quinta-feira, 6 de março de 2008

Porto de Aveiro: Normas de Segurança Marítima e Portuária para 2008

O Conselho de Administração da APA aprovou na sua reunião do pretérito dia 18 de Fevereiro as Normas de Segurança Marítima e Portuária para o ano em curso.

No intuito de satisfazer o anseio da comunidade portuária, foram consagrados limites mais latos no que toca à entrada de navios no Porto de Aveiro, conforme ressalta do ponto 2.4. das referidas Normas.


Fonte: Porto de Aveiro.

quarta-feira, 5 de março de 2008

O Mar - em Sophia de Mello Breyner Andresen - I




No Fundo do Mar

No fundo do mar há brancos pavores,
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.

Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.

Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.

Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.


Autor: Sophia de Mello Breyner Andresen
Obra Poética I

terça-feira, 4 de março de 2008

BELUGA RECOMMENDATION no Porto de Aveiro

BELUGA RECOMMENDATION, navio Multipurpose equipado também para transporte de contentores.


Esteve recentemente em Aveiro o navio BELUGA RECOMMENDATION. Com 134,65 metros de comprimento, este navio de bandeira alemã descarregou, no Posto 10 do Terminal Norte, 3.028 toneladas de equipamento de energia eólica, num total de cem unidades provenientes do porto indiano de Mumbai. O equipamento descarregado destina-se a parques eólicos de Portugal e de Espanha. A “Burmester & Stuve” foi a agente de navegação, tendo a AVEIPORT procedido à movimentação da carga.


JANEIRO DE 2008 – ESTATÍSTICAS DO PORTO DE AVEIRO

Em Janeiro de 2008 registou-se uma movimentação de 258.722,3 toneladas no Porto de Aveiro, escalado neste mês por 80 navios. De assinalar a subida significativa em relação a Janeiro de 2007 na Carga Geral e Granéis Líquidos, respectivamente 11,69% e 13,31%. Janeiro de 2008 foi o melhor mês de sempre nas exportações, com 133.343,1 toneladas. As exportações superaram as importações pela segunda vez nos últimos dez anos. Tal só se havia verificado em Setembro de 2007.
Registou-se uma maior contribuição por parte dos produtos florestais, nomeadamente madeira em bruto de pinho ou eucalipto em toros e madeira densificada, constituindo cerca de 30% das mercadorias exportadas.


Fonte: Porto de Aveiro.

Aveiro: "Cidade do Romance"

O deputado municipal do CDS-PP, Miguel Fernandes, quer passar da expressão «Aveiro Veneza de Portugal», aos actos. Uma geminação com a cidade italiana, também atravessada por canais, é o caminho para cruzar Aveiro e Veneza, em vários domínios.

O deputado municipal Miguel Fernandes, da bancada do CDS-PP na Assembleia Municipal de Aveiro, entregou uma proposta de recomendação à Câmara, defendendo uma geminação com Veneza. Miguel Fernandes apontou para uma lista de 13 geminações com Aveiro, de vários países, e conclui que «por incrível que pareça, não consta a de Aveiro com Veneza!».

«Porque é que o município de Aveiro nunca se geminou com uma cidade tão próxima e familiar para si quanto a de Veneza?», pergunta ao mesmo tempo que associa esta iniciativa à candidatura da Ria às Sete Maravilhas Naturais do Mundo. A apresentação da proposta na Assembleia Municipal teve um comentário, de Jorge Afonso, do Bloco de Esquerda, que discorda da geminação, preferindo, não com a cidade italiana, mas usando o argumento da água, com a holandesa Amesterdão. Com Veneza é «pretensiosismo», concluiu.

Mas, para Miguel Fernandes não é. Se estivessem geminadas, Aveiro poderia tornar-se «a cidade do romance, através da criação de novos percursos turísticos nos canais e ruas, iniciativas com inspiração veneziana e a doação recíproca de moliceiros e gôndolas para exposição nos seus canais». Com as duas geminadas poderia haver um «intercâmbio de iniciativas culturais e recreativas, por exemplo o Carnaval, exposições, cinema, festivais, exposições, manifestações artísticas, na divulgação de valores do património natural, edificado e da museologia».

Defende ainda o «fomento das relações entre organismos representativos de profissões liberais e artísticas e entre entidades ou instituições culturais; intercâmbio de materiais de divulgação e informação turística». A relação permitiria também o incentivo à possibilidade de criar «condições privilegiadas de alojamento, restauração, visitas a museus e utilização de estruturas de transporte e de lazer em condições especiais». No âmbito da relação que Miguel Fernandes defende seria ainda possível a «produção e troca de informação acerca de programas de reabilitação urbana, modelos e sistemas de transporte marítimo e fluvial, estruturas de embarque e demais logística, sistemas e mecanismos hidráulicos de gestão das correntes marítimas, soluções de tratamento de águas e seus efluentes e projectos de conservação ambiental».

