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quinta-feira, 17 de julho de 2008

FEIRA DE SAL DE AVEIRO


A terceira edição da Feira de Sal de Aveiro vai ocorrer nos dias 18, 19 e 20 de Julho, das 10.00 às 19.00 horas, no Largo do Mercado Manuel Firmino.

A inauguração da Feira de Sal de Aveiro acontecerá pelas 10.00 horas, no Largo do Mercado Manuel Firmino.

Pela terceira vez, a Câmara Municipal de Aveiro organiza a Feira de Sal que contará com as participações de diversas localidades que virão apresentar o sal e seus derivados pelos antigos e actuais produtores de sal:
  • Aveiro far-se-á representar pelo Ecomuseu Marinha da Troncalhada, “Sal Flor da Ria” e “Vitasal”;
  • a cidade da Figueira da Foz através da “Casa de Sal Eiras Largas”;
  • o armazenista “Sal Flor da Ria” estará em representação de Alcácer do Sal;
  • Ovar estará presente enquanto antigo “Centro Produtor de Sal” (Rancho Folclórico da Ribeira de Ovar);
  • Rio Maior através da “Cooperativa de Produtores de Sal”;
  • o produtor biológico “Planta do Xisto” com sal de Castro Marim;
  • um produtor de Sal de Setúbal;
  • e um representante de Itália.

Para além das representações referidas haverá em exposição uma pequena marinha de sal construída com os materiais adequados e utilizados no salgado aveirense, bem como um monte de sal marinho que poderá ser observado. A Feira será animada com a formação “Os Pés de Sal” que decorrerá no Ecomuseu Marinha da Troncalhada que permitirá aos visitantes o contacto directo com a actividade salicola.

No dia 19 de Julho, serão organizadas três palestras subordinadas ao tema da Ria de Aveiro, das 9.00 às 12.00 horas, no Museu da Cidade.


  • “A Sustentabilidade da Ria de Aveiro” é a primeira intervenção que estará a cargo de Fátima Alves do Departamento de Ambiente da Universidade de Aveiro.
  • Por volta das 10.00 horas, Manuel António Coimbra do Departamento de Química da Universidade de Aveiro irá falar sobre “A Alga Vermelha da Ria de Aveiro e as suas potencialidades com o Fonte de Agar”.
  • Por último, Lília Santos do Departamento de Botânica da Universidade de Coimbra irá abordar “Microalgas: Matéria-Prima do Futuro. Métodos de Cultivo”.


Fonte: Câmara Municipal de Aveiro.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

As Salinas de Aveiro...

terça-feira, 6 de maio de 2008

Memórias X

Carregamento de Sal em Vagons no Canal de S. Roque.

Carregamento de Sal em Vagons no Canal de S. Roque.


segunda-feira, 5 de maio de 2008

Aveiro: Número de marinhas mantém-se, mas diminui a área de produção de sal

Foto: Salinas de Pedro Esteves in Olhares.com

São as mesmas as marinhas que iniciaram os trabalhos de preparação para a safra deste ano. Resistem nove marinhas, mas é reduzida a área de produção, duas das quais atingidas pela linha de caminho de ferro em construção.

É o mesmo número de marinhas de sal que irá produzir este ano, comparando com 2007, mas será inferior a área, em parte inviabilizada pelas obras do caminho-de-ferro, de ligação entre Cacia e a área portuária, que irá atravessar a zona do salgado de Aveiro, junto à A25.

Agora é tempo de preparar as marinhas depois das chuvas de Inverno, e o resultado a obter no final da safra dependerá do estado do tempo dos próximos meses. A safra do ano passado não traz boas recordações, uma vez que apenas no final de Julho foi possível iniciar a extracção.


As que se encontram em fase de preparação para a produção são as marinhas: «Podre»,«Caniceira»,«Peijota»,«18Carbonetes»,«Puxadoiros»,«Grã-Caravela»,«Troncalhada», «Santiaga da Fonte», «Senitra» e «Paçã».

A construção da linha de caminho de ferro que avança paralelamente à A-25, entre Mataduços, Esgueira e a Gafanha da Nazaré afecta duas marinhas ao longo das zonas de S. Roque e da ligação de Aveiro à Gafanha da Nazaré. Inviabiliza cerca de metade da marinha «Podre» e uma pequena parte da «Peijota».

