200 anos da Barra de Aveiro

Loading...

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Associação de Produtores e Marnotos: Lista A quer reconstruir muros das salinas


Estão marcadas para amanhã as eleições para a Associação de Produtores e Marnotos da Ria de Aveiro e Estrela Esteves é o candidato a presidente da direcção. A reconstrução de marinhas e um novo posicionamento do sal no mercado são os grandes objectivos

A lista, única, candidata à liderança da Associação de Produtores e Marnotos da Ria de Aveiro, com eleições marcadas para amanhã, quer «desenvolver e aprofundar tecnologias de reconstrução de muros das marinhas», um assunto considerado como «fundamental para a reabilitação do salgado», segundo Estrela Esteves, presidente da comissão instaladora da associação e candidato, pela Lista A, a presidente da direcção.

Estrela Esteves irá observar a experimentação de novas técnicas de reconstrução de muros, numa marinha da Universidade de Aveiro. O responsável já assistiu a uma «apresentação teórica» das tecnologias, sendo que, num passo seguinte, defende o desenvolvimento do sistema para recuperar marinhas, afectadas com a destruição de muros, principalmente devido ao aumento da força das marés e da subida da sua amplitude. A destruição provoca o abandono, mantendo-se activas as que se encontram em zonas mais abrigadas, algumas produzindo sal, outras peixe.

«Desenvolver e aprofundar tecnologias de reconstrução de muros das marinhas» é um dos pontos do «programa de acção» para o triénio 2007/2009 da lista A. A lista apresenta-se a votos na Assembleia Geral Eleitoral de amanhã para «eleger os membros dos primeiros órgãos sociais da associação. Estrela Esteves é candidato a presidente da Direcção, Albertina Silva a presidente da Mesa da Assembleia e Francisco Ferreira da Paula a presidente do Conselho Fiscal.

Outros cinco pontos fazem parte do programa, como «divulgar a associação e os seus objectivos junto de organismos e entidades», «elaborar os regulamentos internos de funcionamento e eleições», «completar o cadastro actual do salgado de Aveiro com base nos resultados do INTERREG III B», «promover a constituição de agrupamentos de marinhas cujos proprietários manifestem interesse na reabilitação dos muros envolventes e posterior laboração» e «participar na actividade da FENA.SAL procurando o reconhecimento do sal artesanal como produto agroalimentar ao abrigo dos regulamentos 509 e 510/2006 da Comunidade Europeia».

Antes da realização das eleições, Estrelas Esteves refere-se a uma «mesa-redonda com altos funcionários» da Comissão Europeia, agendado para o dia 15 do próximo mês de Novembro, em Bruxelas, no qual também participarão elementos de explorações de sal de Castro Marim, Algarve, com o objectivo de pressionar as instâncias comunitárias no sentido do sal de produção artesanal seja considerado como um produto agro-alimentar e deixe de ser industrial.


Sal sob novo

Decreto-Lei

Com a publicação, no passado dia 19, do Decreto-Lei 350/2007, a produção e comercialização do sal destinado a fins alimentares, passa a ter nova regulamentação, um novo quadro legal que ainda carece de portaria conjunta a fixar pelos ministérios da Economia e Inovação e da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas.

A portaria, a aprovar no prazo de 60 dias, definirá as «normas técnicas, as características e as condições a observar na produção, valorização e comercialização».

Depois de ser considerado, em Portugal, um produto agro-alimentar, falta sensibilizar os órgãos comunitários para o classificar no mesmo âmbito. Já foi entregue uma petição e a reunião de 15 de Novembro, é um momento para «pressionar», segundo Estrela Esteves.

A separação do sal artesanal do industrial, com alterações esperadas ao nível das directivas europeias, passando a ser considerado um produto agro-alimentar, «muda tudo», segundo Estrela Esteves, designadamente um novo posicionamento do produto no mercado, ao mesmo tempo que terá regras específicas, particularmente ao nível da produção. O Decreto-Lei aprovado no passado dia 19 é o «início do processo de reenquadramento do sal no mercado», segundo Estrela Esteves abrindo caminho para a «indicação geográfica protegida».

Fonte: Diário de Aveiro.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Por respeitar o ambiente e a segurança: Distinguida empresa química instalada no Porto de Aveiro

O Grupo Drovigo, da empresa APD Química, cujas instalações se situam no Porto de Aveiro, recebe, hoje, em Paris, o prémio «European Responsible Care 2007», que distingue projectos que defendam o meio ambiente, a segurança, e a saúde.

