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quarta-feira, 12 de março de 2008

O farol, um amigo - por Manuel Olívio da Rocha

Ainda de Pedra em Pedra... por Manuel Olívio da Rocha, um gafanhão, já há muitos anos radicado no Porto, recorda com "graça" as suas brincadeiras de infância, passada na Gafanha da Nazaré, junto da Ria.


O Farol, um amigo.

"Hoje, afeitos aos truques electrónicos, quase não ligamos à luz do Farol.
À noite, entrava-me pela janela o foco e, eu e meu irmão, entretínhamo-nos a contar o tempo de uns sinais para os outros.
Aguçava a nossa curiosidade e regularidade dos ditos sinais. Como é que eles faziam isso? E para que servia?
… Os pescadores contavam-nos casos vividos por eles em que, se não tinham naufragado, o deviam aos faróis que os avisavam do perigo…
Então ainda gostávamos mais daquela luz. Era como se um Amigo nos entrasse pela janela. E adormecíamos bem acompanhados…"

In: Boletim Cultural da Gafanha da Nazaré N.º 1 - 1.º Semestre de 1985 - Ano I.

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