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terça-feira, 13 de maio de 2008

Visita à exposição: Mostra Filatélica do Mar II


O Relato de uma Tragédia

“Pelas 0600 do dia 15 de Maio de 1956, arriaram-se os botes para a faina da pesca, com aragem SSE, névoa e mar de pequena vaga.

Pelas 0930 como houvesse fracas informações meteorológicas consulados os navios próximos: Luiza Ribau a W, Oliveirense a NNW, Creoula a SSW e Terra Nova a SSE, resolvemos chamar os botes a essa mesma hora. Às 1145 tinha todos os pescadores a bordo verificando-se a falta de… cédula nº ….. de Setúbal inscrito no G.A.N.P.B. com o nº …., continuando o tempo bom, com névoa negra.

Pelas 1600 refrescou mais o vento ficando força 3. No entanto continuava o tempo bom, dando-se sinais ininterruptamente. Continuou a névoa negra. Pelas 0400 do dia seguinte 16 de Maio clareou, vindo névoa depois para clarear completamente pelas 1100. O Luiza Ribau andou a pesquizar o mar desde as 0400 com horizonte muito largo por vezes. Pelas 1100 suspendemos, com leve aragem de WNW mar quási raso naveguei a pesquizar o mar não vendo quaisquer vestígios do bote. Voltei à mesma posição onde fundeei, com mar estanhado e calma. No dia 17 de Maio não restando mais esperanças de encontrar o referido pescador suspendi e naveguei para SW.”

E uma semana depois o pescador apareceu com o seu bote, tendo sobrevivido bebendo água recolhida com a vela e comendo peixe cru.

domingo, 11 de maio de 2008

Vista do Farol...


Esta foto, foi-me gentilmente enviada pelo Filipe Roque, um jovem estudante do 12º ano, da Escola Secundária com 3º Ciclo da Gafanha da Nazaré, que depois de efectuar uma visita ao cimo do Farol, juntamente com mais 3 colegas de grupo (Joana Oliveira, Sara Fidalgo e Tiago Conceição), fizeram a composição desta magnifica panorâmica, que é resultado da junção de 34 fotografias tiradas em torno do Farol.

O trabalho destes jovens insere-se na disciplina de Área de Projecto cujo tema é "Fotografia - Arte e Técnicas", para quem quiser apreciar um pouco mais acerca do trabalho destes jovens poderá fazê-lo no blog: http://retratosderua.blogspot.com/

Resta-me assim, agradecer a gentileza, pelo envio da imagem e desejar a continuação de um bom trabalho para todos.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Selos & Moedas – Edição dedicada ao Bicentenário da abertura da Barra de Aveiro

Revista de Filatelia e Numismática do Clube dos Galitos.
Edição dedicada ao Bicentenário da abertura da Barra de Aveiro.
Abril 2008, Ano 39º, Nº 127.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Memórias VIII

Protecção ao Farol: estacas e tabuado em eucalipto.

Protecção ao Farol: estacas e tabuado em eucalipto.


Protecção ao Farol: estacas e tabuado em eucalipto.



Transporte de estacas em eucalipto para defesa do Farol.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Porto de Encontro - 3º Classificado

3º Lugar - Concurso Fotografia "Porto de Encontro"
Autor: Nuno Miguel Ramalho


A Barra abraçada por um belíssimo arco-íris...
Esta fotografia obteve o 3º lugar no concurso de fotografia "Porto de Encontro" promovido pelo Porto de Aveiro, no âmbito das comemorações do Bicentenário da Abertura da Barra de Aveiro.

Parabéns ao seu autor Nuno Miguel Ramalho.

domingo, 6 de abril de 2008

Poesia: Farol de mim por Lena Maltez

Numa das suas passagens por este blog, Lena Maltez, uma assídua leitora apaixonada pelo farol e pela região, teve a gentileza de me deixar um belíssimo poema. Em jeito de agradecimento aqui o publico "Farol de mim".

Farol de mim

não sabes ver ou sentir
a quietude silente

sei quem és, onde pertences

sorrio-te,
em dias de luz difusa
ou só de nevoeiro
sorrio-te,
nas noites repetidas
sem astros

reparto contigo solidão
pedaços de alegria
momentos de tristeza
...paixão

congemino definições
talvez exactas
talvez adversas
talvez por seres
um amigo confidente
talvez pelo brilho
que busco na ausência

tens o mar por companhia,
acodes os aflitos
apontas caminhos
com ciência cativa
entre os teus segredos

e dizer-te mais?
que (já) vives
no meu sorriso.

e estarás comigo,
em lembranças
entre os muros
abissais da saudade

leito vazante
para uma linha obstinada
entre o tempo e o espaço


sobejas
farol de mim!
e fio de luz
... estendido
até ao amanhecer
... naufragado
entre ilusões
em dias sem sol

e assim mesmo
a ti não hei-de dizer
"adeus"

Lena Maltez
(e retoques do vento)

segunda-feira, 17 de março de 2008

Selos: Faróis dos Açores

Foi em 1996 que os CTT emitiram uma série de selos alusivos aos faróis dos Açores tendo como base os desenhos da autoria de Vítor Santos. Estes selos entraram em circulação a 03 de Maio de 1996, quanto ao seu valor facial e quantidades impressas, distribuem-se da seguinte maneira:

47$ Farol das Contendas — Ilha Terceira — 1 000 000;

78$ Farol do Molhe do Porto de P. Delgada — Ilha de São Miguel — 500 000;

98$ Farol do Arnel — Ilha de São Miguel — 500 000;

140$ Farol de Santa Clara — Ilha de São Miguel — 500 000;

200$ Farol da Ponta da Barca - Ilha Graciosa- Bloco com um selo — 80 000.

Ilha Graciosa -Ponta da Barca


Ilha S. Miguel - Molhe do Porto de P. Delgada


Ilha S. Miguel - Santa Clara


Ilha S. Miguel - Arnel

Ilha Terceira - Contendas

quinta-feira, 6 de março de 2008

Selos: Faróis da Costa Portuguesa


No ano de 1987, os CTT emitiram uma série de selos alusivos aos faróis da costa portuguesa. Nesta emissão filatélica, o farol de Aveiro (o mais alto de país com 62 metros de altura), não poderia deixar de estar representado.

Estes selos tiveram como base desenhos da artista Maluda. Desta emissão, com valor facial de 25$00, foram impressos 1 milhão de selos de cada um dos faróis aí retratados: Farol de Aveiro, Farol da Berlenga, Farol do Cabo Mondego e Farol do Cabo de S. Vicente.

Paralelamente ao valor facial das peças filatélicas, estas poderão valorizar-se através de outros “ingredientes”.

É que acontece neste caso concreto, com o bloco da emissão filatélica a surgir assinado pela autora dos desenhos (Maluda).

Uma simples assinatura poderá transformar uma normalíssima peça filatélica numa preciosa raridade.

Fonte: Porto de Aveiro

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Farol da Barra de Aveiro

O Farol da Barra de Aveiro é considerado o mais alto de Portugal e da Península Ibérica.

É o resultado de diversos acidentes ocorridos naquela costa, em 1866, o inspector de faróis, Francisco Maria Pereira da Silva, defendeu, no seu plano de farolagem, a necessidade urgente da criação de um farol em Aveiro:

«na barra de Aveiro é de urgente necessidade um pharol de grande alcance e da maior intensidade de luz, não só para esclarecer a extensa e baixa praia, que divide ao meio, com 60 milhas de litoral, em que as primeiras elevações se apresentam a uma grande distância do mar (seis a oito léguas), iludindo assim o navegador, que julga pelo aspecto d´esta porção de costa, achar-se ainda mais afastado da terra; mas também para poder atravessar uma atmosphera que se conserva sobre esta grande planície cheia de densos vapores, emanados tanto das areias humedecidas, como das marinhas de sal e das águas que ali abundam na distancia de muitas milhas; convém que seja esta barra de Aveiro a posição escolhida para um pharol de 1ª ordem e que seja sustentado por um elevado e bem distincto edifício, para prevenir de dia os navegadores da sua aproximação. Este pharol ali collocado também dispensa outro, que era necessário estabelecer para indicar a entrada da barra d´aquelle porto.»

O primeiro esforço para a edificação de uma estrutura na região data de 1856, mas só em 1879 foi executado o projecto, da autoria do Engenheiro Paulo Benjamim Cabral, a obra foi, primeiramente dirigida pelo engenheiro Silvério Pereira da Silva e, mais tarde, pelo engenheiro José Maria de Mello e Matos.

Entrou ao serviço apenas em 1893, tornando-se no farol, com a mais alta torre em Portugal e um dos maiores da Europa. Foi equipado com uma lâmpada de incandescência a vapor de petróleo e um aparelho óptico de 1ª ordem. A rotação era assegurada por uma máquina de relojoaria.

Neste ano, entrou também em funcionamento um sinal sonoro, constituído por uma trompa HOLMES, funcionando a ar comprimido e instalada no molhe. Em 1898 o sinal sonoro foi transferido para defronte ao farol, procedendo-se à sua cobertura em 1902, protegendo-o assim das chuvas.

Em 1908 a máquina do sinal sonoro foi substituída por duas máquinas a vapor verticais, ficando assim uma máquina de reserva.
Em 1935 o sinal sonoro foi re-instalado no topo do edifício do farol, uma vez que a estrutura onde se encontrava, foi derrubada pelo mar. No ano seguinte foi electrificado através da montagem de grupos electrogéneos.

Em 1947 o aparelho óptico foi substituído por um outro de 3ª ordem. A lâmpada passou a ser de filamento, ficando assim a outra de reserva. No ano seguinte foi instalado um rádiofarol e em 1950 é ligado à rede eléctrica, sendo mais uma vez substituída a lâmpada por uma de 3.000 W.
Para acesso à torre foi montado um elevador em 1958. A potência da fonte luminosa, nesta altura, foi reduzida, instalando-se então uma lâmpada de 1000W.