sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Os 110 anos da restauração do Município de Ílhavo

Os 110 anos de restauração do Município de Ílhavo é mais um festejo que se comemora no ano de 2008. Apesar de muito se escrever acerca das origens de Ílhavo, não se sabe ao certo a sua origem histórica, sabe-se que é um concelho antigo, mencionado em documentos datados de 1095.

"... a história de Ílhavo esta muito longe de se poder traçar conscientemente pela carência de documentos ao alcance de todos"

In: Artigo publicado no Arquivo do Distrito de Aveiro em 1938 - Rocha Madaíl.

O primeiro Foral de Ílhavo foi concedido por D. Dinis a 13 de Outubro de 1296, deste foral conhece-se apenas o seu registo, mas não se conhece nenhuma cópia, pelo menos que seja do conhecimento público.

A 08 de Março de 1514 D. Manuel I, no âmbito da reforma dos forais, iniciado por Carta Régia em 1497, concede-lhe foral novo, que viria a reger a vida concelhia nacional até à lei de Mouzinho da Silveira, que irá abolir com os Forais. Com a reforma administrativa, Ílhavo acaba por ser extinto como concelho e anexado ao concelho de Aveiro, pelo decreto de 21 de Novembro de 1895. Tal como seria de esperar, esta foi uma medida que não foi bem aceite pela população, que de tudo fez, para que Ílhavo reconquistasse a sua autonomia municipal.

E eis que em 1898, em decreto de 13 de Janeiro, é restaurado o município de Ílhavo, bem como todos os que foram extintos em 1895, para grande contentamento das gentes da terra... De muito interesse e motivo de orgulho foi a sessão extraordinária da Câmara Municipal de Ílhavo do dia 28 de Janeiro de 1898, no qual se debateu este decreto, elegendo o Executivo.

Decorridos 110 anos, 2008 é o ano para festejar este grande acontecimento histórico, e por isso mesmo a Câmara Municipal de Ílhavo, está a promover uma serie de iniciativas ao longo dos 12 meses do ano.

Decreto de 21 Novembro 1895

Decreto de 13 Janeiro 1898


Sessão extraordinária da Câmara Municipal de Ílhavo do dia 28 de Janeiro de 1898.

Aveiro e Gijón - Dois Portos com História

Porto de Aveiro vs Porto de Gijón



Os portos de Aveiro e Gijón (Espanha) assinaram ontem um acordo com vista a aumentar a competitividade, no âmbito dos novos projectos europeus "Auto-estradas do Mar" e "Marco Europeu", e a desenvolver novas linhas de negócio conjuntas.

O acordo foi firmado na sede da Administração do Porto de Aveiro pelo seu presidente, José Luís Cacho, e pelo presidente da Autoridade Portuária de Gijón, Fernando Menéndez Rexach, no mesmo dia em que, pela primeira vez, um navio efectuou o movimento entre os dois portos com uma carga agro-alimentar.



"O acordo que vincula os dois portos abre vastos horizontes e é uma parceria de vontades que cabe agora aos empresários potenciar e aproveitar", disse José Luís Cacho, realçando que o porto espanhol "se encontra em expansão, à semelhança do porto de Aveiro, com a diferença de escala, sendo um porto que tem mostrado um forte dinamismo".

Segundo o presidente da APA, Gijón é "um exemplo de boas práticas de gestão" e o convénio assinado hoje "vai permitir a troca de experiências, com vista ao crescimento em novas áreas de negócio". Fernando Menéndez Rexach salientou que o tráfego marítimo é o sector mais globalizado e que, "no mercado globalizado, os utilizadores têm a ganhar com o conhecimento em rede dos pontos fortes de cada um dos dois portos" que o acordo propicia.