Para Miguel Fernandes, uma geminação com Veneza reforçaria «o crescimento das relações internacionais do município, possibilitando o conhecimento das vivências locais e o fomento do intercâmbio de ideias, experiências e soluções em áreas tão diversas como as do turismo, cultura, economia, transporte marítimo, reabilitação urbana, gestão de recursos hídricos, ambiente e desenvolvimento local sustentável». De resto, diz o elemento da bancada do PP, «há imensas semelhanças históricas ligadas às suas tradições náuticas e referências culturais, para além de muitos elementos naturais e físicos, como a água e os canais que as transpõem».

Fonte: Diário de Aveiro.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Maior réptil marinho

Cientistas noruegueses afirmam que o fóssil de um réptil marinho gigante encontrado numa ilha do oceano Ártico, em 2006, é o maior já encontrado.


O pliossauro, que viveu na era jurássica, há 150 milhões de anos, foi descoberto numa das ilhas do arquipélago norueguês de Svalbard. Junto com outros 40 répteis, a espécie forma uma “coleção de tesouros” identificada no local.

Apelidada de “O Monstro” pelos pesquisadores, a criatura gigantesca teria 15 metros de comprimento do focinho à nadadeira.

O líder da expedição, o paleontólogo Jorn Hurum, da Universidade de Oslo, disse que a espécie tem comprimento 20% maior do que o maior réptil marinho já encontrado até então – um pliossauro encontrado na Austrália chamado kronossauro.

Predadores

“Nós fizemos uma ampla pesquisa e agora sabemos que temos o maior pliossauro já encontrado”, disse Hurum à BBC.

“A nadadeira tem três metros de comprimento e poucas partes estão faltando. Na segunda-feira, nós juntamos todos os ossos e ficamos impressionados, pois nunca havíamos visto a ossada completa”, disse o paleontólogo.
Os pliossauros fazem parte de um grupo de répteis extintos que viveram nos oceanos na época dos dinossauros.

O corpo do réptil era em forma de gota e tinha duas grandes nadadeiras que aumentavam seu impulso dentro da água.
Segundo o paleontologista Richard Forrest, os animais eram “grandes predadores”.

“Se você comparar o crânio de um grande pliossauro com o de um crocodilo, fica claro que o do pliossauro é muito mais desenvolvido para morder. Tem músculos muito maiores e mandíbulas mais robustas”, disse Forrest.

“Um grande pliossauro era grande o suficiente para abocanhar um carro pequeno e parti-lo ao meio.”

“O monstro” foi escavado em agosto de 2007. Antes de ser levado para o Museu de História Natural, em Oslo, os paleontólogos removeram com as mãos toneladas de pedras que envolviam o fóssil.

Nas escavações, feitas sob fortes ventos, chuvas, temperaturas abaixo de zero e a ameaça de ataques de ursos polares, os pesquisadores conseguiram recuperar o focinho, alguns dentes, a maior parte dos ossos do pescoço e das costas e uma nadadeira quase completa.

Os especialistas pretendem retornar a Svalbard, onde devem continuar as escavações num local onde um outro pliossauro foi identificado.

Fonte: BBC Brasil

Cântaro com testo e púcaro

Peça em porcelana moldada e relevada, produzida na Fábrica de Porcelanas da Vista Alegre, possui a marca VA carimbada a verde grande fogo (1922-1947). A peça em forma de ânfora possui, na zona central, uma cartela decorada com motivos geométricos e o brasão da Vila de Ílhavo pintado por Palmiro Peixe.
A peça pertence à colecção de cerâmica do Museu Marítimo de Ílhavo.

Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo - "Agenda de Eventos VIVER EM…"

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Memórias IV

Foto de Dr. João de Oliveira - Antiga estrada da Sacor


Foto de Dr. João de Oliveira - Entrada da Barra

Barra: Marina pode ser um projecto de Potencial Interesse Nacional

Vão quase quatro anos que o projecto da Marina da Barra foi travado pelo então governo social-democrata, por razões ambientais. O consórcio não desistiu e agora há a possibilidade de ganhar o estatuto de projecto de Potencial Interesse Nacional (PIN) facilitando o seu avanço.

Existe a possibilidade do projecto da Marina da Barra, travado em 2004 pela Secretaria de Estado do Ambiente, pelo anterior governo social-democrata, vir a ser abrangido pelo estatuto de projecto de Potencial Interesse Nacional (PIN). Esta seria uma forma de possibilitar o avanço deste projecto, um investimento de um consórcio que ainda não desistiu de avançar com o empreendimento, passados quase quatro anos do chumbo ambiental.

