervenção deverá arrancar em Setembro

Destinado a acautelar, por um «período dilatado», o processo erosivo na praia da Vagueira, o Instituto da Água (INAG) vai lançar um concurso público para reabilitação dos esporões Norte e Sul e defesa aderente daquela praia. Com o preço base de 1,9 milhões de euros, o concurso será publicado, dentro de dias, em Diário da República.

O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara de Vagos, que reuniu recentemente com responsáveis do Ministério do Ambiente, para tratar de questões relacionadas com o Programa Operacional da Orla Costeira (POOC). Da reunião de trabalho fez ainda parte o projecto de defesa e requalificação da orla costeira, para as praias da Vagueira e Labrego.

Segundo Rui Cruz, as iniciativas são «volumosas em termos financeiros» e encontram-se definidas no programa oportunamente anunciado pela Tutela. A calendarização da obra foi acordada com a autarquia, na sequência de instruções dadas pelo ministro do Ambiente e Ordenamento, devendo as obras arrancar depois da época balnear, «no final de Setembro ou, o mais tardar, em Outubro».
«O prazo era espectável já que, por força da lei, as obras não poderiam ser feitas dentro da época balnear», explicou Rui Cruz, lamentando que da empreitada volte a ficar de fora a transferência de inertes, desde sempre reclamada pela autarquia.
De acordo com o presidente da Câmara de Vagos, há ainda a possibilidade de vir a ser implementado um projecto camarário, para «completar algumas das lacunas», que a empreitada tem em relação ao POOC. «O projecto tem parecer favorável do INAG», disse Rui Cruz.

A intervenção, segundo aquele edil, visa ajudar a travar a erosão «nas próximas três décadas». Contudo, acrescentou, é necessário consultar o POOC «para ver se é ou não suficiente», dado que sendo o processo erosivo «galopante se não se fizer nada», os elementos (sol, chuva, mar e vento), «continuarão sempre a existir».


Fonte: Diário de Aveiro.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Passos de Sal...



A Exposição de escultura, cerâmica e de fotografia Passos de Sal de Teresa Pedroso e Carolina Figueiredo, será inaugurada este Sábado, dia 23 de Fevereiro, às 16.30 horas, na Galeria da Capitania.

Promovida pela Câmara Municipal de Aveiro, a Exposição de escultura, cerâmica e fotografia Passos de Sal estará patente até 23 de Março, na Galeria da Capitania, em Aveiro, podendo ser visitada de Terça-feira a Domingo, das 14.00 às 19.00 horas. Tem entrada livre.

A exposição Passos de Sal é o reflexo de criação estética das esculturas de Carolina Figueiredo e Teresa Pedroso. Os trabalhos traduzem o sentir por Aveiro, memórias de passagens partilhadas que permitiram redescobrir e incorporar objectos e matérias que se situam na memória colectiva.

Carolina Figueiredo nasceu em Viseu. Tirou Licenciatura em Artes Plásticas, Escultura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Fez parte Curricular do Doutoramento em Arte Pública da Faculdade de Belas Artes da Universidade Politécnica de Valência, em Espanha, em 2004. Tem promovido diversas exposições individuais e colectivas, nomeadamente, de joalharia.

Teresa Pedroso nasceu no Porto. Possui Licenciatura em Artes Plásticas, Escultura da Escola Belas Artes do Porto. Tem participado em inúmeras mostras de cerâmica, escultura e gravura e tem proferido diversas palestras relacionadas com as Artes Plásticas.


Fonte: Câmara Municipal de Aveiro.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

No Mar...

No Verão passado, quem teve a possibilidade de passar pelo Bar Esplanada, na Praia da Vagueira, pôde maravilhar-se com as fantásticas exposições organizadas pelos Nadadores Salvadores. Por isso, hoje decidi trazer até ao Barramar.blog, uma pequena amostra dessas exposições.
Aproveito ainda para agradecer à Neva – Núcleo Empresarial de Vagos, a autorização para divulgar as fotos..
Este ano, estarei à espera de mais exposições…

"Portugal Submerso"
Fotos: A.S.

"Recriação Arte Xávega"
Fotos: Carlos Mendes






Ode musical inédita nos 200 Anos da Abertura da Barra

Rui Paulino Pinto Teixeira concluiu já os trabalhos de composição da ode musical inédita destinada a comemorar o Bicentenário da Barra de Aveiro, tendo a mesma sido entregue recentemente ao Conselho de Administração da APA.

