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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Costa Nova

Costa Nova

A composição mostra-nos a Costa Nova do Prado, provavelmente num início de fim de tarde carregado de nuvens, entre a Ria e os Palheiros. No lado esquerdo da composição, marcada pelo casario que se estende ao longo da composição, visualizamos os típicos palheiros da Costa, em tons vivos e quentes. Entre o casario e a margem da Ria várias figuras junto aos seus Palheiros ou de passagem, em cenas quotidianas. Atracadas na margem, visualizamos algumas bateiras e num horizonte mais longínquo, um conjunto de velas de moliceiros que navegam na Ria.

Da autoria de Fausto Sampaio, notável pintor contemporâneo cuja obra infl uenciou muitos pintores que lhe sucederam, encontra-se datada de 1933 e faz parte da colecção de arte do Museu Marítimo de Ílhavo.

Foi adquirida pelo Município de Ílhavo em parceria com a Associação dos Amigos do Museu aquando da comemoração do 7.º Aniversário de Remodelação do Museu Marítimo de Ílhavo, a 21 de Outubro de 2008.


Fonte: CMI: Agenda Viver Em - Novembro

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Zífio em decomposição deu à costa


Um zífio já em decomposição deu hoje à costa na Praia da Costa Nova, em Ílhavo tendo despertado a curiosidade de inúmeras pessoas, informou fonte da Polícia Marítima.

O cetáceo com cerca de três metros de cumprimento “com peso considerável” será analisado por técnicos do Instituto de Conservação da Natureza e aguardará no areal por segunda-feira para ser recolhido pelos serviços da Câmara de Ílhavo para o aterro municipal. O Zífio é um animal gregário que se desloca em pequenos grupos de 7 a 8 indivíduos, embora os machos adultos sejam solitários.

Fonte: Noticias de aveiro.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

"Praia Nua" de Armando Pereira da Silva

Foto: Costa Nova possivelmente em finais do séc XIX.

«Amanhã, vais ter comigo à praia, vais?
No dia seguinte, era feriado e realizava-se a festa dos pescadores da Costa Nova. A tarde estava quente quando entrei no autocarro para lá. O céu era azul, aquele azul através do qual nos parece descortinar o iodo característico. Atravessei a Gafanha por entre alas enormes de bicicletas e outros meios de transporte, em pro­cura, toda a gente, das praias e da romaria. Foi nessa viagem que conheci aquela com quem brevemente me vou casar.»

Excerto de “PRAIA NUA” - 1963 in Contos, Armando Pereira da Silva

Costa Nova: Mercado já pode vender marisco cozido

A comercialização de marisco cozido voltou ao Mercado Municipal da Costa Nova, cinco meses depois da proibição pela ASAE em Setembro último e da «criação de todas as condições formais na Cozinha dos Armazéns Gerais da Câmara para a transformação do marisco, local que a Câmara Municipal desde logo disponibilizou para este fim, atendendo à incapacidade demonstrada pelos operadores em encontrarem eles próprios uma solução que cumprisse as determinações legais inerentes à transformação deste tipo de produto».

Nesta fase, a comercialização de marisco cozido será efectuada aos Sábados, Domingos e Feriados.Segundo comunicado da autarquia, «a atribuição a esta Cozinha do Registo de Número de Controlo Veterinário, emitido pela Direcção Geral de Veterinária no passado dia 20 de Fevereiro, (após as devidas intervenções e vistorias), (…) foi possível, apenas 3 dias depois, retomar esta actividade tão importante para o Mercado da Costa Nova, para a comunidade local e para o Município de Ílhavo».

Segundo comunicado,o uso da Cozinha é «regida por um conjunto de regras claras e bem definidas, a cumprir escrupulosamente por todas as partes envolvidas no processo, e numa lógica temporária, até à activação da Cozinha do Mercado Municipal da Costa Nova, a implementar na obra de ampliação do referido Mercado».Para o efeito, a Câmara aprovou em reunião do Executivo Municipal de 25 de Fevereiro, o “Contrato de Prestação de Serviços de Transformação e Acondicionamento de Marisco e Condições de Venda de Marisco Transformado no Mercado da Costa Nova”. Segundo a autarquia, «entre outras obrigações, irão suportar os custos inerentes a esta operação».

