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quinta-feira, 12 de junho de 2008

Grupo Silva Vieira vai despedir 219 pescadores devido ao aumento de custos com combustíveis

O grupo Silva Vieira, com sede na Gafanha da Nazaré, Ílhavo, anunciou o despedimento de 219 pescadores que trabalhavam até agora em sete navios, quatro dos quais da frota longínqua, que decidiu imobilizar a partir de quinta-feira devido aos aumentos de custos com combustíveis que, alegou, tornaram inviável manter a exploração.

A informação foi veiculada através de um comunicado da Associação dos Armadores da Pesca Longínqua (ADAPLA) que é presidida pelo armador António Silva Vieira, um dos maiores do sector em Portugal.

O grupo Silva Vieira decidiu suspender a saída das embarcações Joana Princesa, Brites, Caribe, Red (todos navios fábrica da pesca longínqua) e ainda os barcos de pesca costeira Mar de Viana, Mar de Sines e Mar de Galega.
Os 219 pescadores afectados irão ser agora “convidados” a abandonar os seus postos de trabalho, sendo-lhes passados os documentos para o fundo de desemprego.

Fonte: www.noticiasdeaveiro.pt

terça-feira, 20 de maio de 2008

Um passeio pela região....






sexta-feira, 16 de maio de 2008

Modelismo Náutico: Bacalhoeiro "Inácio Cunha"

Autor: c. Vasconcelos

Gostava de um dia me aventurar a construir uma réplica deste género. Sei que é um trabalho bastante minucioso, que requer alguma habilidade, concentração e bastante paciência... talvez seja o meu próximo desafio, quem sabe ;)

Esta maravilha, é da autoria de c. Vasconcelos, trata-se de uma réplica do Bacalhoeiro Inácio Cunha.

Este primeiro Bacalhoeiro, foi mandado construir em 1945, no estaleiro Naval de José Maria Bolais Mónica, na Gafanha da Nazaré, tinha o casco em madeira, não congelava, e tinha apenas um porão para o salgado. Tinha de comprimento cerca de 46,60 m e a potência do motor era de 550 HP.
No entanto passados alguns anos, este Bacalhoeiro viria a afundar-se ao largo da Gronelândia, depois de um violento incêndio...

Vamos recordar:

"Sem a menor possibilidade de ser socorrido, todo o dia o "Inácio Cunha" se manteve envolto em grandes labaredas e espesso fumo, sacudido a espaços por violentas explosões, acabando por se afundar às duas horas e trinta minutos do dia trinta do mês de Agosto de mil novecentos e sessenta e seis, com todos os seus pertences e carga que constava de onze mil e oitenta quintais de bacalhau frescal, trinta e duas toneladas de óleo de fígados de bacalhau, dezanove toneladas de caras, sete toneladas de línguas, lombos e samos de bacalhau, dez toneladas de lula japonesa, cinco toneladas de cavala norueguesa, quarenta toneladas de sal, bem como todos os haveres da tripulação, que não foi possível salvar."


"O pânico gerou-se a bordo e só com muita dificuldade o Capitão, auxiliado pelos seus principais, conseguiu que a operação de arriar os botes se processasse em boa ordem. Vendo a tripulação mais calma, tentou o Capitão entrar no seu camarote para salvar a documentação do navio, mas isso foi-lhe impossível, dado que o camarote, situado mesmo por cima da casa das máquinas, se encontrava cheio de fumo e o calor ser insuportável. Pelas cinco horas e trinte minutos do mesmo dia, já com a tripulação a salvo, resolveu o Capitão com os seus Principais abandonar o navio, verificada a impossibilidade da sua salvação e porque se temia a todo o momento qualquer explosão nos tanques de gasoil. Recolheu-se a bordo do navio "Soto Mayor", onde já estava toda a sua tripulação. O Capitão do "Soto Mayor" informou o navio-hospital "Gil Eannes", que se encontrava em Holsteinsborg, do que se estava a passar com o "Inácio Cunha". Pelas quatorze horas do mesmo dia ouviu-se de bordo do "Inácio Cunha" uma violenta explosão acompanhada de grande erupção de chamas e tendo a seguir caído o mastro de ré. Pelas desassete horas foi dada ordem para que todos os tripulantes passassem para bordo do "Gil Eannes", que entretanto chegara ao local do sinistro. "

Depois deste acontecimento e com o dinheiro da seguradora, foi projectado um novo Inácio Cunha, a pedido do armador, este já bem mais evoluído... Em aço, com porão para os salgados e para os congelados...