A obra musical reputa-se de inquestionável valor para o património marítimo-cultural do Porto de Aveiro, constituindo um marco de inegável interesse cultural para a história deste Porto.

A obra destina-se a ser apresentada em concerto com solistas, coros, orquestra e direcção musical de um maestro.


Fonte: Porto de Aveiro.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

De pedra em pedra - por Manuel Olívio da Rocha

Manuel Olívio da Rocha, um gafanhão, já há muitos anos radicado no Porto, recorda com "graça" as suas brincadeiras de infância, passada na Gafanha da Nazaré, junto da Ria.

Postal: Cambeia e Farol em 1927


"De pedra em pedra, saltávamos, quando brincávamos na Ria.

Se queríamos atravessar um rego mais fundo, para não molhar os fundilhos das calças, qual era a solução? Saltar de pedra em pedra.

Mas quando acontecia irmos, de pedra em pedra, em busca de larotes, de camarão e, por vezes, de uma enguiazita. Que festa! Com todo o cuidado, as mãos avançavam e, de repente, zás! : – Ó tu, apanhei mais um!
E agora me lembro que palmilhávamos toda uma «praia», e, ainda de pedra em pedra, mas para as virar e, com a respiração suspensa, aguardar o safio que saía de lá debaixo.

Ah!, meus amigos, acreditai que era o melhor desporto que me podiam oferecer – o esperar que a maré descesse, o avançar cauteloso, o virar a pedra e, com agilidade, tentar agarrar o peixito que se esgueirava. Depois, chegar a casa e a Mãe regalar o gato com a nossa rica pescaria! Ele era cada uma!

Mas ir de pedra em pedra, por vezes era sinal de toda uma janela sem vidros. Este «desporto» é que nunca foi do meu agrado – sê-lo-á para alguém? Mas, um dia – diz a história que «há sempre um dia» -, indisposto com um galo que fugiu do capoeiro, peguei numa caliça e, trás!, lá se foi o vidro da Mercília! Ah, «coça abençoada»! Coitado de mim. E o galo, cá! cá! cá!, ainda parecia estar a fazer troça! Ai, ele é isso?! Espera… O que te ‘safou’ foi não haver mais pedras…"

In: Boletim Cultural da Gafanha da Nazaré N.º 1 - 1.º Semestre de 1985 - Ano I.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Memórias II


Ponte de Madeira que serviu de passagem entre o Jardim Oudinot e a Barra até 1975. Do lado direito podem ver-se vestigios de uma primeira ponte.

Em Março de 1885, iniciou-se a construção do Farol da Barra. A sua inauguração foi a 31 de Agosto de 1893.

Inês Amorim lança "Porto de Aveiro - Entre a Terra e o Mar"

«Acho que a história dos portos de Portugal é uma história por fazer», refere Inês Amorim, autora do livro «Porto de Aveiro – Entre a Terra e o Mar», que tem procurado contrariar essa condição. As comemorações do bicentenário da abertura da barra de Aveiro tornaram-se no cenário ideal para a apresentação do seu mais recente livro.

«Porto de Aveiro – Entre a Terra e o Mar» – o título do livro é suficientemente lato para abranger tudo, sobretudo, para expressar que este é apenas o princípio da investigação, explica Inês Amorim, autora da referida obra, que será apresentada no dia 3 de Abril, naquele que será um dos momentos chave das comemorações do bicentenário da abertura da barra de Aveiro. Docente de história há 25 anos na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Inês Amorim não é estreante na investigação em assuntos marítimos – na sua tese de doutoramento já tinha tido contacto com a documentação portuária. «Sal, pescas, portos – é a minha área de estudo», enumera a escritora, que já teve intervenção em diversos projectos, como é o caso do «Hisportos».