Com uma actividade baseada na distribuição química, este grupo foi seleccionado entre outras 16 empresas, pelo Conselho Europeu da Indústria Química, que realiza, em França, o Forum Responsible Care, no âmbito do qual terá lugar a cerimónia de entrega deste galardão.
O Grupo Drovigo é um operador logístico com sede em Espanha, mas que dispõe de delegações em Portugal desde 2001. Foi fundado nos anos 50, operando por toda a Península Ibérica. As instalações desta empresa no Porto de Aveiro têm capacidade para receber navios até cinco mil toneladas. No ano passado, facturou quase 26 milhões de euros, tendo distribuído cerca de 30 mil toneladas de mercadorias.

A ADP Química, empresa em que se insere, tem uma capacidade de armazenamento de 12 mil metros cúbicos de líquidos, e um armazém com três mil metros quadrados. Atribuído anualmente, o prémio «European Responsible Care» tem como objectivo distinguir o melhor exemplo europeu de desempenho ao nível da actuação responsável, e é atribuído por um júri que integra personalidades independentes de diversas áreas, nomeadamente, membros da Comissão Europeia, do Parlamento Europeu, da imprensa e do próprio sector químico. A Actuação Responsável é a designação nacional do Responsible Care, um compromisso ético voluntário da indústria química mundial, que visa a melhoria contínua nas áreas da Saúde, Segurança, Ambiente e comunicação com os stakeholders, na rota do desenvolvimento sustentável.

Em Portugal, a Actuação Responsável foi adoptada pela Associação Portuguesa das Empresas Químicas, há 22 anos, sendo, desde então, a entidade coordenadora nacional da Actuação Responsável, a par com associações químicas de outros 52 países. Há dois anos, o prémio foi entregue ao Painel Comunitário de Actuação Responsável de Estarreja.

Fonte: Diário de Aveiro.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Locais a visitar...

Museu Marítimo de Ílhavo

O Museu Marítimo de Ílhavo reúne objectos relacionados com a pesca à linha do bacalhau e com as fainas agro-marítimas da Ria de Aveiro. Possui ainda um espólio de etnografia marítima e a maior colecção de malacologia do país. Marcação de visita.

Navio Museu Santo André

O Navio-Museu "Santo André" é um antigo arrastão bacalhoeiro. O "Santo André" nasceu para a pesca em 1948. É hoje um museu que pretende mostrar como se vivia e trabalhava a bordo dos barcos que iam ao bacalhau nos mares gelados do Atlântico Norte. Marcação de visita.

Ecomuseu Marinha da Troncalhada

Marinha de sal, onde se podem observar os ancestrais métodos de salinicultura da região aveirense. Actividade já conhecida, nesta região, no ano 959, como comprova o testamento da Condessa Mumadona Dias. Marcação de visita.


Capitania do Porto de Aveiro
O edifício da Capitania do Porto de Aveiro, ou dos "Arcos", hoje propriedade da Câmara Municipal de Aveiro, tem uma longa história.Construída inicialmente como moinho de maré, serviu em 1830 de apoio à fábrica de porcelanas de José Ferreira Pinto Basto, fundador da Fábrica Vista Alegre.Mais tarde, em 1903 Francisco Augusto da Silva Rocha remodelou novamente o imóvel para albergar a Escola de Desenho Industrial.Depois de uma grande reforma, a 25 de Abril de 2004 foi inaugurada e irá receber a Assembleia Municipal de Aveiro e uma sala de exposições. Marcação de visita.


APA - Administração do Porto de Aveiro, S.A.

Faculta o acesso competitivo de mercadorias aos mercados regionais, nacionais e internacionais, promovendo assim o Desenvolvimento Económico da sua Região. Marcação de visita.



Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto

A zona lagunar a que vulgarmente chamamos Ria de Aveiro, as suas ilhas e terrenos adjacentes resultaram da sedimentação que se iniciou nesse local da costa no século X.Com o tempo, a acção dos ventos influenciando a direcção normal das ondas, deu origem a uma sedimentação costeira. Durante as marés vivas, a acção combinada do vento e das ondas sobre um banco de areia submerso levaram à formação das dunas. A manutenção deste espaço vital conduziu à Criação da Reserva Natural das Dunas S. Jacinto. Marcação de visita.

Museu Marítimo candidato a prémio Europeu


O Museu Marítimo de Ílhavo (MMI) apresentou a candidatura ao prémio "Museu Europeu do Ano 2008", instituído pelo European Museum Fórum (EMF). A avaliação técnica será feita no próximo dia 29, durante uma visita dos membros do júri do concurso criado em 1977 com o objectivo de incentivar a excelência e a inovação no campo da museologia.