Pelo documento hoje assinado, ambos os portos se comprometem a trocar informação relacionada com os tráfegos de cada porto, o historial estatístico de cada um, projectos de desenvolvimento da infra-estrutura portuária e estudos genéricos de mercado, tendo em vista o aumento de tráfego. Além de acções de formação, são previstas também parcerias comerciais para promover o tráfego e outras actividades portuárias, bem como o fomento de negócios nos dois portos, através dos respectivos processos de promoção. Uma das vertentes de cooperação que está a ser estudada é a do tráfego de contentores, que ambos os portos querem incrementar. Actualmente, o porto do Cantábrico possui já linhas regulares de transporte de contentores com Roterdão, Barcelona, Livorno, Canárias e Marrocos, com escalas em Bilbau, Vigo e Lisboa.


Uma das possibilidades admitida pelos responsáveis dos dois portos é a do porto de Aveiro vir a servir de escala a algumas linhas regulares que o porto espanhol pretende diversificar. Gijón é o primeiro porto espanhol no movimento de granéis, ocupa o sexto lugar no ranking geral dos portos espanhóis e é o quarto em resultados de exploração. Tem em curso obras para duplicar a sua capacidade, com a construção de novos terminais, reforçando e ampliando o seu posicionamento como grande porto do nordeste peninsular, no âmbito do Sistema Portuário Espanhol. Às relações de complementaridade ontem estabelecidas entre os dois portos não é alheio o facto de ambos se assumirem como "portas marítimas" do centro de Espanha, e concretamente da província de Castilla y León.




O porto de Aveiro tem estado envolvido na criação do porto seco de Salamanca, beneficiando agora da ligação à fronteira pela A25, sendo o porto atlântico mais próximo de Madrid. Por seu turno, o porto de Gijón dispõe da A66 que o liga a Madrid, além da rede ferroviária, através da linha da RENFE a León, e formalizou acordos com o governo autónomo de Castilla y León para desenvolver a sua rede logística, bem como convénios de colaboração com as associações empresariais de León, Zamora e Valladolid.

Fonte: Porto de Aveiro.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

À entrada da Barra...

Num destes dias, ao passar pelo Forte da Barra, fui presenteada com este magnifico cenário... o por do sol, o mar e o farol... Lindo!!!!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Naufrágio do Primeiro Navegante A-560-N


Esta minha "aventura" tem-me levado a descobrir, acerca desta terra, histórias surpreendentes. Mesmo não sendo gafanhoa, nem aveirense de gema, esta foi a terra que me viu crescer e desde cedo me conquistou...
As imagens que aqui vos trago hoje são imagens do naufrágio do "Primeiro Navegante" A-560-N, foi construído na Gafanha da Nazaré em 1940, por Manuel Maria Bolais Mónica, para a Empresa Ribaus & Vilarinhos, Lda, no entanto, passados poucos anos, acaba por naufragar, às portas de “casa”. Foi em meados de Outubro de 1946, quando o "Primeiro Navegante", com a ajuda do rebocador "Vouga", começava a entrar no canal da barra, com cerca de 25/30 metros de largura, em frente à meia laranja, é assolado por alterosas vagas, acompanhadas por fortes rajadas de vento, o "Vouga" não aguentou a proa do navio e este foi arrastado para sul, acabando por encalhar no banco de areia. O rebocador "Marialva" ainda tentou ir em seu auxílio, mas de nada adiantou, pois o "Primeiro Navegante" já era pertença do mar e do vento.

Aveiro e Gijón tornam-se Portos Irmãos

Vista aérea do porto de Gijón

Os portos de Aveiro e de Gijón vão geminar-se esta quinta-feira, dia 24 de Janeiro. A assinatura pública do Acordo Internacional de Portos Irmãos vai ser assinada às 11 horas por José Luís Cacho (Administração do Porto de Aveiro) e por Fernando Menéndez Rexach (Autoridade Portuária de Gijón).

O acordo de geminação integra o programa da visita de uma delegação da Autoridade Portuária de Gijón ao Porto de Aveiro. Uma hora antes da celebração do acordo terão início as apresentações dos dois portos.O programa inclui ainda uma visita ao Porto anfitrião.