«A história do Porto de Aveiro é, do meu ponto de vista, a história da manutenção da barra – que é um processo difícil de se fazer. Desde 1808, a barra manteve-se no local em que se encontra actualmente, mas a partir das obras de abertura, desenvolveu-se um outro processo para tentar manter esta barra e corrigir alguns aspectos que não foram conseguidos, porque o processo de assoreamento continuou a existir», argumenta a investigadora. «É um processo muito rico, do ponto de vista das relações entre os poderes locais, a população local e os interesses nacionais. Por isso, a história da barra é uma história muito dinâmica», defende Inês Amorim. Após as investigações realizadas, Inês Amorim garante que a abertura da barra teve «um impacte felicíssimo. Os seis anos, de 1802 a 1808, foram tempos duríssimos e, ao mesmo tempo, períodos de paixões, em que as pessoas ora adoravam o engenheiro responsável pela obra, ora o ameaçavam, porque não se podia fazer sal, nem produzir pão, nem navegar. Não se podia fazer praticamente nada». A autora do livro classifica aquela época como «terrível», cheia de dificuldades, mas ao mesmo tempo extremamente rica.

Em plenas invasões francesas, em 1808, o Porto de Aveiro tornou-se num ponto estratégico, passando, por isso, a existir apoio por parte do poder central no sentido de prosseguir com a obra. Tal como conta a historiadora, Luís Gomes de Carvalho, engenheiro, chegava a referir-se à abertura da barra como a um segundo dia da «criação».

Fonte: Porto de Aveiro

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Portugal na época da Abertura da Barra de Aveiro II

Palestra proferida pelo Director do Museu da Marinha, Comandante Rodrigues Pereira, no âmbito das comemorações do Bicentenário da Abertura da Barra de Aveiro.

Edifício da antiga Capitania, Aveiro, 15.12.2007.

Clique na Imagem para assistar ao Slide.



Foi efectuada a 1ª Operação na Ponte 26 do Terminal de Granéis Líquidos


Foi no passado dia 22 de Janeiro de 2008, que operou pela primeira vez na Ponte 26 do novo Terminal de Granéis Líquidos, o navio “Samistal”. Este navio, com cerca de 93 metros de comprimento, descarregou 2.985 Toneladas de Biodiesel de Colza, destinado à empresa PRIO Combustíveis. A operação decorreu entre as 17:30 horas do dia 22 e as 07:30 horas do dia 23 de Janeiro.

Fonte: Porto de Aveiro.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Ria de Aveiro a votos - EU JÁ VOTEI !!!


Já é possível votar on line nas «Sete novas maravilhas naturais do mundo» aqui e a Região de Turismo Rota da Luz apresentou «com sucesso» a candidatura da Ria de Aveiro.

Segundo comunicado da Rota da Luz, «após análise e verificação do processo de candidatura, a Ria de Aveiro foi entendida pela organização “New 7 Wonders” como uma área natural de elevado valor ambiental, tendo sido de imediato adicionada à listagem de maravilhas naturais candidatas».

Fazem parte do comité de apoio à candidatura da Ria de Aveiro – New Seven Wonder of Nature, entidades públicas e organismos oficiais. «No entanto e dado o enorme entusiasmo espoletado, a constituição do comité de apoio mantém-se em aberto, procurando abarcar o maior número de participantes», segundo o comunicado.

«A apresentação da RIA DE AVEIRO enquanto espaço de água de interesse mundial, no qual se verificam múltiplas realidades e vivências ambientais, com extraordinários recursos naturais é importante para promover a difusão do seu conhecimento e revela o potencial turístico da região de Aveiro», diz também o comunicado...

Entretanto, encontram-se em preparação, acções «que irão comunicar o valor estético da Ria de Aveiro no contexto da candidatura, com alcance internacional. O envolvimento dos diferentes agentes do sector turístico, da sociedade civil assim como dos turistas e visitantes, é fundamental para o posicionamento da candidatura na listagem de finalistas à apresentar no ano de 2009».

Fonte: Online News

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

O Amor e o Mar

Foto: Praia da Barra


Tanto amor... tanto mar...
Sobre as vagas desse amor,
viajei...

Tanto mar... tanto céu...
Tanto azul sob o azul,
nem mais sei onde estou...
tanto amor!

Me perdi...
assim...
de mim...

Tanto amar... tanta dor...
Ondas levam, ondas quebram,
sentimentos...

Sem amor nesse mar,
Enrijeço com o frio,
Meus lamentos, seus tormentos,
dissabor...

Tanto amor...
naufraga...
no mar!

Autor: Andra Valladares.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

O Dia de S. Valentim em Aveiro...

É já amanhã, dia 14 de Fevereiro que se comemora o dia de São Valentim. Como já vem sendo hábito, e à semelhança do ano passado, a Câmara Municipal de Aveiro irá assinalar o Dia dos Namorados de uma forma muito especial...