As marinhas que ainda sobrevivem estão a ficar cercadas por obras, da construção da ligação ferroviária à área portuária, da nova ponte sobre o Canal das Pirâmides e da consolidação da plataforma da antiga Lota, condicionando as áreas disponíveis para a actividade da produção artesanal de sal assim como os acessos às marinhas.
A tendência para a redução da área colocada «a sal» em cada safra, convive com um novo passo do sector, que visa o desenvolvimento da actividade através de um plano de obras de protecção de áreas de marinhas e da protecção da marca do sal de Aveiro. Num processo em que está envolvida a Associação de Produtores e Marnotos da Ria de Aveiro foi conseguida a aprovação dos 27 Estados Membros da União Europeia que votaram a favor da inserção do sal «no anexo ao Regulamento 510/ 2006 da Comissão sobre a indicação geográfica protegida (IGP) e sobre a denominação de origem protegida (DOP).

O processo de certificação a que é agora possível ter acesso implica, naturalmente, o cumprimento de regras na produção de sal, mas, fundamentalmente, na protecção do produto, passando a ter um certificado de origem de produção artesanal diferente dos que são industrialmente transformados.

Um objectivo importante a atingir é a assegurar que o sal de Aveiro não seja vendido sem a respectiva certificação. Um dos factores que tem contribuído para a decadência da actividade é, precisamente, o comércio de sal como se fosse de Aveiro, sem o ser. Por isso, o mercado do sal, original de Aveiro, poderá agora crescer.
Quanto ao plano de intervenção de protecção das marinhas, através de uma construção ao seu redor, é admitida a possibilidade de passar das nove para 50 marinhas em funcionamento, garantindo uma produção anual de 10 mil toneladas de sal, como disse ao Diário de Aveiro o presidente da associação, Manuel Estrela Esteves.

Fonte: Dário de Aveiro.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Pintura a Óleo - Salinas

Salinas

Pintura a óleo sobre platex da autoria de Cândido Teles.
Esta pintura desenvolve-se em três planos distintos, embora enquadrados numa mesma temática: a actividade das salinas. Nesta composição, datada de 1959 o autor usa tonalidades frias de azul, verde e branco, distinguindo-se as proas dos saleiros pelas suas tonalidades vivas. O horizonte longínquo é separado pelos montes de sal e pelas velas ao fundo.

Esta obra doada por Cândido Teles em Outubro de 1965, pertence à colecção de pintura do Museu Marítimo de Ílhavo.


Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo - Agenda de Maio "Viver em"

domingo, 20 de abril de 2008

Aveiro: Sal à beira da protecção europeia

O sal de Aveiro, a par com o salgado de três países, pode estar a um passo de ser reconhecido com a Indicação Geográfica Protegida e Denominação de Origem Protegida. A Associação de Produtores e Marnotos da Ria de Aveiro tem também em mente um plano para aumentar a produção de sal tradicional para as 10 toneladas por ano.


O sal de Aveiro e outros salgados de três países estão à beira de conseguir o reconhecimento de Indicação Geográfica Protegida (IGP) e de Denominação de Origem Protegida (DOP), no seguimento da votação favorável, na passada quinta-feira, por unanimidade, pelos 27 estados membros da União Europeia, da inserção daquele produto tradicional no anexo ao Regulamento 510/ 2006 da Comissão sobre a IGP e a DOP.
A partir daqui, os produtores terão de preparar os cadernos de encargos onde serão descritas as características do sal e da produção de forma a solicitar o seu registo em Bruxelas.
A decisão ao nível europeu surge no seguimento de um requerimento apresentado, em Maio do ano passado, pelos produtores de sal marinho artesanal de França, Itália, Espanha e Portugal, junto da Direcção Geral da Agricultura da Comissão Europeia, que tinha em vista permitir aos diferentes sais marinhos recolhidos manualmente beneficiar dum reconhecimento como IGP/DOP.
A decisão dos 27 estados membros abre «a via à protecção dos sais pela indicação geográfica na União Europeia» segundo refere um comunicado dos quatro países produtores, reunidos na Federação Europeia dos Produtores de Sal Marinho Recolhido Manualmente. Depois de conhecida a decisão, o presidente da federação, Michel Coquard, conclui que será possível «apresentar os processos de registo em Bruxelas e, por consequência, proteger e valorizar os produtos oferecendo aos consumidores as garantias da origem e da qualidade».
Quanto fala no sal tradicional recolhido manualmente, o presidente refere-se a uma «história e características próprias e uma ligação muito forte com os locais de onde provêm».
Na prática, obtendo o selo de certificação do produto, «ninguém pode rotular como sendo sal de Aveiro sal que não seja da região e da maneira como é produzido», disse ontem, ao Diário de Aveiro, o presidente da Associação de Produtores e Marnotos da Ria de Aveiro (APMRA), Manuel Estrela Esteves.
E «como Aveiro não tem sal industrial, só o artesanal pode ter o estatuto de sal de Aveiro», acrescenta. Além da associação aveirense, são membros fundadores da Federação Europeia dos Produtores de Sal Marinho Recolhido Manualmente a Association Espagnole de Salinas Marinas Artisanales - AESMAR, a Association Française des Producteurs de Sel Marin de l’Atlantique récolté manuellement, o Consorzio per la Valorizzazione del Sale MARino di Trapani - SMART e a Federação Nacional de Produtores de Sal Marinho Artesanal – FENA.Sal (Tradisal de Castro Marim e APMRA de Aveiro).
Actualmente, o que está a acontecer é a importação de sal, «embalado em Aveiro e tido como sal de Aveiro», segundo o presidente da APMRA. Com a certificação da produção, o cenário deverá mudar, o que pode sugerir a possibilidade do sal de Aveiro ganhar mercado. Mas para Manuel Estrela Esteves será necessário, primeiro, «aumentar a produção». E a associação tem um plano para conseguir isso.

