200 anos da Barra de Aveiro

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domingo, 30 de dezembro de 2007

Capitão Francisco Correia Marques

Nado e criado em terras de Ílhavo, foi o dia 14 de Dezembro de 1930 que o viu nascer. Descendente de uma família marcada pelo odor da maresia, seu pai e avô foram ilustres scadores, tendo o primeiro daqueles embarcado, em plena meninice, com apenas 10 anos de idade (1906), como moço no lugre Gazela e, em 1919, como capitão na galera Ferreira. Aos 16 anos, Francisco Marques terminou o curso Liceal ingressando na Escola Náutica, concluindo o curso com 18 anos. Embarca, por esta altura, no S. Gonçalinho rumo à Gronelândia.

De 1948 a 1950 desempenhou funções de piloto no arrastão S. Gonçalinho. Nas campanhas do bacalhau de 1951 a 1953 foi imediato no lugre Adélia Maria (pesca à linha) e, de 1954 a 1960, Capitão do referido navio. Com a mestria de quem conhece o mar como a palma das mãos comandou embarcações como o João Vilarinho, S. Rui, Neptuno e Creoula. De 1964 e 1975 trabalhou na secagem do bacalhau e aparelhamento de navios na Parceria Geral de Pescarias do Barreiro.

Aposentou-se em 1987, mas não se alheou do mar...
Foi convidado para fazer cursos de formação, primeiro sobre a pesca do bacalhau na Empresa de Pesca de Aveiro, em 1997, e depois fez 2 anos de cursos de marinharia, no Sindicato dos escadores, em Aveiro. Em parceria com a Dra. Ana Maria Lopes, antiga directora do Museu Marítimo de Ílhavo, e estudiosa da Ria e das suas embarcações, escreveu o livro "Faina Maior". Colaborou no filme "A Glória desta Faina" e no projecto "De Novo na Terra Nova" (1998), sendo nomeado como Director de Treino na viagem do Creoula a S. John’s.

Em 1999, foi convidado pelo Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo a assumir o cargo de Director do Museu Marítimo, que desempenhou até Junho de 2002. Acções de formação em diversos estabelecimentos de ensino, palestras em várias instituições sobre a pesca do bacalhau, são amarras que continuam a ligar este homem ao mar.

Mestre na arte de marear, entregou-se intrépido, desde tenra idade ao desbravar de ventos e marés em busca de mares pródigos de peixe e de portos longínquos seguros.

Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo.

1 comentário:

Joao Rebimbas disse...

O mau pai,Domingos Tavares Rebimbas, era bacalhoeiro e foi embarcado no navio Adelia Maria nos anos 1951 e 1952 e no Sao Goncalinho nos anos 1953 a 1957. Faleceu em 1967 na Fiqueira da Foz quando eu tinha apenas 5 anos. Eu tenho procurado qualquer informcao acerca dele, mas nao tenho tido muito sucesso. Agradecia imenso se me pudessem auxiliar na pesquiza de qualquer informacao acerca do meu pai.

Joao Rebimbas
EUA

e-mail - John.rebimbas@gmail.com