Tendo por base o acordo de geminação, ambos os portos se comprometem ao livre e franco intercâmbio de informação relacionada com os tráfegos de cada porto; informação sobre o historial estatístico de cada um; projectos de desenvolvimento da infra-estrutura portuária e estudos genéricos de mercado, tendo em vista o seu aumento de tráfego.

Os portos de Aveiro e de Gijón estudarão a possibilidade de criar meios técnicos e financeiros, através de empresas conjuntas ou outros acordos comerciais, para promover o tráfego e outras actividades portuárias. A cooperação na formação de grupos técnicos de trabalho para intercâmbio de visitas de formação é outra das virtualidades do acordo, que prevê também a “actuação como embaixadores de boa vontade entre os dois portos”. Através do seu processo de promoção, fomentar-se-á a “relação e vantagens de estabelecer negócios com os Portos Irmãos”.


Será criado um grupo de trabalho incumbido de pôr em prática as intenções do acordo a assinar depois de amanhã. A realização de reuniões regulares, a fim de analisar o desenvolvimento das iniciativas, está também prevista no clausulado. A Administração do Porto de Aveiro convida os órgãos de comunicação social a estarem presentes na sede da APA, na próxima quinta-feira, para a cobertura deste acto de inegável significado para ambas as estruturas portuárias, assim como para um intercâmbio ibérico que se pretende seja o mais frutuoso possível.

Será criado um grupo de trabalho incumbido de pôr em prática as intenções do acordo a assinar depois de amanhã. A realização de reuniões regulares, a fim de analisar o desenvolvimento das iniciativas, está também prevista no clausulado. A Administração do Porto de Aveiro convida os órgãos de comunicação social a estarem presentes na sede da APA, na próxima quinta-feira, para a cobertura deste acto de inegável significado para ambas as estruturas portuárias, assim como para um intercâmbio ibérico que se pretende seja o mais frutuoso possível.

Fonte: Porto de Aveiro.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Jardim Oudinot

Imagens como estas, já fazem parte de todos nós... revelam um espaço já hà muito esquecido no tempo. No entanto as imagens de degradação e abandono, dentro em breve darão lugar a uma espaço aprazível e digno para toda aquela zona.

Será o maior e melhor Parque da Ria de Aveiro ou talvez de toda a região, onde serão construídas diversas infraestruturas, nomeadamente um ancoradouro de recreio, percursos pedonais, que farão a ligação entre a parte antiga e nova do Jardim, equipamentos desportivos, parques infantis e uma praia fluvial com apoio de bar, estando também prevista a devida iluminação de toda a zona, para que possa ser utilizada com a devida segurança pelos cidadãos...

No entanto, estima-se que no Verão toda a obra já esteja concluída, servindo desta forma como palco da recepção à Regata Comemorativa dos 500 anos do Funchal, e que fará escala no "nosso" Município, de 20 a 23 de Setembro.

Até lá, e enquanto as obras não começam, deixo-vos aqui o projecto do tão desejado parque da Ria.


Barcos Tradicionais Portugueses


"Barcos Tradicionais Portugueses - Navegações, instantes e devoções", é uma exposição de fotografia, da autoria de Manuel Gardete, patente no Museu Maritimo de Ílhavo e no Navio - Museu Santo André.

Para as exposições temporárias, a entrada é livre, por isso não deixe de marcar presença.

De 12 de Janeiro 2008 a 13 Abril de 2008.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Aveiro: Cheias de 1938.

Já diz o ditado popular que "Recordar é Viver" e hoje, resolvi trazer até vós, alguns relatos visuais de um acontecimento que ficou para a história de Aveiro... as grandes cheias de 1938. Estas acabaram por causar alguns estragos, inundando toda a zona baixa da cidade...
Este registo dificilmente se apagará da memória dos aveirenses, sobretudo, aqueles que viveram de perto tal acontecimento... somente as imagens, da autoria de Raul Marques de Almeida, poderão falar e descrever tais acontecimentos...