Plano de 50 marinhas

Enquanto a associação prepara a convocação dos produtores para iniciarem a preparação dos cadernos de encargos, e admite vir a apelar para a APMRA conseguir certificar as produções de Aveiro, apoiada pelo laboratório da Universidade de Aveiro, a organização tem um plano para conseguir elevar a quantidade da produção de sal em cada safra.
Está em curso a reabilitação de três núcleos incluídos na zona do salgado de Aveiro, constituídos por 50 marinhas, que podem ser activadas através de obras de protecção da envolvência de cada grupo. A associação pretende que o plano de actividades do novo Programa Polis para a Ria inclua aquela obra de protecção dos núcleos de marinhas, reconstruindo os muros de protecção em redor das salinas em causa, que poderá atingir uma produção anual de 10 mil toneladas.
Contemplando aqueles núcleos nas obras do Polis, cujo plano a APMRA já abordou com a Administração da Região Hidrográfica do Centro, será depois necessário os proprietários de marinhas realizarem obras de recuperação nas suas propriedades, se for caso disso, podendo beneficiar de apoios financeiros.
Mas não é apenas o aumento da quantidade de sal que está em causa. Para Estrela Esteves, a certificação impõe o cumprimento de características quanto à qualidade da água. Neste ponto, há dois aspectos a ter em conta, que constituem «ameaças graves»: a poluição decorrente da actividade portuária e a expansão da piscicultura.

Fonte: Diário de Aveiro.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Visita à exposição: "A Barra e os Portos da Ria de Aveiro 1808 – 1932"

No passado Domingo, depois de ter visitado a fragata Álvares Cabral, tive a possibilidade de passar na Galeria da antiga Capitania do Porto de Aveiro. Desde o dia 03 de Abril, está em exposição o arquivo Histórico da Administração do Porto de Aveiro, denominado "A Barra e os Portos da Ria de Aveiro, 1808-1932".

A historiadora Inês Amorim é comissária da exposição, juntamente com João Garcia. Os dois especialistas foram os responsáveis científicos pela equipa que, durante mais de um ano, inventariou parte do espólio do arquivo do Porto de Aveiro, tratando-se a APA da única administração portuária a proceder a este tipo de trabalho.

No momento em que lá fui, não havia ninguém na galeria, ninguém, para além do "guardião" daquela relíquia histórica... Tive a possibilidade de vaguear à vontade pela exposição, e de certa forma viver o espírito da época, pois é de enaltecer e sobrelevar a força e a coragem dos técnicos, que sem grandes meios, conseguiram levar esta obra a bom porto e fizeram desta terra aquilo que hoje é...

Quem quiser conhecer um pouco sobre a nossa história, terá a possibilidade de o fazer até ao dia 03 de Maio... Aqui fica o convite.

domingo, 30 de março de 2008

Valorização económica do salgado de Aveiro



Elaborado pela empresa MultiAveiro, no âmbito do projecto transnacional Sal do Atlântico Interreg IIIB, de que a Câmara Municipal de Aveiro foi parceira, o Estudo de revitalização e valorização económica do Salgado de Aveiro aborda uma das actividades socioeconómicas tradicionais de Aveiro: a salicultura. Paralelamente a uma parte de diagnóstico da actividade, o documento congrega ainda os cenários possíveis para o futuro da produção artesanal do sal e apresenta um plano de acção com o intuito possibilitar a sua revitalização.
Veja aqui o resultado do estudo.