Esta possibilidade circula, em termos genéricos, nos meios políticos, sendo matéria confidencial na Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), que coordena estes projectos. O projecto tem «razões enquadráveis no que é considerado PIN», disse ao Diário de Aveiro o deputado socialista de Aveiro, Afonso Candal. Além deste enquadramento, o deputado defende a inclusão da marina no recém-anunciado Polis para a Ria de Aveiro, que reunirá ouros projectos.
«Deixar a marina de fora do Polis seria indefensável», sustenta Afonso Candal.

Ser considerado um PIN permite que o projecto não esteja «sujeito a tanta burocracia», justifica e alcançar aquele estatuto seria «conseguir desencalhar» o que ficou travado, conclui. O Sistema de Reconhecimento e Acompanhamento de Projectos de Potencial Interesse Nacional, «pretende favorecer a concretização de projectos de investimento, assegurando um acompanhamento de proximidade, promovendo a superação dos bloqueios administrativos e garantindo uma resposta célere, nomeadamente em matéria de licenciamento e acesso a incentivos financeiros e fiscais», segundo se lê no «site» do AICEP.

Depois do chumbo do projecto em 2004 - o parecer da Comissão de Avaliação Técnica de Estudo de Impacte Ambiental apontou para a previsão de «impactes negativos, muito significativos, não minimizáveis e irreversíveis» - as últimas declarações públicas sobre este investimento foram proferidas há cerca de um ano. A 30 de Janeiro do ano passado, o presidente da Câmara de Ílhavo, Ribau Esteves, acreditava de que o projecto da marina da Barra seria, finalmente, desbloqueado. Também há um ano, Afonso Candal, no final de uma visita a Ílhavo dos deputados do PS eleitos pelo distrito de Aveiro, disse que o Governo estava «aberto a discutir o projecto». Afonso Candal e o presidente da Câmara de Ílhavo, o social-democrata Ribau Esteves, são dois defensores da construção da marina, mas parece não estarem totalmente de acordo. Logo após a declaração do socialista, o líder da autarquia ilhavense acusou o deputado de fazer «circo político». Em Fevereiro de 2007, o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, referia-se à possibilidade de viabilizar o projecto, caso fossem «salvaguardadas as questões legais e de respeito pelo ambiente».

A ideia divide e une figuras do mesmo e de partidos diferentes e originou movimentos de contestação, sobretudo pela dimensão da componente imobiliária associada à marina.
Fonte: Diário de Aveiro.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

"Praia Nua" de Armando Pereira da Silva

Foto: Costa Nova possivelmente em finais do séc XIX.

«Amanhã, vais ter comigo à praia, vais?
No dia seguinte, era feriado e realizava-se a festa dos pescadores da Costa Nova. A tarde estava quente quando entrei no autocarro para lá. O céu era azul, aquele azul através do qual nos parece descortinar o iodo característico. Atravessei a Gafanha por entre alas enormes de bicicletas e outros meios de transporte, em pro­cura, toda a gente, das praias e da romaria. Foi nessa viagem que conheci aquela com quem brevemente me vou casar.»

Excerto de “PRAIA NUA” - 1963 in Contos, Armando Pereira da Silva

Costa Nova: Mercado já pode vender marisco cozido

A comercialização de marisco cozido voltou ao Mercado Municipal da Costa Nova, cinco meses depois da proibição pela ASAE em Setembro último e da «criação de todas as condições formais na Cozinha dos Armazéns Gerais da Câmara para a transformação do marisco, local que a Câmara Municipal desde logo disponibilizou para este fim, atendendo à incapacidade demonstrada pelos operadores em encontrarem eles próprios uma solução que cumprisse as determinações legais inerentes à transformação deste tipo de produto».

Nesta fase, a comercialização de marisco cozido será efectuada aos Sábados, Domingos e Feriados.Segundo comunicado da autarquia, «a atribuição a esta Cozinha do Registo de Número de Controlo Veterinário, emitido pela Direcção Geral de Veterinária no passado dia 20 de Fevereiro, (após as devidas intervenções e vistorias), (…) foi possível, apenas 3 dias depois, retomar esta actividade tão importante para o Mercado da Costa Nova, para a comunidade local e para o Município de Ílhavo».

Segundo comunicado,o uso da Cozinha é «regida por um conjunto de regras claras e bem definidas, a cumprir escrupulosamente por todas as partes envolvidas no processo, e numa lógica temporária, até à activação da Cozinha do Mercado Municipal da Costa Nova, a implementar na obra de ampliação do referido Mercado».Para o efeito, a Câmara aprovou em reunião do Executivo Municipal de 25 de Fevereiro, o “Contrato de Prestação de Serviços de Transformação e Acondicionamento de Marisco e Condições de Venda de Marisco Transformado no Mercado da Costa Nova”. Segundo a autarquia, «entre outras obrigações, irão suportar os custos inerentes a esta operação».

Fonte: Online News.