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Visita à exposição: "A Barra e os Portos da Ria de Aveiro 1808 – 1932"

No passado Domingo, depois de ter visitado a fragata Álvares Cabral, tive a possibilidade de passar na Galeria da antiga Capitania do Porto de Aveiro. Desde o dia 03 de Abril, está em exposição o arquivo Histórico da Administração do Porto de Aveiro, denominado "A Barra e os Portos da Ria de Aveiro, 1808-1932".

A historiadora Inês Amorim é comissária da exposição, juntamente com João Garcia. Os dois especialistas foram os responsáveis científicos pela equipa que, durante mais de um ano, inventariou parte do espólio do arquivo do Porto de Aveiro, tratando-se a APA da única administração portuária a proceder a este tipo de trabalho.

No momento em que lá fui, não havia ninguém na galeria, ninguém, para além do "guardião" daquela relíquia histórica... Tive a possibilidade de vaguear à vontade pela exposição, e de certa forma viver o espírito da época, pois é de enaltecer e sobrelevar a força e a coragem dos técnicos, que sem grandes meios, conseguiram levar esta obra a bom porto e fizeram desta terra aquilo que hoje é...

Quem quiser conhecer um pouco sobre a nossa história, terá a possibilidade de o fazer até ao dia 03 de Maio... Aqui fica o convite.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Documento Histórico V - Planta da obra da Barra

Planta datada de 30 de Julho de 1809
Representa a Obra da Barra de Aveiro, aberta a 03 de Abril de 1808, na posição onde ainda hoje se encontra.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Visita à Fragata Álvares Cabral


Desde o passado dia 03 de Abril, que a Fragata Álvares Cabral, se encontrava atracada no Cais Ro-Ro no Terminal Norte do Porto de Aveiro. No fim de semana, as portas do N.R.P. Álvares Cabral (Navio da República Portuguesa Álvares Cabral) foram abertas ao público em geral, a entrada era livre e ainda dava direito a visita guiada.
Como não é todos os dias que temos à porta de casa um Navio de Guerra da Marinha Portuguesa, o barramar.blog não deixou passar este momento em branco e rumou ao Terminal Norte...
Como já seria de prever, só nos foi permitido fotografar o exterior da fragata... e nós assim fizemos, e o resultado foi este...




















sábado, 5 de abril de 2008

FRAGATA Álvares Cabral aberta ao público



No âmbito das comemorações dos 200 anos da abertura da Barra de Aveiro, a Fragata Álvares Cabral, da Marinha de Guerra Portuguesa, encontra-se aberta a visitas ao público em geral. Este navio encontra-se atracado no Terminal Norte do Porto de Aveiro, no cais RO-RO.

Horário das visitas:

SÁBADO, 05 ABRIL – 10h/13h; 14h30/19 horas
DOMINGO,06 ABRIL – 10h/13h
Contactos/Informações: 234 397 244; 234 397 230 capitania.aveiro@marinha.pt

segunda-feira, 31 de março de 2008

Memórias VII

Postal do Forte da Barra - Ao fundo a Torre de Sinais


Postal do Forte da Barra - Antiga ponte de madeira de acesso à Barra

quinta-feira, 27 de março de 2008

Peça de Teatro "Mar" de Miguel Torga

Já dizia o velho ditado "O sonho comanda a vida", e foi do sonho de três homens (Humberto Rocha, Manuel Cruz Caçador e Sargento Padilha) que surgiu o primeiro grupo de teatro amador na Gafanha da Nazaré. Apesar das dificuldades económicas... e não só, em manter este tipo de arte, a força e o entusiasmo das gentes da terra, era mais que muito. E foi então que a 27 de Setembro de 1973, surge o Grupo Activo de Teatro Amador (G.A.T.A.).

Curiosamente a primeira peça a ser encenada, por este grupo de artistas amadores, foi a peça de Teatro "Mar" de Miguel Torga, onde é abordada a vida dos pescadores do bacalhau, os seus anseios e as suas incertezas...

A peça estreou a 13 de Julho de 1974, no Salão Paroquial da Casa do Povo da Gafanha da Nazaré com lotação esgotada... E foi um verdadeiro sucesso. Aqui fica a foto de todo o elenco...


Fotos In: Boletim Cultural da Gafanha da Nazaré N.º 1 - 1.º Semestre de 1985 - Ano I.

quarta-feira, 12 de março de 2008

O farol, um amigo - por Manuel Olívio da Rocha

Ainda de Pedra em Pedra... por Manuel Olívio da Rocha, um gafanhão, já há muitos anos radicado no Porto, recorda com "graça" as suas brincadeiras de infância, passada na Gafanha da Nazaré, junto da Ria.


O Farol, um amigo.