Fonte: Online News.

domingo, 30 de dezembro de 2007

Costa Nova

Pintura a óleo da autoria de Carlos Fragoso de 1921 (a obra encontra-se assinada e datada no canto inferior direito).

A Composição revela-nos um belíssimo conjunto de palheiros da Costa, que delimitam a composição que a partir daí se desenvolve. Predominam as tonalidades frias, em azul, que entram em harmonia com as tonalidades quentes de castanhos e dourados.

Esta peça foi doada ao Museu Marítimo de Ílhavo pelo autor e integra as colecções desde 1934.

Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

O "Ti Ameixa" e a Barca

O seu nome é José da Graça, mas, por herança do avô, é conhecido por todos como Manuel Ameixa. O “Ti Ameixa”, como carinhosamente também lhe chamam, é uma figura emblemática do nosso Concelho pela sua ligação à Ria e ao vaivém das travessias efectuadas entre a “Bruxa” e a Costa Nova.

Nascido há 80 anos na Gafanha da Encarnação, o contacto do Ti Ameixa com a Ria começou logo na infância. Depois da escola, o seu maior prazer era ir à procura do pai para poder andar na apanha do moliço, tendo mesmo, com apenas 5 anos, aprendido a manobrar a barca. Nessa altura, eram vários os barcos que faziam o transporte de pessoas entre as duas margens, tendo o pai optado então por essa actividade em parceria com o filho, de 11 anos de idade, num negócio que dava sustento a toda a família. Vinha muita gente de longe, sobretudo depois da vindima, para uns dias de descanso na Costa Nova. Celebravam-se ali muitos aniversários… e até os enterros passavam nas barcas!

Durante mais de 20 anos, Manuel Ameixa dedicou-se exclusivamente a esta actividade. Mas, após a construção da ponte nova e a consequente diminuição de clientela, optou por ir trabalhar na Junta Autónoma do Porto de Aveiro. Mas não abandonou o transporte por completo. Durante os fins-de-semana e nas férias de Agosto ajudava o irmão, que entretanto ficara encarregue do negócio.

Com mais de sete décadas ao leme da sua barca, o Ti Ameixa é o único nos tempos que correm a fazer as travessias. Não tem memória de acidentes, penas de um pequeno susto quando, certo dia ao sair da Costa Nova, sozinho, se levantou vento com o qual não contava. Felizmente conseguiu controlar a barca e seguiu viagem. Guarda, sim, boas recordações, quando outrora as raparigas cantavam, dançavam e o obrigavam a dançar com elas.
Estas são as memórias de outros tempos, homenageadas pela Câmara Municipal de Ílhavo quando, em 2000, colocou uma barca que pertencia à família de Manuel Ameixa numa das rotundas da Estrada da Mota. A esta barca só a imaginação pode levar mais longe, mas a do Ti Ameixa continua a contar com a sua sagacidade e engenho para que a “Bruxa” e a Costa Nova continuem unidas pelo beijo molhado da Ria, sob o olhar atento de tantos quantos se aventuram nesta calma e inesquecível travessia.

Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Costa Nova - Palheiro de José Estêvão

"... a Costa Nova - e eu considero esse um dos mais deliciosos pontos do globo. É verdade que estávamos lá em grande alegria e no excelente chalé Magalhães."

Eça de Queirós, cartas intimas 15 de Julho de 1893

"...Filho de Aveiro, educado na Costa Nova, quase peixe da ria, eu não preciso que mandem ao meu encontro caleches e barcaças. Eu sei ir por meu próprio pé ao velho e conhecido 'palheiro' de José Estêvão..." E na mesma carta, acrescenta: "Apesar de ter retardado ontem o meu jantar até às nove da noite, não pude desbastar a minha montanha de prosa. Levar as provas para os areais da Costa Nova, não é prático - ó homem prático! Há lá decerto a brisa, a vaga, a duna, o infinito e a sardinha - coisas essenciais para a inspiração - mas falta-me essa outra condição suprema: um quarto isolado com uma mesa de pinho."

Eça de Queirós, carta a Oliveira Martins (1884)

Era assim, que em pleno século XIX ,o escritor Eça de Queirós, descrevia as suas passagens pela Costa Nova, um dos frequentadores assíduos do mais famoso Palheiro da Costa Nova, o Palheiro do ilustre José Estêvão, que ali fazia gala em receber muitos dos seu amigos , e onde passaram momentos inesqueciveis.