As iniciativas ao dispor dos casalinhos concentram-se na Praça Joaquim Melo Freitas –Praça dos Namorados - onde serão colocadas algumas barraquinhas.
Para os mais apaixonados está prevista a oferta de Ovos Moles, passeio nos Barcos Moliceiros até às 23h00 (preço especial para casal: 7 €) e haverá ainda alguns pontos de venda de flores e de artesanato da região...

Venha namorar em Aveiro e surpreenda o seu amado(a)!!!

Para consultar o programa na sua integra, clique Aqui.

O MAR - UM CICLO DA POESIA

João Lagarto e Vítor Norte convidados do ciclo de poesia a realizar na Fábrica da Ciência em Aveiro

A Fundação João Jacinto de Magalhães vai retomar a realização de um ciclo de poesia, com formato idêntico às edições anteriores («Poesia e Ciência» e «Os Quatro Elementos»). Deste modo, entre Fevereiro e Julho de 2008, realizar-se-á uma sessão de poesia na primeira semana de cada mês.
Esta edição tem por tema genérico «o Mar» e a sua primeira sessão está agendada para Quinta-feira, dia 14 de Fevereiro, pelas 21h30, na Fábrica Centro de Ciência Viva.
Os convidados são os actores João Lagarto e Vítor Norte.

Fonte: Fábrica da Ciência.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

"O Sermão de Santo António aos Paixes"


Já lá vão alguns anos, mas na minha memória, ainda me recordo do " Sermão de Santo António aos Peixes" que estudei quando andava no secundário.

Confesso que gostei da imaginação, das metáforas utilizadas ao longo do sermão e da capacidade satírica do Padre António Vieira.

Partindo do principio predicável "Vós sois o sal da Terra", o sermão foi pregado a 13 de Junho de 1654 em São Luís do Maranhão, 3 dias antes de Padre António Vieira embarcar escondido para Portugal, no auge da luta dos jesuítas contra a escravização dos índios pelos colonizadores, procurando o remédio da salvação dos Índios.

Todo o sermão revela ironia, riqueza nas sugestões alegóricas e na capacidade de observação sobre os vícios e vaidades do homem, comparando-o, através de alegorias, com os peixes. Segundo o Padre António Vieira, havia peixes que mereciam elogios, mas havia outros que mereciam uma bela reprimenda, aqui ficam alguns exemplos:

Louvor das virtudes dos Peixes:

Rémora: "(...) se se pega ao leme de uma nau da índia (...) a prende e amarra mais que as mesmas âncoras, sem se poder mover, nem ir por diante."

Torpedo: "Está o pescador com a cana na mão, o anzol no fundo e a bóia sobre a água, e em lhe picando na isca o torpedo, começa a lhe tremer o braço. Pode haver maior, mais breve e mais admirável efeito?"

Repreensão de vícios dos Peixes:

Polvo: "E debaixo desta aparência tão modesta, ou desta hipocrisia tão santa (...) o dito polvo é o maior traidor do mar."

Roncadores: "É possível que sendo vós uns peixinhos tão pequenos, haveis de ser as roncas do mar?"

Estes são apenas pequenos excertos do sermão que é todo ele uma alegoria, e onde os peixes, são a personificação dos homens.
Lembro ainda que poderão consultar o sermão na sua integra aqui.

Padre António Vieira - nasceu há 400 anos

Ao longo deste ano, vai ser celebrado o IV centenário do nascimento do Padre António Vieira, o escritor e pregador do “Sermão de Santo António aos Peixes”, nasceu em Lisboa a 06 de Fevereiro de 1608, no entanto, atravessou sete vezes o oceano Atlântico e percorreu milhares de quilómetros no Brasil, onde viria a falecer a 17 de Junho de 1697, na Bahia.

Foi uma das mais influentes personagens do século XVII, foi um conhecido jesuíta que em muito contribuiu para a divulgação da fé cristã e defesa dos direitos humanos dos povos indígenas, combatendo a sua exploração e escravização. Por estes povos era chamado de "Paiaçu" - Grande Padre/Pai em Tupi .

A sua cultura, imaginação, habilidade oratória e poder satírico, estão bem patentes em todas as obras que nos deixou.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Na Ria de Aveiro...

As imagens valem mais que mil palavras... é simplesmente lindo!!!