Na imagem podemos ver com que facilidade as águas da ria de Aveiro, se apoderam de tudo o que esta em seu redor. Nesta foto vê-se o canal central e parte da zona do Rossio.

Este é um cenário algo assustador... na imagem vê-se o Canal Central e Ponte de S. João, mais à direita, podemos ver parte da Praça do Rossio.
Nesta foto vemos o Canal Central e parte da Praça do Comércio a actual Praça Melo Freitas.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Porto de Aveiro tem à venda nova frente urbana junto à ria


Vai surgir em Aveiro uma nova frente urbana no seguimento do programa Polis, entre os canais da Ria, na zona da antiga lota, que a administração portuária tem à venda por 11 milhões de euros.São cerca de 120 mil metros quadrados junto ao centro da cidade que foram agora desanexados do domínio público, por decreto-lei publicado no “Diário da República”, e integram o património da Administração do Porto de Aveiro (APA).

A reconversão da zona da antiga Lota do Porto de Aveiro era “o eixo de maior expressão” da intervenção do Programa Polis na cidade de Aveiro, mas apesar disso não chegou a ser concretizada antes da extinção da sociedade AveiroPolis, tendo os respectivos projectos passado para a autarquia.O programa previa a reabilitação de uma área desqualificada e desactivada, numa zona sensível e próxima do centro da cidade, mediante a construção de espaços de lazer, zonas habitacionais, de comércio e de serviços.

A Câmara de Aveiro havia manifestado interesse em adquirir a área, mas não tem disponibilidade financeira para o valor atribuído, e a APA vai avançar para a venda a fim de realizar dinheiro que lhe permita realizar obras de acessibilidade marítima.

Nova ponte prevista

“O objectivo, dentro da deliberação do accionista, é promover a venda do terreno e a desanexação do domínio público foi feita com o intuito de delimitar o terreno, do ponto de vista dominial, de forma ao processo ser claro e transparente”, explicou à Lusa José Luís Cacho, presidente da Administração do Porto de Aveiro.

Na qualidade de herdeira dos projectos da sociedade Polis, é a Câmara de Aveiro a responsável pelas benfeitorias que estão a ser feitas na área que a APA pretende vender.

O projecto envolve a construção de uma nova ponte sobre o canal das Pirâmides, a consolidação da plataforma da antiga Lota, bem como a reparação da eclusa do canal central.

São obras comparticipadas em 75 por cento por fundos comunitários e assumidas pela Câmara de Aveiro, que já recebeu a comparticipação financeira.

José Luís Cacho compreende as dificuldades da autarquia para adquirir a área, mas lembra que o valor dos terrenos foi encontrado através de uma avaliação independente e justifica que seja a Câmara que os esteja a valorizar, com um protocolo celebrado entre as partes.

Câmara disponível para colaborar

“Foi feito um protocolo com a Câmara, pelo qual ela executava a contenção periférica dos terrenos, e que estabelecia também a alienação da área do Tir-Tif [antigo parque de camiões junto à alfândega]. Vendendo os terrenos na lota, entregamos ao Município os do Tir-Tif”, explicou.

Élio Maia, presidente da Câmara de Aveiro, disse à Lusa estar disponível para colaborar com a APA: “Temos interesse em que se resolva e não propriamente no terreno, por dificuldades financeiras, porque são valores muito elevados para as actuais possibilidades do Município, mas estamos disponíveis para colaborar com o proprietário numa solução”.

O autarca salienta que, pelo acordo firmado com a APA, o Município está a realizar as obras na lota, mediante a contrapartida da cedência de cerca de 70 mil metros quadrados na zona do Tir-Tif, mas desconhece que haja alguma cláusula que faça depender essa cedência da venda dos terrenos abrangidos pelo Polis.

Quanto à área do Tir-Tif, onde a Fundação Bissaya Barreto pretendeu, em tempos, construir um parque temático, Élio Maia diz que nada está ainda definido sobre o seu destino, após reverter para a Câmara.
Fonte: Público.