200 anos da Barra de Aveiro

Loading...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Vem aí 2008 !!!

domingo, 30 de dezembro de 2007

Estátua do Homem do Mar



Situada junto ao Museu Marítimo de Ílhavo, a Estátua do Homem do Mar, da autoria do escultor Celestino Alves André, é um grupo escultórico composto por um homem com uma figura feminina e uma criança, sobre uma embarcação denominada dori, com 3,5 m de altura, com base circular de cerca de 3,2 m de diâmetro, fundido em bronze de lei de lingote.

Numa descrição sucinta da Estátua do Homem do Mar, vemos a figura do homem curvado com as mãos crispadas nas linhas das artes de pesca, com o seu sueste, o casaco de oleado e a nepa, dentro do dori balouçando nas águas frias dos mares gelados do norte oceânico e lutando para retirar do mar o seu sustento, numa luta diária, de que não podia ficar dissociado de espera e angústia familiar causada pela sua ausência. É assim que surge o elemento feminino carregando uma criança nos braços, numa relação directa do pescador com a família e do ganho que servia de sustento subjacente à causa de pro.ssão tão difícil e tão sofrida.

É com os olhos postos num pedaço de papel, a carta, que a figura feminina com a criança ao colo, recebe a notícia do que se passa a bordo, de recomendação de recato à esposa e a solicitar notícias da terra. A mulher une-se aqui à actividade do Homem do Mar, que ao segurar a criança, aparece como uma figura religiosa muito forte das gentes do nosso litoral.



Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo.

Colecção de Algas

Doada ao Museu Marítimo de Ílhavo por Maria Armanda Teles, filha do fundador do Museu, Américo Simões Teles, em 2 de Março de 1991, esta colecção é composta por sessenta e três quadros de algas marinhas provenientes de praias do Norte de Portugal. Foi recolhida, tratada e classificada por Américo Teles, dedicado estudioso e organizador de colecções de algas.

Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo.

Capitão Francisco Correia Marques

Nado e criado em terras de Ílhavo, foi o dia 14 de Dezembro de 1930 que o viu nascer. Descendente de uma família marcada pelo odor da maresia, seu pai e avô foram ilustres scadores, tendo o primeiro daqueles embarcado, em plena meninice, com apenas 10 anos de idade (1906), como moço no lugre Gazela e, em 1919, como capitão na galera Ferreira. Aos 16 anos, Francisco Marques terminou o curso Liceal ingressando na Escola Náutica, concluindo o curso com 18 anos. Embarca, por esta altura, no S. Gonçalinho rumo à Gronelândia.

De 1948 a 1950 desempenhou funções de piloto no arrastão S. Gonçalinho. Nas campanhas do bacalhau de 1951 a 1953 foi imediato no lugre Adélia Maria (pesca à linha) e, de 1954 a 1960, Capitão do referido navio. Com a mestria de quem conhece o mar como a palma das mãos comandou embarcações como o João Vilarinho, S. Rui, Neptuno e Creoula. De 1964 e 1975 trabalhou na secagem do bacalhau e aparelhamento de navios na Parceria Geral de Pescarias do Barreiro.

Aposentou-se em 1987, mas não se alheou do mar...
Foi convidado para fazer cursos de formação, primeiro sobre a pesca do bacalhau na Empresa de Pesca de Aveiro, em 1997, e depois fez 2 anos de cursos de marinharia, no Sindicato dos escadores, em Aveiro. Em parceria com a Dra. Ana Maria Lopes, antiga directora do Museu Marítimo de Ílhavo, e estudiosa da Ria e das suas embarcações, escreveu o livro "Faina Maior". Colaborou no filme "A Glória desta Faina" e no projecto "De Novo na Terra Nova" (1998), sendo nomeado como Director de Treino na viagem do Creoula a S. John’s.

Em 1999, foi convidado pelo Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo a assumir o cargo de Director do Museu Marítimo, que desempenhou até Junho de 2002. Acções de formação em diversos estabelecimentos de ensino, palestras em várias instituições sobre a pesca do bacalhau, são amarras que continuam a ligar este homem ao mar.

Mestre na arte de marear, entregou-se intrépido, desde tenra idade ao desbravar de ventos e marés em busca de mares pródigos de peixe e de portos longínquos seguros.

Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo.

Costa Nova

Pintura a óleo da autoria de Carlos Fragoso de 1921 (a obra encontra-se assinada e datada no canto inferior direito).

A Composição revela-nos um belíssimo conjunto de palheiros da Costa, que delimitam a composição que a partir daí se desenvolve. Predominam as tonalidades frias, em azul, que entram em harmonia com as tonalidades quentes de castanhos e dourados.

Esta peça foi doada ao Museu Marítimo de Ílhavo pelo autor e integra as colecções desde 1934.

Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo.

Moliceiros


Aguarela de António Victorino (a peça está assinada e datada, 1934, no canto inferior esquerdo). Esta pintura revela-nos a beleza de dois moliceiros da Ria de Aveiro paralelos sobre a água.
A obra foi doada pelo autor ao Museu Marítimo de Ílhavo em 1 de Setembro de 1935.


Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo.

Maqueta da marinha de sal


Peça da autoria de Porfírio da Maia Romão, esta miniatura de salina, construída em madeira, foi doada ao Museu Marítimo de Ílhavo em Agosto de 1937.


Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo.

Garrafa com miniatura do lugre com motor “Creoula”


Trabalho de artesanato efectuado por Samuel Corujo, em 1999.
A peça resulta de um trabalho bastante minucioso e consiste numa garrafa em vidro tansparente com o lugre com motor “Creoula”, em miniatura, colocado no seu interior.
A peça foi doada ao Museu Marítimo de Ílhavo, pela Associação dos Amigos do Museu, em 1999.

Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo.

Maqueta do Farol da Barra

Esta é uma belíssima maqueta construída em madeira e metal, à escala de 1/51, representa o Farol da Barra.

A peça foi oferecida ao Museu Marítimo de Ílhavo pela Capitania do Porto de Aveiro, tem sido restaurada pelos serviços do Museu.

Construído entre 1885 e 1893, o Farol da Barra é o mais alto de Portugal; ergue-se a 66m acima do nível do mar, com uma altura de 62m. As suas coordenadas geográficas são: 40º 38’64" (Lat.); 08º 44’79" (Long.). O alcance luminoso dos seus quatro relâmpagos brancos de 13 segundos é de 23 milhas náuticas.

Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo.

MULHER DE ÍLHAVO



Aguarela da autoria de Alberto Souza (assinada e datada, 1938, no canto inferior direito).
Este retrato de Palmira de Jesus revela-nos a simplicidade dos trajes das peixeiras de Ílhavo, com os seus tradicionais xailes e rodilhas de pano na cabeça.

A tez acastanhada e as feições rudes evidenciam uma mulher de trabalho árduo.

Esta aguarela foi doada ao Museu Marítimo de Ílhavo pelo autor em 10 de Setembro de 1957.




Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo

O Natal da Ria de Aveiro




sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Ligação ferroviária: Somague abre caminho para a ferrovia até ao porto


As obras de construção da ferrovia da linha do Norte até ao porto de Aveiro estavam ontem em curso junto à A-25, nas imediações do terminal TIR-TIF. Marcava-se o percurso e continuavam as sondagens... veja a noticia do Diário de Aveiro
A Somague Engenharia está a desenvolver os trabalhos de sondagens para as fundações e aterro e marcação do percurso da ligação ferroviária, que irá ligar a linha do Norte até ao porto de Aveiro.

Ontem, os trabalhos desenvolviam-se junto ao terminal TIR-TIF e ao Canal do Rio Boco, nas proximidades do local onde a empresa montou o estaleiro. As sondagens, que ainda irão durar cerca de um mês, são complementares a outras já feitas pela REFER, empresa dona da obra, e servem para confirmar as condições do terreno onde irá ser construída a obra da ligação ferroviária. Na zona onde ontem se marcava o percurso, a ligação irá passar ao nível do solo, enquanto que para Norte, a ferrovia será construída em viaduto, paralelamente à margem direita do Canal de S. Roque, à A-25, ao interceptor do Sistema Integrado Multimunicipal de Recolha, Tratamento e Rejeição dos Efluentes Líquidos da Ria de Aveiro (SIMRIA), cruzando o Canal da Esgueira, o Canal de São Roque, o Canal das Pirâmides. Associada ao projecto está a construção da Plataforma Multimodal de Cacia, uma obra também em curso, já consignada a 11 de Janeiro último, que assegura a ligação à rede convencional. Entretanto, realizam-se as marcações, as sondagens, os trabalhos de desmatação e iniciam-se as terraplanagens e betonagens da futura ferrovia. Trata-se da primeira fase da empreitada da Ligação Ferroviária ao Porto de Aveiro, entre Cacia (km 0+000) e o Viaduto de Acesso à Ponte da Gafanha, entregue à Somague Engenharia S.A, por 27.793.297,74 euros com um prazo de execução de 730 dias. A segunda fase é a construção do Ramal Ferroviário de Acesso ao Porto de Aveiro e a terceira as Via-férrea entre o km 0+000 e o Porto de Aveiro e 1ª Fase dos Feixes Ferroviários do Porto de Aveiro.

O projecto ferroviário representa um investimento de cerca de 84 milhões de euros e é uma obra apontada como «decisiva na melhoria da competitividade da infra-estrutura portuária e do transporte ferroviário de mercadorias».

O traçado de ligação ao porto de Aveiro tem uma extensão total de cerca de 8,8 quilómetros, iniciando-se a sudoeste de Mataduços e terminando a norte da Gafanha da Nazaré, junto ao Terminal Norte do Porto de Aveiro. Serão várias as obras de arte ao longo do percurso. Um viaduto nascente de acesso à Ponte das Pirâmides, com 2.823 metros; um viaduto poente de acesso à Ponte das Pirâmides, com 976 metros; Ponte das Pirâmides, com 75 metros, correspondente a um vão central de 75 metros e a vãos laterais de 25 metros, dois de cada lado do vão central; a Ponte da Gafanha, com um comprimento de 197 metros, correspondentes a cinco tramos intermédios com 30 metros e tramos extremos com 27 e 20 metros.

