200 anos da Barra de Aveiro

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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

A Barra e os Portos da Ria de Aveiro em exposição no Museu de Marinha

Esta segunda-feira, dia 20 de Outubro, pelas 18 horas, na Sala de Exposições Temporárias “Henrique Maufroy de Seixas”, vai proceder-se à inauguração da exposição “A Barra e os Portos da Ria de Aveiro 1808 – 1932, no Arquivo Histórico da Administração do Porto de Aveiro”.

Patente até 4 de Janeiro de 2009, a exposição comissariada por João Carlos Garcia e Inês Amorim (ambos professores da Faculdade de Letras do Porto), cumpre no Museu de Marinha a quarta etapa de um circuito de itinerância pela Península Ibérica. Etapa que resulta de parceria entre o Museu de Marinha, a Administração do Porto de Aveiro e a Câmara Municipal de Aveiro, contando com o Alto Patrocínio da prestigiada empresa CPTP.

Integrada no programa comemorativo do Bicentenário da abertura da Barra de Aveiro (03.04.1808), é composta por documentos do Arquivo Histórico do Porto de Aveiro, empresa que, segundo José Luís Cacho, Presidente do Conselho de Administração, “decidiu libertar o seu património histórico-documental da clausura que o agrilhoava em inútil penumbra, fomentando-se, a partir de agora, o seu usufruto pela comunidade”.

O programa da inauguração abre com palavras de boas vindas proferidas pelo Director do Museu de Marinha, Comandante Rodrigues Pereira. Segue-se intervenção do Presidente do Conselho de Administração do Porto de Aveiro, Eng. José Luís Cacho. Quinze minutos mais tarde, Inês Amorim falará do livro de sua autoria, “PORTO DE AVEIRO: Entre a Terra e o Mar”. O acto inaugural encerra com a apresentação da exposição por parte de João Carlos Garcia, seguida de visita aos quatro núcleos do espólio patente na Sala de Exposições Temporárias “Henrique Maufroy de Seixas”.

A exposição é composta por quatro núcleos: - “I – A RIA DE AVEIRO”; “II – A BARRA DE AVEIRO”; “III – A NAVEGABILIDADE DA RIA DE AVEIRO”; “IV – AS MARINHAS DE SAL DA RIA DE AVEIRO”.

“A documentação do Arquivo do Porto de Aveiro concentra as diferentes valências deste porto flúvio-marítimo” – afirma Inês Amorim, detalhando: “Por um lado, registos como mapas, cartas, projectos, desenhos e respectivas memórias, a escalas diferenciadas, numa quantidade e variedade imensurável, resultam das opções e procedimentos técnicos e interventivos no porto, na cidade e na Ria. Por outro, a documentação de carácter administrativo, que inclui as actas das sucessivas administrações, livros de receitas (fiscais) e de despesas, e os relatórios de actividades, cuja natureza evoluiu à medida que a legislação e os regulamentos o exigiam. Depois, a fotografia, pelo menos desde a década de 30, documenta obras e recursos, sítios de embarque e desembarque de materiais e mercadorias, ou, ainda, imagens aéreas da barra e porto. Finalmente, os objectos atestam técnicas empregues, quer no conhecimento das marés na Ria e na embocadura da barra, quer nas obras portuárias”.

“É este conjunto, diversificado, que compõe o Arquivo da Administração do Porto de Aveiro”, acrescenta a reputada investigadora. “Se, a complementar Biblioteca, contém um acervo de obras impressas relativas a obras portuárias, nacionais e estrangeiras, justificadas pelos interesses das equipas técnicas e de engenharia, acrescentam-se muitas outras, sobre as actividades económicas e ambientais, gerais e locais, geradas e geradoras, das dinâmicas sócio-económicas”.

O livro de Inês Amorim e o catálogo da exposição encontram-se disponíveis para venda nos serviços do Museu de Marinha.

Fonte: Porto de Aveiro: Newsletter n.º169 de 17 Outubro 2008.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

À Pesca do Bacalhau

BACALHAU
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sábado, 11 de outubro de 2008

Aguarela: Marinheiro

Marinheiro 1851

Fonte: Revista da Armada.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

7.º Aniversário da Ampliação e Remodelação do Museu Marítimo de Ílhavo


19 de Outubro

17h00 – Inauguração da exposição de fotografia “A Maritime Album – 50 fotografias e as suas histórias”, Selecção de John Sarkowski; Textos de Richard Benson (exposição cedida pelo Mariner’s Museum, Virgínia, EUA)

A Maritime Album [ver mais]


18h00 – Conferência “Camões entre a Europa e as rotas oceânicas”, pela Prof. Doutora Rita Marnoto (Universidade de Coimbra) – org: Confraria Camoniana Associação de Ílhavo;

21 de Outubro

Dia aberto

Visitas guiadas

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Porto de Aveiro: Centro Ibérico de Excelência Marítima em Aveiro

Aveiro vai ter um Centro Ibérico de Excelência Marítima. A decisão saiu de reunião havida no passado dia 2 de Outubro, encontro que juntou à mesa vários parceiros de peso: Administração do Porto de Aveiro (APA), Agência Portuguesa do Transporte Marítimo de Curta de Distância, (APTMCD), Agência Espanhola do Transporte Marítimo de Curta de Distância, Escola Europeia de Short Sea Shipping, ISCIA (Instituto Superior de Ciências da Informação e da Administração) e IME - Instituto Marítimo Espanhol.