Para que o salgado conheça uma nova força, relevância, interesse e mais qualidade, são apresentadas algumas alternativas à situação actual, como por exemplo:
  • a musealização do salgado, os apoios ao investimento material e imaterial, na recuperação das marinhas e no produto delas resultante;

  • o desenvolvimento de estratégias de diferenciação: promoção do salgado enquanto produto turístico da Região Centro e da Cidade de Aveiro;

  • geração de novas procuras e alteração de estratégias de produtores e proprietários;

  • a alteração da legislação de comercialização do sal;

  • a clarificação de regras de relação entre proprietários e produtores (mobilização de proprietários e produtores para a adopção de novas estratégias) e tornar este sector atractivo.

Para tal é necessário haver exigência na intervenção da Administração Pública e esforço de concertação entre os agentes envolvidos. Importa ainda destacar o Plano de Acção que o estudo propõe para atingir os objectivos assinalados:

  • criação da Associação de Desenvolvimento do Salgado;

  • Plano de Formação dos Marnotos através da Certificação da profissão do marnoto, a melhoria das habilitações e a formação em gestão;

  • recuperação das salinas;

  • a certificação e garantia da qualidade (ordenamento do salgado, sistema de garantia de qualidade a certificação de origem) são outras actividades apontadas.

  • Quanto ao sal, este deve ser promovido, comercializado e reforçado com um plano de marketing, e deveria ser criado um Observatório do mercado do Sal. Numa perspectiva de divulgação, a actividade museológica deverá ser diversificada através de uma campanha junto da comunidade escolar e da concepção de actividades lúdicas associadas ao salgado.

  • No que concerne ao turismo, poder-se-ia fazer uma campanha de divulgação junto dos agentes turísticos, criar uma página sobre o sal de Aveiro e a realização de uma feira do sal anualmente.

Neste momento o salgado de Aveiro conhece várias dificuldades que devem ser ultrapassadas, nomeadamente, a comercialização de sal em pequenas quantidades com características específicas; a inexistência de medidas articuladas de protecção da qualidade das águas; a ausência de protecção social e de competências de gestão dos marnotos; falta de apoios ao investimento na promoção e recuperação do salgado (ausência de promoção turística do salgado); e diminuição da capacidade atractiva.

Fonte: Câmara Municipal de Aveiro.

terça-feira, 25 de março de 2008

Memórias V

Postal de Aveiro: As Canastras do Sal

Postal de Aveiro: Cobertura da neve salgada

Postal de Aveiro: Os Marnotos a preparar o Sal

Postal de Aveiro: As Salinas

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Na Ria de Aveiro...

As imagens valem mais que mil palavras... é simplesmente lindo!!!

A Ria de Aveiro


Barco Moliceiro na Ria de Aveiro

As Salinas


O Museu da Troncalhada

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Ria de Aveiro - Candidata às 7 Novas Maravilhas do Mundo


A Região de Turismo da Rota da Luz apresentou ontem, a Ria de Aveiro como candidata às Sete Novas Maravilhas do Mundo, uma iniciativa da fundação, 7 Wonders of the World, que visa promover a natureza e o meio ambiente.

A votação começou no início do ano e termina no Verão de 2010 nos Emirados Árabes Unidos. As regras de votação são as mesmas, sendo que as candidaturas apresentadas serão sujeitas a um processo de escolha final pelo público em geral.Nesta primeira fase as candidaturas devem atingir até ao fim do ano, um milhão de votos, só assim garantem presença na segunda fase do concurso.
Esta candidatura procura promover mundialmente a Ria de Aveiro como um espaço de elevado valor natural e ambiental. Organizações públicas e privadas foram mobilizadas para dar a conhecer o valor da Ria de Aveiro.

Para além de Aveiro, Portugal apresentou também o Douro e a Reserva das Selvagens, um arquipélago, constituído por duas ilhas principais e várias ilhotas, que faz parte da Região Autónoma da Madeira.

domingo, 30 de dezembro de 2007

Maqueta da marinha de sal


Peça da autoria de Porfírio da Maia Romão, esta miniatura de salina, construída em madeira, foi doada ao Museu Marítimo de Ílhavo em Agosto de 1937.


Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo.