200 anos da Barra de Aveiro

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segunda-feira, 30 de junho de 2008

Peixeiras de Ílhavo – século XIX de Zé Penicheiro


Pintura a gouache sobre platex, da autoria de Zé Penicheiro (a obra encontra-se assinada e datada no canto inferior direito), retrata uma cena familiar: a composição revela-nos duas peixeiras, de pé, e uma outra sentada, com uma criança ao colo. Sob fundo dourado e azul – representativo da areia e do mar, enquanto as mulheres aparecem representadas com
tonalidades escuras.
A peça foi doada ao Museu Marítimo de Ílhavo pelo autor em 1989.

Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo: Agenda "Viver em"

Funchal 500 anos: Regata dos Grandes Veleiros - Participantes I

Alexander Von Humboldt

Autor da foto: Ursula Iglesias


Classe A
Bandeira Alemã
l.o.a. 54m
Armação Barca de 3 mastros
Ano de construção 1906
Porto de origem Bremen, Alemanha
Inscrito por DSST - STAG



DADOS BIOGRÁFICOS

Alexander von Humbdolt foi lançado em 1906, com o nome de Sonderburg, mas passou a maior parte da sua vida como um navio-farol de nome Kiel, na Costa do Mar do Norte da Alemanha. Assim que os navios-farol foram extintos, kiel foi substituído por um barco automático, no entanto trabalhava como navio--farol de reserva.

Em 1986, Kiel foi comprado pela Sail Training Association of Gernany (STAG), para ser transformado num veleiro de 3 mastros. O custo foi financiado pela STAG e pela DSST - a Associação Alemã para o Treino de Mar fundada pela fábrica de cerveja, Becks e Co. e um empresário sedeado em Bremen.

Infelizmente, o barco sofreu alguns danos após ter sido albarroado por um cargueiro de 20,000 toneladas, mas após as reparações, foi transferido para Bremerhaven e foi convertido numa barca.

Em 1988, foi baptizado de Alexander von Humboldt, em honra do famoso naturalista e viajante do mundo alemão, que foi o co-fundador da Universidade de Berlim. Logo após o relançamento, atingiu a sua velocidade máxima, até ao momento, de 10,5 nós.

Imagem retirada do blog: http://ajaneladealberti.blogspot.com/

Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo.

FUNCHAL: 500 Anos - Regata de Veleiros (TALL SHIPS REGATTA 2008)

Em Setembro e Outubro de 2008 irá decorrer um festival nos portos de Falmouth, Ílhavo e Funchal, onde alguns dos maiores veleiros do mundo (Grandes Veleiros de Classe "A") vão marcar presença.

O evento será um dos pontos altos das celebrações do V Centenário da cidade do Funchal e relevará a importância da mais antiga cidade do Novo Mundo enquanto urbe virada para o mar e com grandes tradições marítimas.

ROTA E PORTOS DE ACOLHIMENTO

A Regata tem quase a mesma rota comercial que os veleiros tradicionais do passado usavam para cruzar o Atlântico Norte, uma rota a sul para aproveitar os ventos predominantes.


De Falmouth a Ílhavo (Porto de Aveiro) são cerca de 630 milhas náuticas su-sudoeste. Com, Ushant (noroeste de França) e Cabo Finisterra (noroeste de Espanha) e os ventos predominantes de oeste para noroeste, a primeira etapa da regata pode apresentar um número de desafios tácticos para a frota. O que será quase certo para os veleiros com velame de forma quadrada que não conseguem andar contra o vento “bolinar” como as embarcações com velas tradicionais (vela grande e velas de proa).

De Ílhavo ao Funchal são mais 630 milhas náuticas sudoeste em mar alto, os desafios tácticos para melhor aproveitar o vento e a corrente podem ser decisivos para o resultado final.
As três comunidades de acolhimento são, agora, consideradas "Portos Amigos" das escolas de vela, oferecendo apoio e serviços a barcos escola durante todo o ano. Os três portos vêm a sua participação nesta Regata como continuadores desta filosofia, assim como, a possibilidade de oferecerem às suas comunidades um espectáculo único quando a frota estiver no porto.



Fonte: http://www.funchal500anos.com

Veleiro Shabab Oman no Porto de Aveiro.



O veleiro Shabab Oman acostou ao Porto de Aveiro na passada sexta-feira. Proveniente de Omã, a embarcação participará na Tall Ship Race, no próximo mês de Setembro. A passagem pelo Porto de Aveiro destinou-se a conhecer melhor o porto e a região.

Construído em Buickie, na Escócia, em 1971, o RNOV “Shabab Oman” entrou ao serviço da Armada Real de Oman em 1979, funcionando como navio-escola para a formação de pessoal militar e civil. A tripulação é composta por sete oficiais, sete sub-oficiais de Marinha e 18 marinheiros. Tem capacidade para alojar 26 estudantes com mais de 17 anos.
Para além das actividades formativas, o veleiro tem também servido como embaixador de boa vontade do sultanato, com quatro continentes já visitados, escalas em cerca de 100 portos de 43 países diferentes.

Clique aqui para mais detalhes.

Fonte: Porto de Aveiro.

sábado, 28 de junho de 2008

OVAR: A Barra e os Portos da Ria de Aveiro em exposição na Biblioteca Municipal

Hoje, pelas 18 horas, na Biblioteca Municipal de Ovar, vai proceder-se à inauguração da exposição “A Barra e os Portos da Ria de Aveiro 1808 – 1932, no Arquivo Histórico da Administração do Porto de Aveiro”.