Entre o Rio Bouco e a entrada do porto, o traçado atravessa a Gafanha da Nazaré, uma zona sinuosa, dada as características urbanas. Segundo o plano, «neste troço está prevista a construção dos restabelecimentos e obras de arte da futura Via de Cintura Portuária, que garantirão a ligação da povoação da Gafanha com a área portuária, e a construção de passagens desniveladas ao Ramal Ferroviário de acesso ao Porto de Aveiro».

Fonte: Diário de Aveiro.

Portugal na época da Abertura da Barra.


Foto do Porto de Aveiro - Gabriel Alves

Dados Históricos sobre Portugal na época da Abertura da Barra.

À data da Abertura da Barra da Ria de Aveiro, em 3 de Abril de 1808, Portugal encontra-se numa situação muito especial, com partes do seu território ocupados por forças militares estrangeiras, a capital do Reino sedeada no Rio de Janeiro e a costa continental bloqueada por uma esquadra inglesa.

Quando em 1802 se iniciam os trabalhos para a recuperação da Barra da Ria de Aveiro, assistia-se na Europa à ascensão de Napoleão Bonaparte, imperador de França, cujos exércitos considerados invencíveis, haviam dominado as velhas monarquias da Europa Central.

Em Portugal, o governo liderado pelo Príncipe Regente D. João – a Rainha D. Maria I havia sido dada como incapaz de continuar a governar – vai tentando, com dificuldade, manter a neutralidade portuguesa. O objectivo era manter a liberdade do comércio marítimo com as colónias sem a hostilidade da Inglaterra e resistindo aos ataques dos corsários franceses e barbarescos. Contra os primeiros organizavam-se as escoltas às frotas de navios mercantes que faziam o comércio com o Brasil; contra os segundos mantinha-se a actividade da Esquadra do Estreito tentando travar a passagem para o Atlântico dos Argelinos.

Mas a Marinha Portuguesa sofria baixas nesta luta, perdendo a fragata CISNE em luta contra os argelinos e a corveta ANDORINHA em luta contra os franceses.

Em 1805, depois da derrota franco-espanhola em Trafalgar, Napoleão volta a pressionar os países europeus para não aceitarem nos seus portos os navios ingleses; era o Bloqueio Continental.

Em Novembro de 1807, faz agora 200 anos, um Exército Francês de 25.000 homens comandados por Junot e apoiados por forças espanholas, invadem Portugal dando início às Invasões Francesas.

A Rainha D. Maria I, o Príncipe Regente acompanhados da Corte retiram para o Brasil numa manobra estratégica que já estava prevista desde o tempo de D. João V e que permitiu salvaguardar a Independência Nacional.

Esta manobra foi possível porque o Poder Marítimo Português – então o 3º na Europa – dispunha dos meios materiais e dos recursos humanos necessários à sua realização.

Saíram de Lisboa 54 navios portugueses (23 da Armada Real e 31 mercantes) que transportaram para o Rio de Janeiro cerca de 15.000 pessoas para além do material de algumas das mais importantes organizações do Estado.

Enquanto os franceses se apoderavam do Continente, os ingleses ocupavam a Madeira, Goa e Macau.

Em Maio de 1808 as revoltas em Espanha contra a presença francesa levam os exércitos espanhóis a abandonar Portugal deixando os franceses de Junot completamente isolados e obrigando-os a concentrar as suas forças em alguns pontos importantes, nomeadamente Lisboa, Peniche e Almeida.
Em Junho a população de Lisboa revolta-se, no feriado do Corpo de Deus, quando observa a bandeira francesa hasteada no Castelo de São Jorge, mas é dominada; em Coimbra uma revolta estudantil leva os populares a cercarem e ocuparem o Forte de Santa Catarina na Figueira da Foz; a esquadra inglesa que então bloqueava a costa portuguesa desembarca 200 homens que ocupam o forte mas mantém-se içada a bandeira portuguesa.

Entre 1 e 5 de Agosto os ingleses desembarcam um numeroso contingente militar na praia de Lavos destinado a combater os franceses. Depois das vitórias na Roliça e no vimeiro os ingleses obrigam os franceses a assinar, em 30 de Agosto, a Convenção de Sintra, retirando-se o Exército Francês durante o mês de Setembro.

Fonte: Câmara Municipal de Aveiro.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

FELIZ NATAL


Desejo um Santo Natal recheado de alegria e boa disposição a todos os amigos e visitantes do barramar.blog.


"Que o Natal seja mais um momento
em que as pessoas acreditem
que vale a pena viver um Ano Novo".

(Frase retirada do "Disk Mensagem 3000")


Beijos e Abraços

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Navio de Cruzeiro - ATHENA



Eram 11h00 quando o paquete Athena se despediu de todos nós para rumar a mais um cruzeiro.


Este, foi apenas o maior navio que entrou no Porto de Aveiro, chegou no dia 12 de Setembro e aqui permaneceu atracado, durante 3 meses, para se preparar para mais um cruzeiro, da quadra natalícia e fim de ano.