A Ria de Aveiro


Barco Moliceiro na Ria de Aveiro

As Salinas


O Museu da Troncalhada

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Socarpor lidera operadores do Porto de Aveiro (Cargo)

A Socarpor Aveiro confirmou a liderança do ranking de operadores em 2007 do porto dirigido por José Luís Cacho, ao atingir a movimentação total de 1,460 milhões de toneladas, o que lhe dá uma quota de utilização do porto comercial de 54,2%. De acordo com o site Cargo, a tonelagem recorde obtida pela Socarpor Aveiro foi distribuída pela concessão que detém no terminal sul (1,005 milhões de toneladas, o que é um máximo deste terminal) e no terminal norte (455 mil toneladas). Neste último terminal a empresa está a efectuar pesados investimentos (já visíveis, junto do novo espaço dedicado aos granéis, sob a forma de silos de cereais), cuja inauguração está prevista para o próximo mês de Maio. Este terminal é servido por linha de caminho de ferro, que irá entroncar na ligação ferroviária à rede nacional que a Refer tem em marcha no porto de Aveiro.

Fonte: http://www.noticiasdeaveiro.pt/

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

A Segurança nas nossas Praias

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Ria de Aveiro - Memórias da Natureza

Para quem quiser ficar a conhecer um pouco mais sobre a Ria de Aveiro, recomendo este excelente livro, da autoria de Álvaro Reis, publicado em 1993 e editado pela Câmara Municipal de Ovar.

" ... A laguna denominada por "Ria de Aveiro" é uma grande extensão de água de salinidade variável, em contacto permanente com o mar através de uma "barra" e sujeita, portanto ao regime das marés. Devido a esta influência marinha, constituiu-se no seio da laguna e em seu redor uma diversidade de bióticos(águas livres, ilhas com vegetação, praias de vasa e lodoa, sapais, salinas, campos agrícolas e dunas) com grande importância sob o ponto de vista ecológico...A Ria de Aveiro, além de constituir uma reserva significativa de água e de ser um habitat permanente de uma fauna e flora riquíssimas, representa uma etapa fundamental nas migrações das aves aquáticas...Esta região constitui para elas não só um local de nidificação ou invernada, mas também local de abrigo, descanso e alimentação, durante as viagens migratórias ...Mas não é apenas do ponto de vida ornitológico que advém a importância da ia de Aveiro... existirão no sistema lagunar, pelo menos, 48 espécies piscícolas, 125 espécies de plantas, entre as quais 49 espécies de algas, além de várias espécies de invertebrados aquáticos ..."

Câmara de Ílhavo aprova ciclovia na Barra


A Câmara de Ílhavo aprovou esta quarta-feira a abertura do concurso público para a construção de ciclovias e percursos pedestres, na Praia da Barra, entre o Largo do Farol e a Ponte da Barra, envolvendo o reperfilamento da Avenida João Corte Real, uma obra com um valor estimado de 297.952,88 Euros e um prazo de execução de 100 dias. A mesma obra fará a ligação directa às ciclovias da Ponte da Barra, que aliás, estão incluídas nas obras, em curso, de beneficiação da Ponte sobre o canal de Mira.

Segundo a Cãmara, «está ainda planeada a ligação desta mesma ciclovia à já existente na zona do relvado da Costa Nova, que na zona da Biarritz será feita com a obra de enroncamento e qualificação da Margem Poente do Canal de Mira».Trata-se de «melhorar o ordenamento e as condições de segurança dos automobilistas, ciclistas e peões que circulam na Avenida João Corte Real, arruamento central da área urbana da Barra. Esta obra vem assim aumentar os já largos quilómetros de ciclovias do Município de Ílhavo, contribuindo para uma melhor qualidade de vida, fruição e segurança daqueles que nelas circulam, por questões de trabalho, em passeio ou lazer», diz o comunicado da autarquia.

Fonte: Online news.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Selos - 500 anos da morte do Infante Dom Henrique - O Navegador


Infante Dom Henrique, também conhecido na História como Infante de Sagres ou O Navegador, foi a mais importante figura do início da era das Descobertas.

Em 1960 foi lançada uma emissão de selos comemorativa dos 500 anos da morte do Infante Dom Henrique.
Os desenhos são da autoria do arquitecto José Pedro Roque, em colaboração com Martins Barata e foi inspirado em fontes diversas relacionadas com o Infante Dom Henrique.

Mantiveram-se em circulação de 04 de Agosto de 1960 até 30 de Junho de 1965.