200 anos da Barra de Aveiro

Loading...

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Mar e Ria Abraçam Stª Maria


Mar e Ria abraçam Santa Maria, esta é mais uma brochura que fica para a posteridade, e que foi lançada a propósito das festas em honra da Nossa Senhora dos Navegantes, que se realizou no passado fim de semana.

Trata-se de uma festa de tradições antigas e bem enraizadas nas gentes desta região, e que foi “ressuscitada” pelo Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré, que já o organiza à cerca de 10 anos e que este ano teve o apoio de vários parceiros, nomeadamente o Porto de Aveiro, integrando-se assim nas Comemorações dos 200 anos da Abertura da Barra de Aveiro.

Um dos pontos altos destas festas é a procissão na ria de Aveiro, com Nossa Senhora, envolvida por vários tipos de embarcações, e que leva às margens da ria, milhares de pessoas vindas de todo o lado...
Aqui ficam algumas fotos da procissão marítima da Senhora dos Navegantes - 2007.








sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Farol da Barra de Aveiro

O Farol da Barra de Aveiro é considerado o mais alto de Portugal e da Península Ibérica.

É o resultado de diversos acidentes ocorridos naquela costa, em 1866, o inspector de faróis, Francisco Maria Pereira da Silva, defendeu, no seu plano de farolagem, a necessidade urgente da criação de um farol em Aveiro:

«na barra de Aveiro é de urgente necessidade um pharol de grande alcance e da maior intensidade de luz, não só para esclarecer a extensa e baixa praia, que divide ao meio, com 60 milhas de litoral, em que as primeiras elevações se apresentam a uma grande distância do mar (seis a oito léguas), iludindo assim o navegador, que julga pelo aspecto d´esta porção de costa, achar-se ainda mais afastado da terra; mas também para poder atravessar uma atmosphera que se conserva sobre esta grande planície cheia de densos vapores, emanados tanto das areias humedecidas, como das marinhas de sal e das águas que ali abundam na distancia de muitas milhas; convém que seja esta barra de Aveiro a posição escolhida para um pharol de 1ª ordem e que seja sustentado por um elevado e bem distincto edifício, para prevenir de dia os navegadores da sua aproximação. Este pharol ali collocado também dispensa outro, que era necessário estabelecer para indicar a entrada da barra d´aquelle porto.»

O primeiro esforço para a edificação de uma estrutura na região data de 1856, mas só em 1879 foi executado o projecto, da autoria do Engenheiro Paulo Benjamim Cabral, a obra foi, primeiramente dirigida pelo engenheiro Silvério Pereira da Silva e, mais tarde, pelo engenheiro José Maria de Mello e Matos.

Entrou ao serviço apenas em 1893, tornando-se no farol, com a mais alta torre em Portugal e um dos maiores da Europa. Foi equipado com uma lâmpada de incandescência a vapor de petróleo e um aparelho óptico de 1ª ordem. A rotação era assegurada por uma máquina de relojoaria.

Neste ano, entrou também em funcionamento um sinal sonoro, constituído por uma trompa HOLMES, funcionando a ar comprimido e instalada no molhe. Em 1898 o sinal sonoro foi transferido para defronte ao farol, procedendo-se à sua cobertura em 1902, protegendo-o assim das chuvas.

Em 1908 a máquina do sinal sonoro foi substituída por duas máquinas a vapor verticais, ficando assim uma máquina de reserva.
Em 1935 o sinal sonoro foi re-instalado no topo do edifício do farol, uma vez que a estrutura onde se encontrava, foi derrubada pelo mar. No ano seguinte foi electrificado através da montagem de grupos electrogéneos.

Em 1947 o aparelho óptico foi substituído por um outro de 3ª ordem. A lâmpada passou a ser de filamento, ficando assim a outra de reserva. No ano seguinte foi instalado um rádiofarol e em 1950 é ligado à rede eléctrica, sendo mais uma vez substituída a lâmpada por uma de 3.000 W.
Para acesso à torre foi montado um elevador em 1958. A potência da fonte luminosa, nesta altura, foi reduzida, instalando-se então uma lâmpada de 1000W.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

1808-Abertura Oficial da Barra

"No dia 3 de Abril deste ano (1808) pelas 7 horas da noite, quando o desnível das águas era mais de 2 m do interior para o exterior, arrancando ele próprio Luís Gomes e o desembargador Verney as estacas e fachinhas que revestiam a areia, e empunhando enxadas e pás, abriram uma vala através do areal... As águas começaram logo a correr, primeiro mansamente, para bem depressa saírem em torrente arrebatadora para o mar, arrastando massas enormes de areia. A acção da corrente foi tão repentina e o sucesso tão feliz que as águas dos bairros inundados de Aveiro e da praia baixaram 3 palmos (0,66 m) em 24 horas e outro tanto no dia seguinte, apesar da grande distância da cidade à barra. Imagine-se qual seria a velocidade da corrente das àguas! A barra apresentou-se com 20 a 30 palmos de àgua e com 120 braças de largura".

Adolfo Loureiro, em "Guia de Portugal", Beira Litoral, Página 528.

:: :: :: :: ::

Olá a todos, sejam bem-vindos ao meu blog!

No âmbito do concurso de weblogs - "Blogmar", promovido pelo Porto de Aveiro e integrado nas Comemorações do Bicentenário da Abertura da Barra de Aveiro, surge a ideia de participação neste verdadeiro desafio.
Este é o meu primeiro Blog e com ele pretendo divulgar algumas ideias relacionadas com o mar, ria e o Porto de Aveiro. Deixe-se viajar connosco, prometo que não se arrependerá....

Carla Ferreira