A promoção do Short Sea Shipping e de cursos superiores relacionados com a Gestão Portuária, Direito Marítimo, entre outros; a divulgação da intermodalidade (rodovia/marítimo/ferrovia) como solução logisitca global; a criação de Cursos Superiores de estudos do Mar e a realização de Conferências/Workshops/Seminários cujas temáticas estejam relacionadas com o Mar, são alguns dos objectivos que subjazem à criação desta estrutura.

Sinais do dinamismo que as entidades fundadoras do Centro Ibérico de Excelência Marítima pretendem imprimir ao projecto podem encontrar-se na efectivação, a curto prazo, das seguintes iniciativas: - Encontro de Transportistas e Transitários Ibéricos - 5 de Dezembro em Aveiro; Atribuição de bolsas a estudantes para a participação no Curso ministrado pela Escola Europeia de Short Sea Shipping; Realização da 2º Edição da Pós-Graduação em Gestão Portuária (ISCIA).

Até ao final do mês de Novembro será assinado o protocolo oficial tendente à criação do novo Centro. Entretanto, avançará um concurso de ideias para a criação do logótipo.

Fonte: Newsletter do Porto de Aveiro - Edição nº 168 - 07 Outubro 2008

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Gastronomia: Pataniscas de Bacalhau



Ingredientes

· 600 gr de bacalhau
· 4 ovos
· 50 gr de farinha de trigo
· 1 cebola
· 1 ramo de salsa
· óleo para fritar
· sal e pimenta q.b.


Modo de preparação:

Depois de demolhado, coza o bacalhau; de seguida escorra e lasque-o retirando todas a pele e as espinhas. Faça o preparado juntando os ovos com a farinha até obter um creme. Se achar necessário pode acrescentar um pouco da água onde cozeu o bacalhau.
Pique a cebola finamente, bem como a salsa, e junte ao preparado anterior, acrescentando também o bacalhau.
Por fim, tempere a seu gosto e frite colheradas do preparado em óleo bem quente.
Não se esqueça de deixar escorrer em papel absorvente para evitar o óleo em demasia.
Serve-se com arroz de tomate malandro.

Receita do Restaurante "O Farnel"
(Restaurante participante no Concurso Gastronómico de Ílhavo 2007)
Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo - Agenda "Viver Em" - Outubro 2008

Junco Chinês


Modelo escultórico em madeira de teca, minuciosamente trabalhado, representa uma embarcação tradicional chinesa do século XVIII.

Embarcação de lastro largo, evoluiu ao longo dos séculos, passando de pequeno barco de rio para grande navio de mar. Este tipo de embarcação foi usada pelos portugueses desde a barra do golfo da Tailândia até à Ayuthaya. O seu uso decaiu aquando do aparecimento dos barcos e das lanchas a vapor.

A peça incorpora as colecções do Museu desde a década de 60 do século XX, tendo sido recentemente restaurada pelo Capitão Carlos Manuel Teles Paião. Encontra-se em exposição no átrio do Museu Marítimo de Ílhavo.

Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo - Agenda "Viver Em" - Outubro 2008

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

4ª ESQUADRILHA DE SUBMARINOS


Foi com o “Espadarte”, em 15 de Abril de 1913, que a Marinha se aventurou pela primeira vez abaixo da superfície do mar. A partir daí, foi um acumular de progressos tecnológicos e tácticos que fizeram dos submarinos a arma mais temível na “Batalha do Atlântico”.
Os submersíveis da 1ª Esquadrilha evoluíram para a 2ª e 3ª Esquadrilhas, mas ainda não tinham a capacidade inata para operar abaixo da superfície como o seu meio privi-legiado.
Os submarinos da classe “Albacora”, pelo contrário, foram construídos para operar sob a superfície e era em profundidade que as suas capacidades eram mais notórias e a sua sagacidade mais temida pelos navios de superfície.
Além disso, dispunham de uma autonomia invejável para a época, o que lhes permitia efectuar operações em zonas bem distantes da sua base de apoio.
Pequenos no tamanho mas intrépidos na acção, foi neles que recaiu uma boa parte da responsabilidade pelo controlo do mar, no aproveitamento total das suas capacidades, com especial ênfase para a discrição e dissuasão, num regime de utilização intensivo que as horas de navegação efectuadas bem atestam. Às suas guarnições, que num espaço exíguo afirmaram inexcedível brio e valor, fica a merecida homenagem.

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O Contrato para a aquisição dos submarinos da 4ª Esquadrilha foi assinado em 24 de Setembro de 1964. Os 4 navios que inicialmente a constituíam foram todos construídos pelos estaleiros Dubigeon-Normandie em Nantes, França, sendo estes os N.R.P.’s “Albacora”, “Barracuda”, “Cachalote” e “Delfim”.

N.R.P. “Albacora”
Aumentado ao efectivo – 1 de Outubro de 1967
Desarmado – 30 de Novembro de 2000
Horas de Navegação – 42184
Horas de Imersão – 25979

N.R.P. “Barracuda”
Aumentado ao efectivo – 4 de Maio de 1968
Horas de Navegação (até Maio de 2008) – 46636
Horas de Imersão (até Maio de 2008) – 32879
Milhas percorridas (até Maio de 2008) – 279816

N.R.P. “Cachalote”
Aumentado ao efectivo – 25 de Janeiro de 1969
Desarmado – 17 de Outubro de 1974
Abatido – Julho de 1975 (vendido a França para posteriormente ser cedido ao Paquistão)
Horas de Navegação – 7207
Horas de Imersão – 2709

N.R.P. “Delfim”
Aumentado ao efectivo – 1 de Outubro de 1969
Desarmado – 1 de Setembro de 2006
Horas de Navegação – 44500
Horas de Imersão – 33000
Milhas percorridas – 260000

Fonte:Revista da Armada - Set/Out n.º 423