Patente até 26 de Julho, a exposição comissariada por João Carlos Garcia e Inês Amorim (ambos professores da Faculdade de Letras do Porto), cumpre em Ovar a segunda etapa de um circuito de itinerância pela Península Ibérica. Etapa que resulta de parceria entre a Câmara Municipal de Ovar, a Administração do Porto de Aveiro e a Câmara Municipal de Aveiro, sendo patrocinada pela reputada empresa SORGAL.

Integrada no programa comemorativo do Bicentenário da abertura da Barra de Aveiro (03.04.1808), é composta por documentos do Arquivo Histórico do Porto de Aveiro, empresa que, segundo José Luís Cacho, Presidente do Conselho de Administração, “decidiu libertar o seu património histórico-documental da clausura que o agrilhoava em inútil penumbra, fomentando-se, a partir de agora, o seu usufruto pela comunidade”.

O programa da inauguração abre com palavras de boas vindas pelo Presidente da Câmara Municipal de Ovar, Manuel Alves de Oliveira. Segue-se intervenção de José Luís Cacho, Presidente do Conselho de Administração da APA, e a apresentação, por Inês Amorim, do livro de sua autoria, “PORTO DE AVEIRO: Entre a Terra e o Mar”. O acto inaugural encerra com a apresentação e visita aos quatro núcleos do espólio patente na Biblioteca Municipal de Ovar.

Exposição composta por quatro núcleos - “I – A RIA DE AVEIRO”; “II – A BARRA DE AVEIRO”; “III – A NAVEGABILIDADE DA RIA DE AVEIRO”; “IV – AS MARINHAS DE SAL DA RIA DE AVEIRO”.

Fonte: Porto de Aveiro: Newsletters n.º 147

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Cartografia: Prof. Dr. Carlos Alberto Nabais

Estes, são alguns mapas da colecção particular do Prof. Dr. Carlos Alberto Nabais Conde, que estiveram em exposição na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, no âmbito do circuito de itinerância da exposição “A Barra e os Portos da Ria de Aveiro 1808 – 1932, no Arquivo Histórico da Administração do Porto de Aveiro”, e que nos ajudam na compreensão do evoluir do litoral português.

Citações:

«É este conjunto, diversificado, que compõe o Arquivo da Administração do Porto de Aveiro. Se, a complementar Biblioteca, contém um acervo de obras impressas relativas a obras portuárias, nacionais e estrangeiras, justificadas pelos interesses das equipas técnicas e de engenharia, acrescentam-se muitas outras, sobre as actividades económicas e ambientais, gerais e locais, geradas e geradoras, das dinâmicas sócio-económicas».

Inês Amorim (comissária da exposição)

«Aproveitando a belíssima colecção do Professor Doutor Carlos Alberto Nabais Conde, seleccionámos alguns mapas dos séculos XVII e XVIII que podem ajudar na compreensão do que ia acontecendo com o evoluir desta grande forma litoral».

Fernando Rebelo (docente da FLUC)


Mapa do Reino de Portugal, de Giovani Maria Cassini, publicado em Roma em 1794

Mapa da costa de Portugal, de Robert Dudley, 1661

Fonte: Universidade de Coimbra.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Saga, Ópera Extravagante


O teatro O Bando em co-produção com a Marinha através da Banda da Armada irá realizar Saga, Ópera Extravagante. O espectáculo conta com um misto de poesia e prosa de Sophia de Mello Breyner Andresen, dramaturgia e encenação de João Brites e composição musical do Sargento músico Jorge Salgueiro.

O evento decorrerá de 19 de Junho a 13 de Julho, às 21h30, com actuações de quinta a domingo, ao ar livre na Praça do Império, com entrada pelo Museu de Marinha, alas poente e norte do Mosteiro dos Jerónimos.

DESCRIÇÃO:
Joana é uma jovem que quer ser marinheira e não a deixam. Este é o ponto de partida para "SAGA - Ópera Extravagante", um espectáculo do Teatro O Bando em co-produção com a Marinha.




Fonte: Museu da Marinha.

terça-feira, 24 de junho de 2008

O lugre "Creoula"

Construído nos Estaleiros Navais de Lisboa (CUF), no tempo "record" de 62 dias úteis, o lugre "Creoula" é considerado um navio gémeo do "Argus" e do "Santa Maria Manuela".

Lançado à água em 1937, terá realizado ao serviço da Parceria Geral de Pescarias, cerca de 37 campanhas na Terra Nova, terminando a sua carreira piscatória em 1973. Numa viagem de rotina, este lugre de quatro mastros navegava com 54 pescadores, entre os quais se contavam 9 marinheiros e 1 contramestre, que acumulavam as funções da pesca. Atendendo as condições agrestes de navegação, a construção do navio é reforçada. O casco de aço, à semelhança do resto da frota, estava pintado de branco, permitindo o reconhecimento dos navios portugueses, neutrais durante a Segunda Guerra Mundial, pelas forças em conflito. Com um sistema que aliava o motor à vela, o "Creoula" tinha excelentes qualidades náuticas que se reflectiam, por exemplo, na velocidade.