O paquete Athena, tem capacidade para cerca de 600 passageiros e 230 tripulantes de diversas nacionalidades e oferece comodidade mais do que suficiente para proporcionar umas excelentes férias, e com preços bastante acessíveis.

O navio cujo seu casco data de 1948, celebrará no próximo ano, 60 anos de vida, e sendo o mais velho navio do seu tipo a navegar, foi apelidado há 50 anos de "Navio da Morte", por ter afundado o Transatlântico italiano "Andrea Doria", de onde resultaram vários mortos. Desde então vários nomes sucederam ao primeiro (Stockholm) e o seu design foi, em muito alterado. É pertença da Arcália Shipping e navega ao serviço da Classic Internacional Cruises. Mede 160,07 m de fora a fora e 21 m de lado a lado...


Para saber mais sobre este acontecimento, clique aqui.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Porto de Aveiro com Provedor do Cliente

Hoje, dia 17 de Dezembro, a APA, S. A. procedeu, na sua sede, à apresentação pública do Provedor do Cliente do Transporte Marítimo do Porto de Aveiro. A cerimónia de apresentação teve início às 11:30.
O cargo vai ser exercido por António Rocha de Andrade. Com 66 anos, Rocha de Andrade tem dividido a sua actividade pela advocacia e pelo ensino universitário. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, foi Delegado do Procurador da República (1967-1972), antes de optar pela advocacia, profissão que tem exercido até à presente data, com escritório na cidade de Aveiro. Neste âmbito presidiu, em três triénios, à Delegação de Aveiro da Ordem dos Advogados, tendo ainda integrado o Conselho Distrital de Coimbra daquele organismo representativo da classe.

No capítulo do ensino, foi Professor Adjunto do Instituto Superior de Contabilidade e Administração da Universidade de Aveiro (ISCA/UA), e docente convidado da Secção Autónoma de Gestão e Engenharia Industrial/Departamento de Economia, Gestão e Engenharia da mesma universidade. Presidiu ao Conselho Científico do ISCA/UA de Julho de 1992 a Fevereiro de 1995. Para além do exercício da vereação, sem pelouro, na Câmara Municipal de Aveiro, no actual mandato, António Rocha de Andrade regista no seu curriculum outras actividades de cunho cívico. Destaca-se, entre outras, a sua participação no Conselho Superior do Ministério Público, na Assembleia Municipal de Aveiro (em vários mandatos autárquicos), e no extinto Conselho Municipal de Aveiro.

Administração do Porto de Aveiro (APA, S.A.) cumpre, deste modo, uma das directrizes consignadas nas “Orientações Estratégicas para o Sector Marítimo-Portuário” definidas pelo Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. No documento propugnava-se a criação, junto de cada porto, da figura do Provedor do Cliente do Transporte Marítimo, visando garantir os direitos de quem utiliza o transporte marítimo.

A defesa e promoção dos direitos, garantias e interesses legítimos dos clientes do Porto de Aveiro; o dever de informar e esclarecer os clientes do Porto de Aveiro do âmbito de actuação, responsabilidade e competências das diversas entidades que intervêm no transporte marítimo ou em actividades complementares a ele directamente interligadas, são algumas das funções a exercer pelo primeiro titular da provedoria portuária aveirense, que gozará de independência no exercício das suas funções. Os clientes do Porto de Aveiro passam, a partir de agora, a poder apresentar, ao Provedor, queixas, reclamações e solicitações referentes a acções e omissões das entidades intervenientes no transporte marítimo e actividades complementares.
De acordo com os estatutos do novo cargo, o Provedor dispõe da faculdade de iniciativa própria no exercício da sua actividade, não se subsumindo esta às queixas e reclamações que lhe forem apresentadas. O mandato é de três anos, prorrogável por iguais períodos de tempo, até ao limite de três mandatos consecutivos.

A Administração do Porto de Aveiro (APA, S.A.) cumpre, deste modo, uma das directrizes consignadas nas “Orientações Estratégicas para o Sector Marítimo-Portuário” definidas pelo Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. No documento propugnava-se a criação, junto de cada porto, da figura do Provedor do Cliente do Transporte Marítimo, visando garantir os direitos de quem utiliza o transporte marítimo.

A defesa e promoção dos direitos, garantias e interesses legítimos dos clientes do Porto de Aveiro; o dever de informar e esclarecer os clientes do Porto de Aveiro do âmbito de actuação, responsabilidade e competências das diversas entidades que intervêm no transporte marítimo ou em actividades complementares a ele directamente interligadas, são algumas das funções a exercer pelo primeiro titular da provedoria portuária aveirense, que gozará de independência no exercício das suas funções.

Os clientes do Porto de Aveiro passam, a partir de agora, a poder apresentar, ao Provedor, queixas, reclamações e solicitações referentes a acções e omissões das entidades intervenientes no transporte marítimo e actividades complementares. De acordo com os estatutos do novo cargo, o Provedor dispõe da faculdade de iniciativa própria no exercício da sua actividade, não se subsumindo esta às queixas e reclamações que lhe forem apresentadas. O mandato é de três anos, prorrogável por iguais períodos de tempo, até ao limite de três mandatos consecutivos.

Fonte: Porto de Aveiro.

O "Ti Ameixa" e a Barca

O seu nome é José da Graça, mas, por herança do avô, é conhecido por todos como Manuel Ameixa. O “Ti Ameixa”, como carinhosamente também lhe chamam, é uma figura emblemática do nosso Concelho pela sua ligação à Ria e ao vaivém das travessias efectuadas entre a “Bruxa” e a Costa Nova.

Nascido há 80 anos na Gafanha da Encarnação, o contacto do Ti Ameixa com a Ria começou logo na infância. Depois da escola, o seu maior prazer era ir à procura do pai para poder andar na apanha do moliço, tendo mesmo, com apenas 5 anos, aprendido a manobrar a barca. Nessa altura, eram vários os barcos que faziam o transporte de pessoas entre as duas margens, tendo o pai optado então por essa actividade em parceria com o filho, de 11 anos de idade, num negócio que dava sustento a toda a família. Vinha muita gente de longe, sobretudo depois da vindima, para uns dias de descanso na Costa Nova. Celebravam-se ali muitos aniversários… e até os enterros passavam nas barcas!

Durante mais de 20 anos, Manuel Ameixa dedicou-se exclusivamente a esta actividade. Mas, após a construção da ponte nova e a consequente diminuição de clientela, optou por ir trabalhar na Junta Autónoma do Porto de Aveiro. Mas não abandonou o transporte por completo. Durante os fins-de-semana e nas férias de Agosto ajudava o irmão, que entretanto ficara encarregue do negócio.

Com mais de sete décadas ao leme da sua barca, o Ti Ameixa é o único nos tempos que correm a fazer as travessias. Não tem memória de acidentes, penas de um pequeno susto quando, certo dia ao sair da Costa Nova, sozinho, se levantou vento com o qual não contava. Felizmente conseguiu controlar a barca e seguiu viagem. Guarda, sim, boas recordações, quando outrora as raparigas cantavam, dançavam e o obrigavam a dançar com elas.
Estas são as memórias de outros tempos, homenageadas pela Câmara Municipal de Ílhavo quando, em 2000, colocou uma barca que pertencia à família de Manuel Ameixa numa das rotundas da Estrada da Mota. A esta barca só a imaginação pode levar mais longe, mas a do Ti Ameixa continua a contar com a sua sagacidade e engenho para que a “Bruxa” e a Costa Nova continuem unidas pelo beijo molhado da Ria, sob o olhar atento de tantos quantos se aventuram nesta calma e inesquecível travessia.

Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Costa Nova - Palheiro de José Estêvão

"... a Costa Nova - e eu considero esse um dos mais deliciosos pontos do globo. É verdade que estávamos lá em grande alegria e no excelente chalé Magalhães."

Eça de Queirós, cartas intimas 15 de Julho de 1893

"...Filho de Aveiro, educado na Costa Nova, quase peixe da ria, eu não preciso que mandem ao meu encontro caleches e barcaças. Eu sei ir por meu próprio pé ao velho e conhecido 'palheiro' de José Estêvão..." E na mesma carta, acrescenta: "Apesar de ter retardado ontem o meu jantar até às nove da noite, não pude desbastar a minha montanha de prosa. Levar as provas para os areais da Costa Nova, não é prático - ó homem prático! Há lá decerto a brisa, a vaga, a duna, o infinito e a sardinha - coisas essenciais para a inspiração - mas falta-me essa outra condição suprema: um quarto isolado com uma mesa de pinho."

Eça de Queirós, carta a Oliveira Martins (1884)

Era assim, que em pleno século XIX ,o escritor Eça de Queirós, descrevia as suas passagens pela Costa Nova, um dos frequentadores assíduos do mais famoso Palheiro da Costa Nova, o Palheiro do ilustre José Estêvão, que ali fazia gala em receber muitos dos seu amigos , e onde passaram momentos inesqueciveis.

José Estêvão Coelho de Magalhães, nasceu em Aveiro a 26 de Dezembro de 1809, e faleceu em Lisboa a 04 de Novembro de 1862, mais conhecido como José Estêvão, este homem aveirense, foi um notável jornalista, politico, orador parlamentar, bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, foi veterano das lutas liberais e foi várias vezes obrigado a procurar refugio fora do país devido à sua frontalidade na oposição. Foi um defensor da urgência de continuadas obras na barra de Aveiro, da construção de um farol e foi intransigente na passagem do caminho de ferro pela sua cidade.

Foi um verdadeiro e dos mais ilustres filhos da terra. Em 1889, por reconhecimento público, Aveiro recebeu a sua estátua com grandes festejos.

Nota: Foto retirada do blog http://vilibordo.blogspot.com

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Costa Nova do Prado - Casas Típicas

As casas típicas da Costa Nova, os "famosos" palheiros, são construções típicas desta região, hoje em dia, representam um verdadeiro postal ilustrado e colorido pra quem quer conhecer, esta zona.

São casas de madeira tradicional portuguesa, que começaram a surgir a partir de 1808, aquando da abertura da nova barra, eram construídas sobre estacas, que devido ao terreno arenoso e alagadiço não permitia que se construíssem casas assentes no solo. As construções palafíticas possibilitavam a subida das águas da ria, inundando o terreno, sem que afectasse a habitação propriamente dita, permitindo também que a areia arrastada pelo vento, pudesse passar por baixo das casas.

Os primeiros palheiros a surgir, foram construídos principalmente à beira-mar, por pescadores, e que serviam para guardar as redes, bem como outros artigos de pesca.

Na altura era constituídos por apenas uma única divisão, mas com o passar dos anos, e mediante as necessidades de cada um, foram surgindo algumas divisões no seu interior. Alguns pescadores deslocados acabaram por ficar a residir permanentemente, permitindo assim a origem de novas povoações costeiras, como é o caso de Espinho e a Costa da Caparica.

Com o passar dos tempos, estes palheiros que pouco mais eram do que casebres, na altura, começaram a ganhar aspecto de casas de madeira bem construídas e pintadas com cores frescas e garridas, que lembram a policromia dos moliceiros que desfilam nas águas da Ria de Aveiro.

O que no principio do século XIX, parecia ser uma aldeia de pescadores, aos poucos, a Costa Nova, tornou-se numa das praias mais conhecidas, ao ponto de em 1848 ser frequentada por ilustres figuras públicas, como Eça de Queirós e Oliveira Martins, frequentadores assíduos do palheiro de José Estêvão, uma ilustre personalidade de Aveiro, que muito contribuiu para a divulgação desta região.

Costa Nova do Prado - a sua Origem


Costa Nova do Prado, ou Costa Nova, nome pelo qual é vulgarmente conhecida, é uma zona balnear e piscatória, situada entre o mar Atlântico e a serena laguna da Ria de Aveiro.

Foi fundada no início do século XIX, por habitantes de Ílhavo, na sequência da Abertura da Barra de Aveiro, em 1808. Com a construção e abertura desta obra marítima, os pescadores ilhavenses, que tinham "companhas" de arte xávega em S. Jacinto, viram-se forçados a deslocar-se um pouco mais para sul, escolhendo desta forma, para centro da sua actividade piscatória um local que ficava em direcção de Ílhavo e em frente à antiga Gafanha da Gramata, a actual Gafanha da Encarnação, e onde existia um enorme prado verdejante. Assim surgiu o nome Costa Nova do Prado: "Costa Nova", em alternativa à costa velha de S. Jacinto, onde os pescadores durante tanto tempo trabalharam e depois se transferiram para a Costa Nova, devido à distancia, ao tempo, à costa e à abertura da barra; do" Prado" porque ficava defronte da Gafanha da Encarnação e esta era verdejante e bonita.

As travessias eram feitas através de uma carreira da barca, entre o cais da Costa Nova e a Mota da Gafanha da Encarnação. Hoje em dia vêem-se marcas dessa carreira e pode-se ainda experimentar turisticamente a viagem que outrora se fazia.

Antiga Lota de Aveiro à venda até dia 19

Porto de Aveiro lança hasta pública de 118 mil metros quadrados.


A Administração do Porto de Aveiro está a receber propostas para a compra de 118 mil metros quadrados, na zona da antiga Lota de Aveiro, com plano de urbanização aprovado e com as obras de consolidação da plataforma em curso. O valor base é de 12 milhões de euros para os interessados em investir na principal zona da Polis.

Está marcada para o próximo dia 20 a abertura das propostas de compra dos terrenos da antiga Lota de Aveiro, com uma área de 118 mil metros quadrados e com um valor base de 12 milhões de euros, propriedade da Administração do Porto de Aveiro (APA).

A área em questão apresenta-se pronta a receber um investimento que pode atingir os 100 milhões de euros. Tem o plano de urbanização aprovado e encontram-se em curso as obras de consolidação da plataforma. A área à venda está abrangida pelo «Plano de Urbanização do Programa Polis em Aveiro, aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 72/2005, de 17 de Março», segundo o anúncio da hasta pública. O presidente do Conselho de Administração da APA, José Luís Cacho, disse ontem ao Diário de Aveiro que tem havido «interessados na participação na hasta pública, um conjunto de grupos nacionais e internacionais». Por isso mostra-se «expectante».

A operação de venda do terreno faz parte do cumprimento de um protocolo firmado entre a APA, a sociedade Aveiro Polis e a Câmara Municipal. A APA coloca a área da antiga Lota à venda e cede terrenos na zona do TIR TIF à autarquia. Nesta altura, falta a intervenção global na antiga Lota, assim como, a obra da ponte, que atravessa o Canal das Pirâmides, junto à marinha da Troncalhada, a reparação da eclusa, já sob a gestão da Câmara Municipal, enquanto a sociedade Polis se encontra em fase liquidatária.

A sociedade Aveiro Polis extinguiu-se formalmente a 31 de Dezembro do ano passado, sendo que a passagem das obras para a autarquia foi a 21 do passado mês de Março. Mas, a obra da Polis na antiga Lota foi sempre considerada a intervenção mais esperada pela alteração tão grande do espaço, na zona histórica de marinhas da cidade, e com uma área tão relevante. O director-executivo da sociedade Aveiro Polis de então, em Maio passado, Matos Rodrigues, actual coordenador da comissão liquidatária, disse ao Diário de Aveiro que as expectativas foram «excessivas», comparando a obra em causa com o tempo disponível para o fazer.

O Plano de Urbanização Polis inclui a construção da componente imobiliária, com uma cércea máxima de três pisos, que gerará importantes mais-valias, entre habitação, comércio e serviços, um hotel, estação fluvial, centro de congressos, uma torre panorâmica, jardins temáticos e equipamentos desportivos e culturais.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Polícia Marítima: Desacatos entre apanhadores de bivalves / Apreensão de redes proibidas

Pescador que desrespeitava suspensão da actividade motivou troca de insultos e agressões.

Um grupo de apanhadores de bivalves na zona da praia da Torreira, Murtosa, desentenderam-se segunda-feira de manhã e acabaram por chegar a vias de facto em plena ria de Aveiro.

Segundo fonte da Capitania do Porto de Aveiro, que mobilizou agentes da Polícia Marítima para o local para serenar os ânimos, o desacato causou “escoriações” em alguns indivíduos.
Tudo indica que a zanga começou quando um homem resolveu pedir explicações a outro que andava ilegalmente na apanha de bivalves que se encontra suspensa desde Novembro passado,devido à presença de biotoxinas marinhas, o que pode colocar em causa a saúde pública dos consumidores.

“Há sempre quem tente e aquilo deu em desavença”, contou fonte da autoridade marítima. Ainda segunda-feira, mas a sul, a Polícia Marítima apreendeu, no Rio Boco, em Vagos, duas artes ilegais usadas para apanha do meixão, a enguia em estado larvar.

A acção de fiscalização não conseguiu identificar os eventuais proprietários. As espécies, que totalizavam alguns quilos, foram libertadas. De acordo com fonte da Capitania, as enguias-bebé, cuja apanha e comercialização é proibida, são muito procuradas, inclusivamente em Espanha onde o preço por quilo chega a rondar entre 300 e 500 euros. No ano passado, foram detectadas na Ria de Aveiro cerca de uma dezena de redes de meixão, apesar de não ser das zonas de maior apetência para a produção de enguia.

Fonte: Noticias de Aveiro.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Video Porta de Mar - Ou o abraço entre o sal e o mel

Ainda relacionado com a exposição Porta de Mar, que é inaugurada hoje, aqui fica o vídeo, que foi disponibilizado pelo Porto de Aveiro no canal Youtube.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Exposição "Porta de Mar"- Inauguração a 10 Dezembro, 19h.

Estava inicialmente prevista para 16 de Novembro a inauguração da Exposição Fotográfica "Porta de Mar", de Paulo Magalhães, conforme foi anunciado pelo Teatro Aveirense, no entanto e devido a alguns ajustes na Programação das Comemorações do Bicentenário da Abertura da Barra, esta exposição será inaugurada na próxima segunda-feira, dia 10 de Dezembro, pelas 19 horas e estará patente até ao próximo dia 02 de Janeiro, estamos por isso, todos convidados, esta exposição, é descrita pelo Presidente do Conselho de Administração do Porto de Aveiro da seguinte forma:

“O mar abre-nos as portas para o Mundo. Só quem não tem o mar por perto sente e sofre os ferrolhos da amarração à terra. Aveiro, Ílhavo, as Gafanhas ganharam uma fantástica Ria em sorte. E Homens com vontade indómita de a convencer a abraçar o Mar vizinho. Aconteceu a 3 de Abril de 1808. O Porto de Aveiro é fruto desse abraço entre o sal e o mel.

O magnífico trabalho de Paulo Magalhães, que aqui vos apresentamos, retrata, com mestria, muito desse mel e muito desse sal de que é feita a vida do Porto de Aveiro. De portfolio continente de mais de cinco centenas de fotos, pariu-se selecção contrapondo a magestática opulência de Senhor D. Mar ao músculo que o vence, trazendo até nós e levando aos quatro cantos do mundo a matéria que nos ajuda a soletrar, dia após dia, a palavra PROGRESSO.”




Consulte aqui o catálogo da Exposição.