Sem querer alimentar expectativas, o director do MMI, Álvaro Garrido, destaca o facto de a candidatura já ter ultrapassado com sucesso a fase inicial. "Já estamos no grupo de finalistas, o que é muito interessante", avalia Álvaro Garrido. A apresentação desta candidatura permitirá, sobretudo, "desenvolver um exercício de autocrítica, partilha e reflexão". "Colocámo-nos à prova num prémio internacional de grande prestígio e exigência onde estão muitos parceiros com ambições e um belo trabalho quotidiano", sublinha.

A celebrar 70 anos de existência, o MMI pretende consolidar o processo de internacionalização, continuando a apostar no crescimento e na qualificação do trabalho que está a ser realizado. "Queremos diversificar a amplitude geográfica e social das pessoas que gostam do museu e o visitam", assume Garrido, adiantando que o MMI "terá tanto mais futuro quanto souber consensualizar o seu projecto de uma forma firme e fundamentada com a sua crescente comunidade de públicos, sem perder o seu enfoque marítimo e as suas ancoragens regionais".


José Carlos Sá

Fonte: Jornal de Notícias

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Evolução da Ria de Aveiro

A ria de Aveiro estende-se, pelo interior, paralelamente ao mar, numa distância de 45 quilómetros e com uma largura máxima de onze quilómetros, no sentido Este-Oeste, desde Ovar até Mira.

A Ria é o resultado do recuo do mar, com a formação de cordões litorais que, a partir do século XVI, formaram uma laguna que constitui um dos mais importantes e belos "acidentes" hidrográficos da costa portuguesa.

Em tempos remotos, a costa apresentaria uma configuração bem diferente da actual. Deveria ser uma imensa baía junto da foz do rio Vouga, com um aspecto semelhante ao representado na figura, ao lado.



Com o passar dos anos, e devido a um lento processo de deposição de areias com formação de cordões dunares litorais, começou a surgir uma laguna com algumas ilhas dispersas no interior, ficando com um aspecto semelhante ao da figura ao lado.



Ao longo dos tempos o processo de formação do cordão litoral de dunas deu origem a uma laguna, na qual desagua o rio Vouga e outros pequenos cursos de água.


Durante vários séculos a ligação com o mar, conheceu diferentes localizações, entre Ovar e Mira, havendo anos em que a laguna ficava completamente isolada do mar, tornando esses períodos de muita pobreza e calamidade para os habitantes de Aveiro.

Foi então que no século XIX, às 7 horas da tarde do dia 03 de Abril de 1808, a Barra de Aveiro foi fixada definitivamente na zona onde actualmente se encontra, permitindo desta forma, com que a ria de Aveiro se tornasse importante meio de comunicação e ligação importantíssimo, para além do belo elemento paisagístico, que tão bem caracteriza esta região.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

200 Anos da Abertura da Barra - Peça Teatro "A Menina do Mar"


Inserida nas Comemorações do Bicentenário da abertura da Barra de Aveiro - Peça de Teatro "A Menina do Mar".

De Sábado, 9 de Dezembro de 2006 a Domingo, 17 de Dezembro de 2006.

Era uma vez uma menina que vivia no mar e sonhava saber como era a terra… Era uma vez um menino que vivia na terra e sonhava saber como era o mar… A “Menina do Mar” é uma história que cheira a maresia…e a magia! Num concerto encenado, a partir do conto de Sophia de Mello Breyner e com música de Fernando Lopes-Graça, vamos entrar no mundo de sonho e fantasia da “Menina do Mar”. A música e as palavras entrecruzam-se… A “Menina do Mar” é um apelo a sensações visuais tácteis e auditivas, das quais emerge a realidade criada pelas palavras poéticas e claras, límpidas como a água… A interpretação musical estará cargo da Orquestra Filarmonia das Beiras, com a direcção do Maestro Rui Pinheiro, que nos irá envolver numa história de amizade e sonhos, protagonizada pela actriz Isabel Leitão.

Preço: Público Geral - 10 €

Sessões às 15:30 nos dias 9, 10, 16 e 17

Sessões às 17:00 nos dias 10 e 17

Sessões às 10:00 e 11:30 nos dias 13, 14 e 15 para Público Escolar (Esgotado)

Ficha Técnica: Interpretação de Isabel Leitão Música de Fernando Lopes-Graça Maestro Rui Pinheiro Interpretação (musical) pela Orquestra Filarmonia das Beiras Figurinos de Rafael Mapril Adereços de Raquel Gomes

Direcção Artística de Rui Sérgio.

Fonte: Teatro Aveirense - http://www.teatroaveirense.pt/

200 Anos da Abertura da Barra - Programa Geral da Comemorações.

Está lançado o Programa Geral das Comemorações do Bicentenário da abertura da Barra de Aveiro... Para todos os interessados, aqui fica a agenda de festejos...