Quando o tempo era favorável, chegava a atingir os treze nós, cobrindo a distância entre os bancos da Terra Nova e Lisboa em cerca de dez dias. Partindo de Lisboa em fins de Março, o "Creoula", num ano de boa pescaria, comportava cerca de 800 toneladas de peixe e, aproximadamente, 60 toneladas de óleo de fígado. No início dos anos oitenta, a Secretaria de Estado das Pescas, apoiada pela Secretaria de Estado da Cultura, adquiriu este lugre, transformando-o num navio de treino da Escola de Pesca.

Iniciando esta nova carreira em 1987, o "Creoula" voltou a içar as suas velas e a cruzar os mares, desta vez ao serviço da Marinha, enquanto Unidade Auxiliar.


Fonte: Marinha

segunda-feira, 23 de junho de 2008

O ASSALTO AO "SANTA MARIA"... Um pouco de História....


... Em Janeiro de 1961 deu-se o assalto ao paquete "Santa Maria", incidente que na época notabilizou a contestação ao Governo de Oliveira Salazar, e introduziu a prática, depois muito difundida internacionalmente, de sequestrar navios e aviões com fins políticos.

O "Santa Maria" havia largado de Lisboa a 9 de Janeiro de 1961 em mais uma das suas viagens regulares à América Central, fazendo escala no porto venezuelano de La Guaira no dia 20. Entre os passageiros embarcados neste porto, contava-se um grupo de 20 membros da DRIL - Direcção Revolucionária Ibérica de Libertação, organismo constituido por opositores aos regimes de Franco e Salazar, cujo comandante era o capitão Henrique Galvão, que embarcou clandestinamente no "Santa Maria" um dia depois, em Curaçau, com mais três elementos da DRIL. Galvão estava exilado na Venezuela desde Novembro de 1959, e em Julho de 1961 havia concluído os planos de assalto ao "Santa Maria". Fora escolhido este paquete por ser muito superior aos diversos navios de passageiros espanhóis que na altura faziam a carreira da América Central. O capitão Galvão pretendia deslocar-se no "Santa Maria" até à colónia espanhola de Fernando Pó, no golfo da Guiné, cuja tomada permitiria em seguida efectuar um ataque a Luanda e iniciar, a partir de Angola, o derrube dos Governos de Lisboa e de Madrid.


Horas depois da largada de Curaçau, o "Santa Maria" navegava rumo a Port Everglades, na Florida, com 612 passageiros e 350 tripulantes, sob o comando do capitão da Marinha Mercante Mário Simões da Maia, quando, precisamente à 1 hora e 45 minutos da madrugada de 22 de Janeiro de1961, os 24 homens de Henrique Galvão tomaram conta da ponte de comando e da cabine de TSF, dominando os oficiais do navio. O terceiro piloto João José Nascimento Costa ofereceu resistência aos assaltantes e foi morto a tiro. Pouco depois, o "Santa Maria" alterou o rumo para leste, procurando alcançar rapidamente o Atlântico. A 23 de Janeiro, o navio aproximou-se da ilha de Santa Lúcia e desembarcou, numa das lanchas a motor, 2 feridos graves com 5 tripulantes, comprometendo a possibilidade de atingir a costa de Africa sem ser detectado. No dia 25, o paquete cruzou-se com um cargueiro dinamarquês, traindo a sua posição, o que permitiu a um avião norte-americano localizar o "Santa Maria" horas depois. Finalmente a 2 de Fevereiro o "Santa Maria" fundeou no porto brasileiro do Recife, procedendo ao desembarque dos passageiros e tripulantes. Chegou a ser considerado o afundamento do paquete, mas no dia seguinte os rebeldes entregaram-se às autoridades brasileiras, obtendo asilo político, ao mesmo tempo que o "Santa Maria" voltava à posse da Companhia Colonial de Navegação.


Os passageiros do paquete assaltado foram transferidos para o "Vera Cruz", que saiu do Recife a 5 de Fevereiro, chegando a Lisboa a 14 do mesmo mês, após escalar Tenerife, Funchal e Vigo. Por sua vez o "Santa Maria" largou do Recife a 7 de Fevereiro, entrando no Tejo, embandeirado em arco, a 16 e atracando a Alcântara...

... Independentemente dos aspectos políticos que na altura rodearam o caso "Santa Maria", este incidente acabou por fazer do navio o mais famoso dos paquetes portugueses. Embora o "Infante Dom Henrique" e o "Príncipe Perfeito" fossem mais recentes, o "Santa Maria" era um navio de prestígio por excelência, situação a que não era estranho o facto de ser o único navio de passageiros português a manter uma ligação regular entre Portugal e os Estados Unidos da América.

Coincidindo com o desvio do "Santa Maria", deflagraram a 4 de Fevereiro, em Luanda, incidentes graves, seguidos, em Março, do começo da guerra no Norte de Angola. O Governo de Lisboa decidiu enfrentar a situação, enviando a partir de Abril ràpidamente e em força importantes reforços militares. Esta decisão implicou, de imediato, a requisição de diversos paquetes e navios de carga afretados pelo Ministério do Exército para efectuarem o transporte de tropas e material de guerra. A utilização esporádica para este fim de navios de passageiros portugueses vinha já do século XIX, passando a partir de 1961 a constituir uma das principais ocupações permanentes dos paquetes portugueses...

In: Paquetes Portugueses de Luis Miguel Correia

"O Assalto ao Santa Maria" estreia no final do ano


A longa-metragem "O Assalto ao Santa Maria", baseado num episódio histórico que marcou o início do fim da ditadura em Portugal e Espanha, vai estrear no final do ano.

A data foi revelada pelo produtor José Mazeda, em Viana do Castelo, a bordo do antigo navio-hospital Gil Eannes, que é o cenário principal da acção.

O filme integra no seu elenco actores como Carlos Paulo, António Pedro Cerdeira, Vítor Norte e Leonor Seixas.

António P. Cerdeira com Camilo Mortágua, que em 1961 participou no assalto ao paquete.

A película tem como realizador Francisco Manso e o argumento é assinado por Vicente Alves do Ó e João Nunes, decorrendo a rodagem até ao início de Maio, com passagem também por Cacilhas, Montijo, Barreiro e Lisboa.

A ideia é retratar o histórico assalto ao paquete Santa Maria, uma original operação de denúncia dos regimes ditatoriais de Portugal e Espanha perpetrada em 1961 por 24 exilados políticos dos dois países, liderados pelos capitães Henrique Galvão e Jorge Sotomayor, com o apoio expresso do general Humberto Delgado.

A chamada "Operação Dulcineia" consistiu na assumpção pelos revolucionários do comando daquele paquete, com mais de 600 passageiros a bordo, em pleno mar das Caraíbas, desviando-o da sua rota durante 12 dias, para alertar a comunidade internacional para os regimes políticos que "asfixiavam" a liberdade na Península Ibérica.

Esta arriscada ocupação do mais luxuoso paquete de passageiros da marinha mercante portuguesa constituiu o primeiro sério abalo da ditadura salazarista em 1961, um autêntico "annus horribilis" do regime.

As filmagens no "Gil Eannes", antigo navio-hospital resgatado da sucata e agora transformado em museu, decorrem até 24 de Abril.

Fonte: Renascença.

domingo, 22 de junho de 2008

REGATA 200 ANOS DA ABERTURA DA BARRA DE AVEIRO





Integrada no programa das Comemorações do Bicentenário da Abertura da Barra de Aveiro e numa organização conjunta da Administração do Porto de Aveiro e do Clube de Vela Costa Nova, realizou-se nos dias 14 e 15 de Junho a REGATA 200 ANOS DA ABERTURA DA BARRA DE AVEIRO.

A regata destinou-se a embarcações de cruzeiros à vela divididas em três classes: IRC, ANC, e OPEN, sendo pioneira neste tipo de prova, pois foi a primeira vez que se disputou em Aveiro uma regata com barcos detentores de certificado de abono de alto nível da vela de cruzeiro.

A prova constou de quatro regatas técnicas (percursos tipo barlavento-sotavento) realizadas ao largo da Barra de Aveiro, adaptadas ao vento disponível, que se apresentou fraco, entre os 6-8 nós do quadrante W-NW, no sábado, sendo do quadrante S-SW (10-13 nós) no domingo, permitindo regatas muito interessantes para agrado de todos os participantes.


O estado do mar permitiu a montagem de excelentes campos de regata para o que contribuiu também a Comissão de Regata, tendo esta desempenhado com extremo profissionalismo a sua função.

O acolhimento em terra decorreu também da melhor forma, com a estada das embarcações participantes no Porto de Abrigo da Pesca Costeira da APA, e com excelente hospitalidade da organização, que providenciou bem-estar e bons petiscos aos velejadores no final das regatas.

Nas regatas de sábado a disputa pelos lugares cimeiros da classe IRC foi bastante aguerrida, tendo o PEGASO-BETTERSOFT, com Rosário Fino ao leme, ficado com o melhor tempo corrigido na 1ª regata do dia, sendo a 2ª ganha pelo de MIKE DAVIS- PORTO DE AVEIRO de Delmar Conde.
O INDELEVEL, de José Bártolo, e o BIGMANIA, de Henrique Pires, arrecadaram nas duas regatas do dia a terceira e a quarta posição, respectivamente.
Na classe ANC, o PLANADOR IV–AVEICABO, de Felipe Neto, impôs-se aos restantes cinco inscritos, ganhando as duas regatas de sábado, sempre seguido pelo CASCA DE NÓS de Rita Rocha em 2º, e do LUSITO de António Rosa em 3º, ficando o NOVE NÓS de João Oliveira em 4º, com OUTSIDER de Luís Silva no derradeiro lugar desta classe.
Em OPEN, o PICATO de Miguel Lopes venceu sem oposição as duas regatas, seguido pelo RIFON de Adolfo Paião e pelo XÔXÕ de Justino Pinheiro, tendo ocupado os restantes lugares os barcos CELTA MORGANA, BISSOU DU VENT e GIN TONIC.

No domingo, com vento de SW, moderado, continuou a cerrada e emocionante disputa pela vitória na classe IRC, assistindo-se à repetição dos resultados do dia anterior. Vitória para o PEGASO-BETTERSOFT e outra para o MIKE DAVIS- PORTO DE AVEIRO, sendo esta embarcação a vencedora do troféu IRC.
A terceira posição foi atribuída ao INDELEVEL e a quarta ao BIGMANIA.
Neste dia continuou incontestável em ANC a embarcação PLANADOR IV–AVEICABO, amealhando mais duas vitórias nas regatas do dia, permitindo-lhe assegurar o primeiro lugar nesta classe, seguido do CASCA DE NÓS e NOVE NÓS, que preencheram os restantes lugares do podium.
Em OPEN, dominou o PICATO, que venceu as duas regatas de domingo, e obteve a vitória na classe.
Na segunda posição ficou o RIFON e na terceira o XÔXÕ.


CLASSIFICAÇÕES DA REGATA


IRC
1º - MIKE DAVIS - PORTO DE AVEIRO, de Delmar Conde
2º - PEGASO – BETTERSOFT, de Rosário Fino
3º - INDELEVEL, de José Bártolo
4º - BIGMANIA, de Henrique Pires

ANC
1º - PLANADOR IV–AVEICABO, de Felipe Neto
2º - CASCA DE NÓS, de Rita Rocha
3º - NOVE NÓS, de João Oliveira
4º - LUSITO, de António Rosa
5º - OUTSIDER, de Luís Silva

OPEN
1º - PICATO, de Miguel Lopes
2º - RIFON, de Adolfo Paião
3º - XÔXÕ, de Justino Pinheiro
4º - BADAIRE, de Ramiro Silva
5º - CELTA MORGANA, de Fermando Alves
6º - BISSOU DU VENT, de António Grilo
7º - GIN TONIC, de Hugo Rocha


Fonte: Porto de Aveiro: Newsletter n.º 145.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

As Salinas de Aveiro...

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Capitães do "Gazela Primeiro"


1901-1917 - Paulo Fernandes Bagão
1919 - Manuel Simões da Barbeira
1920-1923 - João Pereira Ramalheira
1924 - Aníbal da Graça Ramalheira
1925-1926 - João Pereira Ramalheira Júnior
1927-1929 - Aníbal da Graça Ramalheira
1930-1931 - Manuel Bóia
1932 - Sílvio Ramalheira
1933-1936 - José Gonçalves Vilão
1937-1940 - Francisco da Silva Paião
1941-1943 - Augusto dos Santos Labrincha
1944-1948 - Armindo Simões Ré
1949 - João Simões Chuva - o Anjo
1950-1951 - José Teiga Gonçalves Leite
1952-1957 - João Fernandes Matias
1958-1964 - António Marques da Silva
1965-1968 - José Luís Nunes de Oliveira
1969 - Aníbal Carlos da Rocha Parracho

quarta-feira, 18 de junho de 2008

DIA DOS OCEANOS EM SÃO JACINTO


A Câmara Municipal de Aveiro Comemora o Dia Mundial dos Oceanos no dia 19 de Junho.

São Jacinto recebe a comemoração do Dia dos Oceanos que se assinalou no passado dia 8 de Junho. O local de encontro entre os alunos da Escola EB 2,3 João Afonso de Aveiro, Escola EB1 e Jardim-de-infância de São Jacinto será nas instalações da Escola do primeiro ciclo de São Jacinto, pelas 10.00 horas onde serão desenvolvidos vários ateliers. Pelas 10.15 horas, os alunos do segundo ciclo (quarto ano) vão participar no jogo “À descoberta de São Jacinto” que consiste em percorrer algumas ruas da freguesia, onde as crianças serão guiadas pelos alunos lá residentes. A partida será feita do recinto exterior do Centro Paroquial de São Jacinto. No fim do jogo serão desenvolvidos ateliers de pintura de t-shirts, construção de fósseis marinhos e pintura de conchas e pedras.

A partir das 13.15 horas, as crianças vão participar em actividades na praia: limpeza da praia e do parque de merendas, construções na areia e futebol na praia. A actividade encerrará com uma peça de teatro no Centro Paroquial de São Jacinto, com início às 14.15 horas.

Integrada no Programa Bandeira Azul 2008 a actividade é o culminar da Actividade de Educação Ambiental “Alterações Climáticas: a intervenção da Escola no litoral” desenvolvida pelos alunos da Escola EB 2,3 João Afonso de Aveiro. Promovida em parceria com a Escola EB1 de São Jacinto e o Jardim-de-infância de São Jacinto, a acção tem como principal finalidade sensibilizar a população local para a problemática das alterações climáticas e dos resíduos.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

"Mar de Sonhos" na Barra de Aveiro





Ainda no seguimento das Comemorações do Bicentenário da Abertura da Barra de Aveiro... No passado Sábado, a Administração do Porto de Aveiro ofereceu a toda a população um grandioso espectáculo multimédia, com direito a fogo de artifício, intitulado "Mar de Sonhos".

Foi um espectáculo memorável e digno de se ver, no final, o contentamento era geral, e eu, como já vem sendo hábito, não perdi pitada...

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Ostras da ria de Aveiro põem os franceses loucos


A produção de ostras na ria de Aveiro está a encher a barriga dos franceses. São eles os responsáveis pela quase totalidade do consumo daquele molusco que tem como viveiro a laguna aveirense.

Seis produtores de ostras "enchem" as redondezas do cais da "Bruxa", na Gafanha da Encarnação (Ílhavo), produzindo cerca de 200 toneladas por ano daquele apreciado molusco, que tem como consumidor preferido, o francês.Mais de 90 por cento da produção de ostra da ria de Aveiro tem como mercado a França. A Espanha compra alguma coisa e o restante fica em Portugal.