Fonte: Porto de Aveiro.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Adjudicada requalificação do Jardim Oudinot


A obra de requalificação do Jardim Oudinot, que se encontrava a concurso público, já foi adjudicada ao consórcio Conduril, SA e Rosas Construtores, SA. O espaço está transformado daqui a cinco meses

O concurso público para a execução da obra de requalificação do Jardim Oudinot, na Gafanha da Nazaré, foi, anteontem, adjudicado pelo Executivo municipal, ao consórcio Condurir, SA e Rosas Construtores, SA. A obra, com um valor estimado de cerca de três milhões de euros, tem um prazo de execução de cinco meses. O processo seguiu, agora, para visto do Tribunal de Contas, perspectivando-se o início da obra já para o próximo mês. Esta requalificação representa, de acordo com o presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Ribau Esteves, uma «obra de grande importância para a cidade da Gafanha da Nazaré, para o município de Ílhavo, e mesmo para toda a região», justificando com o facto de se tratar de um «espaço com história, por estar localizado numa zona privilegiada entre a terra e a Ria, e por enquadrar o Navio-Museu Santo André». Segundo o autarca, «se tudo correr como temos estipulado, as obras já estarão concluídas no mês de Junho». Este está previsto constituir um dos pontos principais durante os três dias de escala da Regata dos 500 anos do Funchal, a ter lugar de 20 a 23 de Setembro do próximo ano, pelo que o seu arranjo deve estar totalmente concretizado até ao Verão, para que possa ser posteriormente aproveitado. Recorde-se que a qualificação a levar a cabo, de natureza urbana e ambiental, engloba a construção de um conjunto de infra estruturas que transformarão este espaço, nomeadamente, um ancoradouro de recreio, percursos pedonais e cíclicos, que ligarão a parte nova e antiga do jardim, vários equipamentos desportivos, parques infantis, e uma praia fluvial com apoio de bar, sendo que toda a zona será usufruirá de iluminação e ajardinamento, para que possa ser frequentada com segurança, a qualquer hora do dia. A requalificação do Jardim Oudinot é a primeira obra do município candidata a fundos comunitários do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), e que resulta de uma parceria financeira entre a Câmara Municipal de Ílhavo e a Administração do Porto de Aveiro, vindo a constituir, segundo garante Ribau Esteves, «o maior parque da Ria de Aveiro», que permitirá um acesso directo por parte da população da Gafanha da Nazaré à Ria.
Fonte: Dário de Aveiro.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Visita ao Eterno Arrastão Bacalhoeiro

Foi num destes Domingos de Outono, em que o frio e a humidade do ar, convida a ficar em nossas casas, bem junto das nossas lareiras a ver um bom DVD... No entanto, não me deixei malandrar, e rumei ao Forte da Barra para mais uma visita ao eterno arrastão bacalhoeiro, o Navio-Museu Santo André, mas desta vez, com a máquina fotográfica na mão, para poder registar algumas imagens, e poder partilha-las com mais alguém, neste meu espaço, especialmente dedicado ao Mar, à Ria e ao Porto de Aveiro.

Para ver o resultado, basta clicar no Bilhete... e já agora.... BOA VISITA.

(clique no bilhete)

“PORTUGAL NA ÉPOCA DA ABERTURA DA BARRA”


No próximo dia 15 de Dezembro, vai realizar-se, no edifício da antiga Capitania de Aveiro, uma conferência subordinada ao tema “Portugal na época da abertura da Barra”.
A conferência, com início previsto para as 17h00, será proferida pelo Comandante Rodrigues Pereira, Director do Museu da Marinha e ex-Capitão do Porto de Aveiro.
Esta iniciativa integra-se nas comemorações do Bicentenário da abertura da Barra de Aveiro.



Fonte: Porto de Aveiro.

Porto de Aveiro recebe a maior grua a operar em Portugal


A maior grua portuária alguma vez instalada em Portugal chegou ontem ao porto de Aveiro pela mão da Socarpor, que investiu 3,3 milhões de euros na máquina.

O porto de Aveiro recebeu, ontem de manhã, a maior grua alguma vez instalada numa estrutura portuária portuguesa. Trata-se de um investimento efectuado pela empresa Socarpor - Sociedade de Cargas Portuárias avaliado em 3,3 milhões de euros. A grua dispõe de uma capacidade de elevação de 120 toneladas, praticamente o dobro (65 toneladas) da potência do maior equipamento actualmente existente no país, igualmente instalado pela Socarpor no porto de Aveiro (Terminal Sul, que se encontra concessionado à sociedade aveirense). A nova máquina (uma Gottwald 7408 B, importada por barco da Alemanha) vai operar no Terminal Agro-Alimentar do porto de Aveiro, também concessionado à Socarpor, dispondo de um balde com 33,5 metros para descarga de cereais com capacidade para transportar 27 toneladas de produto, o equivalente à carga de um veículo pesado de transporte de mercadorias. Para funcionar, a grua apenas necessita do trabalho de um homem, que operará a 26 metros de altura numa estrutura com 120 metros quadrados. A empresa aveirense tem igualmente em curso a construção de um conjunto de silos para armazenamento de cereais no Terminal de Granéis do porto de Aveiro, representando um investimento orçado em 20 milhões de euros. A obra foi iniciada em Agosto e deverá estar concluída em Abril do próximo ano, revelou Ferreira Jorge, director da Socarpor, ao Diário de Aveiro. Estas estruturas poderão receber até 60 mil toneladas de cereais em depósito, a mesma capacidade de um armazém que a sociedade aveirense irá também construir no local e que será destinado a produtos – como farinhas – que não podem ser conservados nos silos.

Fonte: Diário de Aveiro.