José Estêvão Coelho de Magalhães, nasceu em Aveiro a 26 de Dezembro de 1809, e faleceu em Lisboa a 04 de Novembro de 1862, mais conhecido como José Estêvão, este homem aveirense, foi um notável jornalista, politico, orador parlamentar, bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, foi veterano das lutas liberais e foi várias vezes obrigado a procurar refugio fora do país devido à sua frontalidade na oposição. Foi um defensor da urgência de continuadas obras na barra de Aveiro, da construção de um farol e foi intransigente na passagem do caminho de ferro pela sua cidade.

Foi um verdadeiro e dos mais ilustres filhos da terra. Em 1889, por reconhecimento público, Aveiro recebeu a sua estátua com grandes festejos.

Nota: Foto retirada do blog http://vilibordo.blogspot.com

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Costa Nova do Prado - Casas Típicas

As casas típicas da Costa Nova, os "famosos" palheiros, são construções típicas desta região, hoje em dia, representam um verdadeiro postal ilustrado e colorido pra quem quer conhecer, esta zona.

São casas de madeira tradicional portuguesa, que começaram a surgir a partir de 1808, aquando da abertura da nova barra, eram construídas sobre estacas, que devido ao terreno arenoso e alagadiço não permitia que se construíssem casas assentes no solo. As construções palafíticas possibilitavam a subida das águas da ria, inundando o terreno, sem que afectasse a habitação propriamente dita, permitindo também que a areia arrastada pelo vento, pudesse passar por baixo das casas.

Os primeiros palheiros a surgir, foram construídos principalmente à beira-mar, por pescadores, e que serviam para guardar as redes, bem como outros artigos de pesca.

Na altura era constituídos por apenas uma única divisão, mas com o passar dos anos, e mediante as necessidades de cada um, foram surgindo algumas divisões no seu interior. Alguns pescadores deslocados acabaram por ficar a residir permanentemente, permitindo assim a origem de novas povoações costeiras, como é o caso de Espinho e a Costa da Caparica.

Com o passar dos tempos, estes palheiros que pouco mais eram do que casebres, na altura, começaram a ganhar aspecto de casas de madeira bem construídas e pintadas com cores frescas e garridas, que lembram a policromia dos moliceiros que desfilam nas águas da Ria de Aveiro.

O que no principio do século XIX, parecia ser uma aldeia de pescadores, aos poucos, a Costa Nova, tornou-se numa das praias mais conhecidas, ao ponto de em 1848 ser frequentada por ilustres figuras públicas, como Eça de Queirós e Oliveira Martins, frequentadores assíduos do palheiro de José Estêvão, uma ilustre personalidade de Aveiro, que muito contribuiu para a divulgação desta região.

Costa Nova do Prado - a sua Origem


Costa Nova do Prado, ou Costa Nova, nome pelo qual é vulgarmente conhecida, é uma zona balnear e piscatória, situada entre o mar Atlântico e a serena laguna da Ria de Aveiro.

Foi fundada no início do século XIX, por habitantes de Ílhavo, na sequência da Abertura da Barra de Aveiro, em 1808. Com a construção e abertura desta obra marítima, os pescadores ilhavenses, que tinham "companhas" de arte xávega em S. Jacinto, viram-se forçados a deslocar-se um pouco mais para sul, escolhendo desta forma, para centro da sua actividade piscatória um local que ficava em direcção de Ílhavo e em frente à antiga Gafanha da Gramata, a actual Gafanha da Encarnação, e onde existia um enorme prado verdejante. Assim surgiu o nome Costa Nova do Prado: "Costa Nova", em alternativa à costa velha de S. Jacinto, onde os pescadores durante tanto tempo trabalharam e depois se transferiram para a Costa Nova, devido à distancia, ao tempo, à costa e à abertura da barra; do" Prado" porque ficava defronte da Gafanha da Encarnação e esta era verdejante e bonita.

As travessias eram feitas através de uma carreira da barca, entre o cais da Costa Nova e a Mota da Gafanha da Encarnação. Hoje em dia vêem-se marcas dessa carreira e pode-se ainda experimentar turisticamente a viagem que outrora se fazia.