"A ostra da ria de Aveiro é muito concorrencial em termos de qualidade", confessa ao JN Paulo Melo, um antigo praticante de voleibol, que fez o curso de Ciências do Meio Aquático na Universidade do Porto, que em 1992 começou a produzir ostra em pequena quantidade, mas que só a partir de 2000 se lançou "a sério" no negócio", possuindo também produção de ostras no Algarve. "Aveiro é uma ria muito rica, em algas e matéria orgânica, fornece muito alimento", disse ao lembrar a sua escolha pela ria de Aveiro. "Os franceses são grandes apreciadores de ostras, então no Natal o mercado dispara, e como eles só querem ostra de grande qualidade, vêm buscá-la aqui", frisou Paulo Melo que se queixa da não existência de maternidades de ostras no nosso país e do facto de não haver seguro de produção em Portugal. "As ostras juvenis são adquiridas aos franceses", disse.

O preço pago pelo molusco à produção chega, nalguns casos quase a atingir os dois euros por quilo, mas quando a ostra chega à mesa do consumidor francês , por exemplo, pode atingir preços que rondam os vinte euros. "Vendo para os distribuidores, mas são eles que fazem a depuração em Arcachon e na Bretanha, embora aqui tenhamos qualidade de água suficiente para que a ostra possa ser vendida directamente ao público.

Paulo Melo queixa-se de a ostra ser o único marisco que em Portugal é taxado a 21 por cento (a lagosta é taxada a cinco por cento, por exemplo) e a não apetência do mercado português é explicada pela falta de tradição e, depois, pela ajuda do IVA. "Fui para a produção de ostras, também por causa dos roubos que há na ria, mais dirigidos para a amêijoa", lembrou. "Investi na altura certa e tenho tudo pago. Eu pago tudo a pronto, e só recebo a 90 dias", frisou, realçando que é "pena que a ria não seja mais explorada". "Tem condições únicas em Portugal para a produção de ostras", disse.

Negócio com algum risco, é para Carlos Moreira Ramos, a produção de ostras. Na produção daquele molusco há 14 anos, também na ria de Aveiro, na zona da "Bruxa", depois de ter cursado aquicultura no "Inforpescas", depois de uma experiência como pescador. "É um negócio que dá para viver", acentuou. "O mercado português e o espanhol não se interessam, daí que a produção vá toda para França, que também é por sinal, segundo lembra o país considerado o maior produtor de ostras do mundo. Tem quatro viveiros, com a totalidade de mais de 120 mil metros quadrados. E não tem dúvidas. "Pelos conhecimentos que tenho, a ria de Aveiro, é o melhor sitio da Europa para se produzir ostra", lembra.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Lugre - Patacho "Gazela Primeiro"

A Pesca Longínqua a bordo do Lugre-Patacho Gazela Primeiro.


Numa época, em que a pesca do bacalhau atravessava sérias dificuldades, urgia, por questões competitivas, dispor de navios maiores e de melhor qualidade.

O "Gazela Primeiro" surge como uma solução, foi mandado construir para transportar pescadores para a pesca do bacalhau nos Grandes Bancos da Terra Nova e tinha capacidade de transportar cerca de trinta Dóris.

O Veleiro foi construído no estaleiro de J. M. Mendes, em Setúbal, Portugal. Os registos, relativos à sua actual forma, datam de 1900, mas existe uma clara evidência de que as madeiras usadas na sua construção são do navio Gazella (com 2 L’s) que foi construído em 1883 em Cacilhas. Pinho português foi a principal madeira usada no casco e coberta, enquanto o mastros e vergas são de Pinheiro-do-Oregon (Douglas fir).

Este lugre-patacho foi sujeito a uma terceira remodelação em 1938, introduzindo um motor de propulsão.

A sua última campanha data de 1969. É propriedade do Museu Marítimo em Filadélfia desde 1971 e foi rebaptizado de Gazela of Philadelphia.



Fonte: Museu da Marinha.

Grupo Silva Vieira vai despedir 219 pescadores devido ao aumento de custos com combustíveis

O grupo Silva Vieira, com sede na Gafanha da Nazaré, Ílhavo, anunciou o despedimento de 219 pescadores que trabalhavam até agora em sete navios, quatro dos quais da frota longínqua, que decidiu imobilizar a partir de quinta-feira devido aos aumentos de custos com combustíveis que, alegou, tornaram inviável manter a exploração.

A informação foi veiculada através de um comunicado da Associação dos Armadores da Pesca Longínqua (ADAPLA) que é presidida pelo armador António Silva Vieira, um dos maiores do sector em Portugal.

O grupo Silva Vieira decidiu suspender a saída das embarcações Joana Princesa, Brites, Caribe, Red (todos navios fábrica da pesca longínqua) e ainda os barcos de pesca costeira Mar de Viana, Mar de Sines e Mar de Galega.
Os 219 pescadores afectados irão ser agora “convidados” a abandonar os seus postos de trabalho, sendo-lhes passados os documentos para o fundo de desemprego.

Fonte: www.noticiasdeaveiro.pt

terça-feira, 10 de junho de 2008

Dia de Camões e de Portugal

Em dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, aqui fica a nossa homenagem, com este belíssimo poema de Florbela Espanca intitulado:


"VOZES DO MAR"

Quando o sol vai caindo sobre as águas
Num nervoso delíquio d'oiro intenso,
Donde vem essa voz cheia de mágoas
Com que falas à terra, ó mar imenso?...

Tu falas de festins, e cavalgadas
De cavaleiros errantes ao luar?
Falas de caravelas encantadas
Que dormem em teu seio a soluçar?

Tens cantos d'epopeias? Tens anseios
D'amarguras? Tu tens também receios,
Ó mar cheio de esperança e majestade?!

Donde vem essa voz, ó mar amigo?...
... Talvez a voz do Portugal antigo,
Chamando por Camões numa saudade!


Florbela Espanca

"A GRANDE AVENTURA" - Um documentário sobre a história do bacalhau...

ESTREIA HOJE NA RTP 2 ÀS 23:30

"A GRANDE AVENTURA" é um documentário sobre a pesca do bacalhau e a memória dos portugueses na Terra Nova.

Nos dias de hoje, a pesca do bacalhau é, acima de tudo, um objecto cultural e memorial. Tema forte e muito expressivo de um certo imaginário português, sugere uma abordagem estética e exaltante, mas sobretudo didáctica e plural. Uma abordagem documental capaz de ser apreciada pelas gerações mais jovens de portugueses, pelas comunidades marítimas e emigrantes e por todo um público estrangeiro interessado nas grandes narrativas da vida marítima.

Os depoimentos que preenchem este filme revelam-nos homens de afoito e sabedoria, que se fizeram no confronto com os mares frios da Terra Nova e da Gronelândia. A “ganância” de pescar moldou-lhes um carácter simultaneamente rude e afectuoso, destemido e ingénuo, feito de grandes respeitos e de profundas cumplicidades com o mar.

Pescadores e capitães contam as venturas e desventuras das suas viagens ao “cabo do mundo”, relatam-nos o que sentiram e viveram durante longos anos de mar. São depoimentos que impressionam, que evocam e esclarecem o modo de pescar português entre os anos quarenta e setenta do século XX. Uma pesca destinada a abastecer a Nação e a engrandecer o Estado, na maioria das unidades da frota era feita com linhas de mão, a bordo de pequenos botes de um só homem, arriados de veleiros que, ainda vivos, já eram verdadeiras relíquias internacionais.


Realização de Francisco Manso e guião de Álvaro Garrido. Uma co-produção Francisco Manso e RTP2 com a duração de 52m.

Fonte: RTP

sexta-feira, 6 de junho de 2008

O dia a dia de um pescador no Séc XIX...

O "Fiel Amigo" chegava a Portugal de várias formas. Até o meio do século XX, os próprios portugueses aventuravam-se, pelos perigosos mares da Terra Nova, no Canadá, para a pesca do bacalhau.
Nos finais do séc. XIX, as embarcações portuguesas enviadas à pesca do Bacalhau eram de madeira e à vela, sendo praticada a pesca à linha.


No artigo que se segue, da autoria de Teresa Reis sobre "A pesca do Bacalhau", está bem patente o dia a dia de um pescador, vivido na época...

"Na pesca do bacalhau, tudo era duplamente complicado. "Maus tratos, má comida, má dormida... Trabalhavam vinte horas, com quatro horas de descanso e isto, durante seis meses. A fragilidade das embarcações ameaçava a vida dos tripulantes" dizia Mário Neto, um pescador que viveu estes episódios e pode falar deles com conhecimento de causa.
Quando chegava à Terra Nova ou Gronelândia, o navio ancorava e largava os botes. Os pescadores saíam do navio às quatro da manhã e só regressavam à mesma hora do dia seguinte, com ou sem peixe e uma mínima refeição: chá num termo, pão e peixe frito. No navio, o bacalhau era preparado até às duas ou três da manhã. Às cinco ou seis horas retomava-se a mesma faina. Isto, dias e dias a fio, rodeados apenas de mar e céu."

A captura do "Fiel Amigo"

A escalar o Peixe

O Homem do Leme

quinta-feira, 5 de junho de 2008

A pesca do "Fiel Amigo"...

“Os meus romances, no fundo, são franceses, como eu sou, em quase tudo, um francês – excepto num certo fundo sincero de tristeza lírica que é uma característica portuguesa, num gosto depravado pelo fadinho, e no justo amor do bacalhau de cebolada!”

Eça de Queiroz ( carta a Oliveira Martins )

Postal: Pescador a bordo do Dóri.


"Gosto de bacalhau seco, compacto. Sempre esqueço que é um peixe que singrou outrora os mares até cair nas malhas e na ganância dos pescadores. Presente raro dos deuses, o bacalhau, para mim, nasceu simplesmente salgado, sempre em postas e, neste estado, graças ao engenho humano, é levado à mesa e entregue à sanha de nossa gula."

Nélida Piñon, Brasil, 1996

Postal: Pescador a bordo do Dóri. Ao fundo o navio-mãe.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Dóris: O Bote dos Bacalhoeiros...

Quadro Óleo s/tela: PREPARANDO O DÓRI
Imagem retirada do blog: http://maolmar.blogs.sapo.pt/

Introduzidos nos finais do século XIX, os Dóris, eram embarcações pequenas de fundo chato e tabuado, muito utilizados na prática da pesca à linha, e que davam apoio a uma embarcação de maior porte.

A pesca à linha era uma prática muito dura e trabalhosa, exigindo do pescador um grande esforço e desgaste quer na pesca durante o dia inteiro quer remando o seu bote para o largo ou de regresso a bordo do navio-mãe.

Ao final do dia, os Dóris eram recolhidos, e todo o peixe é retirado e registado o que cada pescador conseguiu pescar. Sob o olhar atento do Capitão, começa a próxima etapa, a escala e a salga do peixe.

Um esforço sem limites, que no final acabará por compensar todos os pescadores e suas famílias...



Curiosidades:

Na Mitologia grega, Dóris é uma das três mil Oceânides, filhas de Oceanus e de Tétis.

Teve como marido Nereu, com o qual teve cinquenta filhas, as Neréiades.

Dóris é uma das três mil oceânides, divindades aquáticas. Seus pais são Oceanus, um dos doze titãs, e sua irmã, Tétis, que representa a fecundidade feminina do mar.

Dóris irá desposar Nereu, chamado “o velho do mar”. Este é filho de Gaia, a Terra, e de Pontos, a onda marinha.

Da união dos dois nascerão as nereidas, divindades marinhas. Além dessas cinqüenta filhas, Dóris conceberá de seu esposo o jovem Nérites. Dotado de grande beleza, este será amado por Afrodite. Mas, por não querer seguir a deusa, abandonando o reino de seus pais, é metamorfoseado em concha. Dessa forma, acaba permanecendo para sempre junto de sua mãe.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Dia Mundial dos Oceanos: 8 de Junho

Dia 08 de Junho comemora-se o dia mundial dos oceanos e o Oceanário de Lisboa irá desenvolver uma acção que sensibilize os cidadãos para a necessidade de conservar os oceanos, através da alteração de comportamentos.

Desde sempre que os oceanos influenciam a história do Homem, a sua cultura e a sua vida. Não só como fonte de alimento, mas também como modo de vida, fornecendo identidade a inúmeras comunidades.

O papel dos oceanos é fundamental para o equilíbrio ecológico do planeta pois, não só controlam o clima global como, produzem 70% do oxigénio libertado para a atmosfera. A sua vastidão representa 95% do espaço disponível para a vida, albergando uma diversidade inigualável de seres vivos. Os oceanos são, ainda, fonte de recursos vivos, de recursos minerais e de energia.

O Oceanário de Lisboa celebra o Dia Mundial dos Oceanos, promovendo uma acção que sensibilize os cidadãos para a necessidade de conservar os oceanos e o planeta, através da alteração de comportamentos. Acreditamos que se mudarmos a nossa atitude e reduzirmos o nosso impacto negativo sobre a natureza será possível a utilização e dependência dos recursos naturais por muitas gerações. Para facilitar, iremos oferecer aos visitantes uma lista pessoal de eco-atitudes que, ao ser colocada em prática, fará com que poupemos dinheiro, energia, água e, acima de tudo, a salvar o nosso planeta.

Clique aqui para descarregar a Lista de Eco-Atitudes (2.93 Mb) preparada pelo Oceanário e coloque-a no frigorífico, ou noutro local nem visível. :-)

Mostra Filatélica do Mar - Carimbo Comemorativo

Lançamento do carimbo comemorativo da Mostra Filatélica do Mar, em barco moliceiro, frente ao edifício da antiga Capitania de Aveiro a 3 de Maio, pelas 14h00.

Barra de Aveiro: "UM MAR DE SONHOS"

Dois dias dedicados exclusivamente às Comemorações do Bicentenário da abertura da Barra de Aveiro...

Dias 14 e 15 de Junho venha assistir à Regata “200 Anos da Abertura da Barra de Aveiro” , prova desportiva que inclui um fantástico espectáculo piromusical. “MAR DE SONHOS”, aguarda por todos nós, sábado, dia 14, pelas 22h30.

Exposição: "A Explicação do Vento", por Marcos Sílvio

Catálogo Exposição

No próximo sábado, pelas 17h, vai proceder-se, na Galeria dos Paços do Concelho, à inauguração da exposição “A Explicação do Vento”, de Marcos Sílvio.
A exposição, que inclui dezenas de modelos de navios em madeira e desenhos a óleo sobre tela, e que se integra nas comemorações do Bicentenário da Abertura da Barra de Aveiro, é assim descrita por José Paradela:

“Na sua pintura, a luz, a água e o vento, são de modo recorrente, os materiais temáticos, com os quais vai construindo imagens e paisagens inventadas, onde se movem naves cumprindo rotas no sopro do vento: Os barcos de ontem e de hoje, independentes do Tempo, navegando algures para nenhures, como objectos silenciosos para lá da última fronteira…

Marcos Sílvio habituou-nos a uma pintura figurativa, independentemente das fases que tem atravessado, ora mais geométricas ora mais orgânicas.

Mas a sua pintura, para além das apuradas técnicas que a caracterizam, só aparentemente representa navios ou embarcações. Na verdade esses navios não são retratos! Não se trata ali de representar, mas de ser. Cada nave é. É um ente criado para nos transportar a outros locais, quer existam na memória, quer sejam do domínio do sonho, no interior das suas paisagens feitas de líquidos luminosos! (…)

(…) Daqueles navios sobraram estórias que vai contando como memórias descritivas; estórias dos homens que os construíram, dos homens que os habitaram, dos homens que ali sofreram e a quem muitas vezes serviram de tumba. (…)

(…) É admirável esta exposição, pela paixão que comporta, pela persistência compulsiva do tema, pelo entusiasmo de explicar materializando, o objecto mediúnico das suas transposições poéticas. Mas ela não poderá ser totalmente entendida se alienarmos o universo pictórico do autor.

“Foi pelo vento que fomos” ou “A explicação do vento”, são portanto títulos que lhe fazem jus, e é por aí que, em meu entender, esta exposição deve ser saboreada...
E comovidamente sentida, porque estamos perante uma declaração de amor”.

Fonte: Porto de Aveiro: Newsletter n.º142.