Fonte: Porto de Aveiro - www.portodeaveiro.pt

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Exposição "Rumar a Mar Alto"

A inauguração é HOJE (12.Outubro.2007), pelas 19h30 no Teatro Aveirense.

A exposição "Rumar a Mar Alto" encontra-se integrada nas Comemorações do Bicentenário da abertura da Barra de Aveiro. O espaço do Teatro Aveirense apresenta-se como “palco” de variadas formas visuais de expressão artística contemporânea, passando pela pintura, o desenho, a instalação, a fotografia...

A presente exposição aborda a produção de um conjunto de artistas promissores cujo trabalho tem pretensões para conquistar uma cada vez maior visibilidade no panorama artístico. Grande parte dos envolvidos teve formação na Faculdade de Belas Artes Universidade do Porto, podendo tal reflectir a existência de cumplicidades no discurso estético. São nomes como André Alves, Ana Oliveira, Dalila Gonçalves, Daniela Fernandes, Dora Moura, Inês da Gama, João Silva, Maria Sottomayor, Patrícia Geraldes e Sofia Pinheiro. O que está patente consiste num grupo de respostas diversificadas à proposta de exposição colectiva que tem como temática “o Mar”.

Com entrada gratuita, a mostra pode ser visitada até 12 de Novembro, de Terça a Domingo, das 13h00 às 20h00.

Uma organização da APA - Administração do Porto de Aveiro e Teatro Aveirense, com a participação da Escola de Belas Artes do Porto.



Fonte: Teatro Aveirense.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Tesouros "escondidos" na Ria de Aveiro.

Navio do século XV Ria de Aveiro - A


(Clique para visita virtual)

"Em 1992 foi descoberta fortuitamente numa zona intertidal da Ria de Aveiro, junto à praia de Biarritz, na margem oeste do canal de Mira, perto da ponte da Barra uma grande concentração de vestígios de cerâmica. Estes vestígios foram identificados em 1994 como pertencente à carga derramada de um navio que apresentava ainda preservadas estruturas do casco que viriam a ser datadas por radiocarbono do século XV.

Desde 1996 este sítio foi alvo de campanhas anuais de escavação, divididas em duas fases de investigação. A primeira, desenvolvida em colaboração com a Universidade de Aveiro e que teve o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), centrou-se no estudo dos restos do navio, terminando em 1999 com a desmontagem e remoção das suas estruturas preservadas.
A partir de 2001 deu-se continuidade à escavação e ao estudo da carga, novamente com o apoio daquela Fundação.

Os trabalhos desenvolvidos permitiram identificar a metade de popa da carena de um navio de pequena tonelagem, construído segundo a tradição de construção naval ibero-atlântica, própria dos países ibéricos no período da expansãoo (século XV-XVII). Em seu redor, foram recuperados restos da carga, constituída sobretudo por cerâmicas – tigelas, pratos, tachos, alguidares, púcaros, panelas, bilhas ou cantis, cântaros, talhas, penicos, funis, testos e mealheiros - distribuídas por seis fabricos, identificados por observação macroscópica.


Foram ainda recuperados artefactos em madeira, entre os quais uma pá, uma escudela, parte de um barril, vestígios alimentares (castanhas, nozes, grainhas de uva) e peças fabricadas em chumbo. A maior parte da carga derramou-se sobre o lado estibordo da embarcação, bordo sobre o qual o navio acabou por repousar, conservando-se envolto em argilas finas. A interpretação da distribuição dos vestígios permitiu identificar uma camada de ramagens de pinheiro e vides sobre a qual eram acondicionadas as peças de cerâmica, por vezes encaixadas umas nas outras e colocadas no interior das formas de maiores dimensões. Foram também recuperadas duas peças envoltas num tecido grosseiro semelhante a serapilheira.

A última campanha no âmbito deste projecto será realizada entre Maio e Julho de 2005 e prevê a realização de sondagens por escavação em três áreas do sítio, até serem atingidos os níveis estéreis: nas áreas de proa e popa e na parte central da embarcação, atendendo à significativa densidade de vestígios localizados e recuperados até à data. Deste modo pretende-se avaliar a potência estratigráfica dos níveis arqueológicos, compreender o processo de formação do sítio e identificar padrões de distribuição da carga no navio. Com os mesmos objectivos, planeia-se ainda a realização de sondagens em colaboração com o Centro de Paleoecologia e Arqueociências do IPA. A última semana de intervenção será dedicada à protecção integral dos vestígios, que serão futuramente objecto de um plano de monitorização regular."

Fontes: Instituto Português de Arqueologia.
Museu Nacional de Arqueologia.

Links Relacionados:
http://www.urbi.ubi.pt/000131/_private/cult_navios.html