"Hoje, afeitos aos truques electrónicos, quase não ligamos à luz do Farol.
À noite, entrava-me pela janela o foco e, eu e meu irmão, entretínhamo-nos a contar o tempo de uns sinais para os outros.
Aguçava a nossa curiosidade e regularidade dos ditos sinais. Como é que eles faziam isso? E para que servia?
… Os pescadores contavam-nos casos vividos por eles em que, se não tinham naufragado, o deviam aos faróis que os avisavam do perigo…
Então ainda gostávamos mais daquela luz. Era como se um Amigo nos entrasse pela janela. E adormecíamos bem acompanhados…"

In: Boletim Cultural da Gafanha da Nazaré N.º 1 - 1.º Semestre de 1985 - Ano I.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Tesouros "escondidos" na Ria de Aveiro.

Navio do século XV Ria de Aveiro - A


(Clique para visita virtual)

"Em 1992 foi descoberta fortuitamente numa zona intertidal da Ria de Aveiro, junto à praia de Biarritz, na margem oeste do canal de Mira, perto da ponte da Barra uma grande concentração de vestígios de cerâmica. Estes vestígios foram identificados em 1994 como pertencente à carga derramada de um navio que apresentava ainda preservadas estruturas do casco que viriam a ser datadas por radiocarbono do século XV.

Desde 1996 este sítio foi alvo de campanhas anuais de escavação, divididas em duas fases de investigação. A primeira, desenvolvida em colaboração com a Universidade de Aveiro e que teve o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), centrou-se no estudo dos restos do navio, terminando em 1999 com a desmontagem e remoção das suas estruturas preservadas.
A partir de 2001 deu-se continuidade à escavação e ao estudo da carga, novamente com o apoio daquela Fundação.

Os trabalhos desenvolvidos permitiram identificar a metade de popa da carena de um navio de pequena tonelagem, construído segundo a tradição de construção naval ibero-atlântica, própria dos países ibéricos no período da expansãoo (século XV-XVII). Em seu redor, foram recuperados restos da carga, constituída sobretudo por cerâmicas – tigelas, pratos, tachos, alguidares, púcaros, panelas, bilhas ou cantis, cântaros, talhas, penicos, funis, testos e mealheiros - distribuídas por seis fabricos, identificados por observação macroscópica.


Foram ainda recuperados artefactos em madeira, entre os quais uma pá, uma escudela, parte de um barril, vestígios alimentares (castanhas, nozes, grainhas de uva) e peças fabricadas em chumbo. A maior parte da carga derramou-se sobre o lado estibordo da embarcação, bordo sobre o qual o navio acabou por repousar, conservando-se envolto em argilas finas. A interpretação da distribuição dos vestígios permitiu identificar uma camada de ramagens de pinheiro e vides sobre a qual eram acondicionadas as peças de cerâmica, por vezes encaixadas umas nas outras e colocadas no interior das formas de maiores dimensões. Foram também recuperadas duas peças envoltas num tecido grosseiro semelhante a serapilheira.

A última campanha no âmbito deste projecto será realizada entre Maio e Julho de 2005 e prevê a realização de sondagens por escavação em três áreas do sítio, até serem atingidos os níveis estéreis: nas áreas de proa e popa e na parte central da embarcação, atendendo à significativa densidade de vestígios localizados e recuperados até à data. Deste modo pretende-se avaliar a potência estratigráfica dos níveis arqueológicos, compreender o processo de formação do sítio e identificar padrões de distribuição da carga no navio. Com os mesmos objectivos, planeia-se ainda a realização de sondagens em colaboração com o Centro de Paleoecologia e Arqueociências do IPA. A última semana de intervenção será dedicada à protecção integral dos vestígios, que serão futuramente objecto de um plano de monitorização regular."

Fontes: Instituto Português de Arqueologia.
Museu Nacional de Arqueologia.

Links Relacionados:
http://www.urbi.ubi.pt/000131/_private/cult_navios.html

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Mar e Ria Abraçam Stª Maria


Mar e Ria abraçam Santa Maria, esta é mais uma brochura que fica para a posteridade, e que foi lançada a propósito das festas em honra da Nossa Senhora dos Navegantes, que se realizou no passado fim de semana.

Trata-se de uma festa de tradições antigas e bem enraizadas nas gentes desta região, e que foi “ressuscitada” pelo Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré, que já o organiza à cerca de 10 anos e que este ano teve o apoio de vários parceiros, nomeadamente o Porto de Aveiro, integrando-se assim nas Comemorações dos 200 anos da Abertura da Barra de Aveiro.

Um dos pontos altos destas festas é a procissão na ria de Aveiro, com Nossa Senhora, envolvida por vários tipos de embarcações, e que leva às margens da ria, milhares de pessoas vindas de todo o lado...
Aqui ficam algumas fotos da procissão marítima da Senhora dos Navegantes - 2007.








sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Farol da Barra de Aveiro

O Farol da Barra de Aveiro é considerado o mais alto de Portugal e da Península Ibérica.

É o resultado de diversos acidentes ocorridos naquela costa, em 1866, o inspector de faróis, Francisco Maria Pereira da Silva, defendeu, no seu plano de farolagem, a necessidade urgente da criação de um farol em Aveiro:

«na barra de Aveiro é de urgente necessidade um pharol de grande alcance e da maior intensidade de luz, não só para esclarecer a extensa e baixa praia, que divide ao meio, com 60 milhas de litoral, em que as primeiras elevações se apresentam a uma grande distância do mar (seis a oito léguas), iludindo assim o navegador, que julga pelo aspecto d´esta porção de costa, achar-se ainda mais afastado da terra; mas também para poder atravessar uma atmosphera que se conserva sobre esta grande planície cheia de densos vapores, emanados tanto das areias humedecidas, como das marinhas de sal e das águas que ali abundam na distancia de muitas milhas; convém que seja esta barra de Aveiro a posição escolhida para um pharol de 1ª ordem e que seja sustentado por um elevado e bem distincto edifício, para prevenir de dia os navegadores da sua aproximação. Este pharol ali collocado também dispensa outro, que era necessário estabelecer para indicar a entrada da barra d´aquelle porto.»

O primeiro esforço para a edificação de uma estrutura na região data de 1856, mas só em 1879 foi executado o projecto, da autoria do Engenheiro Paulo Benjamim Cabral, a obra foi, primeiramente dirigida pelo engenheiro Silvério Pereira da Silva e, mais tarde, pelo engenheiro José Maria de Mello e Matos.

Entrou ao serviço apenas em 1893, tornando-se no farol, com a mais alta torre em Portugal e um dos maiores da Europa. Foi equipado com uma lâmpada de incandescência a vapor de petróleo e um aparelho óptico de 1ª ordem. A rotação era assegurada por uma máquina de relojoaria.

Neste ano, entrou também em funcionamento um sinal sonoro, constituído por uma trompa HOLMES, funcionando a ar comprimido e instalada no molhe. Em 1898 o sinal sonoro foi transferido para defronte ao farol, procedendo-se à sua cobertura em 1902, protegendo-o assim das chuvas.

Em 1908 a máquina do sinal sonoro foi substituída por duas máquinas a vapor verticais, ficando assim uma máquina de reserva.
Em 1935 o sinal sonoro foi re-instalado no topo do edifício do farol, uma vez que a estrutura onde se encontrava, foi derrubada pelo mar. No ano seguinte foi electrificado através da montagem de grupos electrogéneos.

Em 1947 o aparelho óptico foi substituído por um outro de 3ª ordem. A lâmpada passou a ser de filamento, ficando assim a outra de reserva. No ano seguinte foi instalado um rádiofarol e em 1950 é ligado à rede eléctrica, sendo mais uma vez substituída a lâmpada por uma de 3.000 W.
Para acesso à torre foi montado um elevador em 1958. A potência da fonte luminosa, nesta altura, foi reduzida, instalando-se então uma lâmpada de 1000W.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

1808-Abertura Oficial da Barra

"No dia 3 de Abril deste ano (1808) pelas 7 horas da noite, quando o desnível das águas era mais de 2 m do interior para o exterior, arrancando ele próprio Luís Gomes e o desembargador Verney as estacas e fachinhas que revestiam a areia, e empunhando enxadas e pás, abriram uma vala através do areal... As águas começaram logo a correr, primeiro mansamente, para bem depressa saírem em torrente arrebatadora para o mar, arrastando massas enormes de areia. A acção da corrente foi tão repentina e o sucesso tão feliz que as águas dos bairros inundados de Aveiro e da praia baixaram 3 palmos (0,66 m) em 24 horas e outro tanto no dia seguinte, apesar da grande distância da cidade à barra. Imagine-se qual seria a velocidade da corrente das àguas! A barra apresentou-se com 20 a 30 palmos de àgua e com 120 braças de largura".

Adolfo Loureiro, em "Guia de Portugal", Beira Litoral, Página 528.

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Olá a todos, sejam bem-vindos ao meu blog!

No âmbito do concurso de weblogs - "Blogmar", promovido pelo Porto de Aveiro e integrado nas Comemorações do Bicentenário da Abertura da Barra de Aveiro, surge a ideia de participação neste verdadeiro desafio.
Este é o meu primeiro Blog e com ele pretendo divulgar algumas ideias relacionadas com o mar, ria e o Porto de Aveiro. Deixe-se viajar connosco, prometo que não se arrependerá....

Carla Ferreira